Açúcar União
Os irmãos Nicola e Giuseppe Puglisi Carbone vieram para o Brasil para comercializar o vinho que o pai produzia na Itália. Em 1888, criaram a Companhia Puglisi. Com a imigração italiana na década de 1880, aumentou o número de pessoas habituadas ao vinho italiano e os negócios progrediram. Para diversificar, criaram uma empresa refinadora que reunia várias pequenas. Em 4 de outubro de 1910, fundaram a Companhia União dos Refinadores. A empresa, presidida por Nicola Puglisi Carbone, iniciou suas atividades com 150 operários numa área de 6.300 metros quadrados em São Paulo.
Alka-Seltzer
No inverno de 1928, Hub Bearsley, presidente dos Laboratórios Dr. Miles, visitou uma redação de jornal e viu que nenhum funcionário havia faltado por causa da gripe que estava contagiando todos. Explicaram que eles tomavam uma combinação de aspirina e baking soda. Beardsley pediu para seus químicos testarem a fórmula. O químico Maurice Treneer foi além e criou o Alka-Seltzer três anos depois.
Apple, Macintosh, Microsoft e PC
Em 1976, Steven Wosniak, 26, e Steve Jobs, 21, fundaram uma empresa para fabricar computadores pessoais. A idéia já tinha sido analisada por grandes empresas, que tinham concluído que ninguém se interessaria por isso e que nunca haveria mercado para esses computadores. A sede da empresa funcionava na garagem da casa de um deles e chamava-se Apple Computer.
A Apple foi a empresa que cresceu mais rápido na história dos Estados Unidos, até que a IBM, em 1981, lançou o PC, que logo se tornou o padrão do microcomputadores no mundo todo. Uma dupla de garotos prodígio, Paul Allen e Bill Gates, fundou a Microsoft e desenvolveu o MS-DOS para controlar o hardware fabricado pela IBM. Isso fez com que a Microsoft vendesse milhões de cópias e se tornasse a maior empresa de software do mundo. Para competir com a IBM, a Apple lançou, em fevereiro de 1984, o Macintosh e o mouse.
Aspirina
É da casca do
salgueiro que vem o princípio ativo da aspirina. A salicina e o
salicilato, extraídos dessa árvore, eram usados contra a cefaléia
na Mesopotâmia 3 mil anos a.C. No entanto, a aspirina foi
patenteada pela indústria alemã Bayer em 10 de outubro de 1897. O
químico Felix Hoffmann, com a ajuda do professor Heinrich Dreser,
sintetizou o ácido acetilsalicílico para aliviar as dores
reumáticas de seu pai. O nome do remédio mais popular do século
foi formado assim: "a" vem de acetil; "spir" é
a raiz do ácido espírico (substância quimicamente idêntica ao
ácido acetilsalicílico); e o "ina" é um sufixo que se
adicionava ao nome de todo medicamento no final do século XIX.
Aveia Quaker
Diz-se que a aveia
era uma das sete dádivas de Demétria e tem sua possível origem em
Atlântida, mas não se sabe exatamente quando e onde apareceu. A
Quaker Oats Company foi criada em 1877 por Ferdinand Schumacher,
Henry Parsons Crowell e Robert Stuart, moleiros naturais da cidade
de Ravenna, em Ohio. O símbolo do produto é um quaker, membro de
uma seita protestante inglesa do século XVII.
O produto chegou ao
Brasil no início do século XX, mas a Quaker só iniciou suas
operações aqui em 1952. Inaugurou a primeira fábrica de aveia em
Porto Alegre no ano seguinte.
Avon
O americano David
McConnell vendia livros de porta em porta em Nova York, mas não era
bem recebido nas casas. Então criou uma fragrância nova para
presentear com vidrinhos de perfume quem aceitasse ouvir sua
apresentação. Não demorou para perceber que o perfume estava
fazendo mais sucesso que os livros. Em 1886, fundou a Perfume
Califórnia para vendas de cosméticos em domicílio. Sua primeira
vendedora foi uma viúva, que começou a recrutar outras mulheres. O
nome Avon só foi adotado em 1939, numa homenagem à terra natal do
dramaturgo inglês William Shakespeare, Stratford-on-Avon.
Bombril
Em 1948, Roberto
Sampaio Ferreira recebeu como pagamento de uma dívida uma máquina
de extração de esponjas de lã de aço, até então um produto
importado, caro e pouco acessível. Depois de quatro anos, Ferreira
decidiu substituir os métodos artesanais de produção por duas
novas máquinas e instalou a primeira fábrica de esponjas de aço
no país, comercializadas com o nome Bombril.
Bicicleta Caloi
Em 1898, Luiz Caloi
veio da Itália com Agenor Poletti, um mecânico muito hábil.
Abriram a Casa Poletti & Caloi, que alugava, consertava e
reformava bicicletas de corrida do Clube Atlético Paulistano.
Quatro anos depois, Caloi tornou-se representante exclusivo da
fábrica italiana de bicicletas Bianchi no Brasil. Em 1924, Luiz
Caloi morreu e a nova sociedade formada por seus filhos, Henrique,
Guido e José Pedro, durou pouco. Guido ficou sozinho com a empresa,
que passou a ser Casa Luiz Caloi. Em 1942, as dificuldades de
importar devido à Segunda Guerra Mundial obrigaram-no a produzir
peças de reposição. A Caloi montou uma fábrica com oito
empregados. As bicicletas só começaram a ser feitas totalmente no
Brasil em 1948.
Barbie
A boneca mais famosa
do mundo, lançada em 9 de março de 1959, foi inspirada e ganhou o
nome de Barbie Handler, filha da americana Ruth Handler, fabricante
de brinquedos.
Ruth achava as caras
das bonecas da época infantis demais e desenhou a Barbie com um ar
mais adulto. Ao lado do marido Elliot, que fabricava casas de
bonecas, em 1945 ela fundou a fábrica de brinquedos Mattel.
Ken, o namorado de
Barbie, de 1961, também foi inspirado no filho do casal. Os dois
terminaram, conforme anunciou a fabricante dos bonecos Mattel, em
fevereiro de 2004. Logo depois, ela engatou um namoro com o surfista
australiano Blaine. O boneco foi batizado em junho de 2004 por meio
de uma votação promovida pela Mattel.
Susi, boneca lançada
pela Estrela, foi a coqueluche das meninas nos anos 60 e 70. Também
loirinha, foi inspirada numa boneca americana chamada Tammy. Ela deu
seu lugar à Barbie em 1985.
Ruth Handler morreu
no dia 23 de abril de 2002, aos 85 anos.
Band-Aid
Josephine Dickson,
esposa de Earl Dickson, sempre se machucava cozinhando. Seu marido,
funcionário da Johnson & Johnson e especialista em enfaixar os
machucados dela, pensou em deixar curativos prontos para que a
esposa pudesse colocá-los sozinha. Pôs um pedaço de gaze no meio
de uma tira de esparadrapo e cobriu a superfície adesiva com um
tecido que deveria ser retirado na hora de usar. Os executivos da
companhia gostaram da idéia e a transformaram em um novo produto.
Em 1920, W. Johnson Kenyon sugeriu para o curativo o nome bandaid:
band (faixa, em inglês) por causa do pedaço de esparadrapo e aid
(socorro, ajuda). O Band-Aid começou a ser produzido e
comercializado em 1933, principalmente para hospitais. Em novembro
de 1947 foi lançado ao consumidor.
Enciclopédia
Britânica
A primeira
Enciclopédia Britânica foi publicada em 1768. Tinha 2.659
páginas, divididas em três volumes. Definia mulher, por exemplo,
como "a fêmea do homem". Seus autores eram Andrew Bell,
Collin Macfarquhar e William Smellie. Atualmente, conta com 32
volumes, 30 mil páginas e cerca de 44 milhões de palavras. A
versão em CD-ROM foi lançada apenas em maio de 1994.
Em 1940, Dorita
Barret de Sá Putch, brasileira nascida na Califórnia e filha de um
alto executivo da editora americana, conseguiu a exclusividade da
Enciclopédia Britânica para a América Latina. Em 1963, ela
lançou a Enciclopédia Barsa. O nome era uma combinação do seu
primeiro sobrenome com o do marido já falecido. Dorita morreu em
1973, quando preparava a Enciclopédia Mirador, também uma
combinação de uma sílaba de seu nome com o do segundo marido,
Waldemiro Putch.
Gatorade
Na década de 1960,
pesquisadores da Universidade da Flórida desenvolveram uma bebida
que hidratasse rapidamente o corpo e que ajudasse a prevenir a
desidratação muito comum por causa do clima quente e dos
exercícios fortes. Em 1965, os pesquisadores testaram a fórmula em
dez jogadores do time de futebol da universidade, os Gators, e a
bebida ficou conhecida como Gatorade. Naquela temporada, o time
experimentou um recorde de vitórias. Em 1967, a Stokely-Van Camp
comprou os direitos para produzir e vender a bebida. A Quaker
adquiriu a marca em 1983.
Caneta Bic
Marcel Bich, depois
de trabalhar em uma empresa de tintas durante a Segunda Guerra
Mundial, em 1949 ele comprou uma pequena fábrica de canetas
esferográficas. As canetas vazavam tinta e sujavam os dedos, mas
faziam sucesso, e Bich decidiu investir no produto. Procurou seu
inventor, Ladislao "Laszlo" Biro, comprou a patente e
iniciou a fabricação da caneta Bic, cujo modelo é praticamente o
mesmo até hoje. Atualmente, são vendidas 10 milhões de canetas
por dia.
A novidade chegou ao
Brasil em 1961, e, durante algum tempo, era proibido assinar
documentos e cheques com esferográficas. Mesmo assim, a Bic vendeu
3,6 milhões de unidades em seu primeiro ano no país.
Canivete suíço
Sabendo que o
exército de seu país importava canivetes alemães, Karl Elsener
abriu sua fábrica em 1884. Seus primeiros canivetes Victorinox
foram entregues aos soldados suíços em outubro de 1891. Colocou o
brasão do país para diferenciá-los dos alemães e batizou o
produto homenageando seus pais, Victor e Victoria. Para ampliar o
negócio e atrair usuários mais refinados, Elsener aperfeiçoou o
canivete e, assim, surgiram os modelo com ferramentas: abridor de
latas, chave de fenda, punção e saca-rolhas, serrotinho, alicate,
abridor de garrafas unido a chave de fenda, palito de dentes,
pinça, gancho de pesca, lente de aumento e até uma pequena
bússola. O produto popularizou-se depois da Segunda Guerra Mundial,
com as unidades militares americanas. Hoje, a linha para oficiais
tem 100 diferentes combinações.
Coca-Cola
John Styth Pemberton
(1831-88), um farmacêutico de Atlanta, nos Estados Unidos, já
tinha inventado um tônico à base de álcool e folhas de coca
chamado French Wine Coca. O elixir era uma variação do vinho
Mariani, bastante apreciado na Europa. Acontece que um de seus
ingredientes, o vinho de Bordeaux, ficou caro demais nos Estados
Unidos, e Pemberton decidiu tirá-lo da fórmula. Foi então que ele
preparou um xarope de folhas de coca e extrato de noz de cola, que
os escravos vindos da África usavam como antídoto contra ressaca e
cansaço, Mas a combinação entre a coca e a cola dava à bebida um
gosto amargo. Durante meses, Pemberton misturou diversos
ingredientes até obter um xarope de cor escura e gosto agradável.
No dia 8 de maio de
1886, começou a vendê-lo por cinco centavos o copo em sua própria
farmácia, a Jacob’s Pharmacy, como medicamento contra a ânsia de
vômito. Depois, experimentou adicionar água carbonatada (inventada
pelo médico inglês William Brownrigg, em 1741) ao xarope e
expandiu sua distribuição. Frank Robinson, sócio e contador do
farmacêutico, batizou o produto de Coca-Cola. Desenhou em letras
onduladas o nome que se transformaria numa das marcas mais famosas
do mundo. No início, como a fabricação da Coca-Cola ainda era um
negócio pequeno, o concentrado era embalado em pequenos barris de
madeira, pintados de vermelho, cor do grão da cola.
Em 1891, outro
farmacêutico, Asa B. Candler, que havia tomado o elixir para dor de
cabeça, adquiriu os direitos da fórmula de Pemberton pela quantia
de 2.300 dólares. Oito anos depois, ele iniciou um sistema de
franquia e engarrafou o produto.
Em 1955, a Coca-Cola
estava com problemas para mandar o refrigerante em garrafas de vidro
para as tropas americanas que serviam na Ásia. Decidiu enviar a
bebida em latinhas. A novidade deu tão certo que, cinco anos
depois, ela começou a ser oferecida no mercado dos Estados Unidos.
As latinhas foram lançadas no Brasil, inicialmente no Rio de
Janeiro, em 1981. As folhas-de-flandres passaram a ser substituídas
pelas de alumínio nos Estados Unidos em 1963, e no Brasil, em 1989.
Cotonetes
A idéia de uma haste
com a ponta de algodão foi lançada nos Estados Unidos pela Johnson
& Johnson em 1921. No começo, o Wooden Applicator, uma haste de
madeira com algodão em apenas uma das pontas, tinha seu uso
restrito a hospitais, na aplicação de remédios. Em 1947, o
sucesso do produto fez a Johnson & Johnson lançar o Johnson's
Cotton Tipped Applicator, disponível para venda direta ao
consumidor e indicado para o público infantil. Em 1963, as hastes
foram mudadas de madeira para plástico.
Dunkin' Donuts
Em 1946, os donuts do
americano William Rosenberg faziam tanto sucesso que o horário do
lanche das indústrias da região da Nova Inglaterra que passou a
ser ajustado ao seu itinerário. Para facilitar o consumo, o donut
vinha envolto no açúcar e o café simples, sem açúcar, era
servido numa caneca. Todos os clientes mergulhavam o doce no café
antes de saboreá-lo (mergulhar, em inglês, é to dunk... Dunkin'...
dunkin'... dunkin' donuts). Clientes satisfeitos insistiram para que
ele abrisse uma loja. E assim formou-se a grande rede.
Filtro de papel
Melitta
Na Alemanha, em 1908,
a dona de casa Melitta Bentz não gostava do coador de pano e
resolveu coar o café numa caneca de latão com o fundo perfurado e
recoberto por um pedaço de mata-borrão. Ela patenteou seu invento
e montou uma empresa numa pequena loja de artigos domésticos de
oito metros quadrados. A primeira grande venda foi na feira de
Amostras de Leipzig: 1.250 porta-filtros de alumínio com filtros de
papel. Em 1929, com Horst Bentz, marido de Melitta, a empresa
mudou-se para a cidade de Minden e iniciou as exportações. Após 3
anos, foi fundada na Suíça a primeira filial estrangeira.
Hortz Bentz criou a
Melitta do Brasil na cidade de São Paulo em 1968.
Fusca
Em 1934, o engenheiro
alemão Ferdinand Porsche desenvolveu na sua garagem, em Stuttgard,
na Alemanha, o projeto do fusca. Tinha sido um pedido de Adolf
Hitler e ganhou o nome de Volkswagen - que quer dizer "carro do
povo", ou VW Sedan, como ficou conhecido genericamente. Na
concepção do ditador, um carro popular tinha cinco pontos
importantes:
- deveria ser capaz
de manter uma velocidade média de 100 km/h;
- consumir cerca de 7
litros de combustível para cada 100 quilômetros rodados;
- ter capacidade para
transportar de quatro a cinco pessoas;
- ter refrigeração
a ar por causa dos invernos rigoroso;
- ser barato, em
torno de mil Reich Marks (cerca de 250 dólares em 1934).
Hitler acreditava que
a posse do VW Sedan pelos trabalhadores ajudaria a abafar queixas.
Em outubro de 1936, 3 protótipos do fusca participaram dos
primeiros testes e no ano seguinte, saíram outros 30 carros.
O fusca foi lançado
oficialmente em 1935 e no ano seguinte já era bem parecido com o
modelo que ficou famoso. Em 1938, uma fábrica começou a ser
construída em Hanover para fabricar o VW Sedan em série. Mas no
ano seguinte, com o início da Segunda Guerra Mundial, a produção
do fusca foi substituída pela de jipes e carros anfíbios. Quando a
guerra acabou, em 1945, a fábrica estava praticamente destruída.
Em 1948, o inglês Ivan Hirst resolveu reaproveitar a versão
original e o automóvel passou a ser fabricado novamente.
O primeiro lote de
fuscas chegou ao Brasil no dia 17 de novembro de 1950, importado por
Rodolfo Maerz. E começou a ser fabricado aqui em 3 de janeiro de
1959, obedecendo, com poucas modificações, ao projeto de Ferdinand
Porsche. Foram 27 anos de produção ininterrupta, que teve seu fim
decretado oficialmente no dia 18 de agosto de 1986, quando foi
produzido o carro de número 5.459.079. Em 1993, a pedido do então
presidente da República Itamar Franco, a produção voltou. Foi
até julho de 1996.
Com novo nome e
modelo, o fusca reviveu com o nome de New Beetle e passou a ser
vendido no Brasil em dezembro de 1999. Em 30 de julho de 2003, o
Fusca foi aposentado definitivamente. O último exemplar saiu da
linha de montagem do México para um museu na Alemanha.
Em 21 de julho de
2004, o artista plástico Reynaldo Berto deu início uma exposição
em São Paulo (SP) com doze trabalhos inspirados no carro. Eram
telas e esculturas de madeira pintada, exibidas em uma rede de
cafés da cidade.
Curiosidades:
* Antes de Adolph
Hitler resolver bancar o projeto de carro popular, Ferdinand Porsche
tentou durante 30 anos convencer várias fabricantes a financiar sua
produção.
* O primeiro modelo
de Fusca lançado na Alemanha se chamava V1. A segunda versão do
carro só chegou ao mercado dois anos depois com o nome de VW38.
* Na década de 80, o
Fusca foi eleito “o carro do século XX”.
* Em 1979 surgiu o
Fusca Fafá. Ganhou esse apelido por causa das grandes lanternas
traseiras, alusão aos grandes seios da cantora Fafá de Belém.
* O fusca tinha sua
carroceria aparafusada, diferente da maioria dos carros, que era
soldada. Isso facilitava a manutenção.
* Ele foi estampa de
selos postais em várias partes do mundo.
* O fusca é um dos
poucos carros do mundo que bóia.
* O Guiness - Livro
do Recordes registrou o Encontro Nacional do Fusca, realizado no
Autódromo de Interlagos em 1995. Estavam reunidos 2.728 carros.
* Apesar de ter
incentivado a volta da produção de fuscas, o presidente Itamar
Franco recusou a compra de um modelo oferecido pela Volkswagen. Ele
alegou não ter dinheiro para adquirir um.
* Bananinha é o
apelido que foi dado ao componente eletromecânico que existia nas
colunas dos Fuscas fabricados até 1959, no lugar da tradicional luz
de seta das lanternas.
* No ínicio, o Fusca
vinha com o brasão da cidade onde era fabricado? A figura ficava no
capô dianteiro. As primeiras unidades traziam o brasão da cidade
de Wolfsburg (“o burgo do lobo”), a cidade que foi construída
em função da primeira fábrica da Volkswagen, para abrigar seus
empregados. Era o desenho de um lobo apoiado sobre as torres de um
castelo, próximo a um canal. Quando o carro chegou ao Brasil, muita
gente confundiu o animal e passou a chamar o símbolo de “raposinha”.
* Embora o Fusca
tenha mantido as formas básicas do modelo original ao longo de sua
história, as mudanças no motor, carroceria e equipamentos sofreram
nada menos que 2.500 alterações.
* Em 1970, foi
embarcado o primeiro Fusca brasileiro para a Bolívia e, 10 anos
depois, um total de 380 mil veículos completos havia sido
encaminhados a 62 países de todos os continentes.
* Na década de 60,
uma das principais modinhas nos Estados Unidos era o chamado Beetle
Cramming, algo como “estufamento de besouro”, que consistia em
ver quanta gente conseguia se espremer dentro de um Fusca. No
entanto, de acordo com o Guinness Book (O Livro dos Recordes), a
equipe vencedora da modalidade não era americana, mas austríaca: a
turma da Universidade de Graz colocou 57 pessoas dentro de um Fusca!
* Nos 68 anos que a
Volkswagen fabricou o modelo, foram montados em todo o mundo
21.529.464 Fuscas.
* Um dos fuscas mais
famosos da história é Herbie, o protagonista de uma série de
filmes. O carro, que tem personalidade própria, estrelou Se Meu
Fusca Falasse (1969), As Novas Aventuras do Fusca (1974), O Fusca
Enamorado (1977) e A Última Cruzada do Fusca (1980). Em 2005, a
Disney anunciou que estava lançando um novo longa sobre Herbie.
Herbie: Meu Fusca Turbinado traz o Volkswagen estampado com o
número 53 nas competições da Nascar, a stock car americana. Ele
voltou ao cinema com um visual todo repaginado: ganhou novas saias,
pára-choques cromados, spoiler na traseira, teto solar panorâmico,
pintura perolizada e um novo sistema de áudio.
Danone
Em 1919, o espanhol
Isaac Carasso começou a fabricar iogurte com leite fresco num
pequeno galpão depois de ouvir falar dos benefícios do alimento.
Batizou-o de Danone, as primeiras letras do nome do filho, Daniel,
unidas à palavra inglesa one, pois o menino era o primogênito. O
negócio prosperou pela Espanha e, em 1932, Daniel Carasso montou
uma fábrica na França. Daniel era judeu, e, quando estourou a
Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a se exilar nos Estados Unidos.
Lá fundou a Dannon Companny. Nesse período, as fábricas francesa
e espanhola tinham ficado com pessoas de confiança e, quando Daniel
voltou à Europa, em 1952, reassumiu o controle.
A Danone entrou no
Brasil em junho de 1970, numa associação com a Laticínios Poços
de Caldas. Os primeiros produtos foram o iogurte com polpa de fruta
e o iogurte natural, com ou sem açúcar.
Harley-Davidson
Foi de um barracão
na cidade de Milwaukee, Estados Unidos, em 1903, que saiu a primeira
moto batizada com o sobrenome de seus criadores: o desenhista
William Harley e o engenheiro Arthur Davidson. Tratava-se de uma
bicicleta dotada de um motor de combustão. Era preciso pedalar para
dar partida. Para a Primeira Guerra Mundial, a empresa recebeu do
exército americano a encomenda de 20 mil unidades, algumas com
metralhadoras. Na década de 1930, começou a chegar ao Brasil para
os batedores que escoltavam autoridades. Na Segunda Guerra Mundial,
voltou à luta: 90 mil motocicletas de 750 cilindradas serviram às
forças americanas. Na volta, os próprios ex-soldados impulsionaram
suas vendas.
Em 1969, a marca foi
vendida ao conglomerado American Machine and Foundry Company (AMF),
que tentou modernizá-la, mas não obteve sucesso. Os antigos donos
reassumiram a Harley na década de 80. Em 2003, foi lançado um
modelo com visual arrojado e inovações tecnológicas batizado de
V-Rod.
Jeep
O jipe foi criado na
Segunda Guerra Mundial como um veículo resistente para o envio de
mensagens e reconhecimento de terreno. Desenvolvido por vários
fabricantes, entre os quais a Willys-Overland Company e a Ford Motor
Company, seu nome tem 2 origens possíveis. Jeep era um cachorrinho
da história em quadrinhos Popeye. Na década de 1930, nos Estados
Unidos, costumava-se chamar de jeep qualquer veículo para serviços
pesados. A outra história é a de que Ford, ao construir sua
versão desse carro robusto, colocou as letras GP (pronunciadas
"gi pi" em inglês), que significavam general purpose
(utilidades gerais), e as pessoas utilizaram as iniciais como um
apelido.
Kibon
Em 1938, em Xangai,
na China, a Hazelwood Ice Cream Company, indústria de sorvetes,
ovos desidratados e chocolates, foi atingida pela guerra entre China
e Japão. Seu proprietário, o americano U.S. Harkson, incumbiu o
gerente comercial a procurar um outro país para implantar a
empresa. Ele comprou uma fábrica de sorvete quase falida no Rio de
Janeiro. No dia 24 de julho de 1941, foi fundada a primeira
indústria brasileira de sorvete, a U.S. Harkson do Brasil, com 50
carrinhos, quatro conservadoras e sete funcionários. O primeiro
sorvete que a Kibon lançou foi o Eskibon, seguido pelo Chicabon.
Kinder Ovo
Fundada em 1944 na
cidade de Alba, Itália, a Ferrero é a terceira maior fabricante de
chocolates do mundo. Seu carro-chefe é o Kinder Ovo, lançado em
1975. Os ovos são recheados com cápsulas de plástico que guardam
pequenos brinquedos desmontados. Diariamente, são vendidos 5
milhões de Kinder Ovos no mundo.
O produto foi
lançado no Brasil em 1994. Produzidos para ser vendidos em países
de clima frio, o chocolate não é comercializado no verão.
Kodak
O americano George
Eastman, inventor do filme em rolo, revolucionou o mercado em 1888
criando uma máquina fotográfica simples, leve e barata. Ela foi
batizada de "kodak", nome curto e fácil de ser
pronunciado em qualquer língua. Ao terminar o filme, o cliente
deveria levar a máquina até o local em que a havia comprado para
que ele fosse retirado. As fotos eram reveladas e entregues em dez
dias. Com o slogan "Aperte o botão que nós fazemos o
resto", 90 mil máquinas kodak foram vendidas no primeiro ano.
Leite Moça
À princípio
utilizado como bebida (reconstituído com água), o leite condensado
podia ser armazenado por muito tempo, o que era importante em
períodos de escassez. Somente durante a Segunda Guerra Mundial
donas de casa passaram a utilizá-lo em doces e sobremesas.
O leite condensado
começou a ser importado pelo Brasil em 1890 e era uma alternativa
ao leite fresco, cujo abastecimento era problemático. O produto da
The Nestlé and Anglo Swiss Condensed Milk Company era vendido nas
drogarias e, inicialmente, seu nome era Milkmaid. Mas a jovem da
embalagem, uma camponesa suíça do século XIX, inspirou os
compradores, que pediam o "leite da moça".
Quando a Nestlé
abriu sua primeira fábrica no país, em 1921, na cidade de Araras
(SP) e começou a produzir o produto, optou pelo nome criado
espontaneamente.
Levi's
Levi Strauss chegou
aos Estados Unidos em junho de 1847. Foi trabalhar para seus irmãos
mais velhos, vendendo tecidos e objetos domésticos em Kentucky.
Dois anos depois, partiu para a Corrida do Ouro, na Califórnia.
Vendeu todos seus pertences, mas não conseguiu se desfazer de rolos
de lona. Quis vendê-los como material para tendas ou para cobrir
carroças, mas as pessoas queriam calças resistentes. Em 1850,
contratou um alfaiate e transformou sua lona em macacões, que foram
vendidos rapidamente. Logo abriu uma pequena confecção de calças
em San Francisco. E quando Levi trocou a lona pelo serge de Nimes
(tecido de Nimes), mais resistente e durável, tingiu-o com índigo.
Os americanos, que chamavam o tecido de denim, passaram a chamar a
calça de Levi's blue denim ou blue jeans. Na década de 1860, o
alfaiate Jacob Davis colocou rebites para reforçar os bolsos que
sempre rasgavam. Levou a bem-sucedida idéia para Levi e tornaram-se
sócios.
O número 501 marcava
o lote de tecido da primeira calça jeans de que o mundo teve
notícia. Por isso, o modelo foi chamado de Levi's 501. Ele tinha
costuras reforçadas com arrebites.
A US Top, primeira
calça jeans brasileira a ser feita com índigo blue, foi lançada
em 1972. O jingle da propaganda dizia: "Liberdade é uma calça
velha, azul e desbotada".
Maizena
A Maizena foi criada
nos Estados Unidos em 1856 pelos irmãos Duryea. O produto chegou ao
Brasil em 1889 pela Refinações de Milho Brasil, subsidiária da
norte-americana CPC International, detentora mundial da marca. Até
a instalação da primeira fábrica, em 1930, o amido de milho
Maizena era importado dos Estados Unidos e empacotado aqui. A
embalagem amarela é a sua principal característica. O Analista de
Bagé, personagem do escritor gaúcho Luís Fernando Veríssimo,
costuma dizer que é "freudiano de carregar bandeirinha, mais
ortodoxo do que rótulo de Maizena".
Matte Leão
Os índios guaranis
foram os primeiros a usar folhas e talos da planta Ilex
paraguariensis, ou erva-mate, nativa do sul do Brasil. Depois do
século XVII, a erva começou a ser comercializada em escala
industrial. Em 8 de maio de 1901, no Paraná, Agostinho Ermelino de
Leão Junior fundou a Fábrica Santo Agostinho, indústria de
erva-mate. Quando Leão Junior faleceu, sua mulher, Maria Clara,
assumiu os negócios. Um incêndio destruiu a fábrica em 1912 e a
empresa mudou-se para Curitiba. As exportações chegam a 5 mil
toneladas por ano no começo da década de 1920. Um outro incêndio,
em 1930, queimou a nova fábrica, que tinha geração própria de
energia elétrica, terminal ferroviário exclusivo e uma vila de
casas para operários. No final da década de 1930, a agora
denominada Leão Junior e Cia. colocou no mercado brasileiro o mate
tostado, ainda hoje o carro-chefe da empresa.
McDonald's
Ray Kroc vendia
multimixers, máquinas que batiam 6 milk-shakes de uma só vez. Em
1954, ele foi conhecer um pequeno drive-in de hambúrgueres que
precisava de 8 de seus multimixers de uma só vez. Era o
estabelecimento dos irmãos Dick e Maurice McDonald, onde as pessoas
faziam fila para comprar um hambúrguer por 15 centavos ou uma
porção de batatas fritas por 10 centavos. Krok imaginou que se os
McDonald abrissem mais 10 estabelecimentos, ele poderia vender 80
multimixers.
Os irmãos já tinham
franquias, mas muitas não mantinham os padrões e prejudicavam a
imagem do estabelecimento. Mesmo assim, Kroc os convenceu a abrir
novas lojas. Partiu para Chicago com uma planta do restaurante, uma
receita para as batatas fritas e um contrato que lhe dava permissão
para encontrar novos locais para as filiais. Uma das únicas
exigências era a de que todos os restaurantes deveriam ter a
aparência exata daquele de San Bernardino.
A primeira loja,
aberta em abril de 1955, em Des Plaines, Illinois, foi um grande
sucesso. Em 1957, eram 37 estabelecimentos. A dedicação de Kroc
aos estabelecimentos era total, e logo ele cansou-se da letargia dos
irmãos McDonald. Comprou a companhia com 2,7 milhões de dólares
vindos de um investidor.
Na década de 60, as
lanchonetes ganharam lugares para se sentar. O sistema drive thru
apareceu no início dos anos 70. Ronald McDonald, símbolo da rede,
foi criado em 1963. A rede chegou ao Brasil em 1979, no Rio de
Janeiro. No ano seguinte, instalou-se em São Paulo.
Em 2004, o
norte-americano Morgan Spurlock lançou o documentário Super Size
Me: A Film of Epic Proportions (Eu em Super Tamanho: Um Filme de
Proporções Épicas), em que mostrava a deterioração de sua
saúde após passar um mês comendo apenas alimentos da rede. O
cineasta começou a gravação com 84 quilos e acabou com 95. Seu
nível de colesterol subiu 60 pontos. Pouco tempo depois, a
lanchonete decidiu retirar do cardápio de todas as suas lojas os
maiores tamanhos de bebida e de batatas fritas. Em contrapartida, as
filiais australianas da rede resolveram se defender das acusações
lançando uma campanha publicitária, que se propõe a separar
"a ficção dos fatos".
Modess
Por milhares de anos,
a proteção menstrual era uma faixa de algum material macio e
absorvente preso por cordões e cintas. Durante a Primeira Guerra
Mundial, surgiram as toalhinhas higiênicas, faixas de tecido
atoalhado que, depois de utilizadas, eram lavadas. Apesar de
relativamente seguras e econômicas, foram um terror para as
mulheres, pois eram grossas, largas e ficavam ásperas depois de
algumas lavadas. Na década de 1930, a Johnson & Johnson lançou
Modess, o primeiro absorvente descartável. Passou a ser importado
dos Estados Unidos em 1933 e só a partir de 1945 foi fabricado no
Brasil. A empresa criou uma conselheira feminina, Anita Galvão, que
respondia a milhares cartas de mulheres que, em sigilo, pediam
conselhos íntimos, livretos educativos e orientação sobre
questões sexuais. A marca Modess virou sinônimo de absorvente
íntimo feminino.
Nescafé
Nos anos 30, houve
uma superprodução de café e os preços do produto no mercado
internacional despencaram. O Brasil, maior produtor na época,
entrou numa crise séria. Entre 1931 e 1938, foram destruídas 65
milhões de sacas de café. Então as autoridades brasileiras
sugeriram que a Nestlé, que já fabricava leite em pó,
desenvolvesse um café solúvel. As pesquisas de Hans Morgenthales
levaram 7 anos e seu grande mérito foi descobrir que se deveria
acrescentar hidratos de carbono na matéria-prima para manter o
aroma do café. A produção de Nescafé foi iniciada em 1939, mas o
produto só chegou ao Brasil em 1953.
Omo
O sabão em pó Omo
foi criado pelo grupo inglês Unilever na década de 1930. Seu nome
é a abreviatura de Old Mother Owl (velha mãe coruja). Na primeira
embalagem, havia uma coruja estilizada. As letras "o" eram
seus olhos, enquanto o "m" formava o nariz e o bico. Foi
lançado no Brasil em 1957.
Rolls-Royce
Rolls-Royce, o carro
mais cobiçado do mundo, surgiu da união entre o mecânico Henry
Royce e o aristocrata Charles Stewart Roll, vendedor de automóveis.
Henry projetou um carro revolucionário e convenceu Charles a
conhecê-lo. Era maio de 1904. Na oficina de Henry, Charles não
gostou do motor de 2 cilindros até perceber que o carro era
silencioso. Depois de um passeio, Charles fez a proposta: criaram a
Rolls-Royce, assegurando o direito de exclusividade na venda de toda
a produção. A parceria durou 6 anos. Charles morreu num acidente
de avião em 1910. Depois da morte de Henry, em 1933, a plaqueta com
as letras RR que identifica a marca passou a ter fundo preto, em vez
do vermelho original. A estatueta A Dama Voadora, que fica na frente
do carro, foi criada em 1910 pelo escultor inglês Charles Sykes.
Sandálias Havaianas
Por volta de 1960,
começaram a chegar do Oriente as chamadas "sandálias tipo
japonesa", que logo fizeram bastante sucesso no Brasil. Para
concorrer com elas, depois de 2 anos de estudos, a São Paulo
Alpargatas lançou, em 14 de junho de 1962, o seu modelo de
sandálias de borracha, batizadas de Havaianas. Ao completar 35
anos, em 1997, a Alpargatas já tinha contabilizado 2 bilhões de
pares vendidos - se fossem colocadas em fila indiana, um pé na
frente do outro, as sandálias dariam 25 voltas do redor da Terra.
Sonho de Valsa
Em 1938, a Lacta
passou a fabricar o Sonho de Valsa, embrulhado em papel estanho
vermelho e recoberto por celofane transparente. Durante 4 anos, o
bombom foi consumido apenas por mulheres, em bombonnières. Em 1942,
a empresa aumentou o tamanho do chocolate e começou a vendê-lo por
unidade em bares e armazéns. Quando o celofane colorido passou a
ser fabricado no Brasil, o Sonho de Valsa ganhou nova embalagem: o
violão do antigo selo passou a acompanhar a imagem de um casal e a
escala musical de uma valsa de Oskar Strauss foi colocada nas
laterais. Hoje, a embalagem já tem alguns detalhes alterados, como
os instrumentos, a roupa do casal e o formato das letras.
Um dos mais antigos
chocolates da Lacta é o Diamante Negro, criado em 1938. Seu nome é
uma homenagem ao jogador da Seleção Brasileira e do São Paulo,
Leônidas da Silva. Ele foi o inventor da "bicicleta" no
futebol, foi uma das sensações da Copa do Mundo de 1938. Seu
apelido era Diamante Negro. O Bis, outro campeão de vendas da
empresa, foi lançado em 1942.
Vick-Vaporub
Os médicos
recomendavam a inalação de vapor de ervas para crianças com
problemas respiratórios. Mas muitos se queimavam com respingos da
água quente. O farmacêutico americano Lunsford Richardson criou,
em 1898, o bálsamo Ben-Gay, usado em casos de gota, reumatismo,
artrites e sinusites. Em 1905, Richardson criou uma nova pomada à
base de mentol e outras essências naturais para atender seu filho,
que sofria de problemas respiratórios. O nome do produto foi uma
homenagem a seu cunhado, o médico Joshua Vick, um de seus mentores.
Vaporub é a palavra que ele criou para dizer "vapor que se
esfrega".
O produto chegou ao
Brasil em 1927.
Walkman
Masaru Ibuka, sócio
da Sony, disse a outro sócio, Akio Morita, que gostaria de ouvir
música o tempo todo, mas que carregar o equipamento era muito
desconfortável. Morita imaginou que muitos jovens tinham o mesmo
problema. Assim, pediu a seus funcionários que construissem um
pequeno toca-fitas experimental, com fones de ouvidos leves e
confortáveis.
Quando o primeiro
walkman foi desenvolvido, em abril de 1979, muitos disseram que o
pequeno aparelho não venderia. Mas Morita acreditou na idéia. Os
vendedores continuavam sem entusiasmo, até que ele lançou um
desafio: se a Sony não vendesse 100 mil aparelhos até o final
daquele ano, ele renunciaria à presidência da empresa, fundada em
1946. Morita ganhou a aposta.