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CONHEÇA AS GRANDES MARCAS REGISTRADAS E QUE SÃO CONHECIDAS POR TODOS NÓS.

AS GRANDES MARCAS

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Açúcar União
Os irmãos Nicola e Giuseppe Puglisi Carbone vieram para o Brasil para comercializar o vinho que o pai produzia na Itália. Em 1888, criaram a Companhia Puglisi. Com a imigração italiana na década de 1880, aumentou o número de pessoas habituadas ao vinho italiano e os negócios progrediram. Para diversificar, criaram uma empresa refinadora que reunia várias pequenas. Em 4 de outubro de 1910, fundaram a Companhia União dos Refinadores. A empresa, presidida por Nicola Puglisi Carbone, iniciou suas atividades com 150 operários numa área de 6.300 metros quadrados em São Paulo.

Alka-Seltzer


No inverno de 1928, Hub Bearsley, presidente dos Laboratórios Dr. Miles, visitou uma redação de jornal e viu que nenhum funcionário havia faltado por causa da gripe que estava contagiando todos. Explicaram que eles tomavam uma combinação de aspirina e baking soda. Beardsley pediu para seus químicos testarem a fórmula. O químico Maurice Treneer foi além e criou o Alka-Seltzer três anos depois.


Apple, Macintosh, Microsoft e PC


Em 1976, Steven Wosniak, 26, e Steve Jobs, 21, fundaram uma empresa para fabricar computadores pessoais. A idéia já tinha sido analisada por grandes empresas, que tinham concluído que ninguém se interessaria por isso e que nunca haveria mercado para esses computadores. A sede da empresa funcionava na garagem da casa de um deles e chamava-se Apple Computer.
A Apple foi a empresa que cresceu mais rápido na história dos Estados Unidos, até que a IBM, em 1981, lançou o PC, que logo se tornou o padrão do microcomputadores no mundo todo. Uma dupla de garotos prodígio, Paul Allen e Bill Gates, fundou a Microsoft e desenvolveu o MS-DOS para controlar o hardware fabricado pela IBM. Isso fez com que a Microsoft vendesse milhões de cópias e se tornasse a maior empresa de software do mundo. Para competir com a IBM, a Apple lançou, em fevereiro de 1984, o Macintosh e o mouse.

Aspirina

É da casca do salgueiro que vem o princípio ativo da aspirina. A salicina e o salicilato, extraídos dessa árvore, eram usados contra a cefaléia na Mesopotâmia 3 mil anos a.C. No entanto, a aspirina foi patenteada pela indústria alemã Bayer em 10 de outubro de 1897. O químico Felix Hoffmann, com a ajuda do professor Heinrich Dreser, sintetizou o ácido acetilsalicílico para aliviar as dores reumáticas de seu pai. O nome do remédio mais popular do século foi formado assim: "a" vem de acetil; "spir" é a raiz do ácido espírico (substância quimicamente idêntica ao ácido acetilsalicílico); e o "ina" é um sufixo que se adicionava ao nome de todo medicamento no final do século XIX.

Aveia Quaker

Diz-se que a aveia era uma das sete dádivas de Demétria e tem sua possível origem em Atlântida, mas não se sabe exatamente quando e onde apareceu. A Quaker Oats Company foi criada em 1877 por Ferdinand Schumacher, Henry Parsons Crowell e Robert Stuart, moleiros naturais da cidade de Ravenna, em Ohio. O símbolo do produto é um quaker, membro de uma seita protestante inglesa do século XVII.

O produto chegou ao Brasil no início do século XX, mas a Quaker só iniciou suas operações aqui em 1952. Inaugurou a primeira fábrica de aveia em Porto Alegre no ano seguinte.

Avon

O americano David McConnell vendia livros de porta em porta em Nova York, mas não era bem recebido nas casas. Então criou uma fragrância nova para presentear com vidrinhos de perfume quem aceitasse ouvir sua apresentação. Não demorou para perceber que o perfume estava fazendo mais sucesso que os livros. Em 1886, fundou a Perfume Califórnia para vendas de cosméticos em domicílio. Sua primeira vendedora foi uma viúva, que começou a recrutar outras mulheres. O nome Avon só foi adotado em 1939, numa homenagem à terra natal do dramaturgo inglês William Shakespeare, Stratford-on-Avon.

Bombril

Em 1948, Roberto Sampaio Ferreira recebeu como pagamento de uma dívida uma máquina de extração de esponjas de lã de aço, até então um produto importado, caro e pouco acessível. Depois de quatro anos, Ferreira decidiu substituir os métodos artesanais de produção por duas novas máquinas e instalou a primeira fábrica de esponjas de aço no país, comercializadas com o nome Bombril.

Bicicleta Caloi

Em 1898, Luiz Caloi veio da Itália com Agenor Poletti, um mecânico muito hábil. Abriram a Casa Poletti & Caloi, que alugava, consertava e reformava bicicletas de corrida do Clube Atlético Paulistano. Quatro anos depois, Caloi tornou-se representante exclusivo da fábrica italiana de bicicletas Bianchi no Brasil. Em 1924, Luiz Caloi morreu e a nova sociedade formada por seus filhos, Henrique, Guido e José Pedro, durou pouco. Guido ficou sozinho com a empresa, que passou a ser Casa Luiz Caloi. Em 1942, as dificuldades de importar devido à Segunda Guerra Mundial obrigaram-no a produzir peças de reposição. A Caloi montou uma fábrica com oito empregados. As bicicletas só começaram a ser feitas totalmente no Brasil em 1948.

Barbie

A boneca mais famosa do mundo, lançada em 9 de março de 1959, foi inspirada e ganhou o nome de Barbie Handler, filha da americana Ruth Handler, fabricante de brinquedos.

Ruth achava as caras das bonecas da época infantis demais e desenhou a Barbie com um ar mais adulto. Ao lado do marido Elliot, que fabricava casas de bonecas, em 1945 ela fundou a fábrica de brinquedos Mattel.

Ken, o namorado de Barbie, de 1961, também foi inspirado no filho do casal. Os dois terminaram, conforme anunciou a fabricante dos bonecos Mattel, em fevereiro de 2004. Logo depois, ela engatou um namoro com o surfista australiano Blaine. O boneco foi batizado em junho de 2004 por meio de uma votação promovida pela Mattel.

Susi, boneca lançada pela Estrela, foi a coqueluche das meninas nos anos 60 e 70. Também loirinha, foi inspirada numa boneca americana chamada Tammy. Ela deu seu lugar à Barbie em 1985.

Ruth Handler morreu no dia 23 de abril de 2002, aos 85 anos.

Band-Aid

Josephine Dickson, esposa de Earl Dickson, sempre se machucava cozinhando. Seu marido, funcionário da Johnson & Johnson e especialista em enfaixar os machucados dela, pensou em deixar curativos prontos para que a esposa pudesse colocá-los sozinha. Pôs um pedaço de gaze no meio de uma tira de esparadrapo e cobriu a superfície adesiva com um tecido que deveria ser retirado na hora de usar. Os executivos da companhia gostaram da idéia e a transformaram em um novo produto. Em 1920, W. Johnson Kenyon sugeriu para o curativo o nome bandaid: band (faixa, em inglês) por causa do pedaço de esparadrapo e aid (socorro, ajuda). O Band-Aid começou a ser produzido e comercializado em 1933, principalmente para hospitais. Em novembro de 1947 foi lançado ao consumidor.

Enciclopédia Britânica

A primeira Enciclopédia Britânica foi publicada em 1768. Tinha 2.659 páginas, divididas em três volumes. Definia mulher, por exemplo, como "a fêmea do homem". Seus autores eram Andrew Bell, Collin Macfarquhar e William Smellie. Atualmente, conta com 32 volumes, 30 mil páginas e cerca de 44 milhões de palavras. A versão em CD-ROM foi lançada apenas em maio de 1994.

Em 1940, Dorita Barret de Sá Putch, brasileira nascida na Califórnia e filha de um alto executivo da editora americana, conseguiu a exclusividade da Enciclopédia Britânica para a América Latina. Em 1963, ela lançou a Enciclopédia Barsa. O nome era uma combinação do seu primeiro sobrenome com o do marido já falecido. Dorita morreu em 1973, quando preparava a Enciclopédia Mirador, também uma combinação de uma sílaba de seu nome com o do segundo marido, Waldemiro Putch.

Gatorade

Na década de 1960, pesquisadores da Universidade da Flórida desenvolveram uma bebida que hidratasse rapidamente o corpo e que ajudasse a prevenir a desidratação muito comum por causa do clima quente e dos exercícios fortes. Em 1965, os pesquisadores testaram a fórmula em dez jogadores do time de futebol da universidade, os Gators, e a bebida ficou conhecida como Gatorade. Naquela temporada, o time experimentou um recorde de vitórias. Em 1967, a Stokely-Van Camp comprou os direitos para produzir e vender a bebida. A Quaker adquiriu a marca em 1983.

Caneta Bic

Marcel Bich, depois de trabalhar em uma empresa de tintas durante a Segunda Guerra Mundial, em 1949 ele comprou uma pequena fábrica de canetas esferográficas. As canetas vazavam tinta e sujavam os dedos, mas faziam sucesso, e Bich decidiu investir no produto. Procurou seu inventor, Ladislao "Laszlo" Biro, comprou a patente e iniciou a fabricação da caneta Bic, cujo modelo é praticamente o mesmo até hoje. Atualmente, são vendidas 10 milhões de canetas por dia.

A novidade chegou ao Brasil em 1961, e, durante algum tempo, era proibido assinar documentos e cheques com esferográficas. Mesmo assim, a Bic vendeu 3,6 milhões de unidades em seu primeiro ano no país.

Canivete suíço

Sabendo que o exército de seu país importava canivetes alemães, Karl Elsener abriu sua fábrica em 1884. Seus primeiros canivetes Victorinox foram entregues aos soldados suíços em outubro de 1891. Colocou o brasão do país para diferenciá-los dos alemães e batizou o produto homenageando seus pais, Victor e Victoria. Para ampliar o negócio e atrair usuários mais refinados, Elsener aperfeiçoou o canivete e, assim, surgiram os modelo com ferramentas: abridor de latas, chave de fenda, punção e saca-rolhas, serrotinho, alicate, abridor de garrafas unido a chave de fenda, palito de dentes, pinça, gancho de pesca, lente de aumento e até uma pequena bússola. O produto popularizou-se depois da Segunda Guerra Mundial, com as unidades militares americanas. Hoje, a linha para oficiais tem 100 diferentes combinações.

Coca-Cola

John Styth Pemberton (1831-88), um farmacêutico de Atlanta, nos Estados Unidos, já tinha inventado um tônico à base de álcool e folhas de coca chamado French Wine Coca. O elixir era uma variação do vinho Mariani, bastante apreciado na Europa. Acontece que um de seus ingredientes, o vinho de Bordeaux, ficou caro demais nos Estados Unidos, e Pemberton decidiu tirá-lo da fórmula. Foi então que ele preparou um xarope de folhas de coca e extrato de noz de cola, que os escravos vindos da África usavam como antídoto contra ressaca e cansaço, Mas a combinação entre a coca e a cola dava à bebida um gosto amargo. Durante meses, Pemberton misturou diversos ingredientes até obter um xarope de cor escura e gosto agradável.

No dia 8 de maio de 1886, começou a vendê-lo por cinco centavos o copo em sua própria farmácia, a Jacob’s Pharmacy, como medicamento contra a ânsia de vômito. Depois, experimentou adicionar água carbonatada (inventada pelo médico inglês William Brownrigg, em 1741) ao xarope e expandiu sua distribuição. Frank Robinson, sócio e contador do farmacêutico, batizou o produto de Coca-Cola. Desenhou em letras onduladas o nome que se transformaria numa das marcas mais famosas do mundo. No início, como a fabricação da Coca-Cola ainda era um negócio pequeno, o concentrado era embalado em pequenos barris de madeira, pintados de vermelho, cor do grão da cola.

Em 1891, outro farmacêutico, Asa B. Candler, que havia tomado o elixir para dor de cabeça, adquiriu os direitos da fórmula de Pemberton pela quantia de 2.300 dólares. Oito anos depois, ele iniciou um sistema de franquia e engarrafou o produto.

Em 1955, a Coca-Cola estava com problemas para mandar o refrigerante em garrafas de vidro para as tropas americanas que serviam na Ásia. Decidiu enviar a bebida em latinhas. A novidade deu tão certo que, cinco anos depois, ela começou a ser oferecida no mercado dos Estados Unidos. As latinhas foram lançadas no Brasil, inicialmente no Rio de Janeiro, em 1981. As folhas-de-flandres passaram a ser substituídas pelas de alumínio nos Estados Unidos em 1963, e no Brasil, em 1989.

Cotonetes

A idéia de uma haste com a ponta de algodão foi lançada nos Estados Unidos pela Johnson & Johnson em 1921. No começo, o Wooden Applicator, uma haste de madeira com algodão em apenas uma das pontas, tinha seu uso restrito a hospitais, na aplicação de remédios. Em 1947, o sucesso do produto fez a Johnson & Johnson lançar o Johnson's Cotton Tipped Applicator, disponível para venda direta ao consumidor e indicado para o público infantil. Em 1963, as hastes foram mudadas de madeira para plástico.

Dunkin' Donuts

Em 1946, os donuts do americano William Rosenberg faziam tanto sucesso que o horário do lanche das indústrias da região da Nova Inglaterra que passou a ser ajustado ao seu itinerário. Para facilitar o consumo, o donut vinha envolto no açúcar e o café simples, sem açúcar, era servido numa caneca. Todos os clientes mergulhavam o doce no café antes de saboreá-lo (mergulhar, em inglês, é to dunk... Dunkin'... dunkin'... dunkin' donuts). Clientes satisfeitos insistiram para que ele abrisse uma loja. E assim formou-se a grande rede.

Filtro de papel Melitta

Na Alemanha, em 1908, a dona de casa Melitta Bentz não gostava do coador de pano e resolveu coar o café numa caneca de latão com o fundo perfurado e recoberto por um pedaço de mata-borrão. Ela patenteou seu invento e montou uma empresa numa pequena loja de artigos domésticos de oito metros quadrados. A primeira grande venda foi na feira de Amostras de Leipzig: 1.250 porta-filtros de alumínio com filtros de papel. Em 1929, com Horst Bentz, marido de Melitta, a empresa mudou-se para a cidade de Minden e iniciou as exportações. Após 3 anos, foi fundada na Suíça a primeira filial estrangeira.

Hortz Bentz criou a Melitta do Brasil na cidade de São Paulo em 1968.

Fusca

Em 1934, o engenheiro alemão Ferdinand Porsche desenvolveu na sua garagem, em Stuttgard, na Alemanha, o projeto do fusca. Tinha sido um pedido de Adolf Hitler e ganhou o nome de Volkswagen - que quer dizer "carro do povo", ou VW Sedan, como ficou conhecido genericamente. Na concepção do ditador, um carro popular tinha cinco pontos importantes:

- deveria ser capaz de manter uma velocidade média de 100 km/h;

- consumir cerca de 7 litros de combustível para cada 100 quilômetros rodados;

- ter capacidade para transportar de quatro a cinco pessoas;

- ter refrigeração a ar por causa dos invernos rigoroso;

- ser barato, em torno de mil Reich Marks (cerca de 250 dólares em 1934).

Hitler acreditava que a posse do VW Sedan pelos trabalhadores ajudaria a abafar queixas. Em outubro de 1936, 3 protótipos do fusca participaram dos primeiros testes e no ano seguinte, saíram outros 30 carros.

O fusca foi lançado oficialmente em 1935 e no ano seguinte já era bem parecido com o modelo que ficou famoso. Em 1938, uma fábrica começou a ser construída em Hanover para fabricar o VW Sedan em série. Mas no ano seguinte, com o início da Segunda Guerra Mundial, a produção do fusca foi substituída pela de jipes e carros anfíbios. Quando a guerra acabou, em 1945, a fábrica estava praticamente destruída. Em 1948, o inglês Ivan Hirst resolveu reaproveitar a versão original e o automóvel passou a ser fabricado novamente.

O primeiro lote de fuscas chegou ao Brasil no dia 17 de novembro de 1950, importado por Rodolfo Maerz. E começou a ser fabricado aqui em 3 de janeiro de 1959, obedecendo, com poucas modificações, ao projeto de Ferdinand Porsche. Foram 27 anos de produção ininterrupta, que teve seu fim decretado oficialmente no dia 18 de agosto de 1986, quando foi produzido o carro de número 5.459.079. Em 1993, a pedido do então presidente da República Itamar Franco, a produção voltou. Foi até julho de 1996.

Com novo nome e modelo, o fusca reviveu com o nome de New Beetle e passou a ser vendido no Brasil em dezembro de 1999. Em 30 de julho de 2003, o Fusca foi aposentado definitivamente. O último exemplar saiu da linha de montagem do México para um museu na Alemanha.

Em 21 de julho de 2004, o artista plástico Reynaldo Berto deu início uma exposição em São Paulo (SP) com doze trabalhos inspirados no carro. Eram telas e esculturas de madeira pintada, exibidas em uma rede de cafés da cidade.

 

Curiosidades:

* Antes de Adolph Hitler resolver bancar o projeto de carro popular, Ferdinand Porsche tentou durante 30 anos convencer várias fabricantes a financiar sua produção.

* O primeiro modelo de Fusca lançado na Alemanha se chamava V1. A segunda versão do carro só chegou ao mercado dois anos depois com o nome de VW38.

* Na década de 80, o Fusca foi eleito “o carro do século XX”.

* Em 1979 surgiu o Fusca Fafá. Ganhou esse apelido por causa das grandes lanternas traseiras, alusão aos grandes seios da cantora Fafá de Belém.

* O fusca tinha sua carroceria aparafusada, diferente da maioria dos carros, que era soldada. Isso facilitava a manutenção.

* Ele foi estampa de selos postais em várias partes do mundo.

* O fusca é um dos poucos carros do mundo que bóia.

* O Guiness - Livro do Recordes registrou o Encontro Nacional do Fusca, realizado no Autódromo de Interlagos em 1995. Estavam reunidos 2.728 carros.

* Apesar de ter incentivado a volta da produção de fuscas, o presidente Itamar Franco recusou a compra de um modelo oferecido pela Volkswagen. Ele alegou não ter dinheiro para adquirir um.

* Bananinha é o apelido que foi dado ao componente eletromecânico que existia nas colunas dos Fuscas fabricados até 1959, no lugar da tradicional luz de seta das lanternas.

* No ínicio, o Fusca vinha com o brasão da cidade onde era fabricado? A figura ficava no capô dianteiro. As primeiras unidades traziam o brasão da cidade de Wolfsburg (“o burgo do lobo”), a cidade que foi construída em função da primeira fábrica da Volkswagen, para abrigar seus empregados. Era o desenho de um lobo apoiado sobre as torres de um castelo, próximo a um canal. Quando o carro chegou ao Brasil, muita gente confundiu o animal e passou a chamar o símbolo de “raposinha”.

* Embora o Fusca tenha mantido as formas básicas do modelo original ao longo de sua história, as mudanças no motor, carroceria e equipamentos sofreram nada menos que 2.500 alterações.

* Em 1970, foi embarcado o primeiro Fusca brasileiro para a Bolívia e, 10 anos depois, um total de 380 mil veículos completos havia sido encaminhados a 62 países de todos os continentes.

* Na década de 60, uma das principais modinhas nos Estados Unidos era o chamado Beetle Cramming, algo como “estufamento de besouro”, que consistia em ver quanta gente conseguia se espremer dentro de um Fusca. No entanto, de acordo com o Guinness Book (O Livro dos Recordes), a equipe vencedora da modalidade não era americana, mas austríaca: a turma da Universidade de Graz colocou 57 pessoas dentro de um Fusca!

* Nos 68 anos que a Volkswagen fabricou o modelo, foram montados em todo o mundo 21.529.464 Fuscas.

* Um dos fuscas mais famosos da história é Herbie, o protagonista de uma série de filmes. O carro, que tem personalidade própria, estrelou Se Meu Fusca Falasse (1969), As Novas Aventuras do Fusca (1974), O Fusca Enamorado (1977) e A Última Cruzada do Fusca (1980). Em 2005, a Disney anunciou que estava lançando um novo longa sobre Herbie. Herbie: Meu Fusca Turbinado traz o Volkswagen estampado com o número 53 nas competições da Nascar, a stock car americana. Ele voltou ao cinema com um visual todo repaginado: ganhou novas saias, pára-choques cromados, spoiler na traseira, teto solar panorâmico, pintura perolizada e um novo sistema de áudio.

Danone

Em 1919, o espanhol Isaac Carasso começou a fabricar iogurte com leite fresco num pequeno galpão depois de ouvir falar dos benefícios do alimento. Batizou-o de Danone, as primeiras letras do nome do filho, Daniel, unidas à palavra inglesa one, pois o menino era o primogênito. O negócio prosperou pela Espanha e, em 1932, Daniel Carasso montou uma fábrica na França. Daniel era judeu, e, quando estourou a Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a se exilar nos Estados Unidos. Lá fundou a Dannon Companny. Nesse período, as fábricas francesa e espanhola tinham ficado com pessoas de confiança e, quando Daniel voltou à Europa, em 1952, reassumiu o controle.

A Danone entrou no Brasil em junho de 1970, numa associação com a Laticínios Poços de Caldas. Os primeiros produtos foram o iogurte com polpa de fruta e o iogurte natural, com ou sem açúcar.

Harley-Davidson

Foi de um barracão na cidade de Milwaukee, Estados Unidos, em 1903, que saiu a primeira moto batizada com o sobrenome de seus criadores: o desenhista William Harley e o engenheiro Arthur Davidson. Tratava-se de uma bicicleta dotada de um motor de combustão. Era preciso pedalar para dar partida. Para a Primeira Guerra Mundial, a empresa recebeu do exército americano a encomenda de 20 mil unidades, algumas com metralhadoras. Na década de 1930, começou a chegar ao Brasil para os batedores que escoltavam autoridades. Na Segunda Guerra Mundial, voltou à luta: 90 mil motocicletas de 750 cilindradas serviram às forças americanas. Na volta, os próprios ex-soldados impulsionaram suas vendas.

Em 1969, a marca foi vendida ao conglomerado American Machine and Foundry Company (AMF), que tentou modernizá-la, mas não obteve sucesso. Os antigos donos reassumiram a Harley na década de 80. Em 2003, foi lançado um modelo com visual arrojado e inovações tecnológicas batizado de V-Rod.

Jeep

O jipe foi criado na Segunda Guerra Mundial como um veículo resistente para o envio de mensagens e reconhecimento de terreno. Desenvolvido por vários fabricantes, entre os quais a Willys-Overland Company e a Ford Motor Company, seu nome tem 2 origens possíveis. Jeep era um cachorrinho da história em quadrinhos Popeye. Na década de 1930, nos Estados Unidos, costumava-se chamar de jeep qualquer veículo para serviços pesados. A outra história é a de que Ford, ao construir sua versão desse carro robusto, colocou as letras GP (pronunciadas "gi pi" em inglês), que significavam general purpose (utilidades gerais), e as pessoas utilizaram as iniciais como um apelido.

Kibon

Em 1938, em Xangai, na China, a Hazelwood Ice Cream Company, indústria de sorvetes, ovos desidratados e chocolates, foi atingida pela guerra entre China e Japão. Seu proprietário, o americano U.S. Harkson, incumbiu o gerente comercial a procurar um outro país para implantar a empresa. Ele comprou uma fábrica de sorvete quase falida no Rio de Janeiro. No dia 24 de julho de 1941, foi fundada a primeira indústria brasileira de sorvete, a U.S. Harkson do Brasil, com 50 carrinhos, quatro conservadoras e sete funcionários. O primeiro sorvete que a Kibon lançou foi o Eskibon, seguido pelo Chicabon.

Kinder Ovo

Fundada em 1944 na cidade de Alba, Itália, a Ferrero é a terceira maior fabricante de chocolates do mundo. Seu carro-chefe é o Kinder Ovo, lançado em 1975. Os ovos são recheados com cápsulas de plástico que guardam pequenos brinquedos desmontados. Diariamente, são vendidos 5 milhões de Kinder Ovos no mundo.

O produto foi lançado no Brasil em 1994. Produzidos para ser vendidos em países de clima frio, o chocolate não é comercializado no verão.

Kodak

O americano George Eastman, inventor do filme em rolo, revolucionou o mercado em 1888 criando uma máquina fotográfica simples, leve e barata. Ela foi batizada de "kodak", nome curto e fácil de ser pronunciado em qualquer língua. Ao terminar o filme, o cliente deveria levar a máquina até o local em que a havia comprado para que ele fosse retirado. As fotos eram reveladas e entregues em dez dias. Com o slogan "Aperte o botão que nós fazemos o resto", 90 mil máquinas kodak foram vendidas no primeiro ano.

Leite Moça

À princípio utilizado como bebida (reconstituído com água), o leite condensado podia ser armazenado por muito tempo, o que era importante em períodos de escassez. Somente durante a Segunda Guerra Mundial donas de casa passaram a utilizá-lo em doces e sobremesas.

O leite condensado começou a ser importado pelo Brasil em 1890 e era uma alternativa ao leite fresco, cujo abastecimento era problemático. O produto da The Nestlé and Anglo Swiss Condensed Milk Company era vendido nas drogarias e, inicialmente, seu nome era Milkmaid. Mas a jovem da embalagem, uma camponesa suíça do século XIX, inspirou os compradores, que pediam o "leite da moça".

Quando a Nestlé abriu sua primeira fábrica no país, em 1921, na cidade de Araras (SP) e começou a produzir o produto, optou pelo nome criado espontaneamente.

Levi's

Levi Strauss chegou aos Estados Unidos em junho de 1847. Foi trabalhar para seus irmãos mais velhos, vendendo tecidos e objetos domésticos em Kentucky. Dois anos depois, partiu para a Corrida do Ouro, na Califórnia. Vendeu todos seus pertences, mas não conseguiu se desfazer de rolos de lona. Quis vendê-los como material para tendas ou para cobrir carroças, mas as pessoas queriam calças resistentes. Em 1850, contratou um alfaiate e transformou sua lona em macacões, que foram vendidos rapidamente. Logo abriu uma pequena confecção de calças em San Francisco. E quando Levi trocou a lona pelo serge de Nimes (tecido de Nimes), mais resistente e durável, tingiu-o com índigo. Os americanos, que chamavam o tecido de denim, passaram a chamar a calça de Levi's blue denim ou blue jeans. Na década de 1860, o alfaiate Jacob Davis colocou rebites para reforçar os bolsos que sempre rasgavam. Levou a bem-sucedida idéia para Levi e tornaram-se sócios.

O número 501 marcava o lote de tecido da primeira calça jeans de que o mundo teve notícia. Por isso, o modelo foi chamado de Levi's 501. Ele tinha costuras reforçadas com arrebites.

A US Top, primeira calça jeans brasileira a ser feita com índigo blue, foi lançada em 1972. O jingle da propaganda dizia: "Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada".

Maizena

A Maizena foi criada nos Estados Unidos em 1856 pelos irmãos Duryea. O produto chegou ao Brasil em 1889 pela Refinações de Milho Brasil, subsidiária da norte-americana CPC International, detentora mundial da marca. Até a instalação da primeira fábrica, em 1930, o amido de milho Maizena era importado dos Estados Unidos e empacotado aqui. A embalagem amarela é a sua principal característica. O Analista de Bagé, personagem do escritor gaúcho Luís Fernando Veríssimo, costuma dizer que é "freudiano de carregar bandeirinha, mais ortodoxo do que rótulo de Maizena".

Matte Leão

Os índios guaranis foram os primeiros a usar folhas e talos da planta Ilex paraguariensis, ou erva-mate, nativa do sul do Brasil. Depois do século XVII, a erva começou a ser comercializada em escala industrial. Em 8 de maio de 1901, no Paraná, Agostinho Ermelino de Leão Junior fundou a Fábrica Santo Agostinho, indústria de erva-mate. Quando Leão Junior faleceu, sua mulher, Maria Clara, assumiu os negócios. Um incêndio destruiu a fábrica em 1912 e a empresa mudou-se para Curitiba. As exportações chegam a 5 mil toneladas por ano no começo da década de 1920. Um outro incêndio, em 1930, queimou a nova fábrica, que tinha geração própria de energia elétrica, terminal ferroviário exclusivo e uma vila de casas para operários. No final da década de 1930, a agora denominada Leão Junior e Cia. colocou no mercado brasileiro o mate tostado, ainda hoje o carro-chefe da empresa.

McDonald's

Ray Kroc vendia multimixers, máquinas que batiam 6 milk-shakes de uma só vez. Em 1954, ele foi conhecer um pequeno drive-in de hambúrgueres que precisava de 8 de seus multimixers de uma só vez. Era o estabelecimento dos irmãos Dick e Maurice McDonald, onde as pessoas faziam fila para comprar um hambúrguer por 15 centavos ou uma porção de batatas fritas por 10 centavos. Krok imaginou que se os McDonald abrissem mais 10 estabelecimentos, ele poderia vender 80 multimixers.

Os irmãos já tinham franquias, mas muitas não mantinham os padrões e prejudicavam a imagem do estabelecimento. Mesmo assim, Kroc os convenceu a abrir novas lojas. Partiu para Chicago com uma planta do restaurante, uma receita para as batatas fritas e um contrato que lhe dava permissão para encontrar novos locais para as filiais. Uma das únicas exigências era a de que todos os restaurantes deveriam ter a aparência exata daquele de San Bernardino.

A primeira loja, aberta em abril de 1955, em Des Plaines, Illinois, foi um grande sucesso. Em 1957, eram 37 estabelecimentos. A dedicação de Kroc aos estabelecimentos era total, e logo ele cansou-se da letargia dos irmãos McDonald. Comprou a companhia com 2,7 milhões de dólares vindos de um investidor.

Na década de 60, as lanchonetes ganharam lugares para se sentar. O sistema drive thru apareceu no início dos anos 70. Ronald McDonald, símbolo da rede, foi criado em 1963. A rede chegou ao Brasil em 1979, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, instalou-se em São Paulo.

Em 2004, o norte-americano Morgan Spurlock lançou o documentário Super Size Me: A Film of Epic Proportions (Eu em Super Tamanho: Um Filme de Proporções Épicas), em que mostrava a deterioração de sua saúde após passar um mês comendo apenas alimentos da rede. O cineasta começou a gravação com 84 quilos e acabou com 95. Seu nível de colesterol subiu 60 pontos. Pouco tempo depois, a lanchonete decidiu retirar do cardápio de todas as suas lojas os maiores tamanhos de bebida e de batatas fritas. Em contrapartida, as filiais australianas da rede resolveram se defender das acusações lançando uma campanha publicitária, que se propõe a separar "a ficção dos fatos".

Modess

Por milhares de anos, a proteção menstrual era uma faixa de algum material macio e absorvente preso por cordões e cintas. Durante a Primeira Guerra Mundial, surgiram as toalhinhas higiênicas, faixas de tecido atoalhado que, depois de utilizadas, eram lavadas. Apesar de relativamente seguras e econômicas, foram um terror para as mulheres, pois eram grossas, largas e ficavam ásperas depois de algumas lavadas. Na década de 1930, a Johnson & Johnson lançou Modess, o primeiro absorvente descartável. Passou a ser importado dos Estados Unidos em 1933 e só a partir de 1945 foi fabricado no Brasil. A empresa criou uma conselheira feminina, Anita Galvão, que respondia a milhares cartas de mulheres que, em sigilo, pediam conselhos íntimos, livretos educativos e orientação sobre questões sexuais. A marca Modess virou sinônimo de absorvente íntimo feminino.

Nescafé

Nos anos 30, houve uma superprodução de café e os preços do produto no mercado internacional despencaram. O Brasil, maior produtor na época, entrou numa crise séria. Entre 1931 e 1938, foram destruídas 65 milhões de sacas de café. Então as autoridades brasileiras sugeriram que a Nestlé, que já fabricava leite em pó, desenvolvesse um café solúvel. As pesquisas de Hans Morgenthales levaram 7 anos e seu grande mérito foi descobrir que se deveria acrescentar hidratos de carbono na matéria-prima para manter o aroma do café. A produção de Nescafé foi iniciada em 1939, mas o produto só chegou ao Brasil em 1953.

Omo

O sabão em pó Omo foi criado pelo grupo inglês Unilever na década de 1930. Seu nome é a abreviatura de Old Mother Owl (velha mãe coruja). Na primeira embalagem, havia uma coruja estilizada. As letras "o" eram seus olhos, enquanto o "m" formava o nariz e o bico. Foi lançado no Brasil em 1957.

Rolls-Royce

Rolls-Royce, o carro mais cobiçado do mundo, surgiu da união entre o mecânico Henry Royce e o aristocrata Charles Stewart Roll, vendedor de automóveis. Henry projetou um carro revolucionário e convenceu Charles a conhecê-lo. Era maio de 1904. Na oficina de Henry, Charles não gostou do motor de 2 cilindros até perceber que o carro era silencioso. Depois de um passeio, Charles fez a proposta: criaram a Rolls-Royce, assegurando o direito de exclusividade na venda de toda a produção. A parceria durou 6 anos. Charles morreu num acidente de avião em 1910. Depois da morte de Henry, em 1933, a plaqueta com as letras RR que identifica a marca passou a ter fundo preto, em vez do vermelho original. A estatueta A Dama Voadora, que fica na frente do carro, foi criada em 1910 pelo escultor inglês Charles Sykes.

Sandálias Havaianas

Por volta de 1960, começaram a chegar do Oriente as chamadas "sandálias tipo japonesa", que logo fizeram bastante sucesso no Brasil. Para concorrer com elas, depois de 2 anos de estudos, a São Paulo Alpargatas lançou, em 14 de junho de 1962, o seu modelo de sandálias de borracha, batizadas de Havaianas. Ao completar 35 anos, em 1997, a Alpargatas já tinha contabilizado 2 bilhões de pares vendidos - se fossem colocadas em fila indiana, um pé na frente do outro, as sandálias dariam 25 voltas do redor da Terra.

Sonho de Valsa

Em 1938, a Lacta passou a fabricar o Sonho de Valsa, embrulhado em papel estanho vermelho e recoberto por celofane transparente. Durante 4 anos, o bombom foi consumido apenas por mulheres, em bombonnières. Em 1942, a empresa aumentou o tamanho do chocolate e começou a vendê-lo por unidade em bares e armazéns. Quando o celofane colorido passou a ser fabricado no Brasil, o Sonho de Valsa ganhou nova embalagem: o violão do antigo selo passou a acompanhar a imagem de um casal e a escala musical de uma valsa de Oskar Strauss foi colocada nas laterais. Hoje, a embalagem já tem alguns detalhes alterados, como os instrumentos, a roupa do casal e o formato das letras.

Um dos mais antigos chocolates da Lacta é o Diamante Negro, criado em 1938. Seu nome é uma homenagem ao jogador da Seleção Brasileira e do São Paulo, Leônidas da Silva. Ele foi o inventor da "bicicleta" no futebol, foi uma das sensações da Copa do Mundo de 1938. Seu apelido era Diamante Negro. O Bis, outro campeão de vendas da empresa, foi lançado em 1942.

Vick-Vaporub

Os médicos recomendavam a inalação de vapor de ervas para crianças com problemas respiratórios. Mas muitos se queimavam com respingos da água quente. O farmacêutico americano Lunsford Richardson criou, em 1898, o bálsamo Ben-Gay, usado em casos de gota, reumatismo, artrites e sinusites. Em 1905, Richardson criou uma nova pomada à base de mentol e outras essências naturais para atender seu filho, que sofria de problemas respiratórios. O nome do produto foi uma homenagem a seu cunhado, o médico Joshua Vick, um de seus mentores. Vaporub é a palavra que ele criou para dizer "vapor que se esfrega".

O produto chegou ao Brasil em 1927.

Walkman

Masaru Ibuka, sócio da Sony, disse a outro sócio, Akio Morita, que gostaria de ouvir música o tempo todo, mas que carregar o equipamento era muito desconfortável. Morita imaginou que muitos jovens tinham o mesmo problema. Assim, pediu a seus funcionários que construissem um pequeno toca-fitas experimental, com fones de ouvidos leves e confortáveis.

Quando o primeiro walkman foi desenvolvido, em abril de 1979, muitos disseram que o pequeno aparelho não venderia. Mas Morita acreditou na idéia. Os vendedores continuavam sem entusiasmo, até que ele lançou um desafio: se a Sony não vendesse 100 mil aparelhos até o final daquele ano, ele renunciaria à presidência da empresa, fundada em 1946. Morita ganhou a aposta.

 
 
 
 
 
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