Você será meu inimigo
se eu te contar a verdade?

Gal: 4,16
                                                                      Marco CarvalhoNa Républica do Café com Leite o coronelismo era a política coercitiva da elite agrária
                                                                         professor de Filosofia, História e Sociologia
                                                                            

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© 2005, marco carvalho

 

ECHELON -  Big Brother Tio San

       Espionar sempre foi uma atividade comum para o governo dos EUA. Com certeza você já ouviu falar em FBI  (Polícia Federal) e principalmente na CIA (Agência Central de Segurança). Mas o que você não sabe, é que existe uma outra agência utra-secreta que quase ninguém sabe ao certo qual o seu papel no intrincado mundo da espionagem. A Agência Nacional de Segurança (NSA), que criou o Echelon, surgiu após a Segunda Guerra Mundial no contexto da guerra fria, com o objetivo de espionar eletronicamente o Bloco Socialista. Inicialmente, a interceptação das mensagens era realizada por operadores humanos e equipamentos rudes, visto que, o mundo ainda não tinha entrado na Era Espacial, e as comunicações de longa distância eram efetuadas por estações de rádio de alta freqüência. Logo, a NSA percebeu que a análise de milhares de dados analógicos por seres humanos era extremamente ineficiente e caro, além de oferecer o risco iminente de vazamento das informações interceptadas e das atividades da NSA.

Em 1960, EUA, Grã-Bretanha, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, assinaram o pacto EUARU, fazendo parceria com Hong Konk, Formosa, Gibraltar, Bermudas, Turquia, Itália, Espanha, Alemanha, Áustria e Irã.  Com isso entrou em operação uma nova rede de espionagem eletrônica muito mais abrangente e sofisticada.

Mas foi no início da década dos 70, com a revolução tecnológica, que o Echelon ganhou o espaço sideral,com o lançamento de vários satélites de espionagem, extremamente produtivos eficientes e confiáveis. Porém, a quantidade de informações captadas era muito grande e estava além da capacidade humana de analisar e processar tais informações, posto que, além de voz, os satélites também interceptavam dados captados de todo o planeta. Por isso, em meados dos anos 80, já na fase II, o Echelon substitui de vez os operadores humanos, colocando em prática o Dictionary; um gigantesco banco de dados com palavras-chave, termos e expressões idiomáticas de todos os idiomas e principais dialetos do mundo. O sofisticado Dictionary conta inclusive com uma versão portátil (Laptop), conhecida por “Oratory”.

Na verdade, o Echelon é um sistema eletrônico internacional que dispõe de procedimentos ilegais para interceptar mensagens sigilosas ou não que circulam aos milhões todos os dias no mundo. O Echelon, administrado por EUA e Reino Unido, é capaz de interceptar qualquer comunicação via satélite e/ou estação de rádio de alta freqüência. Essas estações ainda continuam sendo largamente utilizadas em todo o mundo, inclusive nas comunicações telefônicas da sua cidade. Portanto, fique sabendo que o Echelon pode invadir a privacidade das suas comunicações eletrônicas. Se você assistiu “Inimigo de Estado”, sabe muito bem do que eu estou falando. Todo aquele aparato de espionagem eletrônica que você viu no filme (mesmo com a extravagância hollyodiana), está bem próximo da verdade.

Marco Carvalho, 30/11/2000
atualizado em 25/01/2006

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