Capítulo 2

Bom, como eu disse depois de cinco minutos todas nós fizemos as pazes, e tentamos aproveitar ao máximo o resto do feriado. Tínhamos resolvido pensar nesse negócio aí de Hanson na Argentina só na segunda. Esfriamos a cabeça, e na segunda já estávamos conversando sobre isso. A gente tinha combinado de ir na MTV depois do colégio. A Lella até cabulou o integral dela e a Bina deixou de ficar estudando a tarde inteira. Irmos na MTV também não era nenhuma novidade. Todo mundo lá conhece a gente, os VJ’s sabem os nossos nomes e sabem de muita coisa que acontece conosco (no caso, a Didi). A gente resolveu ir lá pra conversar, porque nós nunca tinhamos nada pra fazer enquanto esperávamos os VJ’s saírem, e não pode subir no prédio. Você tem que ficar lá embaixo esperando se quiser falar com algum VJ, e eles só saem de noite, umas 7 ou 8 horas da noite. E hoje, quer dizer, aquele dia teríamos bastante assunto pra fazer passar o tempo. E a gente precisava falar com a Didi mesmo, então seriam dois coelhos com uma cajadada só. E na MTV também tinha o Miguel, produtor do Quiz. Se você um dia for pro Quiz MTV, acha o Miguel. Você vai ter bastante facilidade... Ele vai ser o cara mais bonito e mais gostoso por alí. (hehe)

Começamos a conversar. Queríamos ver o Hanson na Argentina sim, como não ? E daríamos um jeito de conseguir, não importa o que fizéssemos. Depois de quase um dia todo lá em baixo conversando, chegamos a primeira conclusão: Pediríamos pros nossos pais, afinal, uma viagem pra Argentina não saíria tão caro assim. E depois, minha mãe poderia ir junto, ela é bem doidinha... da primeira vez que o Hanson veio pro Brasil, a gente fretou um ônibus pra ir pro aeroporto. Um ônibus cheio de menina histérica e chorona, e adivinha quem foi a única responsável a ir conosco ? Minha mammy, que passou a madrugada inteira lá no aeroporto e depois foi trabalhar ainda, tadinha !

Então estava decidido. Falaríamos com nossos pais. Enfim a Didi saiu.

Didi > "Oi gente !"- disse cumprimentando algumas outras pessoas que ficavam lá em baixo esperando os VJ’s saírem, como nós. (Você achou que nós seríamos as únicas pessoas a fazer isso ? Tsc, tsc...). A gente esperava aquele montão de gente sair de cima dela primeiro, pra depois irmos conversar. Ela estava descendo as escadas e viu a gente. Acenamos e fomos conversar com ela.

Didi > "Oi Sharon, oi Lella, oi Lynne, oi Bina..."

Todas > "Oi Didi..."

Didi > "Eu ví o e-mail que você mandou Sharon. Que você tem de tão secreto pra falar ?"

Sharon > "Tipo... É que a gente viu qual vai ser a agenda do Hanson, e eles vão vir pra América Latina..."

Didi > "É ? Nossa, legal !" - disse feliz. Óbvio que ela sabia que eramos fanáticas por eles.

Lella > "É, só que eles só vão pra Argentina."

Didi > "E o Brasil ?" - disse parando e pousando para uma foto.

Bina > "Aí que está... Não tem Brasil. Eles vão primeiro fazer a turnê Australiana e só depois vir pra cá..."

Lynne > "Isso se eles vierem, né ?!"

Didi > "Ah, mas pra quê vai pra Austrália e só depois vir pra cá ? Porque não facilita, sai da Argentina e vem pra cá ? E depois vai pra Austrália ?" - dizia distribuindo autógrafos e posando para fotos.

Lella > "A gente se fez a mesma pergunta..."

Sharon > "E a gente queria saber se a MTV daqui vai lá cobrir alguma coisa."

Didi > "Olha Sharon, eu não sei mesmo, viu... Mas, se você quiser, eu posso decobrir e amanhã eu te conto... Dá pra vocês virem aqui amanhã ?"

Lynne > "Eu fiquei sem grana..."

Bina > "Eu tenho que estudar povo... Porque não vem então só a Lella e a Sharon ?"

Didi > "É... vem só vocês duas, aí eu falo."

Ficamos mais um tempo conversando sobre assuntos alheios. Esperamos o Marcos sair, e depois fomos embora.

Tínhamos combinado de falar com nossos pais durante aquela semana, apesar de termos ainda quase um mês para tentar convencê-los. Mas, quanto antes, melhor. Eu resolvi falar com meus pais só na quarta a noite, porque eu ia aproveitar a terça para dar uma faxinada na casa. Meus pais sempre ficavam de bom-humor quando eu arrumava a casa. E iam ficar de mais bom-humor ainda quando soubessem que eu tinha algumas provas em mãos. Todas com notas superiores a 8,5. Ufa, estudar valeu a pena...

Enquanto eu passava a tarde encarnado a faxineira e a Bina estudava, a Lella e a Sharon tinham ido pra MTV. Ficaram lá coversando até a Didi sair.

Didi > "Oi meninas, que bom que vocês vieram !"- disse assim que as viu - "quando o assunto é Hanson vocês não perdem tempo mesmo, hein ?"

Elas riram.

Didi > "Então, deixa eu falar pra vocês... O pessoal daqui nem sabia que o Hanson ia pra Argentina e não viria pra cá. Eu avisei a produção, e eles adoraram a idéia de entrevistá-los. Contataram a MTV latina e a produção do Hanson. Eles vão ter a resposta amanhã."

Lella > "E será que eles não podem levar algumas fãs para entrevistá-los ?"

Didi > "Hmmm... Acho difícil meninas. Eles estavam querendo que eu fosse fazer isso. Vocês vão pra Argentina ?"

Sharon > "Tipo que a gente tá vendo isso ainda. Vamos tentar convencer nossos pais... A gente tem que esperar agora."

Didi > "Ah, tá... Se vocês forem, me avisem, tá ?"

Lella e Sharon sorriram por dentro. Só podia ser coisa boa. Elas concordaram mas não perguntaram o por quê dessas perguntas da Didi.

Bom, meus pais já tinham chegado. Tinham ficado muito de bom humor quando viram que eu tinha dado um jeito na casa, e quando viram minhas provas ficaram contentes também. O que me ajudou mais ainda foi que eles tinham tido um dia gratificante. Meu pai tinha conseguido vender bastante e minha mãe tinha terminaddo os sistemas que ela tinha que montar. (ela é analista de sistemas)

estávamos jantando quando eu toquei no assunto:

Lynne > "Mãe, sabia que o Hanson vai pra Argentina ?"

Bety (minha mãe) > "Puxa, que legal... E pro Brasil ?"

Lynne > "Eles não vem."

Meu pai deu uma risadinha, tirando com a minha cara. Eu mostrei a língua pra ele.

Bety > "Porque não ?"

Lynne > "Não sei. Porque eles não devem ser bons em geografia, e não devem saber que Brasil e Argentina fazem fronteira."

Marcos (meu pai) > "Ou eles simplesmente não gostaram daqui..."- disse irôico. Meu pai não gostava de Hanson, mas ele dizia isso pra brincar.

Lynne > "Ahan, tá pai... Não viaja."

Bety > "E eles vem pro Brasil ?"

Lynne > "Se vier, só no ano que vem."

Bety > "Aaaahhhh..."- disse entendendo, mas sem muito entusiasmo.

Lynne > "E tipo... Eu tava pensando... Será que não dava pra gente viajar pra lá ? Sabe... É que eu queria muito vê-los de novo pra compensar as burradas que eu fiz da úlima vez que eles vieram pra cá..."

Marcos > "Nem pensar..."- disse meu pai convicto. Ele é daqueles pais meio ciumentos, mas que não demosntra isso de jeito nenhum, sabe ?

Bety > "Hmmm... Que dia eles vão pra lá ?"

Eu me enchi de esperança e respondi sorrindo.

Lynne > "16 de outubro !"

Bety > "Sei... Vamos pensar, tá ?!" - Ai ! Graças a Deus eu tinha uma mãe compreensível. Só concordei e naquele dia não toquei mais no assunto, pra não demonstrar o quanto eu estava anciosa. Se eles soubessem da minha empolgação, com certeza não deixariam eu ir. Terminei de jantar e o telefone tocou. Era a Lella. Ela me contou tudo que tinha acontecido na MTV. Eu fiquei mó feliz, e contei pra ela da conversa da minha mãe.

Lella > "Sério que ela falou isso ?"

Lynne > "Sério !"- disse feliz !

lella > "Nossa Lynne ! Que legal ! Mas então você vai poder ir, né ? Dá pra você pedir pra sua mãe falar com a minha ? Porque eu acho que se eu falar com ela ela não vai deixar. Você conhece a minha mãe, né ? Ah, deixa eu te contar. Sabe o Miguel ? Ele perguntou se não dá pra gente ir num Quiz. Dái eu respondi que dava e..."

Bom, ela se empolgou muito e começou a falar sem parar. Era sempre assim quando ela ficava feliz. Quando acabou o assunto, quer dizer, na verdade não tinha acabado, mas ela precisava desligar pra jantar, eu liguei pra Sharon e contei pra ela.

Sharon > "Sua mú ! Você é muito rabuda."

Lynne > "Calma, ela disse que vai pensar ainda."

Sharon > "Ahan, e você não conhece sua mãe, né ? Claro que ela vai deixar !"

Lynne > "E você, falou com a sua mãe ?" - a mãe da Sharon trabalhava numa agência de turismo.

Sharon > "Falei, e ela disse que amanhã mesmo me traz o preço de ônibus, hotel e essas coisas básicas aí."

Lynne > "Legal !"- conversamos empolgadas sobre mais umas coisas, e eu liguei pra Bina. Ela se empolgou muito também, e disse que a mãe dela já tinha deixado, mas que o problema ia ser o pai dela, que ele não deixaria de jeito nenhum.

Lynne > "Mas nem se a minha mãe falar com ele ?"

Bina > "Hmmm... Não sei. Acho que não. Quer dizer, depende. Não sei mesmo."

Lynne > "Bom, a gente vê."

Ficamos mais um tempão conversando e desligamos. Depois disso eu fui dormir, porque estava cansada.

E o tempo foi passando, e nós quatro só jogando aquele ‘veco esperto nos nossos pais, sendo legal e gentil. Pra você ter idéia da gravidade da situação, a Lella começou a ser legal com a outra irmã dela, que chamava Gabi, e evitava de brigar com ela ao máximo. (Pra Lella isso era pior que tortura, porque ela odiava não ter o controle da situação) e a Sharon começou a estudar e ir muito bem nas provas do colégio dela. A Bina, na casa dela, começou a se controlar mais antes de ter chiliques e começou a ajudar o pai dela no que fosse preciso. Eu também: Limpava muito bem a casa antes dos meus pais chegarem, fazia o máximo para ir bem no colégio, e quando ele chegavam, eu sempre estava na mesa da cozinha fazendo lição. E só trazia meu namorado em casa depois que eles chegassem. Estava tudo uma maravilha !

Bom, quando nós fomos dar por nós próprias, já era dia 1º de outubro. Wohooo, passou rápido. Era um domingo, e eu tinha combinado de ir com meu namorado e o povo da nossa classe no boliche de um shopping perto da minha casa, o Center Norte. E a gente tava lá no boliche jogando. Meu dedo tava doendo porque ele tinha sido amassado por uma bola de boliche. A Sharon e a Bina tinham ido dormir na casa da Lella. Eu não tinha ido porque na noite passada tinha uma festa de 15 anos de uma menina da minha classe e eu ia dançar. Se eu não fosse, o Edson (my boyfriend) ia falar um monte. Imagina só, ele entrando lá sozinho. E a minha amiga não ia falar comigo o resto da vida. A Lella, a Bina e a Sharon tinham ido na Fabbrica 5, uma danceteria.

Bom, eu tava lá no boliche. Agora, por força do destino eu acho, acredite você ou não, quem me aparece lá ? A Lella, a Sharon e a Bina. Eu voei pra falar com elas.

Lynne > "FLORES !!!! QUE ‘CÊS TÃO FAZENDO AQUI !?!?!? "- gritei. Elas me viram e correram pra falar comigo, já que eu não podia sair da pista. E mesmo que eu pudese, eu não sairia com aquele sapato bonito (sabe ‘queles sapatos que você tem que usar pra jogar boliche ? Argh, credooooooo !)

Lella > "OIÊÊÊÊ !!!!" - disse empolgada.

Sharon > "Filha, que ‘cê tá fazendo aqui ?"

Lynne > "O que vocês tão fazendo aqui ?"

Bina > "A gente veio andar. Não tinha nada pra fazer na casa da Lella."

A gente ficou conversando. Vez ou outra eu ia lá jogar. Tava demorando, mas tocamos no assunto Hanson.

Sharon > "E aí ? Vai dar pra gente ir pra Argentina ? Tipo que daqui a pouco chega o dia 16."

Lella > "É, eu sei. Sua mãe tem que falar com a minha Lynne."

Bina > "E com meu pai."

Lynne > "Eu vou falar com ela hoje a noite de novo."

Conversamos mais um pouco e eu tive que ir embora, já que eu ia voltar de carona com uma amiga minha, da minha classe. Elas ficaram lá um pouco ainda. Chegando em casa, voltei a falar da viagem com a minha mãe.

Lynne > "Mãe... Sabe ‘quela história do Hanson na Argentina que eu te falei ?"

Bety > "Sei sim. Porque ?"

Lynne > "Então... Vai dar pra gente ir ?"

Bety > "A gente quem ?"

Lynne > "Eu e você e o pai, ou só eu e você, ou só eu. Por favor vai mã..."

Bety > "Hmmm..."- ela colocou a mão no queixo. Agora você provavelmente vai estar pensando: "A mammy da Lynne deixou, falou com a mãe da Lella e com o Papi da Bina, a mãe da Sharon já tinha deixado, elas foram pra Argentina com a maior facilidade, viram o Hanson e tiraram o atraso na vida delas, né ?" Nã-não... Lembra que isso é uma história real, e não um filme ? As coisas aqui dão muito errado também.

Bety > "Não vai dar filha..."

Lynne > "Porque não ?"

Bety > "Eu não vou poder parar de trabalhar quase uma semana para ir para Argentina te acompanhar."

Lynne > "Eu vou sozinha, mãe... por favor !"

Bety > "Imagina... Sozinha filha... Não vai dar."

Lynne > "Mas porque ? Por favor mãe... É muito importante pra mim."

Bety > "Eu sei que é, mas não dá... E, além disso, eu tô sem dinheiro agora. Não dá Alynne sinto muito."

Gastei todos os meus argumentos, mas minha mãe não deixou. Se irritou e ainda me deu uma bronca. Fiquei muitooooooo puta !!!!! Fui pro meu quarto e começei a chorar, chorar muito. Depois de um tempo a Sharon me ligou.

Sharon > "Oi... E aí, falou com a sua mãe ?"

Lynne > "Ahan..."

Sharon > "E aí ?"

Lynne > "Bom... Não sei quanto a vocês, mas eu não vou..."- após ter dito isso, começei a chorar. A Sharon ficou muda. Acho que ela não sabia o que dizer quando essas coisas aconteciam.

Sharon > "Como não ? Fala com ela..."

Lynne > "Eu já falei Sharon. Usei todos os meus argumentos e nada. Sinto muito, mas eu não vou poder ir..."- disse choramingando - "pera aí que tá tocando a outra linha."- atendi. era a Lella. Daí eu fiz CPA com a Lella e a Sharon, assim as três poderiam se falar.

Lynne > "Voltei."

Lella > "Oi."

Sharon > "Oi."

Lella > "E aí Lynne ?"

Antes de explicar toda a história para a Lella, pedi para que ela fizesse CPA com a Bina, assim nós quatro conversaríamos (tecnologia moderna, hein ?). Assim feito, contei para elas toda a história. Elas não acreditaram. E se minha mãe não deixasse, ela não ia falar com a mão da Lella e nem com o pai da Bina, e desse jeito a gente não ia poder ir, e a Sharon não ia querer ir sozinha. Combinamos de nos encontrar no dia seguinte, que era segunda. Conversamos e refletimos, chegando assim em uma conclusão:

Bina > "Não vai dar pra gente ir, merda !"

As quatro se olharam e respiraram fundo. Bom, o jeito era se conformar mesmo, né ? Fazer o quê...

Lella > "Bom, pelo menos o dinheiro que a gente vem juntando há milhares de finais de semanas vai servir ainda..."- a gente tinha começado a juntar dinheiro para a viagem. Ao invés de gastar com coisas inúteis como a gente costumava fazer.

Bina > "Quanto vocês tinham ?"

Lella > "Por incrível que pareça, em pouco tempo eu juntei quase duzentos reais."

Lynne > "Eu também. Juntei R$ 178, 64. Hehe.

Bina > "Eu tô com R$ 155 certinhos."

Sharon > "Nossa..."- disse espantada.

Lynne > "Que foi ?"

Sharon > "Como vocês são !!! Eu juntei R$ 213."

Bina > "Nossa Sharon, você gasta muito.

Sharon > "Eu acho que eu vou agora gastar tudo em Coca."

Lella > "Pra quê Sharon ? Vamô sexta que vem no shopping e a gente gasta tudo em roupa, é bem melhor."

Quase completamente conformadas, voltamos pra casa e esperamos a semana passar. Pra mim a mesma rotina: "Escola, casa, clube, ginástica, casa do Edson, minha casa, escola, casa...". Pra Lella a rotina era quase igual, só que não tinha casa do Edson. Ai tédio, como a vida tiha ficado sem graça ! Eu realmente não estava vendo graça nenhuma no que fazia. Isso já aconteceu com você ? Você ter um sonho muito especial, ter 99% de certeza que ele vai se concretizar, e bem esse 1% resolve anular o resto do sonho, e ele vai por água abaixo ? Se já, você deve saber do que eu estou falando. Nós quatro ficamos muuuuuito desanimadas. Chegou sexta finalmente... ALELUIA. A única coisa que talvez fosse animar a gente ia ser gastar a grana em roupa. Nos encontramos no shopping, e começamos a andar pelas lojas vendo as vitrines.

Sharon > "Puta !!! Nunca tive tanta raiva de estar viva assim. Que bosta de vida viu !"

Lella > "Aha, nem me fale."

Bina > "E a gente tinha prometido pra nós mesmas que faríamos de tudo pra conseguir vê-los de novo..."

Foi graças a essas palavras tão sabias de Bina que veio uma idéia na minha cabeça. E do jeito que a gente gostava: Inconseqüente, perigosa e louca.

Lynne > "Mas a gente pode fazer de tudo... É só a gente querer..."

Lella > "Como assim ?"

Lynne > "A gente pode ir pra Argentina... Nossos pais não precisam saber..."

Bina > "Tá louca, é ?"

Lynne > "Você mesma acabou de dizer que a gente tinha prometido fazer tudo para vê-los."

Sharon > "Hmmm.... Gostei da idéia. Você pensa.

Lella > "Ah é. Super fácil a gente sumir durante cinco dias (esse era o tempo que o Hanson ia ficar lá)."

Lynne > "Ah minhas filhas, não foram vocês mesmas que prometeram pra sí mesmas fazer qualquer coisa para vê-los mais uma vez ?"

Fomos pro Mc’ Donalds e nos sentamos para conversar melhor.

Lella > "Tá, que a gente vai fazer ?"

Sharon > "Não tem como eles não descobrirem que a gente tá na Argentina."

Lynne > "A gente faz tipo filme, sabe ? Deixa um bilhete falando que a gente tá lá. Vai demorar pra acharem a gente em outro país. Eles não vão poder fazer nada."

Lella > "É..."

Bina > Mas a gente não tem dinheiro. Como a gente vai ficar lá ? Morando na rua ?"

Sharon > "Hmmm... Hmmm... Hmmm..." - disse com a boca cheia.

Lella > "Nosssa, que foi ?"

Sharon > "Ahhhhhh !!!!! Tem uma menina na minha lista do ICQ que mora em Buenos Aires. Eu posso falar com ela e a gente fica lá na casa dela. Ela também é fã de Hanson !!! Puta merda, eu sou um gênio !!!!"

Nós nos olhamos e sorrimos por dentro. Só a Bina ficou meio completamente receosa, mas acabou aceitando a idéia. Sabíamos que passaríamos o resto de nossas vidas de castigo, tomaríamos uma bronca do cacete, nossos pais iam jogar isso na nossa cara o resto de nossas vidas, mas pra gente valeria a pena. E como valeu !!!