A promiscuidade de datas que gerou o natal

A promiscuidade de datas que gerou o natal

a estória do natal começa cerca de 500 anos após os fatos que deram origem ao cristianismo, quando o QG do papa foi transferido de Bizâncio para Roma. lá, um ábade chamado Dionisius Exiguus decretou que Jesus Cristo havia nascido em 25 de dezembro e sido concebido em 25 de março. acontece que na época, eram muito famosas em Roma três festas, a judia *Hanukah*, pela celebração das luzes, a romana *Sol Invicto*, celebrada pelo mesmo motivo, e ainda a persa em homenagem ao Deus Mitra, tudo no mesmo dia. bem, o Kepler, mil anos depois, mostrou que a data estava errada , pelos seus cálculos, a coisa toda teria acontecido no fim de setembro de -4AC, quando uma conjuntura de Vênus, Marte e Júpiter produziu no céu a luz da *estrela guia*, que levou os três patetas ao segundo capítulo da fábula. mas tem um furo nessa estória também: um astro não pode ser usado pra calcular a longitude, por isso uma estrela não os levaria a lugar nenhum, além do que sair de noite no frio seguindo uma estrela me parece mais uma coisa de hippie chapado que de rei. Kepler foi ignorado, a verdade não cai bem em certas horas, assim como foi ignorado qualquer traço de racionalidade na era das trevas. o erro no ano, acredita-se, aconteceu porquê o Dionisius calculou a data com base na fundação da cidade de Roma, juntando todos os anos de todos os imperadores. provavelmente ele pulou os 4 em que Augustus governou com seu primeiro nome, Otávio, um erro que foi endossado e define nossos futuros até hoje.

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