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eu não sei daonde exatamente a conrad tirou que Kim Yong Hee é um *grande talento* coreano. ele não é isso, nem em traço, nem em narrativa. volta e meia ele trunca a estória, faz referências e pontes impossíveis e que não tem nada a ver. ele pegou uma história grande demais, mundial demais pra ficar bitolado nos arredores de Seul. acho que esse é o único ponto ruim do mangá, ficou voltado demais pro público coreano, sendo que o interesse no homem e no mito Che não é exclusividade da coréia, certamente a coisa seria lida no mundo todo. quanto á estória, foi muito bem pesquisada, e tirando os deslizes da narrativa, muito bem colocada. parece mais um complemento ao *Diários de Motocicleta*, já que retrata principalmente a fase guerrilheira do Ernesto e conta quase que só coisas que não conta o filme, mas é indispensável assistir ao filme. a babação de ovo em relação à revolução cubana, e ao M-26, é constante. tão constante que agora eu quero saber se existe alguma onda de anti-americanismo na coreia. ele enfatiza tanto o *imperialismo* que eu acho que deve ter. a obra ficou tão romantica quanto os ideiais do Che. realmente o carisma dele ainda não morreu e ainda atinge, mesmo que o interesse da pessoa seja somente desmistificar a maior franquia de camisetas de todos os tempos.

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