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Instinto de Rato As guerras mataram 150 a 170 milhões no século XX. As epidemias, mais de 50 milhões (só a gripe espanhola matou 40). Houve muitas chacinas localizadas, de milhão pra cima, na Albania, na África, na Armenia (e do A vai até o X). Ditadores como Stalin e aquele monstro coreano Kim eliminaram mais de 80 milhões. Os dados da China são inexistentes, mas passam de 100 milhões, entre terremotos, gripes e expurgos. A mortandade de humanos por causas naturais e próprias, no sécXX, beira os 500 milhões. Mesmo assim a população passou de 1.1 bilhão no começo do sécXX para 6 bilhões no sécXXI, uma reprodução comparável à dos ratos. No Brasil por exemplo, eram "90 milhões em ação" nos anos 70, e hoje em dia já é o dobro, e agora? Me parace um caminho sem volta, que só vai terminar com a extinção da humanidade: uma das saídas, o controle de natalidade, já se provou pouco eficaz. Na Índia resolveram fazer vasectomia em massa, cada indiano que topasse ganhava um radinho de pilha, e com isso fizeram milhões. Mas curiosamente, a fertilidade aumentou e a Índia hoje já tem mais de um bilhão. Parece que a cultura machista se encarrega de compensar a falta de fertilidade: lá na Índia, assim como na América Latina e em boa parte do Brasil (do mundo, vai), a masculinidade de um homem se mede pela quantidade de filhos que tem. Isso agrava muito a situação e essa minhoca só vai sair das cabeças de vento quando a educação, ou sua opção mais barata, a religião, chegar a todos. Opção barata mas que não serve, as vezes acontece no mundo uma zorra de preferências místicas, um tipo de efeito viral que poderia ser usado, mas infelizmente todas as que se popularizam tem o "crescei e multiplicai-vos" levado muito a sério. Sobra então o assistencialismo, a ajuda do governo como pai dos pobres, imagem que o Lula cultiva muito bem, obrigado, mas o resultado disso também costuma ser imprevisível. Na Alemanha, os casais recebiam (agora não sei) um auxilio de 400 marcos por mês, até a criança chegar à idade escolar, quando o estado passava a cuidar dela. Isso também gerou estranhíssimas aberrações, como o de um casal de drogados em Colonia que teve um filho só para receber a grana, e largava-a com a cachorra pastor em casa. Como tudo parecia ir bem, tocavam sua inconsciencia, até que alguém botou a boca no mundo. Descobriram que a cachorra havia adotado a criança que, já com mais de dois anos, andava de quatro, latia e comia ração no chão da cozinha. As autoridades fizeram um erro adicional, separando abruptamente a criança da cachorra e colocando-a num hospital. O caso correu o mundo (lá por 84) e muita gente queria adotar o nene E a cachorra. Não sei no que deu. Não existe nenhuma solução teórica e eficiente pra coisa, por isso eu digo que o mundo vai pro buraco. anterior - Próximainício |