CAPÍTULO 3
No dia seguinte, no seu colégio, Camilla conversava com alguns amigos.
Nathan participava da conversa também. Estavam muito empolgados acertando sobre
uma festa que teria na casa de um amigo da classe. Nathan não parava de olhar
Camilla um minuto. Ela percebia, mas não sabia muito bem o que fazer. Não
estava certa se queria realmente corresponder a tal sentimento.
PULIPA>> “Então tá combinado? Na casa do Ricky nessa Sexta-feira
à noite?”
CACÁ>> “Por mim, tá beleza.”
JAMILA>> “Woohoo! Vai ser mó agitusssss!”
CACÁ>> “Só quero ver a minha mammy deixar. Ela é meio encanada
com essas paradas de festa.”
NATHAN>> “Se a sua mãe não deixar, Cacá, eu mesmo falo com ela.
A festa sem você num vai ter graça.”
CACÁ>> “Ah, imagine, Nathan... que absurdo...” – um pouco sem
jeito;
RAFINHA>> “Tá, mas tá combinado então.”
RICKY>> “Lá em casa, Sexta-feira à noite.”
DUDU>> “Beleza.”
Gabi também estava na faculdade com suas amigas. Não todas, mas grande
parte delas. Ela, Marrie e Mag conversavam sentadas na escada que levava até o
pátio principal, próximo a um canteiro de flores. É quando se aproxima
Carolyn, uma colega extra classe. Era uma menina um tanto esnobe, que vivia em
constante competição com todas as outras meninas da faculdade. Gabi não
gostava nenhum pouco dela.
CAROLYN>> “Oi.” – com um sorriso cínico;
MAG, MARRIE &GABI>> “Oi.”
CAROLYN>> “Tudo bem, meninas?”
GABI>> “Já esteve melhor...”
CAROLYN>> “Por que, Gabi? Brigou com o namorado?”
Carolyn costumava ficar, às vezes, com Adrian, quando ele e Gabi ainda não
namoravam. O namoro dos dois fez com que ela odiasse Gabi desde então. Carolyn
sabia que, na época, Adrian era apaixonado por outra pessoa, mas, mesmo assim,
ficou com ele apenas para aumentar a sua popularidade, já que ele era (e ainda
é) um garoto bem comentado pelas meninas da faculdade, mesmo não estudando lá.
GABI>> “Não... a gente tá muito bem, obrigada.” – sorrindo.
Carolyn entende aquilo como uma provocação; CAROLYN>> “Ah... bom pra
você.”
GABI>> “Poizé.” – sorrindo da mesma maneira que a
“colega”;
CAROLYN>> “Bom, mas Mag, Marrie, ‘cês não querem vir comigo e
com as meninas na cantina conversar com o Todd e com o Mike?”
MARRIE>> “Hmm... não, obrigada, querida. Eu não vejo
absolutamente nada naqueles dois obtusos, com tendências à atitudes escrotas
em tempos recordes.” – sorrindo cínica. Carolyn não entende muito e diz
nada;
MAG>> “É... e o mesmo pra mim também.”
CAROLYN>> “Isso quer dizer que ‘cês não querem?”
GABI>> “Ai, inteligência rara...” – ela sussurra;
Carolyn sai brava dali logo que nota que era ela o motivo de tantas
risadas.
MARRIE>> “Meu, essa menina tem estrume no lugar das idéias!”
– rindo;
MAG>> “Sem comentários...” – rindo também;
GABI>> “ ‘Bora pra sala, gente boa.”
Em Tulsa, Isaac, Taylor e Zac já tinham almoçado e estavam agora
patinando com os seus amigos. Zac já tinha esquecido de Gabi e falava
normalmente com Lí de novo. Duda e Taylor ainda sentiam-se um tanto tímidos um
em relação ao outro devido ao beijo de outro dia na cozinha na casa de Myranda.
Esta, ao contrário, estava muito feliz com o seu namoro com Isaac. Se davam
muito bem e pareciam sempre estarem felizes um com o outro. Os amigos de Zac
continuavam morando lá, mas preferiam o rockey
ao roller. Questão de gostos. Não achavam graça em patinar por apenas
patinar. Preferiam mais ação.
MYRANDA>> “Ike, eu vou lá pegar o meu disc man e já venho.”
IKE>> “Tá.” – sorrindo. Ele dá um selinho na namorada antes
de ela ir;
Taylor se aproxima do irmão mais velho com uma expressão no rosto que
denunciava certo desânimo. Isaac percebe.
IKE>> “Tay, ‘conteceu alguma coisa?”
TAY>> “Não aconteceu, esse é o problema!”
IkE>> “Mas o que foi que não aconteceu?”
TAY>> “É a Duda! Pô, eu dei um beijo nela na casa da Myra aquele
dia na intenção de dar, tipo, o primeiro passo pra gente ficar e tal. Só que
ela ‘té agora nada! Eu achei que a gente, a essas alturas, estaríamos
ficando já, mas ela tá muito lerda! Cara, eu tô mó afim e a garota não
agiliza!”
IKE>> “Mas ela quer ficar com você?”
TAY>> “A Ivy falou com ela e a Duda disse pra Ivy (nossa.
‘tendeu essa parte, Ike?)...” – Isaac faz que sim com a cabeça –
“...que o que ela mais quer é ficar comigo! Mas, pô, cadê a ação desse
negócio?! Eu já beijei a menina e nada! O que eu tenho que fazer mais?!”
IKE>> “Bom, Tay, desde o início dos tempos, quando surgiram as
primeiras formas de vida, depois que um cara beija uma garota, o normal é que
ela se ligue que ele tá afim (o que aliás, tá mais na cara do que nariz). Então
eu não sei, Tay... Se a Duda não agilizou ainda as coisas é porquê ela deve
tá meio insegura ou algo assim...”
TAY>> “Insegura??? Meu, dá um tempo! Insegura do que???”
IKE>> “Sei lá eu, Taylor! Bom, pelo jeito, ‘cê tá mesmo
querendo ficar com ela, né...”
TAY>> “Na verdade, não é bem ela... acho que eu só tô afim de
ficar com alguém, tá ligado?”
IKE>> “Aaaaah... agoooooora eu ‘tendi!”
É quando eles ouvem um barulho de algo caindo. Era Scott que acabara de
levar um tombo de patins.
Enquanto isso, Mariah e Diana terminavam de combinar algumas coisas no
telefone.
DIANA>> “Mas você terá férias?”
MARIAH>> “Terei.”
DIANA>> “Tudo bem, eu vou ver o que a gente podia combinar pra
fazermos todos juntos.”
MARIAH>> “E as crianças, como é que estão?”
DIANA>> “Muito bem. Estão muito grandes. O Zac está enorme! Nem
parece ter a idade que tem. O Tay também. Cresceu bastante. E o Ike não
cresceu muito de altura, mas os traços dele estão muito amadurecidos.”
MARIAH>> “Esses meus sobrinhos... o terror de Tulsa!” – elas
riem – “Devem estar namorando.”
DIANA>> “Não. Só o Ike que está e firme. E as meninas aí?”
MARIAH>> “Cresceram também. Se você as visse, não reconheceria!
A Gabi não usa mais o cabelo azul, graças a Deus...” – mais risadas –
“...e está com um corpo de mulher. A Cacá também está uma moçona! Grande
que só ela! Tá muito mais madura.”
DIANA>> “Puxa, Mariah... a gente falando essas coisas, me fez
perceber... faz tempo mesmo que nós nos vimos pela última vez, não é?
Precisamos nos encontrar bem rápido.”
MARIAH>> “Concordo! Dianinha, querida, eu preciso ir. Chegou uns
acionistas aqui e eu preciso mostrar para eles as coisas aqui da empresa.”
DIANA>> “Tudo bem, querida. Um beijo para você.”
MARIAH>> “Outro. Tchau!” – desligando o telefone;
Gabi estava em casa ouvindo Green Day no último volume, pulando e cantando muito alto a música
Basket Case. Ela chacoalhava sua cabeça
balançando os cabelos de maneira empolgada.
GABI>> “...and
I’m just paranoid and nah nah nah!!!”
A música acaba. Ela cai na cama cansada com os braços
abertos, os cabelos espalhados e as pernas um pouco abertas. Ela olha para o
lado e vê a sua agenda, repleta de fotos, sobre o seu criado-mudo, lugar da
qual nunca era retirada. Pega e abre numa página qualquer. Uma foto de Adrian.
Ela lembra do namorado e sente saudades dele. Telefona para ele. Um tempo
depois, Adrian bate na porta do quarto.
GABI>> “Entra!”
ADRIAN>> “Licença?”
GABI>> “Oi! Entra!”
Gabi levanta e corre abraçar o namorado. Os dois se beijam de maneira
saudosa, já que faziam quatro dias que estavam se falando só por telefone. Ele
a abraça forte pela cintura e se beijam por longo tempo, com muito carinho. Um
tempo depois, ela tira os lábios, o olha e sorri. Ele sorri também.
ADRIAN>> “Nossa, que saudades.”
GABI>> “Eu também tava.”
Sorriem mais uma vez e se beijam novamente.
ADRIAN>> “E aí, o que ‘cê tem feito de bom?” – segurando-a
pela cintura;
GABI>> “Ah, nada demais... só estudando. Você?”
ADRIAN>> “Eu também.”
O único problema entre o namoro deles era a falta de diálogo. Gabi
sentia muito a falta disso, já que não dispensava de jeito nenhum uma boa
conversa. Quando ela e Adrian estavam juntos, a tendência entre eles era o silêncio.
GABI>> “E...” – pensando em algo para dizer – “... ‘cê
vai poder ir na minha apresentação nesse final de semana?”
ADRIAN>> “Claro que sim, Gabi. ‘Magine se eu iria perder o meu
amor dançando!”
Gabi sorri e toca os lábios do namorado.
GABI>> “Tá. Eu só preciso arranjar uns convites pra você. Logo
que eu conseguir, eu te dou, tá?”
ADRIAN>> “Sem pressa...” – sorrindo;
GABI>> “Mas...” – livrando-se delicadamente dos braços de
Adrian – “...vem aqui, senta.” – levando-o pela mão até a cama dela
para sentarem um pouco;
Eles sentam. Adrian começa a beijá-la. A segura pela cintura com
firmeza. Gabi gostava disso. Adrian tinha um jeito bastante violento de beijar.
Não que agredisse a quem beijava, mas costumava empolgar-se já no início de
tudo. É quando ele coloca sua mão por dentro da blusa de Gabi. Ela tira a mão
dele dali. Um tempo depois, ele começa a desabotoar sua calça jeans. Gabi se
afasta.
GABI>> “Adrian, não...” – saindo dos braços dele.
ADRIAN>> “Mas Gabi, qual é o problema? A gente já namora a tanto
tempo!”
Gabi senta em sua cama.
GABI>> “Tá, mas o que ‘cê quer que eu faça se eu não
quero?”
ADRIAN>> “Mas por que não?? ‘Cê não disse que não é mais
virgem?? Então! ‘Cê já passou pela experiência!”
GABI>> “Tá, mas eu não quero!”
ADRIAN>> “Gabi, se fosse a sua primeira vez, mas não é! ‘Cê não
acha muita frescura sua?”
GABI>> “Tá, então aponta uma arma pra minha cabeça e me
obrigue!”
Adrian pára para pensar um pouco. Ele senta ao lado dela.
ADRIAN>> “Tá, desculpe...” – ela não diz nada – “Você não
quer, você não quer. Pronto. Eu prometo que vou tentar te cobrar menos
isso.”
GABI>> “É bom mesmo.” – pausa – “Vê se entende que eu não
vou fazer nada obrigada!”
ADRIAN>> “Tudo bem...”
Ele cobre os ombros dela com os seus braços e a puxa para perto. Ela
cede um pouco fria. Adrian percebe.
ADRIAN>> “Por favor, me desculpe...”
GABI>> “Adrian, é melhor você ir.”
ADRIAN>> “Mas Gabi, eu não tinha a intenção...”
GABI>> “Por favor.”
Adrian respira fundo olhando para baixo. Levanta e sai do quarto. Gabi
passa suas mãos no rosto, subindo-as na direção dos cabelos e suspira. Sua
agenda continuava aberta na página em que estava a foto de Adrian. Ela apanha a
agenda e abre em outra página qualquer. Abre em uma que havia uma foto dela e
Cacá junto dos primos, na frente da casa dos Hanson. A foto foi tirada no dia
seguinte em que elas chegaram em Tulsa para visitá-los, a dois anos atrás.
Gabi tira a foto do clips e a olha com cuidado. A primeira coisa que ela repara
era que Zac estava ao lado de Camilla na foto. Todos estavam abraçados
superficialmente, pois acabavam de se conhecer. Ela sorri.
Em Tulsa, ele continuavam a andar de roller. Zac estava agora jogando
rockey com seus amigos. Zac estava jogando muito bem. Ele estava feliz, fazendo
brincadeira o tempo todo com seus amigos. Eles riam muito com ele. Lí apenas
observava de longe. Achava Zac tão querido, fofo...
DANIEL>> “Vai Zac, enterra isso no gol!!” – referindo-se a Zac,
que corria com a vantagem em direção ao gol;
ZAC>> “Tô indo!! Atenção! Observem o meu gol fashion!!” –
correndo muito;
KEVIN>> “Só se passar por mim primeiro!” – gritando do gol;
ZAC>> “Mole pro Zaczão aqui!!”
Zac desvia de todos que estavam em “campo” e, com muita força, lança
a pastilha direto na rede do gol. Ele sai gritando com as mãos para cima,
segurando o taco.
ZAC>> “Mas eu sou muito bom mesmo!!!” – todos riam do jeito
empolgado dele – “Woohoo!!!!!!”
Lí observava de longe. “Ai, Zac...
eu acho que eu gosto de você mais do que eu pensava...”
sorrindo sozinha.
Duda estava patinando junto de Taylor e Scott. Ela pára para olhar do
que todos estavam rindo tanto. Taylor pára ao seu lado e Scott continua,
parando só mais a frente.
TAY>> “O Zac já tá inventando...” – rindo do irmão;
DUDA>> “Hehe... eu gosto quando o Zac tá assim.” – sorrindo,
olhando Zac saltitando;
TAY>> “Ele tá mesmo empolgado...”
DUDA>> “É...”
Silêncio. Os dois olhavam para o que Zac fazia para não terem que olhar
um para o outro. Taylor queria fazer algo, mas ele não sabia se o que Duda
queria mesmo era que ele tomasse alguma atitude. Ele não estava seguro sobre
isso. Afinal, ela demostrava o contrário. Parecia sentir-se mal cada vez que
Taylor tentava se aproximar mais. Mas ele não pensava em desistir. Isso é que
não.
TAY>> “Duda...”
DUDA>> “Oiê.” – olhando para ele;
TAY>> “Bom...” – ela percebe que era algo longo pelo jeito de
ele começar a falar – “... é sobre ‘quele beijo de outro dia.”
DUDA>> “O que tem ele?”
TAY>> “Como assim o que tem ele? Muita coisa!”
Duda fica em silêncio olhando para Taylor.
TAY>> “Sei lá... eu não sei se fiz mal ou bem te beijando. ‘Cê
‘té agora num me disse nada.”
Ela respira fundo e olha para baixo.
DUDA>> “É... eu sei...” – o olha – “Só que... eu acho
que... aqui não é um bom lugar pra gente discutir isso.”
TAY>> “Não, eu acho que é sim. Duda, fala, o que foi? ‘Cê num
tá a fim de ficar comigo, é isso?”
DUDA>> “Não, não é isso!” – chacoalhando sua cabeça
negativamente;
TAY>> “O que é então?”
DUDA>> “Bom... Tay, eu acho melhor a gente falar disso em outra
oportunidade...”
TAY>> “Duda, se a gente deixar pra depois, nós vamos ‘cabar não
conversando porque provavelmente eu não vá ter coragem duas vezes de falar
sobre isso com você.”
Duda pensa um pouco.
DUDA>> “É... vai ver que ‘cê tá certo. Eu não ia querer
falar disso depois.”
TAY>> “E também, não é algo séééério pra gente enrolar
desse jeito.”
DUDA>> “É.”
Duda o olha um tempo. Não sabia ao certo se queria tocar no assunto.
Mesmo querendo muito ficar com Taylor, não sentia-se tão segura em relação
aos sentimentos dele.
TAY>> “Fala então. O que ‘cê tá pensando?”
DUDA>> “Ah, Tay... sei lá... acho que é uma coisa que eu não
vou saber explicar. Eu simplesmente sinto assim.”
TAY>> “Assim como?”
DUDA>> “Eu não tava me sentindo segura... tipo...”
“Bem que o Ike disse
mesmo...” ele pensa.
DUDA>> “Não sabia se ‘cê gostava mesmo de mim e tal...
Enquanto eu não tivesse essa certeza, eu preferia não se aproximar de você
tanto assim...”
TAY>> “E... ainda não quer?”
DUDA>> “Não sei...”
Taylor sorri levemente. Eles ficam se olhando por um tempo. Sérios. Até
que ele se aproxima de Duda. Eles se beijam. Ele a segura com força pela
cintura com os braços. Ela coloca suas mãos no rosto dele e se beijam por um
bom tempo. Alguns param para olhar, outros já nem percebem. Se afastam.
Taylor permanece olhando-a, na espera de um manifesto da parte de Duda sobre o
beijo. Ela o olha um tempo também, séria, deixando aquela expectativa no ar. Só
então sorri. Taylor sente um forte alívio e uma alegria ao mesmo tempo.
Percebe que, agora, tinha a total liberdade de beijá-la de novo. E é o que ele
faz.
O time de Zac havia perdido o jogo. Este, estava ofegante, falava rápido
e continuava feliz como antes. Se aproximam do pessoal que assistia ao jogo.
Entre eles, estava Lí.
ZAC>> “Nossa, time! Como é que vocês perdem o jogo depois de um
gol tão perfeito como aquele que eu fiz?!” – brincando;
JOEY>> “Engraçado... quando a gente perde, fomos nós que
perdemos. Quando a gente ganha, foi você que ganhou!” – todos riem –
“Puxa, Zac... que coisa isso, não?”
ZAC>> “Mas é claro! Afinal, eu sou a salvação desse time!”
DANIEL>> “Zac, cala a boca!” – rindo;
Zac estava todo suado. Os cabelos, agora na altura um pouco acima dos
cotovelos, estavam amarrados, um tanto molhados. Lí observava-os. Cada vez que
Zac fazia movimentos bruscos com a cabeça, seus cabelos acompanhavam, mas de
maneira suave. Duda e Taylor se aproximam de mãos dadas, assim como Isaac e
Myranda.
LÍ>> “Nossa, Zac, ‘cê tá todo suado...”
ZAC>> “Hora perfeita para um abraço, não?” – sorrindo;
LÍ>> “Hmm... eu não acho uma boa idéia.”
IVY>> “Hehe... cara, eu tenho certeza que o Zac e a Lí vão
acabar namorando.” – cochicha com Scott;
SCOTT>> “É... pode ser...”
IVY>> “No fundo, ele gosta muito dela. Assim como ela gosta muito
dele.”
SCOTT>> “Bom, mas isso ‘cê num precisa nem pensar muito pra
descobrir. A Lí não costuma ser uma pessoa muito discreta.”
Ivy ri.
Cacá passeava pelo shopping com seus amigos Pulipa e Dudu. Resolvem dar
uma parada na praça de alimentação para comerem alguma coisa. Escolhem uma
mesa e sentam. Fazem os pedidos.
CACÁ>> “Vocês sabem quem vai na festa do Ricky lá do colégio?”
PULIPA>> “Não tenho nem idéia.”
DUDU>> “Não sei se ele convidou muita gente...”
Conversavam de maneira descontraída, quando se aproxima da mesa um
casal. Era Nathan e a namorada, Stella. Esta costumava ser uma grande amiga de
Cacá, mas após começar o seu namoro com Nathan, brigou com Camilla por ciúmes
devido a eterna atração que seu namorado sentia pela sua ex melhor amiga.
NATHAN>> “Oi, gente.” – sorrindo, muito simpático;
STELLA>> “Oi, pra todos.”
DUDU>> “Beleza, cara? Quer sentar?”
PULIPA>> “Sentem aí.”
STELLA>> “Não, obrigada, mas é que nós já estamos indo. Só
queríamos dar um oi.”
NATHAN>> “Pois é... Na verdade, eu queria saber se ‘cês vão na festa do
Ricky.”
PULIPA>> “Com certeza.”
Caca permanecia quieta. Preferia assim, para não dar motivos para brigas
ou desagradáveis discussões.
NATHAN>> “E você, Cacá?”
CACÁ>> “Ah... eu? É... tipo... vou sim, claro.” – olha a
cara feia de Stella – “Não que tenha algum motivo especial, mas... sabe, né?
O Ricky é um grande amigo, então...”
NATHAN>> “Claro,
claro...”
STELLA>> “Nathan,
vamos?”
NATHAN>> “Vamos. Bom, então... a gente se vê na festa, pessoal.
Tchau.” – se afastando da mesa, de mãos dadas com a namorada, a qual nem se
despede;
CACÁ>> “Nossa...”
PULIPA>> “Cacá, como é que ‘cê pôde?? ‘Cê num pode ficar
quieta perto dessa menina! Garota escrota! Fica com esse ar de
‘eu-sou-a-boa’ pra cima de você! ‘Cê tem mais é que mostrar pra ela!”
CACÁ>> “Mostrar o que, Pulipa? Eu não quero mostrar nada pra
ninguém. Até por que, ela já foi minha melhor amiga. Eu detesto esse tipo de
coisa. Ficar dando indiretas bestas, fazer intriguinha... isso é coisa de gente
que não tem o que fazer.”
DUDU>> “Até concordo, mas eu acho que ‘cê tinha que dá uma lição
nessa menina!”
CACÁ>> “Lição? Eu? Nah... mal sei as coisas pra mim, vou saber
pra ficar ensinando?”
Dudu e Pulipa riem.
PULIPA>> “Ah, deixa essa garota pra lá... voltemos nossas
concentrações para nosso sanduíches.”
CACÁ>> “Que, aliás, são dignos de toda concentração.”
Risadas novamente.
Diana brincava com Zöe na sala de estar, junto de seus outros filhos,
quando Zac e Taylor entram em casa.
ZAC>> “Oi, mãe.”
TAY>> “Oi, mãe.”
DIANA>> “Oi, meninos...” – sentada no tapete felpudo com Zöe
em suas pernas – “Cadê o Ike?”
ZAC>> “Foi com a Myra num sei aonde.”
DIANA>> “É bem esse ‘não sei aonde’ que eu gostaria de
saber.”
Zac deita no sofá cansado. Mackenzie vai até ele.
MACKIE>> “Oi, Zac!”
ZAC>> “Oi, Mackie! Beleza, Obi-Wan Knobi?”
MACKIE>> “Eu queria brincar de novo de Star Wars com você!”
ZAC>> “Tá, mas eu não quero ser o Jar Jar Binks de novo!”
MACKIE>> “Não! Você vai ser a Princesa Amidala.”
ZAC>> “O quêêêê???” – Mackie se matava de rir com as caras
que Zac fazia – “O quêêêê?? Pô, Mackie, eu achei que a gente fosse
amigo, carinha!” – Mackie ria mais – “A Princesa não!”
MACKIE>> “Tá, então... O Lucky Skywalker.”
ZAC>> “Mas ele é pequeno ainda no filme!”
MACKIE>> “Mas finge que ele entrou numa máquina e cresceu. Senão
eu não vou ter com quem lutar!”
ZAC>> “Tá bom, tá bom... vamo’ lá pro jardim então.”
Quando os dois estavam já de pé para irem ao jardim, Mackenzie pára e
olha para Zac.
MACKIE>> “Mas... e as espadas?”
ZAC>> “Ah! Aquelas que fazem uóóóóun?” – Mackie riu
novamente – “A gente improvisa. Vamo’ lá!”
E os dois saem da sala.
DIANA>> “Esse Zac... hahaha...”
ZÖE>> “Jé-cky.”
TAY>> “Hehe... a Zöe já se manifestou.”
DIANA>> “Que dia é hoje mesmo, querido?”
TAY>> “Sexta-feira, mãe.”
DIANA>> “Ah sim, ‘brigada.”
Era tarde já. Camilla já começava a se arrumar para a festa de seu
amigo Ricky. Cacá estava parada na frente do guarda-roupas, pensando em que
colocar.
CACÁ>> “GABIIIII !!!!!!!!”
GABI>> “Nossa, o que foi?!” – entrando no quarto; ela estava
saindo do banho, com a sua toalha enrolada no corpo e outra na cabeça –
“Quem morreu?! Já sei! Barata?! É barata?!”
CACÁ>> “Não, nada a vê... é que eu queria uma ajudinha sua pra
escolher uma roupa bem legal.”
GABI>> “Ah! Camilla
Hanson Brandalise! Quer me matar
do coração?! Eu pensei que era alguma coisa de grave e vim correndo! Tô toda
pingando aqui...”
CACÁ>> “E é! Eu preciso de uma roupa perfeita e não sei qual
colocar!”
GABI>> “Ah, vai com alguma coisa que tenha brilho.”
CACÁ>> “Por que brilho?”
GABI>> “Por mais que esteja brega, o pessoal sempre acha lindo.”
CACÁ>> “Hehe...”
GABI>> “Ah, sei lá... vai com o meu vestidinho.”
CACÁ>> “Não é muito colado?”
GABI>> “Ah, não. Quer dizer, não sei. Depende o que você julga
ser colado.”
CACÁ>> “Ué! Algo colado é algo colado!”
GABI>> “Tá, então...” – mexendo entre suas roupas –
“...vai com a minha calça prateada e com aquela sua blusinha preta.”
CACÁ>> “E sapato?”
GABI>> “Vai com aquele nosso de salto, de veludo.”
CACÁ>> “Woohoo! Beleza! Valeu, Gabi!”
GABI>> “Qualquer coisa, ‘tamos aí.”
CACÁ>> “Você vai sair hoje?”
GABI>> “Vou. Eu e o Adrian vamos num barzinho aí com o pessoal da
faculdade.”
CACÁ>> “Legal.”
GABI>> “Aliás, ‘xô começar a agilizar uma roupa aqui...”
Depois que Cacá estava pronta, Gabi já estava quase também.
GABI>> “Pretendentes para essa festa?”
CACÁ>> “Ah... diz a lenda que o Nathan tá a fim de mim, mas ele
tem namo. Não sei se é um bom negócio.”
GABI>> “Se ‘cê num quiser arranjar confusão pro resto da sua
vida com a Stella, é melhor ‘cê não ficar com ele não.”
CACÁ>> “É, eu sei...”
JOHN (gritando da sala)>> “Cacááá!! Vamos?????”
CACÁ>> “Tô indooooo!!!” – beija a irmã no rosto –
“Tchau, Gabi. Bom passeio pra você.”
GABI>> “Tchau, Cá. Boa festa.”
Camilla vai correndo até a garagem, onde seu pai, John, a esperava no
carro. Gabi termina a sua maquiagem e vai até o escritório conversar com
Mariah.
GABI>> “Mãe, o Adrian tá vindo me pegar. A gente vai sair com
uns amigos nossos, tá?”
MARIAH>> “Tudo bem. Só não volte muito tarde, ok?”
GABI>> “Sem problemas.” – ela ouve uma buzina – “Ih, é
ele. Tchau, mãe.” – beijando-a no rosto;
MARIAH>> “Tchau, filha.”
Gabi vai. Entra no carro.
ADRIAN>> “Oi, Gabi.”
GABI>> “Oi.” – sorrindo.
Os dois se cumprimentam com um selinho.
GABI>> “Desculpe. Eu só não te beijo mais porque, sabe como é,
o batom.” – sorrindo;
ADRIAN>> “Tudo bem, amor.” – sorrindo também;
Na festa, Cacá já havia encontrado os seus amigos.
Estavam sentados numa mesa, na sala. A música estava alta. Apenas do tipo
techno, levando muitas pessoas até o centro da sala, a qual era muito grande,
para dançar. Camilla não sentia-se confortável a esse ponto. Pulipa, sentada
ao lado, não parava de mover-se no ritmo da música, denunciando a forte
vontade que sentia de ameaçar alguns passos na pista improvisada.
PULIPA>> “Cacá, vamos dançar?”
CACÁ>> “Ai, Pulipa, eu não... ‘cê pode ir se quiser.”
PULIPA>> “Ah, vaaaaaamo’!!
Por favor! Só
um pouquinho!”
CACÁ>> “Ai, não... tá todo mundo olhando.”
RAFINHA>> “E desde quando isso foi problema pra você?”
CACÁ>> “Desde agora.”
DUDU>> “Ah, vai lá, Cacá. Dá nada não...”
PULIPA>> “Só um poquito...”
CACÁ>> “Ai, tá...”
Camilla e Pulipa se dirigem para a pista. Cacá dançava timidamente, ao
contrário de sua amiga, que se solta completamente. Com o tempo, Cacá começa
a se soltar. Ela e Pulipa dançavam de uma maneira que passa a chamar a atenção
de quase todos os meninos da festa. Camilla rebolava seu quadril sensualmente e
seus braços acompanhavam os movimentos dos quadris.
NATHAN>> “Nossa...” – olhando Camilla na pista;
STEVE>> “Desde quando a Cacá dança desse jeito?”
NATHAN>> “Não tenho idéia... só sei que eu preciso ficar com
essa garota hoje!”
STEVE>> “Se ‘cê quiser me apresentar a amiga dela...”
NATHAN>> “Você não conhece a Pulipa?”
STEVE>> “Nem...”
Depois que a música acaba, Steve e Nathan vão falar com as duas, que
continuavam na pista. As convidam para dar uma volta e vão até o jardim, onde
havia algumas pessoas. Steve e Pulipa vão para o lado oposto ao de Nathan e Cacá.
Eles sentam num banco próximo a um canteiro.
NATHAN>> “Você dança muito bem, sabia?”
CACÁ>> “Ah... hehe... obrigada.” – um pouco sem graça;
Cacá olha para os lados para relaxar um pouco. Estava um tanto nervosa.
Nessa virada, vê Pulipa e Steve num forte beijo, encostados num muro que dava
entrada a churrasqueira. Ela olha para Nathan novamente. Esse, a olhava com uma
expressão que Camilla já sabia o que queria dizer. Ele começa a se aproximar.
Ela recua.
CACÁ>> “Mas, Nathan... e a Stella?”
NATHAN>> “Eu não gosto dela faz muito tempo. Pra ser mais exato,
desde do dia que eu te conheci melhor que eu não lembro mais que ela existe
direito.”
CACÁ>> “Mas...”
NATHAN>> “Cacá, de verdade... eu pretendo acabar o namoro com ela
logo que eu vê-la de novo. Aliás, eu queria fazer isso hoje mesmo, aqui, mas
ela não veio. Só por isso...”
CACÁ>> “Bom... então... tá!”
Ela sorri para Nathan sinalizando que o caminho estava livre. Ele sorri,
coloca a mão no rosto de Cacá e a beija. Cacá o abraça pelo pescoço forte,
enquanto ele a passava a aperta-lhe o quadril. É quando Pulipa e Steve
aparecem.
STEVE>> “Nathan, a gente tá indo lá dentro.”
NATHAN>> “Beleza.”
Eles saem.
NATHAN>> “Você quer ir lá dentro também?”
CACÁ>> “Não, pra mim aqui tá bom.” – sorrindo;
NATHAN>> “Tá...” – sorrindo;
Nathan segura Cacá delicadamente pelo queixo e puxa seu rosto em direção
ao dele. Ela acha esse atitude de uma grande docilidade. Nathan coloca sua mão,
por baixo dos cabelos longos de Camilla, em seu pescoço, fazendo-lhe carinhos
nesse lugar. Ela sente leves arrepios. Nathan então sai da boca de Cacá e vai
beijando até chegar à sua orelha, passando pelas bochechas de maneira lenta.
Camilla gosta disso. Ficam ali um bom tempo se beijando, trocando sorrisos e
muito poucas palavras.
NATHAN>> “Vamos lá dentro um pouco?”
CACÁ>> “Tá.” – sorrindo;
Os dois voltam para dentro da casa. A música continuava alta, as pessoas
dançavam muito animadas e ouvia-se bem as inúmeras conversas que partiam de
todos os lugares. O ambiente estava um pouco escuro. Uma música lenta começa a
tocar.
NATHAN>> “Dança?”
CACÁ>> “Claro.”
Vão para o meio da pista. Nathan segura Camilla forte pela cintura e
apoia seu queixo no ombro dela. Vão indo, lentamente, no ritmo da música.
Zac e Mackenzie já não brincavam mais. Era tarde da noite e eles
assistiam televisão na sala de TV. O programa acaba e os dois vão ver o que
acontecia no restante da casa. No andar de baixo, silêncio.
MACKIE>> “Vamo’ lá em cima?”
Eles sobem. Jessica e Avery estavam no quarto de Isaac e Taylor junto dos
mesmos ouvindo música e prestando atenção na conversa dos mais velhos. Zac
entra junto de Mackenzie.
AVIE>> “Credo, como ‘cês dois tão sujos!”
MACKIE>> “É que a gente tava brincando no jardim.”
IKE>> “Um banho ia bem, né Seu Mackie?!”
MACKIE>> “Ah não, banho não!”
ZAC>> “Mackie, vai lá pro banheiro enquanto eu chamo a mammy pra
te ajudar.”
MACKIE>> “Ah...” – desapontado – “Eu duvido que o Obi-Wan
Knobi tomava banho...” – lamenta enquanto ia ao banheiro;
Depois que Zac e Mackenzie já tinham tomado banho, eles vão direto
deitar, pois estavam muito cansados.
John recebe a ligação de Camilla autorizando-o a ir pegá-la na casa de
Ricky. Nathan a acompanha até fora da casa onde ela e Pulipa esperavam a
chegada de seu pai.
PULIPA>> “Você tem certeza que seu pai pode me deixar em casa?”
– de mãos dadas com Steve;
CACÁ>> “Sem problemas.”
NATHAN>> “Pena que você já vai.” – abraçando-a pela
cintura;
CACÁ>> “É que meu pai não gosta que eu demore. Ele começa a
encher, daí já viu...”
NATHAN>> “Ah...”
Os dois se beijam.
NATHAN>> “Então... a gente se vê no colégio?”
CACÁ>> “Uhun.” – sorrindo;
NATHAN>> “Eu vou entrando então, antes que seu pai chegue.”
CACÁ>> “Tudo bem.”
Os dois se beijam uma última vez e ele, junto de Steve, entram na casa.
PULIPA>> “Nããão, Pulipa, nada a vê! O Nathan num tá a fim de
mim... ‘magina, ele tem namorada...” – imitando a melhor amiga a alguns
dias atrás;
CACÁ>> “Tá, Pulipa, não começa. Eu me enganei, pronto.”
PULIPA>> “Cara... eu sabia que ‘cê ia ‘cabar ficando com
ele.”
CACÁ>> “Não quero nem ver quando a Stella souber...”
PULIPA>> “Hehe... ela só vai querer te pegar de pau, mas nada,
assim, que o seguro de vida do seu pai não possa pagar...”
CACÁ>> “Ai, Puli... credo... isola.”
PULIPA>> “Tá, eu tô brincando... mas que o negócio vai ferver,
isso vai.”
John se aproxima com o carro e as duas entram.