CAPÍTULO 16
No
dia seguinte, Camilla e Gabriela dormiram até mais tarde, já que agora estavam
oficialmente de férias. Os primos haviam acordado mais cedo e tomavam café na
mesa de jantar com Diana, Mariah, John, Walker e as crianças.
LOURDES>>
“Mais alguma coisa, Sr.ª Mariah?”
MARIAH>> “Não,
não, Lourdes, obrigada. Tá tudo aqui. Ah, e essa noite você está liberada,
Lourdes. Toda Sexta você tem o seu bingo. Eu não me esqueci.” – sorrindo;
LOURDES>>
“Puxa, obrigada Sr.ª Mariah! Pensei que a Sr.ª tinha esquecido...”
MARIAH>>
“Imagine.”
ZAC>> “Lurdéca
é chegada num bingo, é??” – simpático. Risadas;
LOURDES>>
“Já andaram aprendendo com a Gabi e com a Cacá, não é?” – saindo logo
depois;
MARIAH>>
“Eu estava pensando... hoje à noite terá uma festa da empresa para receber
os novos acionistas que estão vindo de fora e chegaram ontem. Eu e o John
teremos de ir. Por isso eu gostaria muito que vocês fossem conosco. Eu garanto
que será divertido.” – sorrindo;
DIANA>>
“Puxa, Mariah! Obrigada.”
WALKER>> “Nós
adoraríamos acompanhá-los.” – sorrindo;
JOHN>> “Que
ótimo!” – olha para a esposa – “E as crianças?” – referindo-se a Zöe,
Mackenzie, Avery e Jessica;
Isaac,
Taylor e Zac imediatamente se olham. Sabiam que acabaria sendo deles o trabalho.
DIANA>>
“Sem problema. Vocês cuidam deles junto da Gabi e da Cacá, certo?” –
olhando para os filhos mais velhos.
Os
três suspiram.
IKE>>
“Claro...”
ZAC>> “Mas
na festa não tem como levar os filhos pequenos?”
WALKER>>
“Zachary!”
ZAC>>
“Tá, tá...”
MARIAH>>
“Meus queridos, não será tão ruim assim! Vocês poderão jogar video-game a
noite inteira.” – gargalhando logo depois;
MACKIE>> “Ebaaaaa!!”
TAY>> “Yahoo...”
– bem baixinho, irônico;
Camilla
e Gabriela acordam. Gabi estava extremamente bem-humorada. Logo que Cacá vai
para o banheiro, ela liga o som no último volume. A música era Livin’ La Vida Loca de Ricky Martin. Gabi arrumava a cama e chacoalhava todo o corpo no ritmo da música.
GABI>>
“SHE PUSH AND
PULL YOU DOWN! SHE’S
LIVIN’ LA VIDA LOCA! HER LIPS
ARE...” – dançando;
CACÁ>> “WOOHOO!!”
– entrando no quarto – “BOM DIA, GABIII!!”
GABI>> “OIÊÊ!!”
– continua dançando;
CACÁ>>
“FELIZONA, HEIN??”
GABI>> “MUUUITO!”
– sem parar de dançar;
CACÁ>> “EU
VÔ TOMAR CAFÉ!”
GABI>> “EU
JÁ DESÇO LÁ!”
E
Gabriela continuou arrumando a cama dançando. Ela mexia os quadris com violência,
ritmado.
TAY>>
“Nossa! Isso tudo lá em cima é a Gabi?”
CACÁ>> “É
sim…” – sorrindo;
ZAC>> “Ela
tá dançando?”
CACÁ>> “Mmm...
o que ‘cê acha?”
Zac
sorri, mostrando os dentes e sobe. Na porta do quarto, fica observando um tempo.
Gabi jogava os cabelos, descia até o chão e subia, muito empolgada. Zac
sorria. Até que, em um momento em que ela deu um giro, o viu na porta. Desligou
o som.
GABI>> “Zac!”
ZAC>>
“Desculpe, Gá... eu não quis dizer que tava aqui porque, sabe, né... ‘cê
ia parar de dançar, aí...” – entre sorrisos maliciosos;
GABI>>
“Ah... vá cherá dedo, você!” – e continuou arrumando a cama;
ZAC (se
aproximando)>> “Dormiu bem?”
GABI>>
“Dormi sim. E você?”
ZAC>> “Beeem...”
Os
dois sorriem um para o outro e, ainda sorrindo, começam a se aproximar para um
beijo. Mas Mariah, vindo pelo corredor, faz com que os dois parassem.
MARIAH>>
“Gabi, filha, desça tomar café. A Lourdes precisa tirar a mesa.”
GABI>>
“Tuuudo bem...”
E
ela desce as escadas. Zac a puxa pela cintura e eles se beijam.
CACÁ>>
“Hoje à noite? Sério?”
TAY>> “Pois
é... a gente vai ter que cuidar da criançada.”
CACÁ>> “Putz...
hoje é Sexta, né? A Lourdes tem bingo...mas que cocô...”
IKE>>
“Ah... de repente nem vai ser essa coisa chaaaaata que ‘cês tão achando
que vai ser.”
Camilla
pensa um pouco.
CACÁ>> “É,
verdade...”
TAY>> “Mas
que sem a pirralhada seria mais divertido, isso seria...”
A
manhã passou. Logo após o almoço, Zac e Gabi estavam conversando no jardim.
Ventava um frio o suficiente para que se agasalhassem. Sentados um ao lado do
outro, num banco, Zac contava à prima coisas que a faziam rir. Vez ou outra,
roubava-lhe alguns beijos rapidamente. No escritório, Isaac, Taylor e Camilla
ouviam música conversando coisas banais, vivências e até revelavam alguns
segredos. É quando a campainha toca. Lourdes atende.
LOURDES>>
“Pois não?”
LÍ>> “Oi,
tudo bem? Eu gostaria de falar com o Zachary. Eu sou a namorada dele. Ele está?”
LOURDES>>
“Namorada? Puxa, então eu acho que ele vai ficar feliz em vê-la.” –
sorrindo simpática, fazendo seus óculos se levantarem, como sempre – “Pode
entrar.”
Lí
entra. Lourdes fecha a porta.
LOURDES>>
“Me acompanhe, por favor.”
Lourdes
leva Lí até o jardim. Na porta de vidro que levava ao jardim, Lí já avista
Zac e Gabi.
LOURDES>>
“Você quer que eu te anuncie?”
LÍ>> “Não
se preocupe. Eu cuido disso.”
Lourdes
balança a cabeça positivamente e sai. Lí, antes de entrar, observa os dois
com cuidado. Ela abre a porta de vidro sem fazer barulho algum. Se aproxima. Zac
e Gabi já a vêem e levantam.
LÍ>> “Olá.”
– sorrindo;
ZAC>> “Lí?
O que ‘cê tá fazendo aqui?”
Sem
pensar, Lí tasca um beijo na boca de Zac. Gabi fica sem graça e abaixa a cabeça.
LÍ>> “Tudo
bem, Zaquizinho?” – o abraçando.
Zac
sentia-se mal com aquilo tudo por causa da presença de Gabi ali. Ele não havia
correspondido nem ao beijo, nem ao abraço.
LÍ>> “Oi,
Gabi! Tudo bem?” – beijando-a no rosto;
GABI>> “Oi,
Lí.” – sorrindo;
ZAC>> “Como
você chegou aqui?”
LÍ>> “Eu
liguei antes! A empregada de vocês não deu o recado?”
GABI>> “Deu
sim.”
LÍ>> “Então.”
– mexendo nos cabelos de Zac;
ZAC (livrando-se
delicadamente)>> “Mas... por que você não ligou de novo dizendo que
vinha?”
LÍ>>
“Porque eu achei que ‘cê era inteligente suficiente para supor isso!”
GABI>>
“Bom... isso é verdade...”
LÍ>> “Aí
ó! A Gabi ‘té concordou comigo!” – sorrindo;
Lí
não soava tão falsa. Realmente estava feliz em rever Zac depois de tanto
tempo. Por causa disso, não chegava a sentir raiva de ele e Gabi estarem
conversando quando chegara.
CACÁ>>
“Gente...” – olhando da janela do escritório para o jardim – “Acho
que eu tô ficando meio louca...”
TAY>> “Por quê?”
CACÁ>>
“Acho que eu tô vendo a Lí no nosso jardim!”
Isaac
e Taylor correm para a janela.
TAY>>
“Nossa!”
IKE>> “Você
num tá louca, querida prima. É ela mesmo.”
CACÁ>>
“Merda...” – ela sussurra, pensando na irmã. Taylor e Isaac não a
ouviram.
LÍ>>
“Gabi, a sua casa é muito bonita!”
GABI>>
“Obrigada.” – sorrindo;
“Lí?” – ouvisse uma voz um pouco mais distante. Lí
vira para trás. Era Cacá.
LÍ>> “Cacá!
Olá!” – sorrindo. A beija no rosto;
CACÁ>>
“Tudo bem?”
LÍ>>
“Tudo.”
TAY>> “Lí!!
Oi!” – a abraça;
IKE>> “O
que ‘cê tá fazendo aqui?” – depois de beijá-la;
LÍ>> “Eu tô
aqui com a minha família. O meu pai decidiu viajar e pediu pra eu escolher um
lugar. Como eu estava com muitas saudades do meu namorado...” – abraça Zac
– “...e dos meus amigos...”
ZAC>>
“Nossa... que legal.” – sorrindo;
LÍ>> “Bom,
não precisa nem dizer que eu tenho muitos recados pra vocês, né?”
IKE>> “O
pessoal... puxa! Saudade deles...”
LÍ>> “A
Myranda mandou um beijo pra você, Ike. E ela pediu pra você ligar pra ela
quando der porque ela tá com muita saudades mesmo.” – vira para Taylor –
“Tay, a Duda te mandou um beijão e também tá com saudades de você.” –
sorrindo;
TAY>>
“Obrigado.” – sorrindo meigo.
Camilla
sente um pouco.
GABI>> “Você
vai ficar quanto tempo, Lí?”
LÍ>> “Bom,
meu pai está querendo ficar uns cinco dias... mas parece que a minha mãe quer
ficar mais tempo. Umas duas semanas. Então não sei... acho que pelo menos uma
semana a gente fica.” – sorrindo com ar de vitória. Gabi percebe;
ZAC (livrando-se do
abraço de Lí discretamente)>> “Vamos lá pra dentro então?”
Lí
segura a mão de Zac.
LÍ>> “Zac,
eu queria falar com você.”
Ele
a olha um tempo. Então volta o olhar para Gabriela. Os dois se olham por alguns
segundos.
GABI>>
“Vamos deixá-los sozinhos um pouco...” – olhando para Zac;
ZAC>> “Nós
já entramos lá com vocês.” – falando com todos, mas era para Gabi a
mensagem.
Todos
entram em casa.
LÍ>>
“Senta um pouquinho.”
Zac
senta.
LÍ>>
“Nossa... eu senti muito a sua falta, sabia?”
ZAC>> “Que
bom, Lí.” – sorrindo;
LÍ>>
“Conseguiu ficar todo esse tempo sem mim?” – acariciando-lhe o rosto;
ZAC>> “É...
a gente sobrevive, né?” – sorrindo;
LÍ>> “Eu não
via a hora de te ver... queria tanto te dar um beijo.” – sorrindo;
ZAC>> “E
deu, não deu?”
LÍ>> “Ô Zac! Quê qui é,
hein?!”
ZAC>> “O
que foi agora??”
LÍ>>
“Posso saber por que ‘cê tá frio comigo desse jeito?!”
Zac
não estava com nenhuma vontade de discutir. Mal acreditava que Lí estava
realmente ali. Ela não podia estar. Tudo estava se acertando para ele. Justo
agora ela tinha que aparecer? “Calma,
Zac... é só esperar a Lí ir embora e pronto. ‘Cê nem vai precisar discutir
nem nada.”
ZAC>>
“Desculpe, Lí... é que eu ‘inda tô meio assustado com a sua presença
aqui.”
LÍ>> “E
isso é ruim?”
ZAC>> “O
que?”
LÍ>> “Eu
estar aqui.”
ZAC>>
“Claro que não! Você acha que eu estou assim por quê? É que a surpresa foi
muito boa, entende? E como eu não esperava...” – ele mente;
LÍ>> “Ai,
Zaquizinho...”
Coloca
a mão no rosto dele e o beija. De olhos abertos, Zac vê que Gabi observava do
escritório. Vê também Cacá tirando-a da janela, dizendo alguma coisa
qualquer, provavelmente de consolo. Gabriela balança a cabeça e sai da janela.
Zac tira os lábios.
ZAC>>
“Vamos lá dentro?”
Quando
ele estava levantando e já indo na frente, Lí o alcança e segura sua mão.
Ele sorri, mas lamenta em pensamento. Os dois entram de mãos dadas.
CACÁ>> “Aí
estão vocês. ‘Bora fazer alguma coisa!”
ZAC>> “É,
vamos.” – vendo aí a tentativa para fugir de Lí;
GABY>> “Eu
acho que vou na casa da Mag e...”
ZAC>> “Gá,
não, fica! Por favor!” – então vê Lí o encarando, achando ruim o tom de
voz que Zac usara. Ele percebe e tenta disfarçar – “A Lí está aqui. Ela
vai precisar de companhia.”
GABI>> “Mas
não é o que você está fazendo?”
ZAC>> “É,
mas...”- pensa em algo, mas não encontra nada para dizer – “Gá, por
favor!”
TAY>>
“Fica’ê, Gabi...”
CACÁ>> “É,
vai não...”
GABI>> “Tá...”
– mostrando incerteza;
LÍ>> “Bom,
gente, na verdade, eu não posso ficar porque...”
“Graças a Deus...” Zac pensa.
LÍ>> “...o
meu pai tá me esperando em casa. Mas amanhã eu volto para ver vocês e o Zac.”
– olhando para ele e o tocando nos lábios muito rapidamente;
ZAC>> “Então
vem que eu te levo até a porta.” – puxando Lí pela mão e arrastando-a até
a porta, não disfarçando muito o desejo de que ela fosse.
Lí
o pára um instante.
LÍ>> “Zac,
é impressão minha ou você quer que eu vá?”
ZAC>> “Quê
isso, Lí! É que assim amanhã chega mais rápido.” – sorrindo cínico.
Lí
sorri.
LÍ>> “Que
‘môr, Zaquizinho!”
Já
na porta...
LÍ>> “Então
‘té amanhã, Zac.”
Ela
o beija com força, mas Zac não permite que o beijo durasse muito. Lí diz
tchau e vai.
ZAC>>
“Ai... ‘té que enfim...” – suspirando;
CACÁ>> “Ô
Zac! Se ‘cê num gosta da Lí do jeito que parece não gostar, porque ‘cê
simplesmente não termina o namoro?”
ZAC>>
“Porque da última vez, ela começou a chorar e eu...” – pausa, como se
sentisse vergonha do ato que iria relatar agora – “...eu não tive
coragem.”
CACÁ>> “De
terminar??”
ZAC>> “É...”
CACÁ>> “Geeente...”
– indignada;
ZAC>> “Ah,
Cacá! Mulher chorando é horrível! Putz, eu me senti tão maus na hora que nem
sei!”
CACÁ>>
“Tudo bem, tudo bem, primo querido... eu entendo...”
Zac
nota que Gabi não estava por ali.
ZAC>> “Cadê
a Gá?”
CACÁ>> “Tá
lá no quarto.”
ZAC>> “Eu
vou lá falar com ela.” – subindo as escadas;
IKE>> “E se
vocês não se incomodam, vai passar Pãnico 2 na TV e eu quero muito ver. Tchau.” – saindo dali.
Silêncio.
Taylor estava sentado no sofá. Camilla senta ao seu lado.
CACÁ>> “E
aí, me conta!”
TAY>> “O
que?” – não entendendo;
CACÁ>> “O
que ‘conteceu hoje! Como é que foi?”
TAY>> “O
que aconteceu hoje?” – realmente não entendendo;
CACÁ>> “Tay!!
Acorda! A Polly!”
TAY>>
“Aaaaahhh... a Polly!!”
CACÁ>> “Dããã!”
TAY>> “Ah,
foi.......... legal...”
CACÁ>> “Pô,
Tay! Conta os detalhes pra mim!” – curiosa;
TAY>>
“Ah... tipo...” – olha Camilla. Sua expressão era de curiosidade –
“Ah não!”
CACÁ>>
“Como não?! Eu que fiz ‘cê ficar com ela!”
TAY>> “Eu
sei, mas... não.”
CACÁ>>
“Por quê não?”
TAY>>
“Porque não!”
CACÁ>> “Jordan Taylor Hanson! Se
‘cê num me contar nos próximos 2 segundos, eu vou parir aqui!”
Taylor
sorri cinicamente, em silêncio.
TAY>>
“Ih... passou.”
CACÁ>>
“Passou o que?”
TAY>> “Os
dois segundos.”
CACÁ>>
“Taylor! Me conta!”
TAY>> “Eu não
quero contar pra você!”
CACÁ>>
“Por quê não??”
TAY>>
“Porque é estranho contar... tipo... pra você.”
CACÁ>>
“Pra mim? Mas por quê?”
TAY>> “Sei
lá… a gente já… ‘cê sabe...”
CACÁ>> “Já
o que?”
TAY>>
“Ficou um monte e tal…”
CACÁ>> “E
o que é que tem?”
TAY>> “E daí
que é estranho!”
CACÁ>> “Não
é, não!”
TAY>> “Por
acaso foi você quem ficou com a Polly?”
CACÁ>> “Não,
mas...”
TAY>> “Então!”
CACÁ>> “E
daí que a gente já ficou?!”
TAY>> “E daí
que é estranho!”
CACÁ>>
“Mas isso é passado!”
Taylor
faz uma expressão de quem não gostara do que Camilla havia dito. Eles ficam um
tempo se olhando. Ela tentando entender o porquê Taylor fazia aquela expressão
de desagrado em relação às últimas palavras dela.
CACÁ>> “É
passado........... certo?”
Taylor
não diz nada e olha reto em sua direção, desviando o olhar da prima. Camilla
pensa um tempo tentando entender o porquê daquilo. Então ela entende. O
relacionamento que ela e Taylor tiveram há dois anos ainda não estava
completamente esquecido por ele. Continuava significando algo.
Mas Cacá já havia dito o que havia dito. Como consertar
agora?
CACÁ>>
“Tay, me desculpe, por favor... eu não quis...”
TAY>> “Tudo
bem, Cacá...” – sorrindo sem graça;
CACÁ>> “Não,
mas eu não sabia que... puxa, por favor! Como eu sou insensível!”
TAY>> “Já
disse que tá tudo bem…”
CACÁ>> “Eu
não queria... Taylor, me desculpe! Eu sei o que ‘cê sentiu quando eu disse
isso porque…”
TAY >> “Cacá, já disse que não tem problema! Esquece isso, tá?!” – um pouco grosseiro – “E eu não quero falar da Polly!” – ele levanta e deixa a sala.
A
maneira com que Taylor falara essas coisas mostravam claramente que ele havia se
magoado. Cacá não acreditava. O tempo todo ela dando uma de “prima amiga que
superou tudo” pelo fato de achar que quem tinha esquecido o passado era ele.
Mas não. Taylor continuava sentindo o que Camilla sentia. Ela precisava
conversar com ele. Porém não agora. Mais tarde.
Zac
bate na porta do quarto. Não tinha ninguém. Ele olha em todos os cômodos e não
encontra Gabi. Até que, por último, vai até o escritório. Seus pais e tios
estavam lá. Gabriela estava abraçada a Mariah, sentada no sofá, prestando
atenção a conversa dos adultos. Zac abre a porta de repente. Todos lá dentro
o olham.
MARIAH>>
“Olá, Zac! Entre! Junte-se a nós.”
ZAC>> “Na
verdade mesmo, eu queria falar com a Gabi.”
Gabriela não diz nada.
ZAC>> “Gá?”
– convidando-a para sair;
JOHN>>
“Tudo bem, querida, pode sair se quiser.” – sorrindo;
Gabi
pensa um pouco. Zac a olhava indignado, como se não se conformasse com a dúvida
da prima. Até que ela levanta e vai até ele. Zac fecha a porta. No corredor...
ZAC>> “Por
que ‘cê demorou tanto para sair?”
GABI>> “Sei
lá... é que eu não tinha certeza se eu queria mesmo falar com você.”
ZAC>> “Você
deve estar chateada, né?”
GABI>>
“Chateada? Não, não... É que eu tô me sentindo tão...” – ela
gesticulava – “...boba! Tão idiota!”
ZAC>> “Mas
você não tem que se sentir assim.” – segurando as mãos dela;
GABI (ela se livra das mão sem ser grosseira)>> “Ah, fala isso pro meu
subconsciente...”
ZAC>> “Gá,
‘cê sabe que a Lí não...”
GABI>>
“Zac, Zac...” – ele ainda falava junto com ela – “...não é isso!”
– silêncio da parte dele – “Eu não quero falar disso! Entrar nesses
assuntos! Não, por favor! Eu já tô me sentindo otária o suficiente!”
ZAC>> “Mas
por quê?”
GABI>> “Por
quê?! Zac, segundos antes da Lí chegar a gente tava lá se beijando! Eu...
eu...” – pausa – “Tá errado isso! A gente não pode ficar se beijando
num dia e no outro nem se falar mais! Aí a gente conversa no dia seguinte e nos
beijamos de novo! Mas aí acontece alguma coisa e a gente não se fala de
novo!”
Zac
estava quieto até aí.
ZAC>> “Você
quer que eu termine com a Lí? Por mim, tudo bem, porque eu não gosto dela
mesmo...”
GABI>> “Se
eu quero? Eu?! Quem tem que querer é você! Parece ‘té que é uma obrigação
sua acabar com ela pra ficar comigo... credo!”
ZAC>> “Não, num é isso...”
GABI>>
“Zac, eu não tô grávida! ‘Cê não precisa terminar com ela por minha
causa! Quer ficar com a Lí, tudo bem!”
ZAC>>
“Gabi, sério... eu fico com você se ‘cê quiser...”
GABI>>
“Zac, olha as coisas que ‘cê tá falando! Eu não tenho que querer nada! Eu
não mando em você! Faz o que ‘cê quiser, tá?!”
ZAC>>
“Calma, calma! Deixa eu falar!”
GABI>> “Ah,
Zac, quer saber? Deixa isso quieto que é melhor...” – saindo dali.
Zac
não sabia dizer se tinha discutido com Gabriela. Fica ali parado no corredor,
olhando para o nada, pensando.
CACÁ>> “Zac?”
– saindo do quarto. Ele não escuta – “Zac!!”
ZAC>>
“Ah... oi, Cacá...”
CACÁ>>
“Que foi?”
ZAC>> “Tô
pensando aqui...”
CACÁ>>
“Aconteceu alguma coisa?”
ZAC>> “Não,
é que... eu e a Gá conversamos e... aconteceu uma coisa estranha...”
CACÁ>> “O
que foi?”
ZAC>> “Eu não
consegui dizer o quanto eu gosto dela.” – com ar de lamentação. Sai dali.
A
noite chega. Mariah, John, Walker e Diana já estavam prontos para a tal festa.
Na sala, se despediam dos filhos e sobrinhos.
MARIAH>>
“Bom, meus queridos... a Lourdes já saiu. Queria muito pedir que vocês se
comportassem e cuidassem dos menores com a maior atenção possível, ok?”
DIANA>>
“Qualquer coisa, liguem para algum dos celulares.”
WALKER>> “Não
façam muita bagunça.”
JOHN>> “E não
vão dormir muito tarde.”
TODOS>> “Tááááá!”
Os
adultos se despedem beijando-os no rosto e saem.
TAY>>
“Finalmente.”
GABI>> “É.”
CACÁ>> “O
que a gente podia fazer?”
JESSIE>>
“Gente...”
Os
cinco olham para os três menores.
JESSIE>> “O
que a gente vai brincar?”
Eles
se olham.
ZAC>>
“Brincar... claro...”
E
eles suspiram juntos.
IKE>>
“Subam que a gente já tá indo...”
AVIE>> “O que ‘cês vão fazer?”
IKE>>
“Subam... a gente já vai lá.”
E
os menores obedecem.
CACÁ>>
“Esqueci desse pequeno detalhe... ou melhor, desses pequenos
detalhes.”
GABI>>
“Ah... a gente coloca eles na frente do video-game e pronto.”
Isaac,
Taylor e Zac se olham.
ZAC>> “Não
esteja tão certa disso.”
GABI>> “Por
quê?”
TAY>>
“Esses aí não são tão maleáveis assim...”
IKE>> “Eles
querem brincar, correr, pular... enfim, essas coisas que qualquer pessoa na
nossa idade adoooora fazer.”
CACÁ>> “Putz...”
MACKIE (gritando lá
de cima)>> “GENTEEEEEE!! VEM BRINCÁÁÁÁ!!!”
Os
cinco sobem as escadas. Ao entrarem no quarto, este já estava completamente
bagunçado, pois Avery, Jessica e Mackenzie brincavam de guerra de travesseiros.
GABI>>
“Caracas...”
CACÁ>> “Hehehehe...”
TAY>> “Wow...”
ZAC>> “Que zona!”
IKE>> “Ei,
ei, pessoaaaaal!! Que bagunça é...”
Quando
Isaac pensava em terminar a frase, uma almofada bate em sua boca, calando-o.
Vendo que fora Jessica a autora do ato, corre em sua direção para acertá-la.
Com o tempo, todos ali se envolvem. Não paravam de rir. Então as meninas tiram
o colchão da cama de Gabriela e o viram fazendo uma espécie de muralha para
proteção. Os meninos fazem o mesmo com o colchão de Camilla. Todos estavam
escondidos atrás de suas proteções cochichando.
AVIE>> “A
gente tem que atacar de surpresa.”
JESSIE>>
“Eu jogo na cabeça do Tay.”
CACÁ>>
“Calma, calma... precisamos de um plano de ataque.”
JESSIE>>
“Mas por que eu não posso jogar na cabeça do Tay?”
CACÁ>> “Não,
tudo bem, fique à vontade...”
Elas
riem baixinho.
AVIE>> “Eu
tô sem munição.”
GABI>>
“Pega esse travesseiro aqui. Eu tenho dois.”
No
outro lado do quarto...
ZAC>> “A
gente precisa atacar primeiro.”
IKE>> “É!”
MACKIE>> “A
Jessie e a Avie são burras. A gente já ganhou!”
Risos.
TAY>>
“Calma... que tal se nos dividirmos e atacarmos pelas laterais?”
ZAC>> “Taylor, só temos as laterais disponíveis. Na frente tem a
parede e atrás a nossa trincheira. Dãã!”
TAY>> “Você
por acaso deu uma idéia melhor?!”
MACKIE>>
“Tem que ser agora.”
GABI>> “Então
vamos agora!”
CACÁ>>
“Com tudo!”
TAY>>
“1...2...”
GABI>>
“3...e...”
TODOS>> “Jáááááá!!”
E
começa a voar travesseiros para tudo que era lado. A brincadeira estava
bastante divertida. As horas passam e as crianças ficam sonolentas. O quarto já
arrumado, as camas no quarto de hóspedes também, tudo pronto. Foi só colocá-los
em seus respectivos leitos. Eles retornam ao quarto delas e caem deitados nas
camas.
CACÁ>>
“Viram? Nem foi tão difícil...” – com uma voz que mostrava todo o seu
cansaço;
GABI>> “Nah...
eu só tô quebrada... acho que eu tô ficando velha.”
Risadas.
ZAC>> “E
agora?”
IKE>> “Meu,
eu quero água. Alguém mais quer?”
GABI & ZAC>>
“Eu!”
IKE>> “Então
venham comigo até a cozinha. Seu folgados...”
E
eles três descem.
CACÁ>> “Tá
passando o cansaço...” – sentada ao lado de Taylor, que estava deitado;
TAY>> “É...”
– levantando-se e sentando;
CACÁ>>
“Mas foi legal, não foi?”
TAY>> “Uh
huh...” – sorrindo meigo;
Silêncio.
CACÁ>> “A
propósito, Tay... você ficou meio chateado hoje comigo e...”
Ele
suspira e olha para trás. Aquela conversa não o estava agradando.
TAY>> “Cacá...
esquece isso, tá?” – com as mãos nos joelhos;
CACÁ>> “Não,
eu não vou esquecer! Eu nem sei se eu quero também...”
TAY>> “Você
disse só o que ‘cê achava... pronto.”
Gabi,
Zac e Isaac voltavam da cozinha. Ao ouvir os dois discutindo, eles se olham e
preferem não entrar no quarto. Vão para o escritório.
CACÁ>>
“Mas eu não acho realmente aquilo!”
TAY>> “Acha
sim!”
CACÁ>>
“Como ‘cê sabe?”
TAY>> “Por
muitos motivos!”
CACÁ>>
“Cite um!”
TAY>> “Nah...”
CACÁ>>
“Por quê não?”
TAY>>
“Porque eu não quero entrar no assunto.”
CACÁ>>
“Ah, como sempre fugindo, né Seu Taylor?! Não, não! Pó’ falando!”
Ele
pensa um pouco.
TAY>> “Tá,
eu falo! Primeiro: porque ‘cê nunca ia dizer uma coisa sem achar.”
CACÁ>>
“Isso nada a vê porque eu diria sim! Próximo.”
TAY>>
“Segundo: se ‘cê não achasse que o que aconteceu com a gente já é
passado, ‘cê não teria feito eu ficar com a Polly.”
Camilla
fica em silêncio.
TAY>> “Aháá!
Viu?! Viu?!”
CACÁ>> “Tá,
eu fiz ‘cê ficar com a Polly, mas não porquê eu já esqueci o que a gente
teve, mas porquê eu tinha 100% de certeza de que ‘cê queria ficar com
ela!”
TAY>> “Foi
você que ficou me empurrando pra ela!”
CACÁ>> “Eeeeu??
O que?? Foi você que disse que estava sentindo uma ‘atração pela Polly’!!”
– imitando-o naquele dia;
TAY>> “Mas
eu por acaso disse que eu queria ficar com ela?! Você já foi me puxando pela mão,
me levando até a menina e tudo!”
CACÁ>> “O
que?! Ô Taylor, eu pensei que o fato de você sentir atração por alguém, te
induzisse a querer dar uns amassos nessa pessoa!”
Taylor
solta um sorriso sem querer. Achou graça do comentário.
TAY>> “Não
mesmo! Eu acho a Gabi bonita, mas eu não quero ficar com ela!”
CACÁ>>
“Achar bonita e sentir uma atração são coisas beeem diferentes! Eu também
acho a Gabi bonita, mas não sinto atração por ela!”
TAY>> “Tá,
mas eu não queria ficar com a Polly aquele dia!”
CACÁ>>
“Mas Taylor, você veio me agradecer depois por quê então?!”
TAY>> “Ah,
porque...porque...sim!”
CACÁ>> “
‘Porque sim’??! Que espécie de resposta é essa?!”
TAY>> “É a
minha resposta!”
CACÁ>>
“Tay, me fala, pô!”
TAY>>
“Porque eu pensei que, sei lá... ‘cê já tinha esquecido de tudo! Aí eu
falei pra mim mesmo: ‘Se ela esqueceu, eu também esqueci!’ Pronto!”
Cacá
fica quieta.
TAY>> “Só
que eu não achei que nós chegaríamos realmente a falar do assunto...”
Ela
olha para frente.
CACÁ>>
“Nossa, Taylor... bem madura a sua atitude...” – sorrindo – “Aliás,
bem maduras as NOSSAS atitudes...”
TAY>> “Eu
sei...”
Silêncio.
CACÁ>>
“Bom, então se ‘cê não esqueceu tudo ainda, é porque...”
Taylor
a olha.
TAY>> “Por
que o que?”
CACÁ>>
“Tipo...” – ela o olha um tempo pensando – “Nada, ‘xá pra lá...”
TAY>> “O
que? Fala!”
CACÁ>>
“Ah... então é porque ‘cê ‘inda... tipo...”
TAY>> “Fala
logo, Cá!”
CACÁ>>
“Ainda sente alguma coisa?”
TAY>>
“Ah... isso. Ééé…” – pensando – “ ‘Cê ‘inda sente?”
CACÁ>> “Eu
perguntei primeiro.”
TAY>> “E eu
por segundo. E daí?”
Camilla
ri.
CACÁ>> “Tá,
mas fala.”
TAY>> “Mmm...
só se ‘cê falar.”
CACÁ>> “Putz...
que maduro isso.”
TAY>> “Maduro ou não, é o que eu proponho.” – sorrindo;
CACÁ>>
“Então é melhor deixar isso quieto.” – ameaçando levantar;
TAY>> “Tá,
espera, eu falo.”
Silêncio.
CACÁ>> “Tô
esperando.” – com os braços cruzados;
TAY>> “É
que eu sou tímido.”
CACÁ>>
“Você é malandro, isso sim.”
Taylor
a olha esperando que aquilo tivesse sido brincadeira, mas não era. Camilla
sorri cinicamente.
TAY>> “Tá...”
– pausa – “Eu sinto sim.”
CACÁ>>
“Sente o que?”
TAY>> “Ah, Cacá!! Agora ‘cê
quer demais da minha pessoa!!” – indo um pouco para trás e levantando as mãos;
CACÁ>> “Ué!
Tem muita coisa que ‘cê pode tá sentindo! Eu preciso saber o que é!”
TAY>> “Você
vai falar tudo depois também, hein?!” – apontando-lhe o dedo;
CACÁ>> “Tá,
tá, agora fala.”
TAY>> “Eu
sinto...” – pausa – “...um monte de coisas.”
CACÁ>>
“Nossa, Taylor, super específico! Sanou todas as minhas dúvidas!”
TAY>> “Dúvidas?
Que dúvidas?”
CACÁ>>
“Como assim ‘que dúvidas’? Dúvidas, oras!”
TAY>>
“Sobre o que?”
CACÁ>>
“Sobre..... isso!”
TAY>> “Que
dúvidas você tem?”
Camilla
não diz nada.
TAY>> “Eu não
posso te ajudar com elas?”
CACÁ>> “Só
você pode me ajudar com elas.”
TAY>> “Então!
Pergunta.”
CACÁ>>
“Termina de falar o que ‘cê tava falando. Aí a gente fala das minhas dúvidas...”
TAY>> “Bom,
tá... o que eu sinto, né... então... eu sinto que... que você não deveria
ter me ajudado aquele dia com a Polly.”
CACÁ>>
“E...?”
TAY>>
“Porque você adoraria estar no lugar dela.”
CACÁ>>
“Mas ‘cê é convencido mesmo...”
TAY>> “E não?!”
CACÁ>>
“Acho melhor nós passarmos para a parte das dúvidas...”
TAY>> “Tudo
bem.”
CACÁ>> “É
que assim... eu não sei se você sente as mesmas coisas que eu sinto.”
TAY>> “E o
que ‘cê sente?”
Camilla
coloca os lábios para o lado, não tendo certeza se deveria falar o que queria
falar. Coça o olho direito, coloca os cabelos atrás da orelhas e opta pela
simplicidade.
CACÁ>> “É
que eu ‘inda gosto de você.” – falando meio baixo, na esperança de que
ele não ouvisse.
Taylor
não consegue esconder o sorriso.
TAY>> “E o
seu namorado?”
CACÁ>>
“Nem é namorado...”
TAY>>
“Claro que é!”
CACÁ>> “Não
mais.”
TAY>> “Aaaahhh...”
Silêncio.
CACÁ>>
“Mas você não disse.”
TAY>> “O
que? Falta mais alguma coisa?”
CACÁ>> “É
que ‘cê ‘inda num disse se sente o mesmo que eu…”
TAY>> “Ah
é... verdade...” – ele a olha e sorri – “Sinto sim.”
CACÁ>> “Tá
bom.” – sorrindo;
Silêncio.
Os dois começam a disfarçar. Camilla mexia em sua unha e Taylor olhava para os
lados.
TAY>> “Você
não tem mais nenhuma dúvida?”
CACÁ>> “Não,
não...” – sorrindo;
TAY>>
“Ah...” – pausa – “Que bom.”
CACÁ>> “É...”
E
começam a disfarçar de novo. Camilla estava sentada logo ao lado de Taylor.
Ambos sabiam o que estava faltando naquele momento. Taylor a olha. Camilla,
percebendo isso, esquece suas unhas e retribui o olhar. Taylor inclina-se e toca
os lábios de Cacá. Ele coloca sua mão no rosto dela e a beija mais forte.
Logo já estavam abraçados, notando em cada um o que havia mudado desde a última
vez que se beijaram. Nada havia se alterado. Os lábios moviam-se lentamente.
Camilla o segurava pelo pescoço, enquanto Taylor ocupava-se com a sua cintura.
TAY>>
“Mas...” – sussurrando – “Você e o Nathan terminaram?”
CACÁ>> “Não.”
– pausa – “Mas eu vou fazer isso.”
TAY>>
“Ah... tudo bem.” – beijando-a novamente.
No
escritório, Isaac, Gabriela e Zac conversavam algo animado, em baixo tom de voz
para não acordar nenhum dos menores. Passado o momento de risos, Gabriela olhou
para o primo mais velho.
GABI>> “Será
que o Tay e a Cacá se acertaram?”
IKE>> “Não
sei... acho que sim.”
ZAC>> “Mas
ela não tava namorando aquele carinha?”
GABI>>
“Como se isso impedisse alguma coisa...” – ela pensou em voz alta. Zac
concordou em silêncio.
IKE>> “O
pior é que eu tô morrendo de sono e afinzão de dormir.”
GABI>> “Ah,
Ike! Já?!”
IKE>> “Tá
meio tarde...”
GABI>>
“Fica!”
IKE>> “Prima, eu adoraria se eu não estivesse com tanto sono.”
GABI>>
“Tudo bem então. Deita lá na cama da tia Diana. Vem, eu te acompanho...”
Os
dois deixam o escritório. Ao passarem pelo quarto, vêem que este estava vazio.
IKE>> “Bom,
então ‘xô arrumar a minha cama e deitar... Uaaaaahhh...”
GABI>> “Eu
te ajudo...”
IKE>> “Não,
tudo bem... pode deixar que eu faço as coisas por aqui...” – sorrindo;
GABI>> “Tá...”
– saindo do quarto, retornando ao escritório.
Isaac
arrumava a sua cama. É quando sente sede. “Mmm...
água! Nham...” ele pensa. Desce
até a cozinha. Enche um copo com água e toma. Resolve repetir a dose, portanto
dessa vez não finaliza com a quantidade colocada. Quando estava retornando ao
quarto, ele ouve um barulho vindo lá de fora. Pára tentando prestar mais atenção.
Parecia um choro, baixinho, não muito longe. Ele se aproxima da porta
principal, lugar de onde escutava-se o choro melhor vindo lá de fora. Era alguém.
E estava logo ali frente à porta. Isaac achava estar ouvindo coisas, mas não,
parecia muito real. Ele olhou pelo olho mágico. Viu alguém limpando os olhos,
hesitando em apertar a campainha. Ele podia jurar que conhecia aquela menina,
mas não sabia muito bem quem era. Ele abre a porta devagar.
IKE>>
“O...oi.” – mostrando só os olhos;
PRUE (esfregando os
olhos)>> “Qu... quem é?”
IKE
(reconhecendo)>> “Você não é a Prue?” – abrindo totalmente a
porta;
PRUE>> “A
Gabi tá aí?”
IKE>>
“Entra.”
Era
claro que Prue estava chorando, mas Isaac não sabia o que fazer. Ele fecha a
porta.
IKE>>
“Mas... não tá meio tarde pra você estar fora de casa?”
PRUE>> “Ela
está ou não?”
IKE>> “Ah,
me desculpe...” – ele já ia atrás de Gabi, mas lembra que ela estava com
Zac – “Aah... Olha, ela tá meio ocupada...” – pausa – “...mas se eu
puder te ajudar...”
Ela
olha para baixo.
PRUE>> “Eu
queria falar com ela...”
IKE>>
“Senta aí...”
Ela
vacila um tempo e só então senta. Prue parecia apreensiva, como se suspeitasse
de todos que pudessem se aproximar. Isaac, percebendo isso, senta ao lado dela
discretamente.
IKE>> “O
que foi?”
PRUE>>
“Desculpe. Eu não deveria ter vindo.” – sussurrando;
IKE>> “Não,
nada a vê... ‘magina...” – tentando-a deixar mais confortável – “Você
e a Gabi são bem amigas, não é? Então... Natural que quando você precise de
algo, ‘cê venha até aqui, independente do horário. É isso o que as meninas
normalmente fazem, não é?”
Prue
o olha. Isaac sente-se idiota por um momento. Então ela sorri e a sensação de
estupidez passa.
PRUE>> “É
que... eu... apanhei do meu pai de novo...”
IKE>>
“Nossa!”
PRUE>> “Não,
calma... ele não me espanca, como ‘cê tá pensando.”
IKE>>
“Ah...”
PRUE>> “Mas
é que eu odeio quando ele me bate! Eu me sinto tão... fraca, tão idiota! Eu
tenho 17 anos e apanho do pai! Que ridículo!” – com um ar de revolta –
“Aí quando isso acontece, eu corro aqui pra Gabi porque ela é a única amiga
que eu tenho que tem paciência de ouvir os meus revoltados discursos...” –
sorri;
IKE>>
“Nossa... você me assustou.”
PRUE>> “Por quê?”
IKE>>
“Porque quando eu ouvi aquele barulho, eu achei que fosse ladrão, bandido...
sei lá...”
PRUE>>
“Desculpe...”
IKE>> “Não,
tudo bem... nem é tão tarde.” – olha no relógio – “Onze agora.”
PRUE>> “Eu
acho que eu teria que voltar para casa...”
IKE>> “Você
que sabe.”
PRUE>> “Mas eu não quero.”
IKE>> “Então
fica.”
PRUE>> “O
que a Gabi tá fazendo?”
GABI>> “Não
mesmo!!”
ZAC>> “Como
não??!”
GABI>> “Eu
não disse isso, Zac!”
ZAC>>
“Disse sim! Você disse ‘quela hora no corredor que não queria ficar mais
comigo!”
GABI>>
“Zac, pra variar ‘cê ‘tendeu tudo errado!!”
ZAC>> “Mas
você disse!”
GABI>>
“Zac, presta bem atenção em como ‘cê chegou pra falar comigo hoje.” –
ela levanta e fica em pé frente a Zac – “Ô Gá... se você quiser, eu fico
com você. Gá... se ‘cê quiser, eu termino com a Lí... Gá...”
ZAC (querendo
sorrir)>> “Tá, tá!! Mas o que eu disse de errado?!”
GABI>> “
‘O que eu disse de errado?’, ele pergunta!” – irônica – “Zac, quem
tem que decidir é você! Parece que eu tô mendigando pra que ‘cê fique
comigo! Faz o que você quiser!”
Zac
levanta do sofá e vai até ela sorrindo.
ZAC>> “Mas
bem que você queria, né?” – colocando as mãos na cintura dela;
GABI>>
“Queria o que?”
ZAC>> “Que
eu terminasse com a Lí.” – sorrindo da mesma maneira cínica
GABI>> “Eu,
hein garoto...”
ZAC>> “Diz
que não olhando para mim.” – sorrindo e segurando-a mais forte.
Gabriela
o olha e deixa escapar um sorriso, mostrando o quanto não estava incomodada com
a situação.
GABI>> “Mmmm...”
– rindo;
ZAC>> “O
que?” – ainda segurando-a pela cintura;
GABI>>
“Nada não...”
ZAC>>
“Fala.”
GABI>> “É que... você reparou que a gente discute, discute... mas
acaba sempre do mesmo jeito.”
Zac
ri. Ele a beija. Gabi o abraça forte pelo pescoço. Zac a deita no sofá e o
beijo se torna mais intenso. Passado determinado tempo, ele coloca uma das mãos
por baixo da blusa de Gabriela. Após acariciar a cintura dela e regiões,
tentou desabotoar sua calça jeans. Gabi o empurrou sem ser grosseira.
GABI>> “Pára.”
PRUE>> “Então
vocês e a Gabi e a Cacá ficaram sem se conhecer por dez anos?”
IKE>> “Isso
mesmo.”
PRUE>> “Mas
depois que ‘cê viram, também, grudaram, né?”
IKE>> “É,
mais ou menos...” – sorrindo;
PRUE>> “Aaah...”
Silêncio. Isaac sorri.
IKE>> “Você
quer dormir aqui?”
PRUE>> “Não
sei... acho que não.”
IKE>> “Você
mora perto?”
PRUE>>
“Mais ou menos. Eu vim de táxi.”
IKE>> “Aaah...”
Silêncio
mais uma vez. Eles se olham.
PRUE>> “O
que você tá pensando?”
IKE>> “Não
sei direito... o que você tá pensando?”
PRUE>>
“Ah... não sei...”
IKE>>
“Bom... se não for prejudicar em nada...”
PRUE>> “Da
minha parte não.”
Isaac
segura o rosto dela e toca seus lábios muito delicadamente. Prue corresponde
colocando suas mãos sobre a dele que segurava seu rosto. Os lábios
inicialmente se conheciam, já que eram estranhos. Então se beijam de maneira
mais completa. Logo se abraçam. E esquecem do resto.
ZAC>> “O
que foi, Gá?”
GABI>> “Eu
preciso saber de uma coisa antes.”
ZAC>>
“Fala.” – com ar preocupado;
GABI>>
“Zac, ‘cê tem certeza de que sente algo por mim?”
ZAC>> “Que
qui é??”
GABI>> “É,
ué! Eu quero saber se, nós fizermos...erm...isso, vai significar alguma coisa
ou será só por...”
ZAC
(interrompendo)>> “Gá, eu não sei se você percebeu, mas eu tô
tentando te mostrar o quanto eu realmente gosto de você faz algum tempo. Eu não
sei dizer o quanto, não sei dizer como, mas eu sei que amo você. Desde que você
foi embora de Tulsa, aquela vez, eu nunca deixei de pensar em você! O meu erro
foi ter tentado te encontrar na Lí.”
GABI>>
“Zac, é bom que isso seja bem sincero. Porque senão, considere-se capado!”
Zac
ri e a beija. Gabriela solta o cabelo dele e tira sua camiseta. Os toques de Zac
tornavam-se mais firmes e as respirações mais ofegante. Gabi beijava Zac com
um pouco de violência. Ele tira seus lábios um momento e a olha.
ZAC>> “Gá,
espera.” – sentando;
GABI>> “Ai,
Zac! Não acredito!”
ZAC>>
“Calma, é que eu também preciso saber.”
GABI>>
“Saber o que?”
Zac
a olha sério. Seus cabelos caíam sobre seus ombros, fazendo da cena mais
atraente por ele não estar usando vestimenta superior nenhuma.
ZAC>> “Se
você gosta de mim.”
GABI>>
“Zacky, ‘cê ainda tem alguma dúvida?”
ZAC>>
“Ah... sei lá... eu também quero que isso volte a significar alguma coisa
pra você.”
GABI>>
“Assim como você, eu também não te esqueci, Zachary. Eu senti muito a sua
falta. E comecei a namorar com o Adrian num momento em que eu estava frágil e
sozinha, por sua culpa. Eu gosto muito de você, eu amo você e pode ter certeza
de que o que acontecer aqui será mais uma vez muito importante para mim.” –
sorrindo;
ZAC>> “Eu
precisava ouvir isso.” – sorrindo;
E
os dois se beijam mais uma vez. Novamente, o beijo torna-se intenso. Zac, que
estava sem a sua camisa, tira finalmente a blusa de Gabriela. Com o tempo,
tira-lhe o restante. E tudo acontece ali, escondido, sem ninguém saber.
IKE>> “Mmm...”
PRUE>> “O
que foi?” – encostada no peito de Isaac;
IKE>> “Não,
nada... estava pensando...”
PRUE>> “No que?”
IKE>> “Em
nada...”
PRUE>>
“Como em nada?” – levantando;
IKE>> “Ah... pensando só...” – sorrindo;
PRUE>>
“Conversa de doido...”
Eles
se olham e Isaac a beija.
PRUE>>
“Mas...”
IKE>> “O que?” – colocando o cabelo dela atrás das orelhas;
PRUE>> “Você
tem namorada lá em Tulsa?”
IKE>> “Mmm...”
PRUE>> “O
que foi agora?”
IKE>>
“Nada... é... a sua pergunta, né...”
Isaac
lembra de Myranda, mas se ele dissesse a verdade naquele momento, talvez pudesse
estragar tudo. estava gostando de ficar com Prue e não queria correr nenhum
risco de perdê-la.
IKE>> “Não,
eu não tinha não.”
PRUE>>
“Ah... que bom...” – sorrindo aliviada;
IKE>> “É.”
– sorrindo;
E
se beijam mais uma vez.
PRUE>>
“Doido, né?”
IKE>> “O
que?”
PRUE>> “O
jeito que as coisas aconteceram.”
IKE>>
“Ah... Muito.”
PRUE>> “Mas
ainda bem que aconteceram.”
IKE>>
“Verdade.” – sorrindo;
PRUE>> “É
que agora eu tenho que ir.”
IKE>>
“Entendo. Tá tarde já, né?”
PRUE>> “É.”
Isaac
leva Prue até a porta.
IKE>> “A
gente se fala amanhã?”
PRUE>> “O
certo a perguntar seria: a gente se beija amanhã?”
Isaac
ri.
IKE>> “É.
Isso. A gente se beija amanhã?”
Prue
sorri e o beija.
PRUE>> “Não
tenha dúvidas disso.”
E
ela vai. Isaac fecha a porta e vai direto para o seu quarto dormir.