CAPÍTULO 17
Gabriela
abre os olhos. Olha a sua volta e vê que Zac dormia ao seu lado. Ela se assusta
e levanta bruscamente. Chacoalha-o algumas vezes sussurrando seu nome.
GABI>>
“Zac? Zac?”
ZAC>> “Ããã...?
Que…?”
GABI>>
“Zac, a gente dormiu aqui! E agora? Será que a Dona Mariah não viu a gente
aqui quando eles chegaram da festa??” – apavorada;
ZAC>> “E se
viu, viu. Pronto. Fazer o que?” – virando para o outro lado voltando a
dormir;
GABI>> “Zac!!”
– chacoalhando-o novamente;
ZAC>> “Ai,
tá...” – sentando – “Pronto, acordei.”
GABI>> “E
se viram a gente?”
ZAC>> “Não
viram, não.”
GABI>>
“Zac, ‘cê não parece que tá muito preocupado!”
ZAC>> “Gá...”
– a beija no rosto – “Se tivessem visto a gente, nós já estaríamos
sabendo, com certeza. E como esse não é o caso, é porque ninguém viu
nada.”
GABI>> “Ai,
tomara...” – olhando para um ponto qualquer;
ZAC>> “Gá...
fica preocupada, não.”
GABI>>
“T...tá.”
Zac
sorri. Desliza sua mão pelo rosto dela e a beija. Ela retribui.
ZAC>> “Que
bom que a gente tá resolvido agora.” – sorrindo, após beijá-la;
GABI>> “É.
Finalmente.”
Se
beijam de novo.
ZAC>>
“Agora a gente já podia contar.”
GABI>>
“Contar?”
ZAC>> “É,
pra todo mundo.”
GABI>> “Cumé
qui é?”
ZAC>> “Qual
é o problema?”
GABI>> “Lá
vamos nós de novo... Zac! Não! A minha mãe não pode saber!”
ZAC>> “Gá,
‘té quando ‘cê tá pensando em esconder isso?!”
GABI>> “Pra
sempre?”
ZAC>> “Gá!”
GABI>> “Tá,
tá! Mas Zac, eu não sei... não é uma boa idéia.”
ZAC>>
“Vamos contar, por favor.”
GABI>>
“Imagine a cena, que coisa chic: ‘Mãe, pai, tios. Eu e o Zac estamos
namorando. Legal, né?’ Zac, num dá!”
ZAC>> “Gá,
a gente não precisa fazer um pronunciamento. Nós contamos cada um para os seus
respectivos pais.”
GABI>> “Você
conta para os seus. Eu não quero contar para os meus.”
ZAC>> “Duh,
como se os meus não fossem contar para os seus.”
GABI>> “É...
Mas eu não quero!”
ZAC>> “Então eu vou te dar um beijão na boca quando a gente estiver
jantando!” – sorrindo;
GABI>> “Você
faz isso e corre! Porque ‘cê tá morto!” – rindo;
Eles
se beijam.
ZAC>> “Nada
de contar então?”
GABI>> “Não
sei... depois a gente vê isso.”
Mais
um beijo.
ZAC>> “Eu tô
com sono.”
GABI>> “Tá,
pode continuar dormindo, só que lá na sua cama.”
ZAC>> “Ah,
Gá! Vamos ficar aqui!”
GABI>> “Não.
É perigoso, Zac.”
ZAC>> “Por
favor...” – beijando-a;
GABI>> “Não.”
ZAC>> “Ai,
meu santo, que mulher teimosa!”
GABI>>
“Prevenida.”
E
eles vão deitar em suas camas.
Logo
pela manhã, já podia-se ouvir as vozes dos adultos conversando na sala.
MARIAH>>
“Lourdes, o Walker e a Diana não acordaram ainda?”
LOURDES>>
“Não, Sr.ª Mariah. Apenas o S.º John está de pé.”
JOHN>> “Bom
dia, Mariah.” – a beija nos lábios;
MARIAH>>
“Bom dia...” – sentando para comer com o marido;
JOHN>> “E
então? Dormiu bem?”
MARIAH>>
“Mais ou menos...”
JOHN>>
“Aconteceu alguma coisa?”
MARIAH>> “É
que eu vi algo hoje de madrugada que eu não gostei nada.”
JOHN>> “O
que?”
MARIAH>>
“Durante a noite, eu levantei para tomar um pouco d’água. E no escritório...
bom... a Gabi estava dormindo com o Zac, no sofá.”
JOHN>>
“Sei...”
MARIAH>>
“Você lembra do que aconteceu entre eles da última vez que se viram, não é?
Pode estar acontecendo de novo! Eles podem ter percebido que se gostam... essas
coisas...”
JOHN>> “Lá
vem você de novo, Mariah...”
MARIAH>>
“Mas é verdade! Eu estou preocupada, John.”
JOHN>>
“Mariah, nada de mais está acontecendo! Isso é paranóia sua.”
MARIAH>>
“John, eles ficaram sozinhos a noite toda ontem. É claro que pode ter
acontecido alguma coisa!”
JOHN>> “Se
isso te conforta, eu falo com a nossa filha quando ela acordar. Mas por favor, não
seja injusta com ela. Eu não vou permitir isso.”
MARIAH>>
“Eu não serei, John. Mas eu não permito esse tipo de coisa na minha casa! Não
entre primos!”
JOHN>> “São
só crianças, Mariah.”
CACÁ>>
“Bom dia, pais...” – se espreguiçando e sorrindo enquanto se aproximava,
descendo as escadas;
JOHN>>
“Filha, bom dia!”
MARIAH>>
“Bom dia, minha querida.” – sorrindo;
CACÁ>> “Ótimo
dia!” – beijando o pai no rosto;
JOHN>>
“Nossa! Mas que alegria é essa, Camilla?”
CACÁ>>
“Ah...nada de muito importante. Só acordei feliz hoje.” – sorrindo;
MARIAH>>
“Que bom, querida. Sente e toma café. Daqui a pouco os outros acordam também.”
CACÁ>> “Lurdécaaaa!!
Minha bolachinha de morangooo!!”
LOURDES>>
“Tá indo, tá indo...”
Mariah
e John, após terminarem a refeição, vão sentar no jardim conversarem um
pouco. Gabriela e Isaac acordam juntos e descem.
IKE>> “Oi,
Cacá!”
CACÁ>> “Oiê!”
GABI>> “Bom
dia, maninha...”
CACÁ>>
“Dormiram bem?”
GABI>>
“Incrivelmente bem.”
IKE>>
“Melhor ainda do que a Gabi!”
GABI>>
“Impossível!”
CACÁ>> “Não,
mas eu dormi muito melhor que todo mundo do mundo inteiro!”
E
eles riem. Tempo depois, todos já estavam de pé. Café tomado, resolvem sentar
na frente da casa conversarem um pouco.
GABI>> “O
que a gente vai fazer hoje?”
CACÁ>>
“Nisso que eu tava pensando agora.”
TAY>> “A
gente podia dar umas voltas a pé.”
ZAC>> “Isso
é legal.”
IKE>> “Por
mim...”
GABI>>
“Agora?”
CACÁ>> “Já!”
Eles
levantam. É quando um carro vermelho pára na frente da casa. Lí desce dele.
LÍ>> “Oi,
gente! Tavam saindo?”
Zac
e Gabi se olham. Lí se aproxima de Zac. Pensava em beija-lo, mas ele desvia.
LÍ>> “Zac!”
ZAC>> “Acho
que a gente precisa conversar.”
Gabriela,
Taylor, Camilla e Isaac entram em casa.
GABI>>
“Tomara que ela não resolva fazer escândalo aqui.”
TAY>> “A Lí? Pouco provável...”
CACÁ>> “Hehehe...”
IKE>> “Os
vizinhos vão achar que aqui mora farofeiro.”
Risadas.
LÍ>> “Zac,
você está com vergonha de mim??”
ZAC>>
“Vergonha?? Claro que não!”
LÍ>> “Então
porque você não quis me beijar na frente deles?”
ZAC>> “A
questão não são eles. Somos nós.”
LÍ>> “O
que eu fiz? Não tenho sido uma boa namorada?”
Zac
ri.
LÍ>> “O
que foi?”
ZAC>> “Lí,
também não é isso.”
LÍ>> “Então
é o nosso...”
ZAC>> “Ao
invés de você ficar tentando adivinhar, por que você não me deixa falar?”
Ela
fica quieta.
ZAC>>
“Bom... você sabe que... desde que a gente começou a namorar...”
Ele
dá uma pausa longa.
LÍ>>
“Fala, Zac!”
ZAC>> “Lí,
eu... eu não sinto por você o mesmo que você sente por mim.”
LÍ>> “Como
assim?”
ZAC>> “Eu não
gosto de você.”
Os
olhos de Lí enchem de lágrimas.
ZAC>> “Ai,
lá vamos nós de novo...” – ele suspira;
LÍ>> “Mas
o que eu fiz de errado?? Eu pensei que nós estávamos dando certo!”
ZAC>>
“Certo pra você. Eu não estava feliz, Lí.”
LÍ>> “Mas
Zac! A gente se conhece faz tanto tempo! É claro que nós nos gostamos!” –
chorando mais agora;
ZAC>> “Lí,
eu adoro você, mas como amiga!”
Lí
agora estava aos prantos. Zac sente-se perdido, exatamente do mesmo jeito que
isso aconteceu da última vez.
LÍ>> “É a
Gabi, não é??! É dela que você gosta, não é??!”
Zac
suspira e a olha sério.
ZAC>> “Lí...”
LÍ>>
“Fala!! É, não é??”
ZAC>> “É.
É dela que eu gosto agora e é dela que eu sempre gostei.”
Lí
chora mais ainda.
LÍ>> “Como
você pôde me iludir desse jeito??!”
ZAC>> “Lí,
cada vez que eu tentava terminar com você, você ameaçava chorar! Eu detesto
mulher chorando! Aí eu não conseguia!”
LÍ>> “Seu
mentiroso! Você não tinha o direito de me enganar assim!!”
ZAC>> “Lí!
Eu não sabia que isso significava tanto pra você! Quando você veio pra
Londres por minha causa, aí eu percebi que ‘cê gostava mais de mim do que eu
de você.”
LÍ>> “Eu
nunca mais quero falar com você, Zac! Na minha vida inteira! Você foi um erro!
Você é desprezível, eu te odeio!! Como você pôde?! Por que não terminou
comigo de uma vez?! Mas não! preferiu ficar assistindo eu gostar de você cada
dia mais, para quando você terminasse comigo, eu sofresse o dobro!”
ZAC>> “Não!!
Não era essa a minha intenção!”
LÍ>> “Era
assim!! Como eu pude me enganar assim com você, Zachary??!!”
Ela
ameaça dizer mais alguma coisa, mas desiste. Vira-se e vai embora, andando, sem
parecer saber onde ia. Zac estava sentindo-se muito mau. Mas aliviado, por outro
lado, por ter acabado com aquilo de uma vez. Ele entra em casa, quieto,
pensativo. Gabi é a primeira a se aproximar.
GABI>>
“Tudo bem?”
ZAC>>
“Tudo. Eu terminei com a Lí, ela fez um escândalo, enfim... exatamente como
o planejado.”
Ela
sorri levemente. Zac toca seus lábios.
JOHN>> “Gabiiii!!”
– chamando-a do andar superior;
GABI>>
“Ops. Papy. Eu vou lá falar com ele.”
ZAC>> “Tá...”
Gabriela
vai até o escritório, onde John provavelmente estaria.
GABI>> “Me
chamou, pai?”
JOHN>>
“Chamei. Sente um pouco, filha.”
É
o que Gabriela faz.
JOHN>>
“Bom, querida... desde que seus tios chegaram à nossa casa, a sua mãe anda
com a mesma preocupação.”
GABI>> “Uhun...”
JOHN>> “Ela
continua falando de você e do Zachary...” – Gabriela gela – “...na
possibilidade de vocês estarem juntos de novo...”
Silêncio
da parte dela.
JOHN>> “Você
sabe que ela não gostou nada do que aconteceu quando vocês estavam em Tulsa, não
é?”
GABI>>
“Sei.”
JOHN>>
“Pois então... eu disse para ela que eu achava pouco provável que isso fosse
acontecer de novo, mas as coisas que ela me disse fazem sentido.”
GABI>> “O
que ela te disse?” – nervosa;
JOHN>> “Não
vêm ao caso. O que realmente preocupou a sua mãe foi o fato de ela ter visto
você e o Zac nessa madrugada dormindo juntos.”
Gabriela
abaixa a cabeça.
JOHN>> “Eu
prometi para a Mariah que iria falar com você sobre isso e ficar a par da situação,
seja ela qual for.”
GABI>> “Uhun...”
JOHN>> “Por
isso eu gostaria muito que você fosse sincera comigo e me dissesse o que está
acontecendo. Eu não vou, de jeito algum, te punir, pois eu acho que você já
é bem grandinha para saber das suas próprias ações.”
GABI>> “Uhun.”
JOHN>> “E
então?”
Gabriela
não tinha idéia do que ia fazer. Falar a verdade ou mentir. John sempre fora
muito mais amigo do que sua mãe, desde que ela e Camilla eram pequenas.
JOHN>>
“Filha?”
GABI>>
“Pai, aquela vez que eu e o Zac ficamos juntos... bem... eu gostava dele. E
muito.”
JOHN>> “Eu
não duvido. Afinal, o que ele fez, pelo o que a sua mãe me contou, não foi
coisa de quem sente alguma coisa qualquer.”
GABI>> “E o
Zac foi...” – ela olha o pai, que prestava atenção em cada palavra –
“...bem importante para mim.”
JOHN>>
“Sei...”
GABI>> “Eu
não sei porque a Dona Mariah detestou tanto assim a idéia de eu e o Zac
namorarmos. A gente se gostava tanto...”
JOHN>>
“Filha... vocês são primos.”
GABI>> “Eu
sei! Mas o que é que tem de mais?”
JOHN>>
“Bom... não sei, mas eu acho que não é uma boa idéia.”
GABI>>
“Pai, se você pensa como a mãe, melhor a gente parar de conversar.”
JOHN>>
“Imagine, querida, não é isso. É justamente por eu descordar da sua mãe
que eu estou aqui falando com você. Ela queria conversar com você e eu não
deixei que ela interferisse na sua vida assim.”
GABI>>
“Obrigada.” – sorrindo;
JOHN>> “De nada.”
GABI>>
“Bom.. você quer saber se eu e o Zac estamos juntos, não é?”
JOHN>>
“Sim.”
GABI>>
“Bom... eu acho que estamos.” – receosa;
JOHN>> “Uhun...”
– ele anda pela sala – “E vocês pretendem contar isso para o resto da família?”
GABI>> “O
Zac queria, mas eu que não quis.”
JOHN>> “É,
eu acho melhor não falar nada. Eu não sei como a Diana e o Walker reagirão,
então...”
GABI>> “É...”
JOHN>> “Você
gosta tanto assim do Zac?”
GABI>> “Uhun.”
JOHN>>
“Bom... então, eu acho que não há nada que eu possa fazer contra isso. Só
cuidado, Gabi, para não fazer nada errado. E... se cuide.”
GABI>>
“Tudo bem.” – sorrindo – “Valeu, pai.”
JOHN>> “E não
comente com ninguém sobre essa conversa.”
GABI>> “O
que você vai dizer pra Dona Mariah?”
JOHN>>
“Alguma mentira a seu favor, não se preocupe.” – sorrindo.
Gabriela
o beija no rosto e sai do escritório. Vai ao encontro dos primos nos andar
inferior.
CACÁ>> “O
que o papy queria?”
GABI>>
“Conversar sobre eu e o Zac.”
TODOS>>
“Que??”
GABI>>
“Vamos lá fora que eu conto.”
Eles
vão e sentam na varanda.
ZAC>> “O
seu pai sabe que nós estamos juntos?”
GABI>>
“Desconfiava. Agora tem certeza.”
IKE>> “Você contou pra ele?”
GABI>>
“Contei.”
TAY>> “E
ele?”
CACÁ>> “O
papy é legal. Duvido que ele tenha brigado com você.”
GABI>> “É,
não brigou, não. Mas ele também acha que a idéia de eu e o Zac estarmos
juntos não é boa.”
ZAC>> “Ele
vai contar pra todo mundo?”
GABI>> “Não,
ele vai negar se perguntarem.” – sorrindo;
Zac
respira aliviado.
GABI>> “Mas
‘cê não queria que soubessem, Zac?”
ZAC>> “Isso
era antes da possibilidade disso acontecer estar tão perto.”
IKE>> “Bom,
gente, que bom que está tudo bem, mas eu preciso ir.”
CACÁ>>
“Onde ‘cê vai?”
IKE>> “Na
casa da Prue.” – sorrindo;
GABI>> “O
que ‘cê vai fazer lá?”
IKE>>
“Depois te conto, Gabi.” – sorrindo – “Tchau pra vocês.” – indo;
GABI>> “Eu
e o Zac também vamos dar umas voltas...”
ZAC>>
“Vamos?” – Gabi o cutuca – “Ah, claro! Vamos... hehe...” –
levantando – “Tchau, gente.”
E
Camilla e Taylor ficam sozinhos sentados na varanda da casa, um ao lado do
outro.
CACÁ>> “E
lá foram eles de novo...”
TAY>>
“Imagine o que seu pai vai fazer quando souber que tem mais um casal de primos
que estão juntos.”
CACÁ>>
“Mais um casal? Tem mais um casal?” – sorrindo;
TAY>> “Tem,
não tem?”
CACÁ>>
“Ai, Tay... ‘cê num é nada modesto.” – rindo;
TAY>>
“Ah...” – rindo também;
CACÁ>>
“Mas tudo bem, eu acho que ele aceita bem...”
TAY>> “É,
eu também acho... principalmente porque ‘a filha caçula do tio John’ está
tããão apaixonada.” – sorrindo;
Camilla
o olha rindo. O empurra pelo ombro.
CACÁ>>
“Taylor, que nojo de você!”
TAY>> “Tudo
bem, tudo bem...”
CACÁ>>
“Tudo bem nada!”
TAY>> “Não,
tudo bem porque o sobrinho dele também está muito apaixonado.” – sorrindo;
CACÁ>>
“Ah, é mesmo?”
TAY>>
“Claro. A Gabi já contou para ele do Zac e tal...”
CACÁ>>
“Ai, mereço...” – rindo;
Taylor
ri e a abraça pelas costas.
TAY>> “Você
sabe que eu tô brincando... não sabe?” – sussurrando em seu ouvido e então
mordendo-lhe o lóbulo da orelha com delicadeza;
CACÁ>>
“Bom, já que você está brincando, vamos deixar umas coisas bem claras aqui.
Camilla Hanson Brandalise nunca se
apaixona! Se apaixonam por
ela!” – brincando. Taylor ri;
TAY>> “Não
foi o que eu ouvi.” – colocando seu queixo no ombro dela;
CACÁ>> “O
que você ouviu?”
TAY>> “Ah,
uma noite qualquer aí, não muito distante, alguém lhe perguntou o que você
sentia por um certo primo e você disse, assim, ocasionalmente, que ainda
gostava muito dele...”
Camilla
vira-se e o olha.
CACÁ>> “Eu
sabia que você iria usar isso contra mim.”
TAY>>
“Contra você? O que isso, Cacá...”
CACÁ>>
“Seu cocô...” – virando para frente sorrindo;
Taylor
a beija no pescoço, como se pedisse para que Camilla se virasse. E é o que ela
faz. Os dois se beijam. Ela apoia sua mão em um dos joelhos de Taylor,
descansando a outra mão em seus longos e loiros cabelos. Ele a aperta forte
contra ele.
Zac
e Gabi caminhavam de mãos dadas pelas ruas próximas.
ZAC>> “E
depois, Gá?”
GABI>>
“Depois do que?”
ZAC>> “Que
a gente for embora.”
GABI>> “Aí
sei lá...”
ZAC>> “Eu não
quero perder você de novo.”
GABI>> “Eu
sei... mas... bom, ‘cês moram meio longe e...”
ZAC>> “Será
que nós conseguimos namorar a distância?”
Gabriela
comove-se com a expressão de sincera tristeza de Zac ao fazer tal pergunta.
GABI>>
“Ninguém consegue, Zacky...”
ZAC>> “É...
eu sei...”
GABI>> “Eu
podia falar com o meu pai.”
ZAC>> “Mas
o que ele poderia fazer? Se mudar com vocês duas pra Tulsa?”
GABI>> “É...”
Silêncio.
GABI>> “Mas
vamos mudar de assunto, por favor.”
ZAC>>
“Melhor.” – sorrindo.
Zac
pára na calçada e abraça sua namorada pela cintura.
ZAC>> “Por
enquanto, nós ficamos juntos tirando todo o atraso.”
Gabriela
sorri e eles se beijam. O dia estava um pouco frio, por isso se abraçaram o
mais forte que puderam.
Diana
e Walker realmente já pensavam em voltar para casa. Estavam naquele momento na
sala com Mariah e John discutindo sobre o assunto.
WALKER>> “Nós
precisamos voltar.”
MARIAH>>
“Mas por quê? Ainda é cedo. Vocês não ficaram quase nada, meus
queridos.”
DIANA>>
“Foram os dias que passaram muito rápido, Mariah.”
JOHN>> “Que
tal mais alguns dias?”
WALKER>>
“Tudo bem, mas não muitos, ok? É que eu preciso cuidar dos meus negócios em
Tulsa.”
MARIAH>>
“Mas esses dias que estamos oferecendo vocês vão aceitar, certo?”
DIANA>>
“Sim, Mariah.” – sorrindo;
MARIAH>>
“Puxa, isso é maravilhoso!!” – do seu jeito escandaloso de ser;
Todos
sorriem satisfeitos.
CACÁ>> “Tá,
e agora?”
TAY>>
“Agora o que?”
CACÁ>> “A
gente tá namorando?”
Os
dois se olham e sorriem.
JUNTOS>> “Nah...
hehe.”
TAY>> “A
gente não vai poder namorar mesmo depois que a gente voltar para Tulsa, então...”
CACÁ>>
“Então assim ó. A gente tá ficando atééééé vocês voltarem.”
TAY>> “Ah não!
Eu vou ter que te beijar até lá? Putz, que saco...” – rindo;
CACÁ>>
“Ah, vai cagá, Taylor...” – virando para o lado, não segurando o
sorriso;
Taylor
a abraça pelas costas, ainda sentado ao lado dela no degrau da varanda.
TAY>> “Como
se você não soubesse que eu te adoro, né?” – beijando-lhe o pescoço;
CACÁ>> “Tá,
tá... ai, gente, que menino mais grude.”
Ela
o olha sorrindo.
TAY>> “Como
se você não gostasse...”
Se
beijam.
IKE>> “Oi,
Prue.” – na porta da casa dela;
PRUE>>
“Ike?! Que bom que você veio! Pensei que não nos viríamos mais. Entra.”
IKE
(entrando)>> “Por quê não?”
PRUE>> “Ah,
não sei...”
Eles
vão até o quarto dela.
PRUE>>
“Senta aí.”
Isaac
vê uns papéis sobre a cama dela.
IKE>> “Você
estava ocupada? Nossa, desculpe...”
PRUE>> “Não,
que isso! Eu estava só escrevendo uma carta p’ruma amiga minha...senta.”
IKE>> “Bom,
é que eu queria mesmo era só te ver. A gente podia combinar de ir em algum
lugar mais... digamos... apropriado do que a sua casa.”
PRUE>> “Ah,
por mim...” – pausa – “Você queria me ver de novo?” – sorrindo;
IKE>>
“Claro que sim.”
PRUE>>
“Legal.”
IKE>> “Foi
meio estranho o que aconteceu, mas... eu gostei muito.”
PRUE>> “É,
eu também... mas eu sei que você tem namorada lá em Tulsa.”
Prue
estava chutando, pois não tinha, na verdade, idéia sobre isso.
IKE>> “A
Gabi quem te contou?”
PRUE>> “Ah,
você tem então?”
IKE>> “Putz...”
PRUE>> “Ah,
tudo bem... a gente não está tendo nada sério mesmo...”
IKE>> “É,
eu acho que sim...”
PRUE>>
“Logo vocês já vão embora, né?”
IKE>> “Para
ser bem sincero, eu não sei quando que nós voltamos pra Tulsa.”
PRUE>> “Por
via das dúvidas, é bom não perder tempo.”
Isaac
se espanta com o atrevimento de Prue, mas precisava admitir que gostava daquilo.
Os dois se beijam. Com a medida dos acontecimentos, as ações começam a
intensificarem-se. Nenhum dos dois fizeram nada para que parasse. Então
continuaram.
ZAC>> “Quer
voltar?”
Zac
estava com Gabriela entre suas pernas, com seu rosto ao lado do dela,
beijando-lhe o rosto vez ou outra ou fazendo outros tipos de carinhos.
GABI>> “Não
sei...”
ZAC>> “Eu
acho melhor.”
GABI>> “Ei,
sou eu quem digo isso.”
Zac
ri.
ZAC>> “Ah,
me desculpe...” – sorrindo;
GABI>>
“Vamos então.”
Os
dois se levantam e de mãos dadas vão andando. É quando Gabi avista Adrian
mais ao longe. Por um momento ela sente-se na necessidade de fugir dali. Mas
observa melhor que ele não estava sozinho. Andava de mãos dadas com Carolyn e
suas amigas em volta, os paparicando e fazendo comentários falsos. Gabriela
fica feliz por eles não a terem visto.
ZAC>> “Gá?
O que foi?”
GABI>> “Não...
nada, não... pensei ter visto alguma coisa.”
ZAC>>
“Visto o que?”
GABI>> “O
meu passado.” – pausa – “Ou o meu suposto futuro.”
ZAC>>
“Boiei, mas tudo bem.”
Gabriela
sorri ao ver a expressão de desentendimento no rosto de Zac. Naquele momento,
seu amor por ele ficou tão aflorado que a única coisa que conseguiu fazer foi
beijá-lo muito sinceramente.
GABI>>
“Vem, vamos...” – puxando-lhe pela mão.
Os
dias se passaram muito rápido. Diana e Walker já conversavam sobre as
passagens de volta. Mesmo com a insistência da parte de Mariah e John, eles não
podiam ficar mais. Durante um jantar, a família conversava a respeito.
MARIAH>>
“Eu ainda estou vendo a transferência para Oklahoma. A firma disse que seria
uma ótima idéia se eu fosse morar lá.”
JOHN>>
“Assim, poderíamos ficar mais próximos.”
WALKER>>
“Parece uma grande idéia.”
DIANA>>
“Mas se isso acontecesse, de vocês irem para Oklahoma, quando seria?”
MARIAH>>
“No começo do ano que vem.”
DIANA>>
“Bom, vai demorar um pouco, mas acho que nós podemos esperar, não é?” –
olhando para os filhos;
IKE>> “Com
certeza.” – sorrindo;
ZAC>> “Mas
isso já é certeza?”
MARIAH>> “Não,
é talvez.”
JOHN>>
“Faremos de tudo para que dê certo.”
Gabriela,
Camilla, Isaac, Zac e Taylor terminam de comer e saem da mesa. Levam os seus
pratos até a cozinha e acabam falando por lá mesmo.
CACÁ>> “É,
pelo jeito ‘cês já tão indo embora mesmo...”
TAY>> “É...”
– segurando a mão de Cacá;
IKE>> “E
pelo jeito ‘cês talvez vão morar lá bem mais perto da gente.”
GABI>>
“Isso é bom.” – sorrindo;
ZAC>>
“Tomara que vocês vão. Oklahoma não é Tulsa, mas é bem melhor do que
Londres.”
IKE>> “E
vocês poderão passar um tempo lá em casa de novo.”
TAY>> “E a
faculdade, Gabi?”
GABI>>
“Isso é o de menos.”
CACÁ>> “É
com os adultos essa parte.”
Risos.
De satisfação. A possibilidade de as meninas mudarem-se para Oklahoma afetava
a todos ali.
LOURDES>>
“Nossa!” – entrando na cozinha – “Quanta gente na minha cozinha!”
CACÁ>> “Lurdééééca!!”
– abraçando-a – “Sabia que talvez a gente vá morar em Oklahoma?”
LOURDES>>
“Oklahoma? O que nós vamos fazer lá??”
GABI>> “É
talvez, Lurdéca, num é certeza.” – de mãos dadas com Zac;
LOURDES>>
“Ai, meu Deus... essa família é tão bagunçada...”
Risos.
Lourdes sai para tirar a mesa. Mais alguns poucos dias se passam e a família
Hanson precisava partir. Eles iriam mesmo no começo do ano que vem. Walker já
havia comprado as passagens para de tarde embarcarem. Gabriela e Camilla ajudam
os primos a arrumarem as malas. Tudo muito corrido. Jessica, Avery e Mackenzie
receberam a ajuda dos próprios pais. O clima não parecia de despedida. Era
como se fosse temporário a separação deles. Eles descem as escadas para o
andar inferior.
CACÁ>> “A
gente vai com eles no aeroporto, né mãe?”
MARIAH>>
“Sim, querida.”
Os
cinco se entreolham sorrindo.
WALKER>>
“Então é melhor nós irmos. Não queremos que o avião parta sem nós dentro
dele, certo?”
Todos
nos carros. No caminho...
AVIE>>
“Mas... quando que a gente vai se ver de novo?”
GABI>> “Ah,
logo, Avie.”
JESSIE>>
“Mas a tia Mariah disse que só no começo do ano que vem.”
ZAC>>
“Jessie, ‘cê já ouviu falar de telefone?” – irônico;
JESSIE>>
“Vai dormir, Zac!”
IKE>> “Até
lá, nós vamos se falar pelo telefone, Jessie.”
MACKIE>>
“Eu também vou querer falar!”
ZAC>>
“Claro, Mackie, ‘cê pode!”
MACKIE>> “Woohoo!”
Eles
chegam ao aeroporto. Despejam as malas e começam a se despedir. O adultos entre
eles e o os adolescentes...
CACÁ (abraçada a
Taylor)>> “Será que eu não posso te dar um beijo?”
TAY>> “Não
sei...” – ainda abraçado com ela;
CACÁ>> “E
se o Ike e o Zac ficarem cobrindo?”
TAY>> “Pode
ser.”
Isaac
e Zac decidem colaborar. Taylor e Camilla se beijam por um longo tempo, bem abraçados
e de maneira intensa.
TAY>> “Tchau, Cacá...”
CACÁ>>
“Tchau, Tayles.”
TAY>> “Tayles??”
– sorrindo;
CACÁ>>
“Ah... pra sair da rotina um pouco...”
TAY>> “Então
espera...” – pensa um pouco – “Tchau...” – pausa – “...Milla!”
CACÁ>> “Milla??”
– rindo;
TAY>>
“Ah... pra sair da rotina um pouco...”
Eles
sorriem e se beijam mais uma vez.
IKE>>
“Pronto aê?”
TAY>>
“Pronto.”
Gabriela
vai até Zac.
GABI>>
“Bom, então eu acho que é isso.”
ZAC>> “É...
mas eu te espero no começo do ano que vem.”
GABI>>
“Espera mesmo?”
ZAC>> “Não
tenha dúvidas.”
GABI>>
“Olha a Lí lá, hein?”
ZAC>> “Pode
deixar!”
Os
dois se beijam. Sem barreiras para cobrir nem nada. Nenhum dos adultos vêem a
cena, apenas John, que prefere não comentar com ninguém. Zac e Gabriela não
sentiam-se tristes. Era como se não fosse uma despedida, apenas um temporário
afastamento. Mas desse vez, sabiam que se ligariam.
ZAC>> “Te
amo.” – sussurra;
GABI>> “Eu
amo mais.”
ZAC>> “Como
você pode ter tanta certeza?”
GABI>>
“Porque quando a gente tava separados, só eu que não parei de pensar em você.
Você me esqueceu!”
ZAC>> “Não
tenha tanta certeza disso.”
GABI>>
“Bom, que seja...” – pausa – “Te amo muito, viu?”
ZAC>> “Eu
amo mais.”
Gabi
sorri e eles se beijam mais uma vez. Os três se despedem dos tios, Gabriela e
Camilla dos primos menores e de Walker e Diana. E eles entram no avião. A ida
para o carro, ainda no aeroporto, John se cochicha com Gabi.
JOHN>> “Eu
vi.”
GABI>> “Viu
o que?”
JOHN>> “A
futura dor de cabeça da sua mãe.”
Gabriela
pensa um pouco e lembra-se do beijo em Zac na hora de ele ir. Os dois riem.
GABI>> “É,
a Dona Mariah vai ter uma crise de enxaqueca.” – sorrindo;
E
eles voltam para casa.