CAPÍTULO 9

No dia seguinte, a Ariella e a Sharon acordaram muito tarde. Elas estavam muito cansadas por causa da hora que o filme tinha acabado noite passada. Já o Hanson estaria de pé logo cedo para a tal gravação do programa do Sr. Andrews. O homem era muito chato, mas sabia muito bem como fazer negócios.

            Quando as duas finalmente acordaram, trocaram-se rapidamente e correram tomar café, na esperança de ainda conseguir pegá-los lá, no meio da refeição. Mas ao chegarem no restaurante, só encontraram com o Seu Viana comendo com a Martinha Bizarrona.

Ariella >> “Eles já foram?” – aproximando-se da mesa em que estavam sentados.

Viana >> “Bom dia para você também.” – irônico – “Já sim. Foram fazer uma participação num programa aí...”

Martinha >> “E que intimidade vocês acham que tem com os meninos pra chegarem perguntando deles?”

Sharon >> “Mas nós somos íntimas deles.” – disse, querendo provocar.

            A Martinha soltou uma gargalhada nojenta, daquelas bem irônicas, que lhe irritam até a alma, despertando uma raiva incontrolável, que dá vontade de sair socando a cara de quem teve a coragem de rir deste jeito. A Sharon sentiu-se exatamente assim. Ela só queria poder socar a cara da Martinha com tanta força, a ponto de desfigurá-la.

Sharon >> “Posso saber o que é tão engraçado?”

Martinha >> “Vocês acharem que são amigas deles. Ai, ai... quanta ingenuidade...”

Ariella >> “Bom, com certeza não é a sua opinião que vai mudar alguma coisa sobre o que já é fato. Nós conseguimos conquistar a amizade deles sim, queira você ou não.” – sem a menor paciência.

Viana >> “Por favor, senhoritas, não vamos brigar já tão cedo.” – virou-se então para Sharon e Ariella – “Meninas, por que não vão comer alguma coisa enquanto eu e a Martinha terminamos a nossa conversa?”

            A Ariella sorriu para o Viana e saiu dali, com ar de vitoriosa. A Sharon fez sinal de positivo e seguiu a amiga.

Martinha >> “Viana, eu não gosto delas.”

Viana >> “Eu notei mesmo. Martinha, é implicância sua porque elas se deram muito bem mesmo com os três. E o que é que tem se o sonho das duas está sendo realizado? Deixa-as aproveitarem enquanto nós ainda estamos aqui.”

Martinha >> “Mas nós não viemos realizar o sonho de ninguém, Viana. Nós estamos aqui a trabalho.”

Viana >> “Por enquanto, não está causando nenhum problema eles serem amigos. Quando começar a causar, aí nós conversamos.”

            Aquela manhã estava predestinada a ser maçante. O Isaac, o Taylor e o Zac não chegariam tão cedo, pois a gravação talvez ocupasse todo o almoço. O Seu Viana e a chata da Martinha resolveram de última hora fazerem algumas gravações com a Sharon e com a Ariella de elas chegando em Nova York. Foram a alguns parques e filmaram as duas na expectativa de encontrar com o Hanson, como se estivessem indo para o hotel entrevistá-los. No dia da transmissão, isso passaria antes da parte ao vivo, de elas entrando no quarto do hotel e fazendo todo aquele social que estava programado para acontecer no dia da entrevista. Foi cansativo. Quando chegaram ao hotel, os três já estavam almoçando com toda a família.

Ariella >> “Eles chegaram!” – olhando para o restaurante da portaria.

Sharon >> “Iurrú!”

Viana >> “Eles estão aí. Vamos até lá falar com eles.”

            Toda a equipe dirigiu-se para o restaurante, mas só o Viana aproximou-se da mesa para conversar com eles. Zac acenou de longe mesmo para elas, que estavam paradas na porta, esperando. O Seu Viana disse algumas coisas e logo retornou, feliz, como se tivesse conseguido algo bem importante.

Viana >> “Martinha, eles toparam fazer umas filmagens hoje com as meninas.”

Martinha >> “Ótimo.”

Sharon >> “Nós vamos gravar com eles?”

Viana >> “Pouca coisa, mas vamos.”

Ariella >> “Beleza.”

            Todo mundo subiu para o último andar. O Hanson precisava terminar de almoçar e ainda tinham que se arrumar. A Ariella estava impaciente no quarto, andando de um lado para o outro, com o dedo na boca, preocupada.

Sharon >> “Ariella, pára de andar assim que ‘cê tá me irritando!”

Ariella >> “Não, é que... ai!”

Sharon >> “O que foi?”

Ariella >> “Sharon, tão querendo fazer essa gravação hoje já. E se a gente gravar essa tal entrevista hoje, logo nós vamos embora.”

Sharon >> “Eu sei, mas... eles não vão gravar tudo hoje. A parte principal da entrevista vai ser no dia da transmissão do programa, tudo ao vivo.”

Ariella >> “Tá, mas eles querem gravar um pedacinho hoje já. Quanto menos tiver pra gravar no dia da gravação, menos tempo nós teremos.”

Sharon >> “Como assim? Vai ser o mesmo tempo de qualquer jeito.”

Ariella >> “Não, Sharon, ‘cê não tá entendendo! No dia em que nós formos gravar ao vivo, se correr tudo bem na gravação, nós terminamos logo e já vamos embora. Agora, se demorar bastante e ficar bem cansativo, o pai deles do jeito que é, não vai querer viajar cansado como ele vai estar. O Seu Viana também não vai querer pegar avião depois de tanto trabalho.”

Sharon >> “Aaah, agora tô entendendo.”

Ariella >> “E também...”

            A Ariella é interrompida por alguém batendo na porta. Era o Seu Viana dizendo para elas descerem, pois eles logo estariam preparando-se para gravar.

Sharon >> “A gente já desce, Seu Viana.”

Ariella >> “Sharon, tá vendo? A gente precisa pensar em alguma coisa.”

Sharon >> “Ariella, vamo’ lá gravar o dito do negócio de uma vez e pronto. Não fica aí pensando nesses seus planos ridículos porque desta vez não vai funcionar.”

            Apesar da Sharon concordar com o raciocínio da Ariella, ela queria descer de uma vez para ver o Zac. Não conseguiu vê-lo pela manhã e, como estava acostumada a isso, já sentiu falta. O Zac estava se tornando bem importante para ela. A Sharon não queria saber do depois, ela só ligava para o agora, para o Zac esperando-a na portaria do hotel, lindo como sempre, pronto para conversar com ela. A Ariella já preocupava-se mais com o depois, com o que podia acontecer no dia seguinte. Em como ela e o Taylor poderiam estar bem e juntos amanhã, dependendo da atitude que ela tomasse hoje.

Ariella >> “Vamos fazer o seguinte...”

Sharon >> “Ariella, não! Eu não vou por você dessa vez. Eu quero descer lá, droga!”

Ariella >> “Eu sei, Sharon... ó, mas o meu plano não vai beneficiar só a mim.”

            A Sharon suspirou sem paciência.

Sharon >> “Fala logo.”

Ariella >> “É só você fingir que está passando mau de novo.”

Sharon >> “Como assim, de novo? Aquela vez eu não estava fingindo.”

Ariella >> “Eu sei que não. E é bem por isso que eu quero que você finja agora. Para todo mundo pensar que deu mais um daqueles ataques.”

            A Sharon pensou, pensou e pensou. Andou, pensou mais um pouco, sentou.

Sharon >> “Ahm... Não!”

Ariella >> “Ah, Sharon, por favor! É importante!”

Sharon >> “Ariella, pensa. O Seu Viana vai querer chamar médico. Tá, o cara vai ma analisar lá e é óbvio que ele vai descobrir que eu não tenho nada! E aí?? Se todo mundo descobrir que eu estou fingindo, eu é que me ferro!”

Ariella >> “Ninguém vai descobrir nada! Eu digo que, sei lá, é psicológico.”

Sharon >> “Ah, tá... aí o Zac vai ficar achando que eu sou uma problemática.”

Ariella >> “Sharon, ele não vai pensar nada disso. Ele vai ficar preocupado com você, vai querer vir aqui no quarto te visitar e vocês dois vão ficar sozinhos e...”

Sharon >> “Tá, tá! ‘Cê me convenceu!”

            Não adiantava. A Ariella sempre acabava convencendo a Sharon de fazer o que ela queria. E a Sharon odiava isso porque parecia que a Ariella sempre tinha uns argumentos secretos para quando precisasse persuadir a Sharon a fazer alguma coisa que ela quisesse muito. A Sharon sentia como se tivesse perdido para a amiga, mas sabia que o que a Ariella estava premeditando não poderia acabar mal. Ou pelo menos, era o que ela achava.

            Então a Martinha começou a encher o saco do Seu Viana, coitado, porque elas estavam demorando muito para descer.

Viana >> “Calma, Martinha. Deve ter acontecido alguma coisa.”

Martinha >> “É, sei! Preguiça, foi isso que aconteceu.”

Viana >> “Eu vou interfonar lá pra ver.”

            O interfone tocou no quarto delas.

Ariella >> “Deve ser o Seu Viana querendo saber o que aconteceu. Sharon, você fica bem quietinha aí. Ele não pode ouvir a sua voz.”

Sharon >> “Tá, tá... vai logo.”

Ariella >> “ *caham* ... Alo?”

Viana >> “Ô Ariella, tá todo mundo aqui embaixo só esperando por vocês. ‘Cês não vão descer, não?”

Ariella >> “Ai, Seu Viana, mil desculpas, mas é que a Sharon não tá bem de novo.”

Viana >> “Como assim?” – preocupado.

Ariella >> “Ela tá com muita dor de cabeça e mau estar.”

Viana >> “Ah, meu Deus. Nós precisamos chamar um médico.”

Ariella >> “Não, tudo bem, Seu Viana. Ela só precisar descansar um pouco.”

Viana >> “Certeza de que não precisa de um médico?”

Ariella >> “Absoluta.”

Viana >> “Tudo bem, então. Tchau. E qualquer coisa, é só chamar, viu?”

            Mas não é que funcionou mesmo? Nossa, essas meninas era mesmo boas. Logo que a Ariella desligou o telefone, a Sharon já começou a reclamar. Ela tinha certeza de que não ia dar certo aquilo.

Sharon >> “E se o Seu Viana resolver subir aqui pra ver como eu estou?”

Ariella >> “Aí ‘cê diz que já tá melhor, oras.”

Sharon >> “Puxa, muito esperto mesmo. É claro que ele vai desconfiar de que é mentira!”

Ariella >> “Não, ele não vai! Sharon, pára de reclamar, tá?! Ele não vai descobrir nada, que coisa!”

            Silêncio. Quando a Sharon sentou no sofá, nervosa, a campainha tocou. Ela deu um pulo, desesperada.

Sharon (sussurrando) >> “É ele. É ele. E agora? Que que eu faço??”

Ariella >> “Calma, ééé...” – sussurrando também – “Deita aí...” – apontando para o sofá – “...e faz cara de quem tá passando mau.”

Sharon >> “Ai, tá...”

            A Ariella ajudou a Sharon a se ajeitar e foi atender à porta.

Ariella >> “Nossa, oi.”

            A Sharon, que estava deitada, viu que a amiga se assustou com quem estava na porta. Ela tentou ver quem era deitada mesmo, mas não conseguia ver nada. E a porta estava muito longe do sofá e ela abria para um lado que tampava a entrada.

Zac >> “Como que a Sharon tá?”

            O Zac fez uma cara de preocupado muito fofa. A Ariella queria rir, mas se fizesse isso, entregava a amiga.

Tay >> “O Zac tava querendo muito saber como ela está, aí nós resolvemos subir pra ver como estão as coisas.”

Ariella >> “Então entrem.” – sorrindo.

            A Sharon fechou os olhos e se cobriu até o pescoço. Ela não sabia se deveria fingir para eles ou não. Na dúvida, preferiu fazer um tipo para eles dois.

Zac >> “Ela tá dormindo?” – perguntou para a Ariella, sussurrando.

Ariella >> “Ahm... tipo...”

Sharon >> “Não, eu tô acordada.” – abrindo os olhos.

Zac >> “Oi.” – sorrindo – “Como é que você tá?”

Sharon >> “Tô melhorando. Pelo menos, eu acho.”

Tay >> “Você teve aquilo de novo?”

Sharon >> “Aquilo?”

Tay >> “É, aquilo que ‘cê teve da última vez.” – tirando as mãos no bolso.

Sharon >> “Ah, aquilo! É, tive...”

Ariella >> “Vocês querem alguma coisa?”

Zac >> “Tipo o quê?”

Sharon >> “Coca, por favor!”

Ariella >> “Beleza.”

Tay >> “Eu te ajudo.”

            A Ariella e o Taylor entraram na hiper-super-mini-tamanho extra pequenininha cozinha. Ela era muito espremida. É que normalmente os hóspedes não utilizavam muito dela quando estavam no quarto. Se queriam comer, pediam. Tinha um freegobar com algumas bebidas e uns copos em cima da pia. Pequenos também.

Tay >> “Ahm... a gente vai tomar aqui?” – olhando para os copos.

Ariella >> “Você tem alguma outra sugestão?”

Tay >> “Não, é que... nossa, que pequeno.”

Ariella >> “Mas dá pra tomar.”

Tay >> “Tem certeza?” – olhando para os copos. A Ariella riu.

Ariella >> “Essa pia só é muito legal pra sentar.”

Tay >> “Bom, eu não costumo sentar na pia dos hotéis.”

Ariella >> “Como que não? Você nunca sentou na pia de lugar nenhum?!”

Tay >> “Eu deveria?”

Ariella >> “Claro! É muito legal!”

Tay >> “Por quê? É só uma pia e você só senta.”

Ariella >> “Não, não é só isso. Quer ver? Senta.”

Tay >> “Eu?!”

Ariella >> “Não, o copo. Claro que é você.”

            O Taylor tirou os copos da pia, colocou sobre o balcão, e sentou. Mas ele sentou completamente desengonçado, com as pernas cruzadas, encostando na parede atrás dele.

Ariella >> “Não, não e não!” – disse, se aproximando dele – “Você não pode sentar assim numa pia.”

Tay >> “Ah não?”

Ariella >> “Não! Assim ó...”

            Então a Ariella ficou bem de frente para ele.

Ariella >> “Não se cruza a perna quando se senta numa pia.”

            Ela descruzou as pernas dele com as mãos e as ajeitou cada uma de um lado dela. Assim, ela ficou entre as pernas dele. Aí ela o desencostou da parede e o fez vir um pouco mais para frente. As mãos dele, ela colocou-as segurando na virada do mármore, ao lado das coxas dele, para que ele pudesse se segurar.

Ariella >> “Pronto, agora sim.” – sorrindo.

            A Ariella olhou para ele. Mas só então ela percebeu que eles estavam perto demais. A pia era baixa e, graças a isso, eles ficavam quase da mesma altura. O Taylor estava curvado, devido a pose que a Ariella o fez fazer. E, essa inclinação para frente, fazia com que eles ficassem bem pertinho um do outro. Ela olhou nervosa para ele, olhou ao seu redor e se viu entre as pernas dele, com as mãos apoiadas nas coxas dele. Caramba, quando a Ariella se ligou disso, ela ficou muito mais nervosa. O Taylor sorriu muito fofo. Ela ficou sem jeito, olhou para baixo, disfarçou o máximo que deu.

Tay >> “Pronto?”

Ariella >> “Pronto o quê?”

Tay >> “Pronto? Tô pronto para sentar numa pia?” – sorrindo.

Ariella >> “Ahan. Você foi muito bem.” – sorrindo, sem graça.

Tay >> “Obrigado.” – pausa – “Você é boa em ensinar coisas.”

Ariella >> “Sou?”

Tay >> “Ahan.”

Ariella >> “Ah, ‘brigada...”

            O Taylor não era dos mais atrevidos. Ele era um pouco safado para esses assuntos, mas qualquer ser humano do sexo masculino, nesta situação, já teria agarrado a Ariella há muito tempo. Mas ele era tímido, ficava sem jeito muito fácil e, por causa disso, era um pouco inseguro também.

            Eles ficaram mais um tempo ali, daquele jeito. Falavam uma coisinha aqui, outra ali, sussurrando, baixinho, pertinho...

Ariella >> “Você esqueceu como é que fala ‘Eu não sou o Taylor’ em português?”

Tay >> “Acho que esqueci, sei lá...”

Ariella >> “Mmm... então eu acho que eu não sou tão boa assim pra ensinar.”

Tay >> “Não, não é isso...” – ele disse, todo fofo – “Eu não quis dizer isso.”

Ariella >> “Eu sei que não. Eu quem tô dizendo.” – sorrindo – “E também, é português. É outra língua. Eu não estava esperando que você decorasse aquela frase e soubes...”

            Neste momento, neste exato momento, o Taylor foi mais para frente e deu um selinho rápido na Ariella. Mas muito de repente. Daqueles que interrompem a fala e fazem você se perder porque você não esperava por aquilo. A Ariella ficou olhando para ele com aquele olhão arregalado. O Taylor estava olhando-a também, mordendo o lábio inferior. Lindo.

Ariella >> “Ahm...”

Tay >> “Desculpe. Te interrompi, né?”

Ariella >> “É. Quer dizer, ‘magina. Não! Quer dizer...”

Tay >> “Tudo bem, eu entendi.” – sorrindo – “O que você estava falando mesmo?”

Ariella >> “Não me lembro...”

Tay >> “Como que eu peço desculpas em português?”

Ariella >> “Desculpe.

Tay >> “Desculpe.

Ariella >> “Isso aê.”

Tay >> “Então desculpe por ter interrompido você.”

Ariella >> “Não tem problema, não.”

            Imagine se teria. Era o Taylor que estava ali, sentado na pia, com as coxas quase na cara dela, falando manso e sussurrando, com aqueles olhos azuis que parecia que ele estava chorando de tanto que brilhavam, aquela boquinha linda... Como ela poderia ficar brava com um menino desses?

            Então a Ariella começou outro assunto. Ela já estava se sentindo mais confortável ali onde ela estava. Até apoiou seus braços nas pernas dele enquanto falava, imaginem vocês. O Taylor prestava atenção nela sem tirar o sorrisinho, tão característico dele, do rosto. Até que em um determinado momento, ele a beijou de novo. Mas desta vez, foi um pouquinho mais demorado. Ele tocou os lábios dela, se afastou alguns centímetros, a olhou e deu mais um selinho. Então afastou-se completamente. A Ariella não estava acreditando muito. Parecia que ela estava meio boba, porque o jeito que ela olhava para ele... Toda confusa.

Ariella >> “Ahm...”

Tay >> “Ops. Eu fiz de novo, né?” – meio sem jeito.

Ariella >> “Você sabe que fez. Não tem essa de ‘ops’.”

            Ele só olhou para baixo, tímido. O que dava para entender do Taylor era que, mesmo ele sendo muito tímido, às vezes dava uns ataques nele de coragem. Coisa de segundos, mas acontecia. Assim que ele deu esses selinhos todos na Ariella. Ela estava estranhando muito aquilo, mas não significava que ela não estivesse gostando. Ela precisava mostrar isso para ele. Tomou coragem e planejou tudo na cabeça dela, rapidamente, antes de colocar em prática. Ela colocaria a mão no rosto dele, ia puxar o rosto do Tay até ela e pronto, estariam se beijando. Mas como nem tudo na vida sai como a gente planeja, o Zac entrou na cozinha antes que qualquer coisa pudesse acontecer.

Zac >> “Tay, vamo’ bora? O pai disse que não era pra nós demorarmos.”

Tay >> “Não, claro...” – descendo da pia – “Vamos.”

            O Taylor sorriu, olhou para a Ariella um tempo, ainda na cozinha, pensando em dar mais um beijinho nela. Mas não lhe deu nenhum ataque de coragem e ele não a beijou. Só no rosto.

Tay >> “Tchau, Ariella.”

Ariella >> “Tchau.” – meio chateada.

            Ele e o Zac deram tchau para a Sharon também e foram embora.

- - > Capítulo 10

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