CAPÍTULO 7
Enquanto
tudo isso acontecia, a Ariella estava lá com o Taylor assistindo o Isaac comer
e rindo muito com eles. Depois que eles saíram da sala para dar uma volta, o
Taylor acabou avistando o Isaac no restaurante e quis parar para conversar. A
Ariella sentou junto com eles, mas não comeu nada. O Taylor acabou pedindo dois
putz d’uns pratos cheio de batata frita e uma garrafa de refrigerante. Esse
Taylor era meio magro pela quantidade de comida que ele ingeria. Vocês não têm
noção de como ele comia! Aquela magreza dele era um mistério porque, mesmo o
garoto parecendo um poste, parecia que não tinha fundo. Quando chegaram as
“pequenas” porções de batatas fritas, a Ariella se assustou. Ela tinha
falado que não queria comer.
Ariella
>> “Eu não vou querer, não, viu?”
Tay
>> “Eu sei... os dois são pra mim.” – ele falou meio sem graça.
A Ariella arregalou os olhos assustada. Ela jurava que ele tinha pedido
dois porque ele achava que ela iria querer. Não era possível... ele ia comer
tudo aquilo sozinho?! Gente, era muita batata frita para uma pessoa só!
Ariella
>> “Ah... ok.” – ainda meio abalada.
Ike
>> “Ih... o Tay é assim mesmo. Ele já come como se passasse fome.
Batata frita então, nossa... o garoto manda bem mesmo.”
O Isaac era cheio de querer falar gírias. Muito gente boa, mas bem na
dele. Não era do tipo que puxava papo. Mas quando começava a conversar, mudava
bastante e se soltava mais.
Ariella
>> “É, eu já consegui perceber isso ontem, no jantar.”
O Taylor ficou muito sem graça. Quando ele ficava sem jeito, era muito
bonitinho. E olha que eu não sou muito chegada em menino magro do jeito que ele
era. Mas o jeitinho dele encantava mesmo. Nossa, se a Ariella souber que eu
chamei o tal do Taylor de magro, ela me mata. É que ela acha que ele é lindo,
maravilhoso, perfeito, com um corpão... Haha... corpão, até parece. O quê?
Vocês também acham que ele tá assim, tão gostosão? Tá, tá, calma, por
favor! Desculpa, eu prometo que não falo mais. E eu lá ia saber que vocês
também achavam isso? Tudo bem, o Taylor era lindo, pronto. Mas que ele era
magro, ele era... Tá, desculpeeee!
Tay
>> “Ah, que que tem se eu gosto de comer?”
Ariella
>> “Não, não tem nada.” – rindo do jeito dele.
Ike
>> “Pois é...” – respirou fundo; pausa – “Nós vamos ficar por
aqui mais um tempo, então...” – relembrando.
Tay
>> “Eu pensei que nós íamos voltar para casa.”
Ike
>> “Nós vamos, mas só depois que terminarmos por aqui.”
Tay
>> “Meu, eu tô louco pra chegar em casa.”
Ike
>> “Ah, só você, né?”
Ariella
>> “Deve ser legal em Tulsa...” – tentando entrar no assunto.
Tay
>> “Não sei se você ia achar tão legal, mas... bom, é nossa casa. O
que nós poderíamos achar além de perfeito?”
Ariella
>> “Calma, gente, anima! Logo vocês vão embora...” – fez
cara de triste – “…e vão se livrar de mim.”
A Ariella sabia muito bem como fingir. Claro que agora ela estava fazendo
de brincadeira, mas em outras ocasiões, a Ariella sabia muito bem como dar uma
interpretada. Principalmente nos momentos de extrema necessidade. Aí ela
caprichava mesmo. Se precisasse chorar, gritar, ficar feliz de repente... era
com ela mesmo. Mas o mais legal dela era que, mesmo ela sendo ótima em fingir,
isso não fazia dela uma pessoa falsa. Pelo contrário. A Ariella era bem
sincera, principalmente com as suas amigas. Como eu disse, ela só dava uma
interpretada nos momentos de extrema necessidade.
Tay
>> “A gente não quer se livrar de vocês. Não é isso.” – todo
preocupado; a Ariella achou muito fofo aquilo – “Nós só estamos sentindo
falta de casa.” – ele estava segurando uma batata frita na mão.
Ike
>> “Vocês são legais... nem são chatas como as últimas fãs que nós
tivemos que aturar numa bendita promoção...” – virando os olhos.
Ariella
>> “Bom saber que nós não estamos enchendo.”
Ike
>> “Se vocês estivessem, com certeza vocês iriam perceber.”
Ariella
>> “Hehe...”
Ike
>> “Bom, mas deixa eu indo porque, se eu for esperar pelo Tay, eu vou
ficar aqui até amanhã cedo...” – levantando do banco – “Tchau pra vocês.”
– então saindo dali.
Ariella
>> “Ele é muito maneiro...” – sorrindo.
Tay
>> “O Ike?” – olhando para o irmão andando já meio distante –
“Nossa, ele é muito legal. Um grande amigo mesmo.” – ainda com a batata
na mão.
Ariella
>> “Massa...”
Silêncio. Então o Taylor colocou finalmente a dita da batata que ele
estava segurando há um tempinho na boca e, como estava bem crocante, fez
barulho. A
Ariella riu. O Taylor sorriu meio sem jeito, com a boca cheia.
Ariella
>> “Nossa, minino, que fome essa sua, hein?” – brincando.
Tay
>> “Sabe como é, né... O pessoal aqui não gosta muito de alimentar a
gente, então, quando aparece essas oportunidades pra comer bem, eu
aproveito.”
A Ariella se matou de rir, mas não porque ela tinha achado realmente
engraçado o que o Taylor tinha dito, mas porque ela estava muito nervosa. Silêncio
mais uma vez.
Ariella
>> “Posso te perguntar uma coisa?”
Tay
>> “Pode sim. Eu só não garanto que eu vou responder.”
Mmm... isso foi bem esperto. Ele não se incomoda que pergunte. Só não
garante respostas. Muito esperto isso. Acho que o certo seria perguntar: “Você
pode me responder uma pergunta?”. Aí então a pessoa ficaria sem argumentos e
teria de responder o que você fosse perguntar. Woohoo! Eu sou um gênio. Bom, a
Ariella não contava com esta do Taylor, assim como eu também não.
Ariella
>> “Ah, claro... responde se você quiser.”
Tay
>> “Então pergunta.”
Acabei de pensar em outra coisa. Mesmo que a Ariella perguntasse “Você
pode me responder uma pergunta?”, ele teria como não responder. Era só dizer
que... que não queria responder àquilo. Como que eu não pensei nisso
antes...?
Ariella
>> “Você fica com muuuuuitas meninas, que eu sei, né?”
Tay
>> “É essa a pergunta?” – freiando a batata frita que estava
prestes a entrar na boca dele.
Ariella
>> “Não. Isto é uma afirmação.”
Tay
>> “Então por que ‘cê colocou ‘né’ no final?”
Ariella
>> “Pra te dar a chance de me corrigir se eu estivesse errada.”
Tay
>> “Ah, claro... faz sentido.” – colocando então a batata na boca.
Ariella
>> “Agora vem a pergunta: você não sente falta de beijar alguém que
você goste?”
Caracas. Agora até o Taylor foi pego meio de surpresa. É uma pergunta
inteligente que não tinha como você fugir. Ou você falava a verdade ou você
não respondia. O Taylor não parecia do tipo que foge de resposta.
Tay
>> “Nunca me perguntaram isso antes. E olha que já me perguntaram
muuuuuita coisa desde que eu me tornei uma pessoa pública.”
Ariella
>> “Eu sei disso.” – sorrindo – “Mas responde.”
Tay
>> “O que você acha?”
Ariella
>> “Se eu achasse alguma coisa, eu não teria perguntado.”
Tay
>> “É claro que eu sinto falta disso. Imagine se não. Todo mundo tem a
necessidade de demonstrar o que sente e de ser correspondido por alguém que se
gosta de verdade. Por que eu haveria de ser diferente?”
Então o Taylor não era assim tão bobinho...
Ariella
>> “Você já gostou de alguém de verdade desde que você ficou
famoso?”
Tay
>> “Nah...” – ele respondeu sem pensar um minuto – “Eu não
tenho tempo para isso. Para você começar a gostar de alguém, você tem que
pelo menos conhecer a pessoa. A última menina que eu tive alguma coisa foi a
Monica e, mesmo convivendo com ela um tempo, não consegui sentir nada de mais
por ela.”
Ariella
>> “Monica?”
Tay
>> “Aquela do clipe If Only,
de cabelo enrolado... sabe?”
Ariella
>> “Ah, sei sim...”
Tay
>> “Então... eu fiquei com ela todo o tempo da gravação do clipe e,
mesmo assim... não deu tempo de gostar dela de verdade. Eu fiquei afim só. E
ela também.”
Ariella
>> “Ela parece mais velha que você.”
O Taylor abriu um sorriso bem sem jeito.
Tay
>> “E é.”
Ariella
>> “Uau... sério? Quantos anos?”
Tay
>> “Bom... aí você já está querendo saber demais.” – colocando
outra batata na boca, meio rindo.
Ariella
>> “Nossa, deve ser beeeem mais velha, hein?” – com um sorriso
sapeca no rosto.
Tay
>> “Bom, pra você eu acho que não tem problema falar porque... sei lá,
eu confio em você.”
Ariella
>> “Nossa, sério?” – surpresa.
Tay
>> “Tá, mas nem se anime muito porque eu não sou exatamente o tipo de
pessoa que se abre com muita freqüência.”
Ariella
>> “É, você não parece falar muito mesmo...”
Tay
>> “Normalmente, quando eu tô com algum problema, eu converso com o Ike
ou o Zac, mas... nem sempre.”
Ariella
>> “Mas não muda de assunto.” – sorrindo – “Quantos anos ela
tinha?”
Tay
>> “Você promete que não conta pra ninguém?”
Ariella
>> “Claro que não, ‘magine.” – séria agora.
O Taylor pensou um pouco antes de falar. Ele estava um pouco sem jeito,
meio tímido, mas ele iria falar porque, por alguma razão, ele sentiu que a
Ariella era uma pessoa muito boa para se confiar. Nossa, aliás, eu acho que
deveria comentar sobre isso aqui. Ela é uma ótima amiga também nesse sentido.
Você podia contar qualquer coisa para ela, que jamais aquele segredo sairia
dali. A Ariella era uma pessoa que te passava confiança, talvez por ela ser
bastante sincera e demonstrar isso a todo momento.
Tay
>> “20.”
Ariella
>> “20?! Ela tinha 20?!” – não disfarçando o seu espanto.
Tay
>> “Pois é... 20.” – ele a olhou por um momento – “Ai, eu sabia
que você ia fazer essa cara.”
Ariella
>> “Cara? Eu fiz cara?” – preocupada.
Tay
>> “Fez.”
Ariella
>> “Ai, desculpa...” – com a mão na boca, arrependida – “Cara
de quê?”
Tay
>> “De ‘Nossa, tudo isso?! Seu pervertido!’. Cara disso.” –
brincando um pouco.
Ariella
>> “Ai, Tay...quer dizer, Taylor...”
Tay
(interrompendo) >> “Tudo bem, pode chamar de Tay.” – sorrindo.
Ariella
>> “Ah, claro... Tay...” – tímida – “Desculpa... eu não
queria ter feito cara de nada. Foi espontâneo.”
Tay
>> “Nem dá nada... tô só brincando.”
Ariella
>> “Nossa, ai, agora tô sem jeito... desculpa. Eu não queria fazer
cara de nada... ai, que vergonha.” – colocando a mão na testa.
Tay
>> “Imagine, Ariella... não fica assim...”
Nesse momento, o Tay... quer dizer, o Taylor... Ele disse que podia
chamar de ‘Tay’, não é? Ah, então... Nesse momento, o Tay estendeu a mão
para encostar no ombro da Ariella num daqueles gestos que normalmente nós
fazemos quando estamos tentando tirar uma idéia da cabeça de alguém. Quando
você é amiga e está sentada, você apoia a sua mão na perna da pessoa, como
se um toque seu fizesse toda a diferença. Mas faz mesmo. Se você está
tentando convencer alguém de alguma coisa e só as suas palavras não estão
adiantando, nós temos o costume de tocar este alguém para mostrar que não é
bem daquele jeito que ela acha ser. E o Tay pensou em fazer isso naquele
momento. Quando a mão dele estava quase no ombro da Ariella, ele hesitou um
segundo e voltou para as batatas fritas para disfarçar. Ele deve ter sentido um
pouco de vergonha... Mas qual é o problema encostar na menina? A Ariella
percebeu que ele queria tê-la tocado e quase morreu de raiva quando percebeu
que ele desistiu da idéia. O máximo que eles já tinham tido (“tinham
tido”... que estranho que ficou isso. “Tinham tido”... será que não tem
um jeito menos bizarro de escrever a minha idéia? Mmm... AH!! “Haviam
tido”! Woohoo!)... Então, reformulando... O máximo que eles haviam tido de
contato físico foi aquele beijo no corredor, lembram? Mas a Ariella era
paciente. E esperta também.
Ariella
>> “Nossa, Taylor...”
Tay
>> “Tay.” – sorrindo.
Ariella
>> “Tay, claro... Nossa,
Tay, ‘cê deve estar achando que eu sou uma preconceituosa, né?”
Tay
>> “Eu não tô achando nada, sério. Eu tava só brincando com você.”
– sorrindo.
Ariella
>> “Ai, desculpe. Nossa, eu, eu não tenho nada contra meninas mais
velhas ficando com meninos mais novos, viu?”
Tay
>> “Eu sei...” – já achando graça da insistência de Ariella.
Ariella
>> “Mas é que...”
Então o Taylor...
Tay
>> “Tay!!”
Tá, tá, desculpe! Então o TAY resolveu mostrar que realmente não
estava chateado pela Ariella ter ficado espantada com a idade da menina. Ele
colocou a mão no rosto dela e sorriu muito querido. O Tay ficou olhando para a
Ariella um tempo, sorrindo, antes de dizer qualquer coisa. Aquele momento, ela
parou. Antes deste gesto, ela estava um pouco nervosa, falando rápido, com uma
desculpa atropelando a outra. Mas naquele instante, quando ela sentiu a mão
dele no rosto dela, nossa... pareceu que o mundo todo parou. Aquelas cenas que nós
estamos acostumados a ver na televisão, no filmes, de quando a mocinha tem o
primeiro contato físico com o galã lindão e a cena acontece em camera
lenta... sabem? Então. A Ariella se sentiu bem desse jeito. A mão do Tay era tão
quentinha, tão macia... E aqueles olhos azuis olhando para ela daquele jeito
doce. Só que aí ele se tocou do que tinha feito, do ato dele de tê-la tocado.
E provavelmente deve ter se lembrado de que era um menino muito tímido. Então,
de repente, o garoto ficou muito sem jeito. E foi ficando vermelho, vermelho,
vermelho canetinha mesmo. E do nada, tirou a sua mão quentinha e macia do rosto
dela. E olhou para baixo.
Tay
>> “De verdade, eu... eu...” – ele tossiu para espantar a gagueira
– “...eu não fiquei chateado, Ariella.”
Ariella
>> “Ah... tá.”
A Ariella estava boba. Ela não conseguia nem piscar. Na bochecha dela,
ainda sentia a mão dele ali, como quando você leva uma bolada no rosto e a
sensação de que a bola ainda está ali, fica por mais um tempo. A mão do Tay,
a Ariella podia sentir ali ainda, no rosto dela, bem quentinha. A região que
ele tinha tocado, formigava na bochecha dela e, por causa disso, ela conseguia
sentir o formato da mão dele. Então aquele famoso silêncio voltou a aparecer
entre eles...
Tay
>> “Quer batata?”
Ariella
>> “Não, obrigada.”
Os dois estavam muito sem jeito. Parecia até que eles tinham se beijado
ou algo assim. Eles não conseguiam se olhar e o silêncio estava pesando neles.
A Ariella estava sentindo-se muito mal. Ela precisava tirar aquele clima de
“fizemos coisa errada” do ar. Ela precisava puxar conversa, descontrair. Mas
como? O Tay estava muito envergonhado, olhando para as batatas fritas, todo tímido.
A situação estava desagradável mesmo.
Ariella
>> “Vocês não têm nada para fazer aqui, fora a nossa entrevista?”
Tay
>> “Hoje?”
Ariella
>> “Não sei, algum dia... sei lá.”
Tay
>> “Ah, só... a gente tem uma entrevista com uma revista aí, mas não
sei direito.”
Ariella
>> “Ah, tá...”
Tay
>> “Se ‘cês quiserem ir junto...”
Ariella
>> “Sério mesmo?” – ela se empolgou mesmo.
Tay
>> “Ahan.” – sorrindo, agora olhando nos olhos dela – “Não tem
problema nenhum.”
Ariella
>> “Nossa, que legal!”
A empolgação da Ariella tirou um pouco da timidez do Taylor. Ele
parecia se sentir bem ao lado da Ariella. Era estranho para ele porque,
normalmente, quando ele estava com alguma menina, ele não podia ser ele mesmo.
Precisava sempre ser o Taylor Hanson, a todo instante, medindo até suas
palavras para não acabar falando coisas que o Taylor Hanson não diria.
Tay
>> “Mas, tipo... as entrevistas são meio chatas e tal... Já aviso
porque ‘cê tem tempo de mudar de idéia.”
Haha, esse Taylor era mesmo muito modesto... até parece que a Ariella e
a Sharon não iriam querer ir numa entrevista deles por ser “meio chato”.
Podia ser a coisa mais estúpida, entediante, inútil, maçante, chula,
azucrinante, importunador, podre do mundo, mas gente, é com o Hanson que elas
estariam indo! Mas é claro que o Tay, nuvem do jeito que era, não iria
perceber isso nunca.
Ariella
>> “Imagina, nada a ver... é claro que nós queremos ir.”
Tay
>> “Sério?” – sorrindo.
Ariella
>> “Ahan.” – sorrindo de volta.
Tay
>> “Que bom!” – realmente feliz com a idéia.
Ariella
>> “Então assim...”
Nesse momento, o raciocínio da Ariella foi interrompido pelo Zac e pela
Sharon que entraram no recinto. O Zac já chegou falando umas coisas de eles saírem,
coisa e tal... O Zac estava bonito. Estava com uma calça jeans
e um babylook, daqueles bem colados
mesmo, preto. A Sharon estava com uma cara... A Ariella percebeu logo que ela não
estava muito bem, pois ela estava meio branca, um pouco com vergonha, mas ao
mesmo tempo assustada... definitivamente, ela não estava bem.
Zac
>> “Oi, gente.” – sorrindo – “O que ‘cês tão fazendo?”
Tay
>> “Eu tô convidando a Ariella e a Sharon também, claro, para irem
conosco a entrevista que nós vamos dar para aquela revista.”
Zac
>> “Nossa, Tay, que idéia genial! Até que você manda umas muito bem
de vez em quando.”
O Taylor só fez aquela cara feia para o Zac.
Zac
>> “Sharon, ‘cê vai, né?”
Quando o Zac olhou para a Sharon, ele também percebeu que ela não
estava muito bem. Ela estava pálida, com os olhos arregalados, com uma cara de
quem tinha acabado de ver morto vivo.
Zac
>> “Sharon, ‘cê tá legal?”
Quando o Zac disse isso, ele se aproximou mais dela e pegou na mão da
Sharon. Ele a olhava realmente preocupado, já que a aparência da Sharon não
era das mais saudáveis. Ela não respondeu à pergunta dele.
Zac
>> “Sharon?”
Ela continuou sem dizer nada.
Ariella
>> “Sharon, o que que foi?”
A Sharon olhou para o Zac e a cena de há pouco, a do quase beijo, lhe
veio a cabeça. Então a visão da Sharon ficou toda preta, os pés dela começaram
a formigar e ela.... desmaiou. O Zac conseguiu segurá-la a tempo de ela dar com
a cabeça no chão. A última coisa que ela conseguiu ouvir foi a Ariella
gritando pelo nome dela. Nisso, o Taylor, a Ariella correram para cima da
Sharon. O Zac batia no rosto dela bem de leve para ver se ela acordava, mas não
adiantava nada, ela nem se mexia.
Ariella
>> “Sharon!”
Zac
>> “Sharon?! Sharon, acorda!!”
O Zac parecia bem mais preocupado do que o Taylor e a Ariella.
Zac
>> “Vão chamar alguém para ajudar aqui!”
Ariella
>> “Vem, Tay, vamos chamar o Seu Viana! Ele vai saber o que fazer!”
Os dois saíram da sala. O Zac ficou ali, abanando a Sharon, todo
preocupado, tentando faze-la acordar.
Zac
>> “Ai, Sharon, acorda! Você estava bem até agora! Só não
morre, por favor!”
A Sharon não se mexia.
Zac
>> “Sharoooon! Ô Sharoooon?”
Nada.
Zac
>> “Não, por favor, fica boa. Eu... eu não quero que você fique
mau.” – preocupado.
Ele bateu no rosto dela um pouco mais forte. Então a Sharon respirou
fundo e começou a ameaçar abrir os olhos. O Zac abriu um sorriso de orelha à
orelha.
Zac
>> “Isso, isso! Acorda!” – segurando o rosto dela com ambas as mãos.
A Sharon abriu os olhos de leve e, devagar, foi vendo o formato do rosto
do Zac, os cabelos dele quase tocando o rosto dela, os olhos dele arregalados,
mostrando uma mistura de preocupação com alegria. Então ela reparou nos olhos
dele. Eram esverdeados. Lindos!
Sharon
>> “O seu olho...” – ela sussurrou, ainda meio fraca.
Zac
>> “O que é que tem?” – não entendendo nada.
Sharon
>> “É esverdeado.” – sorrindo meio sonolenta.
O Zac achou graça daquilo e riu baixinho. Ele ficava tão mais bonito
quando sorria... Agora o Zac a olhava, sério, com vestígios do sorriso no
canto de sua boca. Talvez por estar meio fraca ainda, a Sharon conseguiu
corresponder ao olhar. Ela sentia um frio na barriga muito grande e os seus pés
estavam formigando. A sua vista ainda não estava completamente recuperada,
mas ela conseguia ver o rosto do Zac perfeitamente, por ele estar muito perto.
Então o Zac, que ainda segurava o rosto dela, começou a mexer os seus dedos
pela bochecha dela e aquilo fazia cócegas na Sharon. Mas ela não riu. Estava
um pouco nervosa. Ele deslizou o seu dedão pelos lábios dela. Nossa, a
Sharon sentiu aquela confusão de sentimentos que ela sempre sentia quando ele
chegava muito perto. O Zac foi se inclinando, inclinando, inclinando... Agora
revezava seu olhar entre a boca dela e seus olhos. Bateu um pânico na Sharon
muito grande! Ela queria sair dali (correndo, de preferência) gritando,
morrendo de vergonha. Mas os pés dela formigavam demais. Nem que ela quisesse
ela não poderia sair dali. Até que o Zac se inclinou o suficiente e tocou os
lábios dela muito de levinho. A Sharon só sentiu aquela boca dele, linda e
maravilhosa, macia, tocando a dela. O Zac virou um pouco o rosto e pressionou
o rosto dela, que ainda estavam em suas mãos, contra o dele. A Sharon
sentiu-se tão calma, o pânico já tinha passado... O Zac tirou por um
momento os lábios e encaixou o seu lábio superior entre os dela. E puxou
devagarinho os da Sharon. O cabelo dele estava encostando no pescoço dela e,
por estar tão perto, ela conseguia sentir o cheirinho de shampoo masculino.
Então ele a olhou. A Sharon respirava com dificuldade, mas não aparentava
medo nem pânicos. O Zac sorriu para ela, como se todo o carinho existente
dentro dele pudesse ser transmitido para ela naquele momento. E foi aí que a
Sharon desmaiou. E ficou um bom tempo desacordada.