CAPÍTULO 6
Era
bem cedinho quando o Viana mandou interfonarem lá no quarto da Sharon e da
Ariella para elas acordarem. As duas deram um pulo da cama. Aquele susto matinal
para começar bem o dia. A Ariella levantou atender e disse para o Seu Viana que
elas já estavam descendo tomar café.
Ariella
>> “Nossa, que susto! Pensei que fosse uma metralhadora ou algo
assim!” – voltando para junto das camas.
Sharon
>> “Ai, que dia lindo...” – levantando toda sorridente.
Ariella
>> “Sharon!! ‘Cê tá doente!! Você tem que estar!!” – com uma
cara de susto.
Sharon
>> “Nossa, por quê?!”
Ariella
>> “Você tá acordando bem humorada!!” – com a mão na boca.
Sharon
>> “Aiê! Credo! Que que tem?!”
Ariella
>> “Como assim, ‘que que tem’?! Você nunca, atenção, nunca
(!), acorda feliz assim!”
Sharon
>> “Mas hoje eu acordei! Algum problema?!”
Ariella
>> “Claro que não! Aliás, nenhum mesmo!” – pausa – “Ah, o Seu
Viana disse que é pra nós descermos logo tomar café.”
Sharon
>> “Que horas são?”
Ariella
>> “Sete.”
Sharon
>> “Da manhã?!”
A Ariella só olhou para a Sharon com aquela cara de monga.
Ariella
>> “Não, Sharon... da noite.”
A Sharon começou a rir muito por causa da besteira que tinha dito. Isso
normalmente não aconteceria. Nesse caso, a Sharon provavelmente ficaria brava
com a Ariella e faria alguma cara feia... Mas ela estava feliz demais para se
preocupar com coisas assim.
Elas se trocaram e desceram. No restaurante, só estavam o Seu Viana e a
tal da Martinha. Eu não entendi até agora o por quê da existência dessa
mulher. Ela só serve para encher, para criticar, para brigar, para mexer
naquele cabelo e para arrumar o óculos. O Viana adorava ela. Como é que pode?!
Alguém gostava dessa mulher?? Enfim... A Ariella e a Sharon entraram no
restaurante e sentaram com os dois na mesa.
Viana
>> “Bom dia.” – muito simpático – “Dormiram bem?”
As duas se olharam e sorriram.
Juntinhas
>> “Muito.”
Martinha
>> “Nossa, que bom humor é esse?”
Ariella
>> “Puxa, você sabe o que é isso?”
A tal da Martinha só espremeu os olhos, morrendo de raiva.
Viana
>> “Bom, mas deixe-me falar algumas coisinhas... Meninas, a entrevista
vai ser depois do almoço. Isso quer dizer que nós teremos que almoçar com
eles...”
Sharon
>> “Chato...” – completamente irônica.
Viana
>> “...até porque o pai deles quer acertar umas coisas ainda... Sabe
como é, o cara é cheio das frescuras...”
Ariella
>> “Ele é?”
Martinha
>> “E mais uma coisa: eu quero que vocês duas garotitas se comportem
muito bem. Nada de escândalos nem...”
Viana
>> “Tudo bem, Martinha... o jantar ontem foi um sucesso. Elas se
comportaram muito bem.”
A velha ficou sem saber o que dizer. Bem feito...
Martinha
>> “É bom mesmo!”
Ariella
>> “E eles? Onde é que estão?”
Viana
>> “Agora? Dormindo.”
Sharon
>> “Então por que eu e a Ariella tivemos que acordar cedo?”
Viana
>> “Porque antes de eles descerem tomar café, eu queria que nós já
tivéssemos tomado.”
Sharon
>> “Por quê?”
Viana
>> “Porque o pentelho do pai deles...” – elas riram – “...quer
tomar café sozinho com a família.”
Elas tomaram o café bem rapidinho, porque a família Hanson não
demoraria muito para descer ao restaurante. Quando isso aconteceu, a Martinha, o
Viana e as duas saíram dali, apenas cumprimentando cada um da família antes.
Depois de todos já terem comido, eles foram para uma sala de conferências que
tinha no hotel. A sala era muito grande! Elas se olharam quando viram o tamanho
do lugar, pensando a mesma coisa: para quê uma sala daquele tamanho para tão
pouca gente? Todo mundo se acomodou, se ajeitou, coisa e tal.. o Viana pegou um
fôlego para começar a falar, quando o celular dele tocou. Era alguém lá da
MTV Brasil ligando para o Seu Viana dizendo que estavam pensando seriamente em
fazer a entrevista ao vivo.
Viana
>> “Ao vivo?!?!”
É, ele levou um susto bem básico. É que isso complicaria tudo. Porém,
o pessoal lá no Brasil achou que a audiência seria maior se a entrevista fosse
ao vivo. A Sharon e a Ariella só observavam o stress do Seu Viana, gritando no
telefone. Ele estava começando a mudar de cor... Não era exatamente uma das
cenas mais belas que elas já tinham visto.
Viana
>> “Mas o programa seria só daqui 5 dias!! Nós teríamos que ficar
aqui esse tempo todo?!”
A Sharon e a Ariella se olharam.
Martinha
>> “Cinco dias?!” – ela estava do lado ouvindo.
Viana
>> “Eu não sei se eles vão querer!”
O Walker, pai deles, e os três estavam na sala. Claro que não entendiam
nada do que o Seu Viana falava em português.
Viana
>> “Pagar?? Mas vai saber quanto que eles não vão cobrar pra ficarem
mais tempo aqui?!” – bem nervoso – “Tá, tá! Eu vou conversar com eles
aqui... tchau!” – desligando o celular.
O Taylor repetiu bem baixinho o “tchau” que o Viana tinha falado,
para ninguém ouvir. A Ariella viu ele fazendo isso porque estava de frente para
o Taylor. O Seu Viana chamou o Walker com toda a delicadeza e paciência do
mundo e eles sentaram numa mesa mais afastada dos outros para falar de negócios.
A Martinha foi também. E os três meninos, mais a Ariella e a Sharon, ficaram
ali, sentados, boiando totalmente sobre o que estava acontecendo.
Ike
>> “Vocês sabem o que é que tá pegando ali?” – olhando para a
Sharon e para a Ariella.
Sharon
>> “Nope...”
Ariella
>> “Parece que eles querem que vocês façam o programa ao vivo, sei lá...”
Tay
>> “Ao vivo?”
Ariella
>> “É, não tenho certeza.”
Sharon
>> “E parece que daí ‘cês vão ter que ficar mais tempo.”
Zac
>> “Ao vivo? Woohoo!”
Ariella
>> “Pelo jeito você nem deve gostar muito de fazer coisas ao vivo, né?”
– sorrindo.
Tay
>> “O Zac?! Não, imagina, quase nada.”
Ike
>> “É que ele sempre faz alguma coisa inesperada, sem ninguém estar
preparado. E como o negócio é ao vivo, não tem como cortar ou parar de
passar.”
Sharon
>> “Que legal!”
O Zac olhou para a Sharon e sorriu. Ela, com muito custo, sorriu de leve
também, apesar da vergonha. A Sharon ficava completamente sem ação quando o
Zac resolvia ser gentil com ela. Acho que se ele fosse chato ou grosseiro, com
certeza facilitaria muito a vida dela porque daí ela só precisava cortar o Zac
e dar umas respostas bem elaboradas para deixá-lo sem ter o que dizer. Mas
quando alguém é legal com você, você precisa agir da mesma maneira, olhar
nos olhos, sorrir, ser simpática... e estas coisas não eram exatamente o forte
da Sharon. Não que ela não fosse simpática. Pelo contrário. Ela cativava.
Senão o Zac não teria, digamos... ido tanto assim com a cara dela. A Sharon
era tímida demais para agir com naturalidade numa situação dessas. Mas ela
estava aprendendo.
Então eles ali ficaram em silêncio, só olhando para os adultos ali
sentados, negociando algo bem importante naquela mesa mais afastada deles. Dava
para ver que era bem sério pela expressão que eles faziam. O Seu Viana não
parava de coçar a cabeça e a Martinha só mexia nos cabelões crespos e
ajeitava seu óculos.
Ariella
>> “Nossa, olha a cara da véia...” – referindo-se a Martinha. A
palavra “véia”, a Ariella disse em português.
Os três começaram a rir muito olhando para a Ariella.
Tay
>> “Nossa!” – rindo.
O Zac dava umas gargalhadas muito altas. O Walker olhou feio para ele e
fez uma cara mais feia ainda. O Zac parou de rir na mesma hora.
Ariella
>> “O que foi que eu disse?”
Ike
>> “Haha... véá...” –
ele não conseguia pronunciar com a mesma perfeição.
Sharon
>> “Hehe... normal... Mas fala sério, essa mulher é muito
estranha.”
Zac
>> “Eu pensei que só eu tinha notado isso... hahaha...” – rindo,
porém mais baixo.
Então os adultos levantaram. E apertaram as mãos para confirmar que o
negócio estava acertado. Então os indivíduos mais velhos se aproximaram dos
indivíduos mais novos ali, que estavam completamente boiando, para explicar
tudo.
Walker
>> “Filhos, a gente vai ficar aqui em Nova York mais alguns dias porque
ficou decidido que a entrevista será ao vivo. E ela só deverá ser transmitida
semana que vem. Tudo bem?”
Eles fizeram que sim com a cabeça, sem falar nada. Mesmo que o Isaac, o
Taylor ou o Zac não concordassem em ficar em Nova York por mais alguns dias,
eles teriam que ficar porque era o que o pai deles queria. Quando o Walker
falava, a impressão que dava era que não tinha discussão. Era o que ele
queria e pronto. A Ariella e a Sharon sentiram que ficar não era bem o que eles
queriam, mas não podiam contestar. O Walker terminou de falar e saiu da sala. O
Seu Viana saiu dali meio aborrecido, seguido pela tal da Martinha, que agora
mexia nos óculos e nos cabelos mais do que nunca.
Sharon
>> “Não sei, mas acho que a gente perdeu alguma coisa aqui...” –
olhando para a porta por onde eles saíram.
Ariella
>> “O povo tá estressado.”
Tay
>> “Nah... deu tudo certo.”
As duas o olharam.
Tay
>> “É sempre assim que meu pai reage. Ele não fica brabo ou triste,
apenas fica quieto.”
Ike
>> “Yeap...”
Silêncio.
Ariella
>> “E a gente faz o que agora?”
Ike
>> “Vocês eu não sei, mas eu tô morrendo de fome...” – levantando
– “A gente se vê depois...” – já saindo.
Silêncio mais um pouco.
Tay
>> “Acho que eu vou dar umas voltas...” – olhou para a Ariella –
“Quer ir também?”
Puxa, a Ariella já estava nessas intimidades com o Taylor Hanson? Uau...
Se bem que, nessa hora aí, nem ela acreditou que ele estava convidando-a para
dar uma volta. A única coisa que ela poderia fazer era aceitar.
Ariella
>> “Claro.” – sorrindo.
E a Sharon ficou, de repente, apavorada. Todas as vezes que estavam todos
juntos, conversando, a Sharon só pensava na hora de ficar sozinha com o Zac.
Mas quando todo mundo saía e eles finalmente ficavam sozinhos, ela só queria
que todo mundo voltasse. Estranho, não? Mas é sempre assim... Pelo menos com a
Sharon.
Zac
>> “Quer fazer alguma coisa?” – olhando-a sentado no sofá de frente
ao que a Sharon estava.
Sharon
>> “Não sei. ‘Cê quer fazer alguma coisa?”
Zac
>> “Eu queria dormir.” – falou num desabafo – “Eu tô muito
cansado.”
O Zac suspirou cansado e colocou os cabelos para trás.
Sharon
>> “Eu imagino.” – sentindo por ele.
Zac
>> “Não, você não imagina…” – falou bem baixinho.
Sharon
>> “Ah... Desculpe...”
A Sharon com essa mania dela de sempre achar que tudo é com ela...
Nossa, era sempre assim. Tudo que alguém falava perto dela que não soasse
exatamente como ela esperava, pronto! A Sharon já achava que era para atingi-la
ou até pior – arranjar briga. Mas como ela não conhecia o Zac direito, ela
até que foi bem controlada.
Zac
>> “Desculpe? Pelo o quê? Por eu estar cansado?”
Sharon
>> “Não, por eu achar que... ah, esquece, vai...”
Zac
>> “Não, eu não vou esquecer.”
Então o Zac levantou e sentou do lado dela.
Zac
>> “Fala.”
Sharon
>> “Ah, num é nada... é bobeira.” – muito sem jeito,
principalmente porque agora ele estava sentado ali do lado dela.
Zac
>> “Num é não. Senão ‘cê não tinha pedido desculpas.”
Sharon
>> “Eu juro, não é nada.”
Zac
>> “Ok, ok...” – desistindo. O Zac até que era bem forte. Eu
estaria num estado lastimável de clemência, implorando para que ela me falasse
logo o que era, ameaçando pular do prédio. Aliás, a essas alturas, eu acho
que já teria pulado.
Silêncio. O Zac suspirou de novo e se acomodou no sofá bem largado.
Zac
>> “Eu acho que eu preciso beijar na boca, sabia?”
Nossa, a Sharon ficou tão sem graça quando ele disse aquilo, mas tão
sem graça, que provavelmente a bochecha dela deve ter quase criado vida própria
e ter saído correndo! Cada pessoa se expressa por uma parte do corpo. Tem gente
que começa a bater o pé, tem gente que mexe o nariz, tem gente que fica
embolando os dedos... a Sharon se expressava pela bochecha dela. Dependendo do
que ela estava sentindo, a bochecha dela mudava de cor. Ela deve ter ficado a
coisa mais vermelha desse mundo! A vergonha que ela estava sentindo era muito
grande.
Zac
>> “Sei lá... faz tempo que eu
não beijo ninguém...”
A Sharon não dizia nada. Também, ia falar o quê se nem voz mais ela
achava que tinha?
Zac
>> “E você? Faz tempo que ‘cê ficou com alguém pela última vez?”
– inclinando-se mais para frente para poder olhá-la nos olhos.
Ela começou a respirar mais devagar para não ter mais um daqueles
ataques de falta de ar que ela sempre tinha.
Sharon
>> “Ah... sei lá... não faz muito, não...” – tímida.
Zac
>> “Quem foi o último felizardo?” – sorrindo, com toda a malícia
do mundo.
Sharon
>> “Foi um garoto lá...”
Zac
>> “Um garoto? Puxa, é mesmo? Bom, já é um começo...”
A
Sharon riu. Mas riu aqueles risos nervosos, tensos, que mais parecia
carro pegando. “He.....he...he..he.hehehehe...”
Zac
>> “Que foi um garoto, eu já consegui deduzir.” – rindo – “Quem
era ele?”
Sharon
>> “Um garoto da minha classe... Eu não gostava dele, mas sei lá...”
Zac
>> “Mas...?”
Sharon
>> “Acho que eu fiquei com ele mais porque ele era bonito... sei lá.”
Zac
>> “Ah...”
Sharon
>> “E você?”
Zac
>> “Ah, eu sou tímido...” – fingindo estar sem jeito.
Aquilo a deixou bem indignada. O Zac?? Tímido?? Ah, tá... se ele é tímido,
esta história que eu estou contando é mentira...
Sharon
>> Não, eu sou tímida. Você não é e nem um pouco.”
Zac
>> “Tá, mas...”
Sharon
>> “Eu falei, agora você fala.”
Zac
>> “Tá...” – respirou fundo – “A última menina que eu
beijei... ‘xô ver...” – pensando – “Ah é! Foi uma que eu conheci no
último hotel que a gente esteve.”
Sharon
>> “And we don’t have
girlfriends...” – ela falou baixinho.
Zac
>> “Que que ‘cê disse?”
Sharon
>> “Não, eu só tava repetindo o que ‘cês disseram na última
entrevista que eu assisti de vocês.”
Zac
>> “Ah...” – olhou para baixo então olhou para ela de novo –
“Sabe como é, né? Não dá para sair falando para as pessoas ‘eu agarrei
uma menina em cada país que nós estivemos’. Fica meio chato, entende?”
Mas esse menino é muito cínico mesmo. Aquele ar dele de eu-tô-podendo-e-nem-disfarço
irritaria qualquer ser neste mundo. Mas nunca a Sharon.
Sharon
>> “Não, claro... eu entendo.”
Zac
>> “Pois é...”
Mmm... aquela conversa do tal do Zac estava estranha. O jeito que ele
falava, meio sussurrando, bem devagarinho, com um sorrisinho, no canto da
boca... aquele sorrisinho. É, ele estava pensando besteira. A Sharon podia ser
muito tímida, mas ela não era nada burra. Ele estava querendo alguma coisa.
Ela começou a se sentir bastante desconfortável com toda aquela segurança
dele. Ele estava bem diferente desde a noite passada. Antes ele parecia mais
cuidadoso, mais delicado. Agora estava com esse ar de sedutor barato, com a voz
mansa... estava diferente.
Zac
>> “Mas eu continuo querendo beijar na boca...” – falou sussurrando.
A Sharon não tinha idéia do que fazer ou falar. Talvez sair correndo
poderia ser uma resposta, mas acho que naquela situação não seria o mais
educado a se fazer. Ela não olhava para ele, claro. Continuava olhando para
frente, sem se mexer, durinha, com as mãos nos joelhos. O Zac estava bem ali do
lado dela, sentado, muito próximo, olhando para ela. Ela não podia vê-lo, mas
sentia a respiração dele batendo na orelha dela, bem forte. Dava para perceber
que ele estava beeeeeem próximo. A situação foi ficando meio séria porque a
Sharon começou a ficar um pouco nervosa. Ela queria virar, olhar bem para a
cara do Zac e dar aquele beijão nele. Mas não tinha nenhuma coragem. Aliás,
coragem não era um dos fortes da Sharon. Mas o Zac continuou olhando para ela,
bem de pertinho, porque ela continuava sentindo a respiração dele. E aquele
silêncio de beijo, silêncio que pesava na Sharon porque ela sabia o que tinha
de fazer.
Zac
>> “Sharon...”
Ai, gente!! Até eu fiquei nervosa agora! Vai, Sharon! Vira,
menina! Ela sabia que se ela não virasse, não se perdoaria nunca. Ela
precisava fazer isso. Se não por ela, por mim e por você que está lendo isso
agora. Se não por nós, por... por... por amor à nação! Então ela decidiu
que iria olhar para ele. Grande garota! Respirou fundo e foi virando o pescoço
bem devagar. Molhou os lábios já se preparando para o que viesse. E viu o Zac
ali, com o rosto bem pertinho do dela. Ele estava meio sorrindo, meio sério...
perfeito para ser beijado. A boca dele estava molhada e bem gordinha, como
sempre. Quando ela finalmente o olhou nos olhos e parou de analisar o rosto
dele, o Zac levantou arrumando as calças, que deviam estar caindo.
Zac
>> “Vem, vamos. Todo mundo deve estar para lá.”
O Zac já foi andando na frente. A Sharon só escondeu o rosto nas mãos
querendo morrer. Não acreditou naquilo. Como que podia?! Ela tinha certeza
que... Nossa, ela só queria enfiar a cara dentro de algum buraco e não tirar
de lá nunca mais, pelo menos não nos próximos 70 bilhões de anos.
“Imagina
se o Zac Hanson iria querer beijar uma monga como eu!! Ai, que raiva!! Eu não
acredito que eu pensei que ele fosse... Ai, que ridículo! Eu sou muito idiota
mesmo!”
Então ela levantou e saiu dali andando com muita raiva dela mesma.
Olha, eu lembro que, quando me contaram esta história, eu tive certeza de que
o tal do Zac ia dar um beijo nela, daqueles desentupidores de pia mesmo. Bom,
não foi dessa vez...