CAPÍTULO 5

Zac >> “Bom, a gente podia pedir ajuda pro garçom.”

Sharon >> “Mas e se pegaram mesmo o meu casaco?”

Zac >> “Ah, sei lá... Vamos até ali a mesa pra perguntar se tem algum casaco por ali.” – já indo.

Sharon >> “Não!” – segurando ele pelo braço.

            O Zac parou e voltou um pouco. Ficou olhando para ela. Então a Sharon se tocou que tinha encostado nele. Nossa, era demais para ela. Agora ela chorava. Não, agora sim que ela chorava.

Zac >> “Que foi?”

Sharon >> “Imagine que vergonha!”

Zac >> “Vergonha?? Por quê?”

            Ela ainda não tinha soltado o braço dele. O Zac deu uma olhada para a mão dela segurando-o. Então ela teve que soltar.

Sharon >> “Porque o povo lá tá jantando.”

Zac >> “E...?”

Sharon >> “Eu não tenho coragem de falar.”

Zac >> “Eu sei que não.” – sorrindo – “Eu falo.”

            Nesse momento, nós não precisamos nem comentar que a Sharon quase caiu dura ali, mortinha. Eram sorrisos demais para ela.

            O Zac chegou perto da mesa e olhou para algumas cadeiras, deu uma procurada, mas não viu casaco nenhum. Então o pessoal da mesa, os mais velhos, começaram a encará-lo, como se perguntassem o que ele queria.

Zac >> “Ahm... oi.”

            O casal que estava sentada na mesa se olhou com um putz ponto de interrogação na cara.

Zac >> “Vocês não falam inglês?”

            Eles se olharam de novo e falaram alguma coisa em alemão.

Zac >> “É, eu acho que não...”

Menina que estava sentada junto do casal >> “I do.”

Zac >> “Cool then.” – sério – “É... Por acaso tinha um casaco quando vocês sentaram aí?”

            Ai, que fofinho!

            A menina traduziu para o pai a pergunta do Zac em alemão.

Senhor sentado >> “Casaco?” – olhou para a mulher que estava ao lado dele. Era velha, então deveriam ser esposa dele ou algo assim.

Mulher >> “Não que eu me lembre, meu jovem.” – olhando para o Zac.

Menina >> “Não, não tinha.” – olhando para o Zac.

Zac >> “Vocês têm certeza?”

Menina >> “Ahan...”

Então a menina espremeu os olhos. E começou a encarar o Zac, com uma cara de quem pensava. O Zac conhecia aquela cara de tempos. E já achou ruim. Era cara que as pessoas só faziam quando o reconheciam.

Menina >> “Você... eu te conheço...”

Zac >> “Conhece?” – fazendo aquela careta básica de quem não estava gostando muito daquilo.

Sharon >> “É... Zac? Não é melhor a gente pedir ajuda pro garçom?”

Menina >> “Zac? Zac Hanson?!”

Zac >> “Ai... merda.” – ele falou baixinho.

            A menina levantou e começou a falar um monte de coisas e tudo muito rápido. Um inglês misturado com alemão. O Zac não entendia absolutamente nada. Ele só olhou para a Sharon querendo muito sair dali.

Zac >> “O garçom! Corre!”

            E eles saíram dali enganchados em um garçom que estava passando por ali com uma bandeja cheia de refrigerantes. Quase que foi a bandeja para o chão com aquelas garrafas todas. A Sharon estava com muita vergonha. O consolo dela é que ela estava passando por aquilo tudo com o Zac Hanson, o ser humano mais importante do mundo para ela.

            Então o garçom parou no bar e deixou as bandejas. Aproveitou que estava por ali e deixou os dois pendurados no braço dele também, já que o Zac e a Sharon não desgrudaram nenhum minuto do braço dele.

            Enquanto tudo isso acontecia no bar, a Ariella e o Taylor estavam lá, esperando pelo elevador, que, graças a tudo que é santo, estava demorando a chegar. Se a Ariella não fosse judia, com certeza ela acenderia muito vela para os santos na igreja depois que tudo acabasse... como ela amava a demora do elevador naquele momento.

Tay >> “Tá, desisto! Não sei mais o que dizer para te fazer falar o por quê que ‘cê não entrou no elevador aquela hora!” – sorrindo muito fofo.

Ariella >> “É que assim...” – ela respirou toda séria – “De vez em quando eu tenho umas ausências, sabe? É que eu tenho um problema no meu cerebelo e às vezes eu saio do ar, como se me desligassem... E isso aconteceu naquela hora.”

            O Taylor ficou sério olhando para ela pensando no fora que ele tinha dado. Ele realmente acreditou que ela era doente. Quando a Ariella viu que ele estava acreditando, ficou séria mais um tempo. Só que a carinha que ele estava fazendo de preocupado estava muito bonitinha. Aí ela não agüentou e riu.

Ariella >> “É brincadeira!”

Taylor >> “Ah, tá!! Que susto que você me deu!!” – rindo também.

Ariella >> “Nossa, eu não sabia que eu mentia tão bem assim!”

            Na verdade, ela não mentia bem. Quer dizer, poderia até mentir, mas o fato é que o Taylor era mesmo muito, digamos, distraído. Para não dizer meio nuvem. Sabe aqueles caras bem nervosos, bravos, que se irritam super fácil? Então. Esse não é o Taylor. Ele era uma daquelas pessoas calmas, que não se esquentam com muita coisa, que não estão nem aí mesmo.

Tay >> “É... ‘cê é boa nisso...” – sorrindo.

            Então ficou aquele silêncio pós-risadas. Sabe, né? Daqueles famosos silêncios que ficam logo depois que alguém conta uma piada. E a Ariella só queria alguma frase genial para quebrar toda aquela quietude.

Ariella >> “Você sabe alguma coisa em português?”

            Eu não pensaria em algo tão bom assim.

Tay >> “Mmm... Eu sei dizer ‘oi’. É assim? Oi?”

            A Ariella riu. A carinha que ele fez, muito fofa.

Ariella >> “É sim.” – sorrindo –“Vou te ensinar outra coisa. Deixa eu ver...” – pensando.

Tay >> “Como que eu falo em português ‘Eu não sou o Taylor’?”

A Ariella disse. Ele tentou repetir.

Tay >> “Eô náum souw o Taylor.

Ariella >> “Isso... mas tem que melhorar o sotaque. Hehe.”

Tay >> “Okay. Lá vai: Eô náum souw o Taylor.”

            Nossa, Taylor, que progresso...

Ariella >> “Não é . É eu. Som mais fechado.”

            A Ariella mexia os lábios para ele tentar pegar. O Taylor repetiu tanto “Eu não sou o Taylor” que ficou perfeito. Ah, detalhe que eu acho que eu não mencionei. Já tinham vindo e ido muitos elevadores.

Ariella >> “Uau! Tá perfeito já!”

Tay >> “Obrigado.” – sorrindo, meio sem graça.

            Aquele silêncio chato de novo...

Ariella >> “Nossa, mas como tá demorando.”

Tay >> “O que?”

Ariella >> “O trem.”

Tay >> “Trem?”

A Ariella não disse nada dessa vez. Só riu. E ele riu muito também. É, eles tinham se dado bem. Então o elevador chegou. O Taylor foi mais para trás, dando a entender que ele queria que a Ariella entrasse primeiro. Que querido! Mas dentro do elevador tinham muitas meninas. Aliás, tinham meninas, por isso não deu para a Ariella entrar, exatamente. O Taylor já se assustou. Meninas em muita quantidade, para ele, não queria dizer boa coisa. A Ariella olhou para ele. O Taylor recuou um pouco, com a cabeça baixa, para deixar as meninas passarem e, se ele desse sorte, talvez não o reconheceriam. Estava funcionando, quando uma delas teve sua atenção chamada pelos cabelos dele. E o reconheceu.

Menina >> “Gente, não é aquele do meio do Hanson??”

            Elas eram brasileiras. As outras amigas viraram para ele na mesma hora. O Taylor fez uma cara de “Ai, tô fudid*!” que deu até pena. A Ariella precisava fazer alguma coisa. Ela correu para o lado dele e se enganchou no Taylor.

Ariella >> “Calma, gente! Ele é só o meu primo!”

Menina >> “Primo?!”

Ariella >> “É sim!”

            As meninas se olharam. Nenhuma acreditou.

Menina >> “Claro que não! Esse é o Taylor Hanson!”

Ariella >> “O que o Taylor Hanson estaria fazendo comigo?!”

            O Taylor pensou rápido.

Tay >> “Eu não sou o Taylor.” – ele disse em português.

            As meninas todas fizeram uma cara de decepção. A Ariella olhou assustada para ele e sorriu.

Menina >> “Desculpe... eu realmente achei que fosse...”

            E as meninas saíram dali muito decepcionadas. A Ariella olhou para as meninas indo embora e olhou para o Taylor.

Ariella >> “Nossa... meu, que genial! Nossa, eu nunca teria pensado em algo assim!”

Tay >> “Ah... hehe... ‘brigado.” – sorrindo.

Ariella >> “Não, mas é que foi muito massa isso!”

Tay >> “Foi?”

Ariella >> “Foi! Nossa, muito!”

            O Taylor ficou meio sem jeito, logo, ficou vermelho. Pouca coisa, mas ficou.

Ariella >> “Hehe...”

Tay >> “Que foi?”

Ariella >> “Não, é que... hehe... você ficou vermelho.” – sorrindo.

Tay >> “Ah, isso sempre acontece comigo...” – olhando para baixo.

            O elevador chegou. E eles subiram.

Zac >> “É, o casaco dela ficou aqui!”

Sharon >> “Moço, será que o senhor não viu ele por aí? Será que alguém não guardou?”

Garçom >> “Olha, se algum dos garçons daqui tivessem pegado, tinha que estar aqui no bar. Mas se não está, é porque ninguém achou nada.”

Sharon >> “O senhor tem certeza? Ai, moço, é o meu casaco preferido!”

Então o garçom achou melhor chamar o maitre. Finalmente alguém que mandava de verdade e tinha controle da situação.

Zac >> “Ok, man, here’s the thing. Eu sou hóspede desse hotel! O casaco da minha amiga ficou aqui nesse restaurante e eu, como hóspede, exijo que ele seja encontrado!”

Maitre >> “Calma, por favor, Sr. Hanson. Nós vamos encontrar o casaco da sua amiga. Mas agora o restaurante está em pleno funcionamento e, como o Sr. pode ver, está um pouco lotado aqui. Porém, logo que terminar o movimento mais intenso, prometo que procurarei o casaco pessoalmente e, logo que eu o encontrar, ligarei para o seu quarto para avisá-lo.”

            Uau, nada como um pouco de competência de vez em quando.

Zac >> “Faz assim então. Quando você encontrar o casaco, leva para o meu quarto direto, por favor.”

Maitre >> “Pode deixar. E desculpe pelos transtornos.”

Zac >> “Tudo bem, não esquenta não.” – sorrindo – “Tchau, obrigado.”

            Ele e a Sharon foram andando para sair do restaurante.

Sharon >> “Nossa, ainda bem que você veio comigo... eu não ia ter coragem de fazer tudo o que você fez.”

Zac >> “Mas eu não fiz nada, não Sharon.”

            Ele chamou a Sharon pelo nome de novo. Nossa, já era a segunda vez. Não precisa dizer que ela quase morreu de novo, não é?

Sharon >> “Bom, sei lá, vai...” – abaixando a cabeça, completamente sem graça.

            O Zac ficou meio sem graça também. Eu acho que ele pensava que a Sharon não gostava muito das coisas que ele falava. Mas não era isso. Acontece que a Sharon ficava com vergonha quando ele dizia alguma coisa querida para ela. Nossa, ela gostava demais dele e, por ela ser tímida, às vezes isso atrapalhava um pouco.

            Então eles subiram para o andar do Zac com o elevador. No caminho, com a conversa descontraída, a Sharon acabou esquecendo de apertar o andar dela. Eles chegaram no último andar e, quando o Zac estava descendo, a Sharon parou na porta do elevador.

Sharon >> “Nossa!”

Zac >> “Que foi?! Que foi?!” – assustado.

Sharon >> “Não é aqui que eu tinha que descer.”

Zac >> “É mesmo! Haha!” – rindo todo fofo – “ Vocês estão em que andar?”

Sharon >> “No sétimo. Aqui é o último.”

Zac >> “É, uma pequena diferença de cinco andares...”

Sharon >> “Bom, então... tchau, Zac.”

Zac >> “Você já vai descer?”

Sharon >> “Tá tarde. O Seu Viana me mata amanhã de manhã.”

Zac >> “Ah, tudo bem então... você que sabe.”

            E ficou um silêncio de novo.

Zac >> “Tchau, então...” – sorrindo – “Vocês brasileiros dão beijo no rosto, né?” – com um jeitinho muito meigo.

            O Zac começou a se aproximar da Sharon para beijá-la no rosto. Beijá-la no rosto?!? Será que ela estava mesmo entendendo aquilo?! Não, não podia ser. O Zac Hanson, o loiro, o da televisão, o que canta Mmmbop, estava preparando-se para beijá-la no rosto. A medida que ele ia se inclinando, a Sharon começou a achar que iria morrer. Ela começou a sentir um calor muito grande, o que causava febre e, lógico, falta de ar. Mas ela sabia que precisava se controlar. Ela tinha. Senão estragaria tudo. E o Zac se inclinava e inclinava. Então ela conseguiu sentir o cheiro do cabelo dele, porque o beijo estava para acontecer. Então ele encostou a boca dele na bochecha dela. Nossa, nessa hora a Sharon sentiu tudo o que era possível alguém sentir. Aquela boca enorme que ele tinha e que ela achava tão linda, estava tocando a bochecha dela. E o que parecia acontecer em camera lenta, ficou bem rapidinho. Voltou ao normal quando ele afastou o rosto. E ficou olhando para ela, com aquele sorrisinho muito fofo. A Sharon estava claramente em pânico. Os olhos dela estava imóveis. Os músculos dela não se moviam. E o elevador, que tinha sensor, estava ali ainda, porque a Sharon estava com uma das pernas para dentro.

Sharon >> “Tchau!”

            O Zac percebeu que ela estava assustada. Então ela entrou correndo no elevador. O Zac ficou meio sem saber o que dizer, porque não sabia o que tinha feito para deixar ela tão nervosa. Enquanto a Sharon procurava o botão 7 no painel de botões, o Zac pensava em algo para dizer.

Zac >> “Sharon, puxa, desculpe... eu não sabia que você ia...”

Sharon >> “Não, tá tudo bem... eu só tenho muito que voltar para o meu quarto.” – ela disse gaguejando tudo, fazendo uma embromation com o inglês dela.

Zac >> “Desculpe, por favor... eu não sabia que...”

Sharon >> “Achei!”

            Ela apertou correndo e o elevador fechou logo. A única coisa que ela viu por último foi o Zac olhando para ela enquanto a porta do elevador fechava, com aquela cara de preocupado, com uma certeza estampada na testa de que tinha magoada a Sharon. E a porta fechou.

Zac >> “Puxa...e eu que achei que estava sendo educado... Acabei assustando a menina...” – indo para o quarto.

Então a Sharon sentou no chão do elevador e começou a passar muito, mas muito mau. Ela não conseguia respirar, a visão dela estava meio embaçada e aquele calor horrível só aumentava. O elevador parou no sétimo andar, mas ela não conseguia levantar. Depois de um tempinho tentando, ela finalmente conseguiu e entrou no quarto. A Ariella ainda não estava lá. A Sharon caiu na cama e ficou parada um pouco, na esperança de que aquilo passasse. E foi passando... até que ela se lembrava de novo do beijo e os sintomas voltavam. Mas a felicidade dela era maior do que todas essas coisas. Ela estava mau sim, mas sorrindo muito.

            A Ariella e o Taylor estavam conversando no quarto deles, sentados no sofá. A conversa estava boa, mas não falavam de coisas íntimas ou pessoais. Apenas assuntos superficiais. Eu não sei dizer exatamente do que eles estava falando, mas deu para entender, né? Ótimo. Foi quando o Zac entrou no quarto.

Zac >> “Oi, Tay...” – olhou para a Ariella – “Ah, oi...”

Tay >> “Oi, Zac. Nossa, o que foi? Por que tá com essa cara?”

Zac >> “Cara? Eu não tô com cara nenhuma.”

Tay >> “Tá sim.”

Zac >> “Não foi nada, ué... Eu só tô morrendo de sono.”

Tay >> “Ah... ok.”

            O Zac passou direto sem dizer boa noite.

Ariella >> “Nossa, tá meio tarde... eu acho que eu vou indo. Daqui a pouco seus pais voltam do passeio e eu tô aqui ainda.”

Tay >> “É, tá meio tarde mesmo... mas amanhã a gente vai se falar com certeza.” – sorrindo – “Tem entrevista.”

Ariella >> “Agora vai ficar bem mais fácil, eu acho...” – um pouco sem jeito.

Tay >> “Verdade.” – sorrindo.

            Silêncio uns segundos.

Ariella >> “Bom, eu vou indo...” – levantando.

            O Taylor levantou também e levou ela até a porta. Abriu e a Ariella ficou então para fora do quarto, de frente para ele. Então ela notou, mais uma vez naquela noite toda, como o Taylor era lindo. Ele estava com uma expressão no rosto que denunciava o sonão que ele estava. A Ariella não sabia muito o que fazer. Se o beijava no rosto, se não... Ela ficou esperando que ele fizesse alguma coisa, mas o Taylor estava meio sem jeito também. Mais ou menos quando você acaba de conhecer alguém e, na hora de se despedir, você não sabe se já tem intimidade o suficiente para beijá-la no rosto.

Tay >> “Bom, até amanhã então...”

            O Taylor estendeu a mão para ela. Ai, que decepção... A Ariella jurava que ele iria beijá-la no rosto, como todo menino bem educado do Brasil. Ei, espera! Isso era no Brasil! Vai ver que americano não tinha dessa de beijar no rosto. Mas mesmo assim, mesmo ela concluindo isso, a decepção foi grande. Ela deu a mão para ele e se despediu. O Taylor disse tchau mais uma vez e fechou a porta. A Ariella foi caminhando para o elevador muito chateada. Apertou o botão para esperar o elevador chegar. Foi quando ela ouviu barulho de porta abrindo. E então fechando. Logo depois, o Taylor apareceu ali, descalço, todo desengonçado.

Tay >> “Nossa, me desculpe! Eu esqueci!”

Ariella >> “O que foi?” – meio perdida.

            O Taylor se aproximou dela, colocou uma das mãos num dos lados do rosto dela e a beijou do outro lado. Muito delicado mesmo, todo cuidadoso. Afastou o rosto e sorriu.

Tay >> “Eu esqueci que vocês brasileiros beijam no rosto para dar oi e tchau. Desculpe...”

            Então ele voltou para o quarto correndo. A Ariella queria gritar. Mas não gritou. Senão provavelmente acordaria algum vizinho. O elevador chegou, entrou, ela esperou fechar, apertou o sétimo andar e deu o maior grito da vida dela. Mas um grito tão alto, mas tão alto, que depois interfonaram para cada um dos apartamentos para saber se estava tudo bem com cada um dos hóspedes... Coisa da Ariella... A Sharon? Estava dormindo já. Ela demorou um pouco para melhorar dos ataques dela. Acabou dormindo de tanto ficar lembrando e repassando a cena do beijo na cabeça dela. A Ariella que atendeu quando interfonaram para o quarto delas. Ela também dormiu feliz e, exatamente como a Sharon, ficou passando muitas vezes a cena do beijo na cabeça dela. Elas estavam sentindo-se da mesma maneira. Só que isso elas só foram descobrir no dia seguinte, quando conversaram.

 

- - > Capítulo 6

Hosted by www.Geocities.ws

1