CAPÍTULO 7
Logo
pela manhã, alguns sons vindos da cozinha fazem Gabi se bater na cama. Ela
ouvia vozes distantes e risadas. Cada vez que ela ia acordando, as vozes ficavam
mais nítidas e melhores de distinguir. Ela se espreguiça e abre os olhos. Olha
ao seu redor, vê Cacá ainda dormindo e a porta do quarto aberta. Gabi começa
a prestar mais atenção nas vozes. “Tá
vindo da cozinha” ela pensa. É quando percebe que a voz que ouvia era de
Diana e de Mariah.
GABI>>
“A mãe chegou!” – ela sussurra sozinha.
Gabi
levanta e desce as escadas correndo. Vai até a cozinha e vê sua mãe e Diana
conversando.
GABI>>
“Mãe?”
Mariah
olha para a porta da cozinha onde estava Gabi parada de camisola.
MARIAH>>
“Oi, filha!! Vem cá, querida, me dá um abraço!”
Gabi
abraça Mariah com saudades.
MARIAH>>
“Como é que você tá?”
GABI>>
“Tô bem, e você?”
MARIAH>>
“Tava morrendo de saudades de vocês.” – ela sorri.
GABI>>
“Eu também estava, mãe.” – abraça sua mãe de novo.
DIANA>>
“Nossa, Gabi, ainda é muito cedo. Caiu da cama é?”
GABI>> “Não, é que eu ouvi a voz super discreta da dona Mariah, daí
acordei.”
MARIAH>>
“Me desculpe, querida, não queria te acordar. É que eu cheguei eram 7:45 e
como era muito cedo ainda, eu e a Diana ficamos aqui conversando.”
Gabi
olha no relógio da parede da cozinha. Eram 8:05.
DIANA>>
“Mariah, você quer tomar café?”
MARIAH>>
“Não, eu prefiro esperar os outros para comermos todos juntos. Obrigada
querida.” – ela sorri.
Mariah
começa a contar algumas coisas sobre como estavam indo os negócios em Oklahoma
city. Tudo ia muito bem. É quando Zac aparece também.
ZAC>>
“Tia Mariah! Oi!!” – ele corre abraçar a tia.
MARIAH>>
“Zac, oi, querido!!”
ZAC>>
“Nossa, você chegou cedo. Que bom!” – com um sorriso muito meigo.
MARIAH>>
“Esse meu sobrinho é uma graça!” – ela ria alto.
Zac
adorava sua tia Mariah. Antes de conhecê-la pessoalmente, não imaginava que um
dia teria uma tia cujo mais gostasse.
ZAC>>
“Ah, tava esquecendo... Bom dia, mãe.” – beija sua mãe no rosto –
“Bom dia, Gá.” – beija Gabi no rosto.
MARIAH>>
“Mas e aí, Diana, eles fizeram muita bagunça?”
DIANA>> “Nem um pouco, Mariah. Ontem, eles arrumaram a cozinha pra mim!
Uns amores.”
MARIAH>>
“Puxa, que eficiência!” – ela sorri – “Mas e aí, Gabi, arranjou
algum namorado por aqui?”
Gabi
sente um frio na barriga. Ela olha para Zac e então olha para sua mãe
novamente.
GABI>>
“Cl...claro que não, mãe.” – ela gagueja.
MARIAH>>
“Mesmo?”
GABI>> “Já disse que não, mãe!” – ela começa a ficar um pouco
nervosa.
ZAC>>
“É verdade, tia, eu cuidei da Gabi. Não ia deixar a minha prima dando sopa
por aí, né?” – ele brinca para tentar descontrair um pouco, salvando assim
a vida de Gabi.
MARIAH>>
“Que bom, Zac, muito obrigada. É que a Gabi é uma tristeza. Onde ela vai,
arranja um namorado!”
GABI>>
“Mãe!!” – advertindo-a. Zac estranha.
MARIAH>>
“Diana, ‘cê tem que ver! Lá em Londres, todo santo dia ligava uns 15
diferentes atrás da Gabi. Um absurdo!”
GABI>>
“Mãe, eram todos só meus amigos!”
MARIAH>>
“E aquele que encheu a nossa casa de flores aquela vez, hein?? Como era mesmo
o nome dele? Adrian, né?”
GABI>>
“Mãe, só ele que me enchia o saco todo dia! Não eram 15 diferentes!”
MARIAH>>
“Eu sei, querida... não tô dizendo que você ficava com todos eles. Tô só
dizendo que haviam muitos pretendentes, só isso...” – ela se explica.
GABI>>
“Ô mãe, olha o jeito que você fala! Quem ouve pensa que eu sou uma
depravada!”
MARIAH>>
“Desculpe, querida, eu não soube me expressar muito bem.” – se
desculpando.
DIANA>>
“Bom, eu vou colocando a mesa. Daqui à pouco todos estão acordados.”
MARIAH>>
“Eu te ajudo.”
As
duas saem da cozinha.
GABI>>
“Putz, como eu odeio quando minha mãe começa com essas coisas!!”
ZAC>>
“Calma, Gá... ela tava só brincando.”
GABI>>
“Odeio esse tipo de brincadeira! Não é a primeira vez que ela faz eu parecer
uma prostituta!”
ZAC>>
“Calma, Gá... ‘cê tá meio revoltada.” – ele diz deslizando a mão
pelo cabelo dela.
GABI>>
“Poizé...”
ZAC>>
“Posso fazer um comentário sobre a sua camisola?”
Gabi
olha para Zac e ele sorri malicioso.
GABI>>
“Hmm... não sei se é seguro.” – os dois riem.
ZAC>>
“Posso ou não?”
GABI>>
“Pode... eu acho.” – ela sorri.
ZAC>>
“Gá, ‘cê tá muito atraente com ela.” – olhando-a dos pés à cabeça.
GABI>>
“Mesmo?” – sorrindo.
ZAC>>
“Nossa, você não sabe o quanto...”
GABI>>
“Muito obrigada, Zachary Hanson, agora você conseguiu me deixar sem jeito!”
– ela brinca.
ZAC>>
“E você conseguiu me deixar louco.” – ele sorri.
GABI>>
“Zac, pára, nem comece...”
ZAC>>
“Desculpe...”
GABI>>
“É que eu tô morrendo de vontade de te dar um beijo.”
ZAC>>
“Acredite, eu também...”
Os
dois estavam conversando bem próximos, quando Mariah entra na cozinha. Os dois
se afastam rapidamente. Ela estranha, mas não persiste na suspeita.
MARIAH>>
“Gente, vocês não querem comer?”
GABI>>
“Ah, tá... por mim...” – ela diz disfarçando.
Eles
saem da cozinha para a sala. Sentam à mesa. Cacá ainda estava deitada quando
ouve as vozes vindas lá de baixo, na sala. Ela senta na cama, esfrega os olhos
e olha ao redor. Vê que Gabi já havia acordado. Levanta e ao colocar o pé
para fora do quarto, vê Taylor saindo do quarto dos meninos com cara de sono,
um pouco descabelado e vestindo um curto shorts e um moletom.
TAY>>
“Bom dia...” – ajeitando os cabelos e se aproximando dela.
CACÁ>>
“Oi...” – ela sorri.
TAY>>
“Acho que a tia Mariah chegou, né?”
CACÁ>>
“É? Não sei.”
TAY>>
“ ‘Cê num tá ouvindo a voz dela?”
Cacá
pára para ouvir e percebe mesmo que uma das vozes que ouvia era de sua mãe.
CACÁ>>
“É mesmo, nem tinha percebido. Eu vou descer lá então.”
TAY>>
“Tudo bem... eu vou também.”
Os
dois descem as escadas e vêem todos sentados à mesa tomando café.
CACÁ>>
“Mãe, que saudades!!” – ela diz correndo abraçar a mãe.
MARIAH>>
“Cacá, olá, filha!” – abraçando Cacá.
TAY>>
“Oi, tia Mariah.” – sorrindo um pouco tímido.
MARIAH>>
“Olá, Tay.” – abraçando-o – “Nossa, mas que cara de sono!”
Taylor
sorri.
MARIAH>>
“Que povo dorminhoco esse. Que horas vocês foram deitar ontem?”
GABI>>
“Logo depois que o Ike chegou do encontro com a Myra.”
TAY>>
“É, lá por umas 3 da manhã...” – falou enquanto ia em direção a sua mãe
para dar-lhe bom dia. Faz o mesmo com Gabi.
Depois
de um tempo, desce Isaac. Ele cumprimenta a tia, senta e começa a tomar café
junto de todos. Após o café, Diana e Mariah sentam no sofá.
MARIAH>>
“Crianças, venham aqui.”
Isaac, Gaby, Taylor, Cacá e Zac se aproximam.
MARIAH>>
“Eu e a Diana estávamos pensando em ir a algum lugar. Talvez nós iremos a
algum ponto turístico daqui, pois eu quero muito conhecer. Alguém quer nos
acompanhar?”
Todos
ficam em silêncio.
DIANA>>
“Eu acho que eles já conhecem quase tudo aqui, Mariah... deixe eles que
fiquem.” – tentando salvá-los do passeio logo que percebe que não faziam
muita questão de ir.
MARIAH>>
“Tudo bem, são vocês quem sabem. Nós e as crianças estamos indo, ok?”
IKE>>
“Tuuuuuudo bem.”
Diana
e Mariah levantam, apanham a chave do carro e vão indo em direção à porta.
DIANA>>
“Meninos, se comportem, está bem? Nós não vamos demorar.”
MARIAH>>
“Tchau, queridos.” – fechando a porta.
Logo
que elas saem de casa, todos vão para o video-game.
Naquele horário, todos os amigos deles estavam na escola. Mais tarde os
encontrariam na rua da casa deles.
GABI>>
“Hmm... o que vocês acham de eu pegar um sonzinho aqui para nós?”
TODOS>>
“Éééé!!!”
GABI>>
“Então ‘cês esperem um pouco que eu já volto.”
Gabi
vai até o quarto deles. Começa a passar os cds pelos seus dedos para decidir
qual deles pegar. Eram muitos. Gabi fica ali uns 10 minutos escolhendo, não
parecia com pressa.
GABI>>
“Hmm... acho que Jewel... não, a Cacá num gosta... talvez Aerosmith...”
ZAC>>
“Gabi?” – entrando no quarto.
GABI>>
“Oi, Zac...” – sorrindo para ele e depois voltando o olhar para os cds.
ZAC>>
“Nossa, ‘cê tava demorando, daí vim ver se ‘cê ‘inda estava viva.”
GABI>>
“Tô sim...” – concentrada.
ZAC>>
“Qual Cd ‘cê vai pegar?”
GABI>>
“Poizé, nem sei ainda...”
Zac
a abraça pela cintura e apoia seu queixo no ombro dela. Gabi sorri.
ZAC>>
“Quer ajuda?”
GABI>>
“Precisa não...” – com o cd do Matchbox 20 nas mãos.
ZAC>>
“Mesmo?”
GABI>> “Mesmo.”
Um
pouco de silêncio entre eles. Gabi continua mexendo nos cds e Zac continua
segurando-a pela cintura com o seu queixo no ombro dela. Ele começa a passar a
ponta de seu nariz no pescoço de Gabi sentindo, assim, seu perfume. Gabi deixe
que ele continuasse, porém continua a escolha normalmente. Zac então passa a
dar suaves beijos no pescoço dela.
GABI>>
“Zac, eu tô tentando escolher uns cds aqui, com licença?” – ela brinca.
Zac
abre as mãos e as desliza pela barriga de Gabi e pela sua cintura fazendo um
pouco de pressão. Gabi continua a escolher os cds. Ele torna os beijos no pescoço
dela mais fortes. Gabi começa a sentir alguns arrepios. Ela larga os cds e
fecha os olhos. Decide se concentrar apenas no que estava sentindo. Zac sobe
seus beijos para a orelha de Gabi e a morde levemente no lóbulo. As mãos dele
vão para baixo da blusinha acariciando-lhe a barriga e a sua lateral, na
cintura. Gabi começava a respirar mais profundamente com a boca, mostrando o
prazer que estava sentindo. Ele coloca a ponta de seus dedos, apenas as pontas,
dentro da calça de Gabi reto à sua barriga, empurrando essa vestimenta um
pouco para baixo. Gabi sente algo gelado dentro dela. Zac faz o contorno do
quadril com as pontas de seus dedos metidos na calça dela. Sobe as mãos
novamente para a barriga, passando seu dedão pelo abdômen de Gabi. Ela solta
um suave gemido. É quando Zac a vira de frente para ele e a beija vorazmente de
língua. As mãos dele corriam por todo o corpo dela. Gabi apalpa todo o tórax
de Zac descendo as mãos para o abdômen. Se beijavam de maneira intensa. Zac
parecia ter Gabi naquele momento só para ele, como se não quisesse que ela
escapasse de jeito nenhum. A maneira com que sempre ficavam juntos era bastante
completa. Ele a tocava de modo que ela se sentisse muito possuída e amada ao
mesmo tempo. Era uma sensação inexplicável que a tomava, de um prazer
absoluto, não por ser indecente o que eles faziam, mas por ser com Zac que tudo
acontecia. Gabi gostava dele realmente, desde daquele dia na cozinha quando ela
chegou na casa deles, a primeira noite numa casa estranha. Eles poderiam passar
até uma tarde toda se beijando, pois assim se entendiam e conheciam um ao outro
a cada toque, a cada respiração, a cada pensamento. Zac já sabia exatamente o
que Gabi gostava que fosse feito nela, a maneira que ela gostava que ele a
tocasse. Assim como ela já sabia como agradar a Zac nessas horas de maior
intimidade.
Taylor,
Cacá e Isaac ainda estavam jogando na sala de TV.
TAY>>
“Nossa, cadê o Zac e a Gabi?”
IKE>>
“Poizé, a Gabi foi e nunca mais voltou. O Zac foi atrás dela e nunca mais
voltou também.”
Cacá
estava muito concentrada no jogo, nem ouvia o que os primos conversavam.
CACÁ>>
“Agora eu mato esse cara!” – falando sozinha sobre o jogo de luta que
jogava.
TAY>>
“Vamos lá ver o que tá acontecendo?”
IKE>>
“Vamos. Cacá, ‘cê espera aqui um pouco?”
CACÁ>>
“Onde ‘cês vão?” – sem tirar os olhos da tela.
TAY>>
“Lá ver o que tá acontecendo com a Gabi e com o Zac.”
CACÁ>>
“Tá...” – sem nem notar a gravidade do quê podia acontecer.
Logo
que Isaac e Taylor saem da sala, Cacá pára para pensar um pouco sobre do que
se tratava. “Ah, eles foram ver o que a
Gabi e o Zac tão fazendo... Puxa, é mesmo, o que será que eles tão fazendo?
Bom, hehehe... o que eles sempre fazem quando tão sozinhos? Ficam lá, se
agarrando, que nem dois ‘xonadinhos... ai, que fofo que é eles dois juntos.
Tomara que dê tudo certo. Nossa, o Ike e o Tay vão levar um susto quando
verem...” ela fica pensando. Depois de alguns segundos... “Droga!!!
O Ike e o Tay!!! Eles vão ver!!!” Cacá larga o controle do video-game no
mesmo instante e corre para tentar alcançar Isaac e Taylor. Tudo aquilo que ela
havia pensado havia ocupado alguns segundos desde que eles saíram da sala de
TV. Talvez ainda desse tempo. Ela corre até o quarto deles. Isaac e Taylor
estavam chegando até a porta, que estava fechada, quando Cacá aparece muito
rapidamente na frente da porta impedindo que eles passassem.
CACÁ>>
“Não, gente!!!” – nervosa.
TAY>>
“Nossa, Cacá, o que foi?” – não entendendo.
IKE>>
“Nossa, você veio correndo. Por que?”
CACÁ>> “Vocês não podem entrar aí!” – tentando se acalmar.
TAY>>
“Por que não?”
CACÁ>>
“Porque... porque... ééé... porque... Porque o Mackie tá dormindo aí
dentro!”
IKE>>
“Cacá, o Mackie saiu com a tia Mariah e a nossa mãe.”
“Putz, é mesmo... ai, Camilla, pensa rápido!”
ela pensa.
CACÁ>>
“Eu sei disso.”
IKE>> “Então! Dá licença, Cacá.”
CACÁ>>
“Não! Vocês não podem entrar aí!”
TAY>> “Mas por que não??”
CACÁ>>
“Porque...............” – tempo pensando – “....eu deixei todas as
minhas roupas íntimas para secar na sua janela.”
TAY
& IKE>> “O que????”
CACÁ>>
“É isso mesmo! A tia Diana disse que não teria problema, então eu coloquei
tudo na janela.”
IKE>>
“Tudo bem, Cacá, a gente só que falar com a Gabi e com o Zac. A gente
promete que não olha para a janela.”
CACÁ>>
“Não, mas é que...”
TAY>>
“Ah, Cacá, dá licença!” – diz pegando Cacá pela cintura e tirando-a da
frente da porta.
Quando
eles abrem a porta, vêem o que Cacá tanto tentou impedi-los de ver – Zac e
Gabi se beijavam e ao ouvirem barulho
da porta, desencaixam seus lábios, mas não desmancham suas posições. Zac
estava segurando Gabi pelo quadril e ela embaraçava todo o seu cabelo. Isaac e
Taylor conseguiram pegar os últimos segundos do beijo.
IKE>>
“Vocês? Juntos?” – com o dedo ameaçando levantar para apontar. Estava
espantado.
CACÁ>>
“Foi mal, gente, mas num deu.” – diz para Gabi e Zac.
Gabi
e Zac se soltam. Estavam completamente sem jeito.
IKE>>
“Mas... como?”
ZAC>>
“Faz um tempo já.” – depois de um tempo em silêncio.
Taylor
não conseguia dizer nada. Não conseguia acreditar. Era muita novidade para
ele, nem imaginava que a sua prima e seu irmão pudessem estar ficando escondido
de todos.
IKE>>
“Mas por que ‘cês não contaram antes pra gente?”
O
casal se olha à procura de uma resposta.
GABI>>
“Acho que para não ter que enfrentar esses olhares de vocês.”
ZAC>>
“E também, se nós dois tivemos problemas em aceitar, imagina vocês
como que seria.”
TAY>>
“Mas...”
CACÁ>>
“Ai, gente, o que é que tem?? Por que taaaaaaaanto espanto?? Num pode não,
é? Eles se gostam, tem mais que ficar mesmo!”
IKE>>
“Não, claro, nada contra, mas é que a gente realmente não imaginava.”
CACÁ>>
“Bom, agora não precisa imaginar mais, já viram! E vão se acostumando com a
idéia, porque eu acho que não é algo temporário.”
Isaac
e Taylor olham Zac e Gabi procurando a confirmação do que Cacá havia acabado
de dizer. Eles, sem dizer nada, apenas mostram com um olhar que era mesmo
verdade o que Cacá tinha dito.
TAY>>
“Vocês tão... tipo... namorando?”
ZAC>> “Ainda não... mas pretendemos.” – disse sorrindo. Ele então
segura a mão de Gabi.
GABI>>
“Só que tem uma coisa: isso vocês não podem contar para a tia Diana nem pra
minha mãe, aliás, muito menos pra minha mãe. A Cacá tá de prova, ela me
mata se ela souber!” – ainda de mão dada com Zac.
IKE>>
“Claro, imagina, nós nunca vamos falar nada.”
TAY>> “Se depender de mim também nunca irão saber. Eu mal falo coisas
a meu respeito, imagine coisas dos outros.”
GABI>>
“A minha mãe disse que não queria nada de rolos entre nós, ‘cês lembram,
né?”
Taylor
olha na mesma hora para Cacá.
TAY>>
“É verdade...” – ainda olhando para ela, que abaixa o olhar.
IKE>>
“Não se preocupem. Vocês nunca vão ser descobertos.” – passando confiança.
ZAC>>
“Eles são muito confiáveis, Gabi...” – apertando um pouco mais forte a mão
dela.
GABI>> “É, eu sei...” – ela sorri.
Ao
invés da notícia ter trazido estranheza, como Gabi pensou que traria, trouxe
mais união entre eles. Ela e Zac sabiam que podiam contar com o silêncio dos
irmãos, pois, antes de tudo, eram amigos muito sinceros. Era o que estava
crescendo entre eles, uma grande amizade.
TAY>>
“Vocês tão ficando desde que elas chegaram?” – pergunta para Zac.
ZAC>>
“Não, ‘conteceu naturalmente... começou a rolar um clima e daí aconteceu.
A gente tá ficando desde aquele dia do restaurante.”
GABI>>
“È...”
MARIAH>>
“Crianças, chegamos!!!!!!” – grita da sala.
Isaac,
Taylor, Gabi, Zac e Cacá se olham. Zac e Gabi soltam as mãos.
GABI>>
“Por favor, gente, silêncio.” – ela murmura.
Todos
fazem sinais positivos com a cabeça e descem as escadas até a sala. Os cinco
cumprimentam mãe e tia com beijos no rosto.
IKE>>
“Como é que tava o passeio?”
MARIAH>>
“Estava muito divertido! Pena que vocês não foram, meus queridos.” –
abraçando Cacá pelos ombros.
CACÁ>>
“É, pena...” – ela fala para si mesma.
TAY>>
“Mãe, a gente pode ir ali na rua com o pessoal um pouco?” – ele pergunta
timidamente.
DIANA>>
“Podem, claro.”
Eles
saem de casa. Em frente, estavam Scott, Lí, Myranda, Duda e todos os amigos de
Zac. Eles chegam e cumprimentam a todos. Cacá observa a maneira oferecida com
que Duda beijou Taylor no rosto, o que não a agrada muito. Zac e Gabi sentam um
ao lado do outro na calçada, bem juntos, com seus ombros se
encostando.
Lí senta ao lado de Gabi. Zac acha ruim. Taylor pára ao lado de Cacá, que
estava em pé frente a Zac, Gabi e Lí, tentando mostrar para a prima que não
queria deixá-la sozinha, como se quisesse ficar ao lado de Cacá o tempo todo.
Duda chega do lado dele.
DUDA>>
“Tay...”
TAY>>
“Hmm?” – olhando-a.
DUDA>>
“Você...”
LEO>>
“Ô Zac, vai jogar?” – interrompe o raciocínio de Duda.
ZAC>>
“O que?”
LEO>>
“Futebol.”
ZAC>>
“Eu já vou...” – não querendo sair do lado de Gabi. Ela engancha seu braço
no de Zac. Eles se olham e sorriem. Lí percebe algo diferente entre os dois.
Myranda
e Isaac estavam em pé bem ao lado de Duda, mas conversavam entre eles. Ainda
estavam um pouco tímidos sobre o que havia acontecido noite passada.
SCOTT>>
“Mas como vocês tavam sumidos! Nunca mais apareceram aqui na rua.” –
falava enquanto sentava ao lado de Zac, mas não muito perto.
ZAC>>
“Poizé... coisas de família.”
KEVIN>>
“ZAAAC, VEEEEM!!!!!”
ZAC>>
“TÁÁÁ!!!!!”
Zac
olha para Gabi, olha para os lados. Ninguém estava vendo, todos mostravam-se
concentrados em conversas paralelas. Ele sorri para Gabi e a beija muito
rapidamente nos lábios, apenas um selinho. E vai.
SCOTT>>
“Tay... posso te perguntar uma coisa?”
TAY>>
“Pode, claro...”
Scott
olha ao seu redor.
SCOTT>>
“Por que ‘cê num tá com a Duda?”
TAY>>
“Num gosto dela, Scott...”
SCOTT>> “Não?”
TAY>>
“Lembra que eu te falei ‘quele dia que eu não tava gostando de ninguém,
mas que a hora que aparecesse alguém que realmente revolucione a minha vida
sentimental eu te avisava?”
SCOTT>>
“Lembro.”
TAY>> “Então, já apareceu.” – ele sorri.
SCOTT>>
“Sério? Quem?” – curioso.
Taylor
olha para Cacá jogando futebol com os amigos de Zac toda empolgada. Ele
observava ela rindo com as palhaçadas dos outros meninos. A maneira como ela
coloca o cabelo atrás das orelhas sem se importar se está ajeitado ou não o
maravilhava. Ela tinha um jeito próprio, um charme só dela que encantava a
Taylor. Ele nunca tinha visto alguém assim antes.
TAY>>
“Ela.”
SCOTT>>
“A Cacá?” – olhando para onde o amigo olhava.
TAY>>
“É...” – ainda observando-a.
SCOTT>>
“Mas... tipo... Tay, ela num é sua prima?”
TAY>>
“É, mas isso é só um detalhe.”
SCOTT>> “Mas ‘cê gosta dela ou tá só a fim?”
TAY (virando para Scott)>> “Acho que eu gosto dela...”
SCOTT>>
“Por que ‘cê diz isso como se fosse uma coisa ruim?”
TAY>>
“É que a Cacá não quer nada comigo.”
SCOTT>>
“Sério?”
TAY>> “Ela tá meio chateada comigo...”
SCOTT>>
“O que você fez?”
TAY>>
“Se eu te disser, ‘cê num vai ‘creditar.” – colocando as mãos nos
bolsos e sorrindo como se o motivo fosse muito imbecil.
SCOTT>>
“Fala.”
TAY>>
“Por que eu fiquei só por ficar com a Duda.”
SCOTT>>
“Você tá falando sério???”
TAY>>
“O pior vem agora: eu fiquei me sentindo o mais galinha desse mundo por causa
disso.”
SCOTT>>
“Mas Tay, num é a primeira vez que ‘cê fica só pra distrair...”
TAY>>
“Eu sei, nunca ma importei com essas coisas...”
SCOTT>>
“Mulher é tão sentimental...”
TAY>> “Nunca liguei se as meninas iam achar que eu tava ficando por
ficar ou algo assim...”
SCOTT>>
“As vezes que ‘cê ficou, ‘cê ficou só por ficar, num é?”
TAY>>
“É... mas com a Cacá tá sendo diferente. Eu me sinto na obrigação de dar
satisfação pra ela de tudo! Eu quase morri tentando explicar as paradas da
Duda, mas num deu muito certo...”
SCOTT>>
“Ela num ‘creditou?”
TAY>>
“Ela acha que eu só quero ficar com ela e com a Duda com o propósito de
entretenimento.” – os dois riem – “Mal sabe ela que não é nada
disso...”
SCOTT>>
“Não são as duas então, Tay?”
TAY>>
“Não, é só a Cacá.” – ele diz seguro.
GABI>>
“Taaaaaaaaay, Scoooooott, venham, vamos jogar uma todo mundo!!!” – ela
grita.
Taylor
e Scott se aproximam. Começam a jogar todos juntos. Meninas contra meninos. É
quando Cacá domina a bola e vai indo com ela em direção do gol. Taylor vem em
sua direção contrária para tentar roubar a bola dela. Cacá não vê, pois
olhava só, apenas e unicamente para a bola. Os dois acabam trombando de frente
fazendo Cacá perder a posse. Acabam abraçados com a força do impacto. Ela,
sendo um pouco mais baixa que ele, permanece com suas mãos no peito de Taylor.
Os dois ficam um tempo se olhando. Cacá fica com o seu nariz na altura da boca
de Taylor, por isso ela olhava um pouco para cima para poder olhá-lo nos olhos.
Taylor, estando com seus braços envolvendo a cintura de Cacá, a aperta,
trazendo-a para bem perto, com a intenção de beijá-la. Ela fica sem ação. O
jogo correndo e eles lá, parados no meio de campo. Cacá é espremida pelos
fortes braços de Taylor. Seus rostos ficam bem próximos. Taylor olha para a
boca dela e arrisca um beijinho muito de leve. Cacá fecha os olhos. Ele começa
a se aproximar para beijá-la. É quando Duda vê e corre passando rápido entre
eles, separando-os.
DUDA>>
“Licença!!!”
Os
dois se afastam. Cacá disfarça e sai de perto de Taylor voltando a
concentrar-se no jogo.
Zac
estava com a bola. Ele vai em direção ao gol e faz. Ele corre para os braços
de Gabi como comemoração e a abraça bem forte. Lí apenas observava com ciúmes.
Ela não tinha nada contra Gabi como pessoa, mas aquela intimidade entre ela e
Zac a incomodava demais. Depois do jogo, todos eles sentam para descansar no
gramado. Gabi deita na barriga de Zac, Myranda no colo de Isaac e todos sentados
ao redor. Cacá olhava Taylor o tempo todo relembrando aqueles rápidos segundos
em que seus lábios se tocaram e os outros próximos em que quase beijaram-se de
verdade. Quando Taylor a olhava, Cacá disfarçava e mudava a direção dos
olhos, sem parecer grosseira.
ZAC>>
“Nossa, Gabi...” – rindo – “...nada pessoal, mas ‘cê joga mal pra
burro!”
GABI>>
“Coitado de você!” – rindo também – “Só porque eu te dei uma na
perna aquela hora!!” – levantando do colo de Zac e dando um tapa na coxa
dele.
ZAC>>
“Gá, ‘cê sabe que eu tô brincando...” – dando um beijo na bochecha
dela.
CACÁ
(cochichando com a irmã)>> “Gá?” – referindo-se a maneira que Zac
chamou por Gabi.
GABI>>
“Fofo, né?” – sorrindo.
CACÁ>>
“É sim...”
Cacá
nesse momento percebe que Taylor a olhava. Ela não chega a olhá-lo.
CACÁ
(cochichando)>> “Gabi, vê se o Tay tá me olhando, por favor?”
Gabi
olha na direção em que Taylor estava, ao lado de Scott, um pouco mais afastado
delas. Duda estava sentada ao lado de Taylor mexendo em seu cabelo, porém Cacá
não se importava porque ele mostrava incômodo com aquilo e ela sabia que era
para ela que Taylor olhava.
GABI
(cochichando)>> “Tá sim. E de um jeito que tá te comendo com os
olhos.”
CACÁ
(cochichando)>> “Sério?”
GABI>>
“Yeap...”
CACÁ
(cochichando)>> “Manda ele parar de me olhar!”
GABI
(cochichando)>> “Por que deveria?”
CACÁ
(cochichando)>> “Por que? Ah, pelo simples fato de que se ele continuar
me olhando com essa carinha, eu vou voar em cima dele e encher ele de beijo, só
por isso... Portanto, se você quer que a sua irmã querida continue se
controlando e não faça besteira, por favor, manda ele parar de olhar pra
mim!”
GABI>>
“Calma, flor, ele parou de te olhar desde que eu perguntei ‘por que
deveria?’...”
CACÁ>>
“Ah tá...”
A
conversa corria normalmente, assim como a tarde. Depois de um certo tempo,
Taylor parou de olhar Cacá, estava empolgado conversando com Scott. Todos
conversavam isoladamente, não todos juntos.
LÍ>>
“Duda, tá sentindo muita falta da onde ‘cê morava?”
Duda
olha para Taylor.
DUDA>>
“Nem um pouco...” – sorrindo.
MYRANDA>>
“Gente, tá meio tarde... acho que eu vou indo.”
IKE>>
“Não, Myra, fica, por favor...”
MYRANDA>>
“Não posso, Ike,. Você sabe como é a minha mãe. Me quer cedo em casa.”
IKE>>
“Posso ir com você até em casa, então?”
MYRANDA>>
“Claro.” – sorrindo.
DUDA>>
“Bom, eu também vou indo pra casa...” – levantando do chão.
TODOS>>
“Tchau...”
DUDA>> “Tay, posso falar com você?”
TAY>>
“Tá.” – levantando – “Eu já volto.......gente.” – querendo se
referir apenas a Cacá.
CACÁ>>
“Cara, como essa Duda é chata, meu!”
GABI>>
“Calma, Cacá, num stressa...”
CACÁ>>
“Vou dá um tuduch (soco) nessa
menina!!”
GABI>>
“Calma, flor...”
A
casa de Duda era logo subindo um pouco a rua, por isso era possível ver Taylor
e Duda parados na frente da porta da casa dela conversando. Cacá fica olhando.
DUDA>>
“Tay, o que tá acontecendo?”
TAY>>
“Tá acontecendo alguma coisa?”
DUDA>>
“Por que ‘cê tá estranho comigo?”
TAY>> “Eu tô?”
DUDA>>
“Você fica me evitando... sei lá... parece que tem medo que eu tente te
agarrar ou algo assim.”
TAY>>
“Duda, olha... não tem nada a ver... eu sou meio estranho assim às vezes...
é só o meu jeito.” – colocando as mãos nos bolsos.
DUDA>>
“Certeza que não tem nada de errado?”
TAY>>
“Certeza.” – sorrindo passando certidão para Duda.
DUDA>>
“Eu pensei que... sei lá, que ‘cê não tinha gostado de ficar comigo ou
algo assim...”
TAY>> “Nããããão, quê isso...”
DUDA>>
“Bom, então... tchau.”
TAY>>
“Tchau.” – indo em direção ao rosto de Duda para beijá-la, mas ela vira
e beija-o na boca. Taylor se assusta e tenta tirar a boca, mas ela o segura.
CACÁ>>
“Mas que merda!” – olhando o beijo dos dois.
GABI>>
“O que foi, Cacá?” – parando de falar com Zac para ver o que a irmã
observava com tanta raiva nos olhos. Gabi se espanta ao ver a cena.
CACÁ>>
“Eu vou entrar, Gabi...” – levantando e entrando em casa.
GABI>>
“Mas esse seu irmão é um saco, sabia Zac??” – Zac concorda.
Taylor
finalmente consegue se libertar empurrando Duda com força.
TAY>>
“Você tá louca??” – muito bravo.
DUDA>>
“Por que??”
TAY>>
“Quem disse que eu queria te beijar??”
DUDA>>
“Qual é o problema??? A gente já fez isso uma vez!!”
TAY>>
“Já fez, fez!!! Não vai fazer mais!!”
DUDA>>
“Mas...”
Taylor
olha para trás e não vê Cacá. “Ainda bem que ela não tá ali. Assim pelo menos ela não viu” ele
pensa. Taylor então se acalma.
TAY>>
“Tá, tudo bem... já foi mesmo... tchau, Duda.”
Taylor
se aproxima dos outros.
GABI>>
“Tay, será que não dava pra fazer isso em outro lugar??!” – de pé e
brava – “Pô, respeita a Cacá pelo menos!!!”
TAY>>
“Mas... peraí, ela viu?”
GABI>>
“Viu!! Que merda, Taylor, será que você faz as cagadas sempre duas
vezes??”
TAY>>
“Cadê ela?”
GABI>>
“Entrou!”
Taylor
deixa Gabi falando sozinha e entra correndo em casa. Acaba trombando com sua mãe
na sala.
DIANA>>
“Nossa, o que foi, filho?”
TAY>>
“Cadê a Cacá, mãe??”
DIANA>>
“Tá no quarto de hóspedes com a Mariah. Por
que?”
TAY>> “Nada. Valeu.”
– e sai correndo.
Ele
sobe as escadas e vê a porta do quarto de hóspedes aberta. Ele entra
normalmente.
MARIAH>>
“Tay, querido! Sente
aqui com a gente.”
Cacá
e sua mãe estavam sentadas na cama de casal olhando algumas fotos de quando
Mariah ainda morava em Tulsa, quando suas filhas e seus sobrinhos ainda eram
pequenos. Taylor dá a volta na cama e senta ao lado de Cacá, que estava
encostada na cabeceira da cama.
MARIAH>>
“Olha só, querido! Você e a Cacá no parquinho, que lindo!” – mostrando
uma foto para Taylor.
TAY>>
“Nossa, tia, que legal...”
MARIAH>>
“Sabe que, quando vocês eram pequenos, você e a Cacá tinham mais afinidade,
sabe... era tão bonitinho ver vocês dois brincando. Mas é claro que vocês
tinham apenas 1 e 3 anos.”
Taylor
e Cacá se olham.
CACÁ>>
“Mãe, eu já vi todas as fotos e...”
MARIAH>>
“Eu sei, querida, deixa eu mostrar para o Jordan.”
Mariah
começa a mostrar algumas fotos. Taylor não conseguia prestar atenção em
nenhuma delas, pois estava ansioso para falar com Cacá. Minutos depois, Diana
aparece na porta.
DIANA>>
“Ah, você está aí, Mariah! Venha aqui, quero que você veja o nosso
programa de computador. Veja se é aquele que você estava falando...”
MARIAH>>
“Claro, claro.” – vira para a filha – “Cacá, termina de mostrar as
fotos para o Jordan que eu vou ali com a sua tia um minutinho, tá?” –
saindo do quarto.
Silêncio.
TAY>>
“Eu...”
CACÁ>>
“Hmm?”
TAY>>
“Não, eu ia dizer que eu...”
CACÁ>>
“Ah, você ia dizer. Desculpe, continue.”
TAY>> “Aquele beijo... não foi por minha vontade.”
CACÁ>>
“Uhun...” – ouvindo indiferente.
TAY>>
“A Duda... ela me agarrou.”
CACÁ>>
“E?”
TAY>>
“Cacá, olha...” – levantando, agora mostrando a sua ansiedade.
CACÁ>>
“Taylor, quantas vezes vou ter que te dizer?! Eu não tenho nada a ver com
isso!” – mostrando mais indiferença.
TAY>>
“Por que você faz isso, hein?”
CACÁ>>
“Isso o que?”
TAY>>
“Fingi que tá tudo bem, que você não tá magoada e que eu tô aqui tentando
te explicar as coisas, mas que elas não fazem a menor diferença pra você!”
CACÁ>>
“Olha, Taylor, você é o único aqui que não pode falar de sentimentos, tá?!!”
TAY>>
“Não posso?? E por que não??”
CACÁ
(já de pé)>> “Porque é você quem mente!!! Uma hora você diz que não
foi importante pra você, que ficar com a Duda foi só por ficar!! Daí no outro
dia você vai lá e beija a menina de novo!!!!” – gritando.
TAY>>
“Mas é isso que eu tô tentando te dizer, não fui eu que beijei ela, foi ela
que me beijou!!!” – gritando também.
CACÁ>>
“Tá, e que diferença isso faz??”
TAY>>
“Muita!! A menina me agarrou!!”
CACÁ>>
“Grande coisa!! Taylor, você não sabe o que quer primeiro: se explicar pra
mim ou ficar com a Duda!! Eu não sei nem se você tem sentimentos sinceros por
alguma coisa ou por alguém!!!”
TAY>>
“Cacá, não fala do que você não sabe!!”
CACÁ>>
“Mas é essa a impressão que você passa!! Parece que você se adapta às
situações para poder tirar proveito de tudo!!!”
TAY>>
“Isso não é verdade!!”
Os
dois falavam muito alto, mas Cacá era a única que exprimia mágoa. Taylor
falava alto, mas não com raiva, mas sim com uma angústia que sentia devido a
sua incapacidade de fazer Cacá acreditar nele.
CACÁ>>
“Eu não sei mais o que pensar de você, Taylor!!”
TAY>>
“Mas num tem tanto o que pensar!!! Eu já disse que a Duda me agarrou e...”
CACÁ>>
“E DAÍ, MERDA??????!!!” – berrando.
Silêncio.
Cacá suspira e senta na cama.
CACÁ>>
“Desculpe...” – ela sussurra, com os olhos fechados e a cabeça baixa.
TAY>>
“Cacá...” – sentando ao lado dela.
CACÁ>>
“Tay, olha, de verdade. Você é meu primo, eu adoro você e acho melhor nós
sermos amigos, como antes. Eu não entendo porque a gente fica discutindo sobre
isso. Eu sei que você tá afim da Duda e ela de você...”
TAY
(interrompendo)>> “Mas eu não tô afim dela, Cacá...”
CACÁ>>
“...a gente não é namorado, nem temos nenhum tipo de relacionamento, por
isso, pára de querer ficar se explicando toda hora sobre o que você faz ou
deixa de fazer.”
Cacá
estava de cabeça baixa. Lágrimas caíam de seus olhos, mas ela não queria que
Taylor percebesse. Cacá era muito sensível. Apesar de ser engraçada, ter uma
personalidade super forte, ela mostrava essa sensibilidade muito grande.
TAY>>
“Cacá, por favor, eu não quero brigar com você de novo pelo mesmo
motivo.”
CACÁ>>
“A gente não vai brigar mais, Tay, eu prometo...” – ainda de cabeça
baixa.
TAY>>
“Tenta ‘creditar em mim, a Duda me puxou aquela hora, eu não beijei ela
porquê eu quis.”
CACÁ>>
“Pára de falar disso, por favor...” – ela diz com a voz chorosa.
Taylor
só então percebe que Camilla estava chorando. Ela não levantava o rosto já
fazia algum tempo e sua voz estava trêmula.
TAY>>
“Cacá?” – ele diz abaixando a cabeça tentando olhar para o rosto de
Camilla. Ela vira um pouco para o lado – “Cacá, ‘cê tá...”
Taylor
coloca os cabelos dela que escondiam seu rosto atrás das orelhas. Cacá
persiste em abaixar a
cabeça,
mas ele levanta seu rosto com um dedo em seu queixo. Ela o olha com os olhos
vermelhos e cheios de lágrimas. Depois de poucos segundos de observação da
parte dele, ela tira seu queixo do dedo de Taylor e abaixa o rosto novamente.
Ela começa a chorar mais, agora um pouco envergonhada.
TAY>>
“Cacá, calma...” – com uma voz terna.
Ela
aumenta o choro. Taylor ameaça abraça-la, mas ela recua evitando-o. Ele fica
um tempo olhando-a pensando em tentar abraça-la novamente. Ele coloca sua mão
no ombro dela e aguarda um momento. Cacá segurava o rosto entre as mãos e
chorava muito. É quando ele, depois de hesitar um pouco, a puxa delicadamente
para junto dele. Cacá cai entre os braços de Taylor bem junto a seu peito e o
agarra pela cintura muito forte. Estava vulnerável e um abraço era o que mais
queria naquele momento. Taylor a cobre com os braços e apoia sua bochecha na
cabeça dela. A segurava na ânsia de protegê-la. Ele passa a deslizar os dedos
pelo cabelo dela enquanto ela chorava. Aquele momento trouxe uma espécie de
intimidade muito forte entre eles. Como se aquele instante pudesse aproximá-los
mais para o resto da vida. Cacá foi se acalmando aos poucos. Ela, então, se
afasta de Taylor devagar e o olha. Ele esperava ansioso por palavras de Camilla,
que queria dizer o quanto estava feliz com aquilo tudo, o quanto gostava dele e
o quanto queria beijá-lo naquele momento. Mas ela não consegue dizer
absolutamente nada.
TAY>>
“Melhor?” – bem baixinho e com um sorriso meigo no rosto.
Cacá
sorri e balança a cabeça positivamente. Os olhos dela estavam um pouco
molhados ainda de lágrimas. Taylor passa seu dedo embaixo dos olhos da prima
limpando-os. Ela sorri. Então ele desce as costas das mãos pela maçã do
rosto de Camilla. A intenção dele era beijá-la, era o que ele mais queria.
Taylor olha para os lábios dela e a olha nos olhos. Cacá pressente o propósito
de Taylor. Um beijo naquele instante seria perfeito. O silêncio, os olhares, o
sentimento mútuo que tomavam conta do quarto de hóspedes, só designavam o
quanto Taylor e Cacá almejavam por um beijo. Só um. Só isso. Nada mais. Ele
começa a aproximar seu rosto do dela. Camilla apenas observava. Pensava em milhões
de coisas, inclusive em parar com aquilo. É quando sente a respiração de
Taylor em seu rosto. Ela desiste.
GABI>>
“Cacá, Tay, a tia Diana tá chamando pra jantar!!” – entrando no quarto e
vendo que interrompia alguma coisa – “Ops...”
CACÁ>>
“Jantar? Claro, eu tô mesmo morrendo de fome.” – ela diz levantando da
cama. Taylor permanece sentado. Cacá sai do quarto.
GABI>>
“Tay, ‘cê deve tá querendo me matar, né?”
TAY>>
“É, mais ou menos por aí...” – ele sorri brincando com Gabi.
GABI>>
“Desculpe, Tay. Eu não sabia...”
TAY>>
“Dá nada, Gabi...”
GABI>>
“Mesmo?”
TAY>> “Uhun.” – ele sorri.
GABI>>
“Vocês iam se beijar, né?” – ela cochicha.
TAY>>
“Isso eu só saberia se você não tivesse entrado no quarto.”
GABI>>
“Ai, Taylor, agora ‘cê me deixou com a consciência pesada!”
TAY>>
“Tô brincando, Gabi... sério, eu num tô bravo não.” – ele sorri.
Gabi
faz uma expressão de incerteza. Taylor sorri, coloca a mão no rosto da prima e
a beija no lado oposto de seu rosto a que sua mão tocava.
TAY>>
“Eu num tô bravo.” – ele sorri.
GABI>>
“Tá bom, eu ‘credito.” – ela sorri – “Vamos jantar?”
TAY>>
“Vamos.”
Gabi
levanta, puxa Taylor pela mão e saem do quarto de mãos dadas.