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Arremeter ou não arremeter? Eis a questão... No mundo virtual muitos pilotos enfrentam esse dilema pelo menos uma vez em suas vidas. Num pouso estabilizado na ILS, com o "Auto Pilot" acionado em "APR - Approach" e pouco menos de 2,0 milhas do toque, já sem o auxilio da aeronave acionado, ela dá uma pequena flutuada passando do ponto de toque da pista. Neste instante o comandante em serviço tem que decidir, entre picar a aeronave e dar "Power Off" ou aproveitar o embalo da mesma, limpá-la e iniciar novamente todo o procedimento de aproximação. Esse dilema influi em diversos fatores que muitas vezes consciente ou mesmo inconsciente, acabam levando a uma decisão. Claro que cada situação é uma, nunca existirá uma situação idêntica, mas parecidas e muito provável. Vou colocar um fato ocorrido na vida real com uma aeronave, no qual teve todo um procedimento e acabou tendo graves danos em sua estrutura. A interceptação da aproximação final foi realizada utilizando-se o modo de captura (APR) do Piloto Automático (PA), para a função ILS. Ao estabilizar no ILS e quando próximo de 1.500 ft, foi efetuado o desacoplamento do PA, prosseguindo-se o vôo sob operação manual do PF. Logo após a passagem do marcador externo, o PNF realizou um "call out" de "speed", em função da velocidade diminuir abaixo da Vref. De 123KIAS e aproximar de 120 KIAS. Foi tomada atitude de correção por parte do PF, o qual, em 02 segundos, acelerou para N1=75%, restabelecendo a velocidade, segundo dados do FDR. Próximo de 300 ft de rádio-altímetro, o PNF realizou "call out" de "runway in sight". O PF, segundo seu próprio julgamento, sentiu-se um pouco acima da rampa ideal para efetuar o toque na marca de 1.000 ft e efetuou então uma redução de potência para "power off", estabelecendo uma atitude de "pitch down", numa rápida picada. Devido ao aumento da razão de descida, o PNF manifestou-se novamente, alertando verbalmente o PF para a situação. O PF tomou a atitude de avançar parcialmente as manetes de potência para a frente e diminuir a razão. Essa tentativa de correção não foi suficiente para evitar um pouso brusco. A aeronave tocou a pista com razão de descida estimada de 1800 ft/min. O valor máximo certificado no momento do toque é de 600 ft/min. No final do pouso a aeronave citada acima teve uma grave quebra na sua estrutura na parte traseira perto da cauda, devido ao aumento da carga e do pouso brusco. Estou tomando como referencia essa situação não para julgá-la e sim para levá-la à aviação virtual e estudar os procedimentos. Nesse caso o comandante, com a sua experiência, decidiu em não arremeter e tentar pousar. Sim é possível, tanto é que muitos pilotos fazem esse tipo de correção na final. Mas tem todo um risco que se corre. Os fatores que possam levar a essa decisão são: · Atraso no vôo previsto. De todos os itens acima o que para mim é o mais comum (não no fato acima descrito) é a síndrome do último vôo. Isso já ocorreu comigo muitas vezes, e envolve fatores que podem ser significativos. São eles: 1. Cansaço: Por ser o último vôo
o piloto está cansado e sente uma ansiedade enorme em voltar
para casa, e ao final do seu vôo se depara com esse acréscimo
em ter que arremeter a aeronave reiniciar todo o procedimento para
um novo pouso. Uma decisão que no caso seria uma remetida, seria o mais conveniente sempre, mas também outros fatores que devem ser respeitados e percebidos. · Combustível suficiente para retomar
todo o procedimento. Por esse motivo, cada situação é uma, mas cabe única e somente ao comandante o pouso e a decisão mais acertada. Luis Asensio - 10/07/2001
Este site destina-se divulgar a rotina
do 1º GTT no Flight Simulator 2000. |
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