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Aqui você conhece um pouco mais sobre a história do Maverick no Brasil e nos Eua, e também mais detalhes do meu Mav.
     
 

O Maverick no Brasil

 
     
 
No início dos anos 70, a Ford do Brasil, que havia incorporado recentemente a Willys, possuía no segmento de carros médios – padrão família – apenas os antiquados Aero e o pequeno Corcel, que não conseguiam fazer frente aos concorrentes de mercado.

A solução encontrada foi tentar aproveitar algum projeto já existente, para que os custos fossem baixos, e entre as opções encontradas, os ecolhidos eram o Ford Taunus, montado na Alemanha e o Ford Maverick, fabricado nos EUA. Algumas clínicas de opinião com potenciais consumidores foram realizadas, tendo sido vencedor o modelo Taunus. Porém, percebeu-se que o motor planejado para equipar o novo carro, o Willys de 6 cilindros não cabia no compartimento. Para agravar a situação, a fábrica de motores da FORD na cidade de Taubaté/SP só ficaria pronta em 1975. Desta forma, a opção foi mudar o carro escolhido e o Maverick foi definido como a opção para ser o novo Ford brasileiro.

Lançado em Maio de 1973, sob o entusiasta slogan “A fórmula Ford contra a rotina”, o Maverick estreou no mercado com o conhecido motor Willys de 6 cilindros além do desejado motor V8, que gerou espera de até 12 meses pelo esportivo modelo GT.

 
Maverick brasileiro ano 73 lançado com motor Willys de 6 cilindros além do desejado motor V8.
 

Um fator externo foi determinante na trajetória do Maverick, a crise mundial de petróleo, que elevou sensivelmente os preços dos combustíveis e gerando até a escassez do produto. Este acontecimento fez com que as vendas de veículos grandes, pesados e com consumo elevado de combustível deixassem de ter interesse no consumidor.

Em 1975, com a inauguração da fábrica de motores, é lançada a versão equipada com o novo motor de 4 cilindros, que prometia consumo mais brando e assim, poderia oferecer mais uma opção de motorização, ampliando a linha de veículos e as opções aos consumidores.

As versões de acabamento oferecidas inicialmente eram a STD (standard), a SL (super luxo) e a GT (gran turismo), esta última, representando o veículo esportivo. Além das opções de motores, também existiam as opções de carrocerias, que podiam ser Cupê (2 portas) ou Sedan (4 portas); exceto para o GT, que sempre foi Cupê.

Em 1977, com vendas baixas, a Ford promoveu uma série de mudanças, alterando padrões de acabamento e de detalhes estéticos, tanto externos quanto internos. Surgiu a versão LDO (luxuosa decoração opcional), que possuía inúmeros itens de conforto mecânico e de acabamento, como câmbio automático, ar quente, direção hidráulica e motor V8. Externamente, as mudanças neste ano foram novas grades, emblemas frontais, frisos diferentes e um novo conjunto de lanternas traseiras, maiores e com três divisões. O modelo GT recebeu nova padronagem de faixas decorativas e as falsas entradas de ar no capô.

 
Maverick brasileiro ano 78 fase II lançado em 1977 com nova padronagem de faixas decorativas e as falsas entradas de ar no capô.
 

Em Abril de 1979, não sustentando mais a queda nas vendas e com o lançamento do Ford Corcel II que tinha o mesmo público-alvo, o Maverick saiu de linha, após terem sido fabricados 108.106 veículos em todas as versões e modelos.

  Texto extráido com autorização do autor do site www.fordmaverick.com.br
     
  O Maverick nos EUA  
 
 
Em 17 de abril de 1969 nascia o Maverick. A receita era simples: um carro compacto, de manutenção simples e barata, fácil de manobrar. Com aparência inspirada no Mustang, a idéia era identificá-lo como um carro para a família, prático, moderno e econômico, com leve toque esportivo. No primeiro ano vendeu 579.000 unidades -- 5.000 a mais que o Mustang em seu primeiro ano de vendas!
 
 

O Maverick era então equipado com motor de seis cilindros em linha, de 2,8 e 3,3 litros de cilindrada. Já no segundo ano chegavam os V8, fazendo com que o carro caísse no gosto do consumidor norte-americano. Surgiam também freios a disco, ar-condicionado, câmbio automático e direção assistida.

Em 1971, inspirada na dobradinha Mustang/Cougar, a divisão Mercury lançava o gêmeo Comet, com opção de motores maiores e acabamento mais luxuoso. Surgia também a versão quatro-portas, com entre-eixos maior para ganho de espaço traseiro. A vocação esportiva foi explorada com os modelos Grabber, Stallion, Sprint e Comet GT.

 

 
 
Maverick americano
Clone do Maverick, o Comet fabricado pela Mercury
     
 
A trajetória de sucesso só seria ameaçada com a crise do petróleo que, em 1973, castigaria a economia americana. Por uma decisão estratégica enganada, os compactos da empresa de Henry Ford permaneceram sem grandes evoluções, enquanto a concorrência apostava em veículos de tamanho e consumo menores. Até que, em 1975, foram introduzidos o Ford Granada e o Mercury Monarch, seguidos pelo Ford Fairmont e Mercury Zephyr.
  Texto extraído do site www.bcws.com.br
     
  Meu Maverick Super 1977  
     
 

Nascido em 16 de agosto de 1977, o Maverick Cupê Super equipado com motor 4 cilindros em linha, não conhecia seu inusitado destino. Após cerca de 28 anos ele repousa em minha garagem aguardando o dia do renascimento.

Não possuo informações sobre ele antes de minha aquisição, mas pude obter algumas informações na internet através do site Ford Maverick (ja citado aqui anteriormente). Muitos detalhes ainda permanecem em estado original como motor e alguns acessórios. Outros porém foram totalmente modificados.

Minha intenção nunca foi deixá-lo totalmente original, mas sim criar um Maverick personalizado, customizado e agradável. Optei por este carro por estar com a funilaria iniciado, sendo assim mais fácil a pintura da cor desejada. Corria o risco de comprar um carro com uma aparência melhor, e acabar se acomodando, deixando isso para planos futuros. Porém como ser humano, diversas vezes olho para trás e ainda penso se foi um bom negócio ou se me precipitei e acabei escolhendo cedo demais... mas agora isso já não importa mais... o importante é seguir com o que já está começado e torcer que a grana não venha a faltar.

             
     
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