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Agricultura sem remédio(s)?

Agricultura bilógica

O crescimento da procura de produtos de agricultura biológica regista actualmente um aumento largamente superior à oferta. Quem o afirma é Uta Zabbel, vice-presidente da SALVA - Associação de Produtores em Agricultura Biológica do Sul, e também ela produtora biológica.

As preocupações com a saúde e a degradação do ambiente são duas das razões que mais têm contribuído para este crescimento. Por outro lado as dificuldades em aumentar a oferta devem-se sobretudo às características dos agricultores locais. A idade avançada e baixo nível de habilitações, bem como a falta de informação e as dificuldades em entrar em esquemas de comercialização mais elaborados impedem-nos de aderirem a este sistema . Em Silves existem hoje, quatro produtores que se dedicam a este modo de produção, que é por definição, um sistema que exclui a quase totalidade dos produtos químicos sintetisados em laboratório, como os adubos, pesticidas, aditivos alimentares, e onde o conceito de solo como um sistema vivo e equilibrado é o ponto chave. Para ser praticável recorre a outras armas como, a rotação de culturas e a aposta em variedades de plantas mais resistentes, luta biológica contra pragas e doenças, aproveitamento dos resíduos orgânicos das explorações agrícolas, e essencialmente uma actualização de conhecimentos constante por parte de quem a pratica.

Como virtudes apontam-lhe, entre outras, as seguintes:

-produzir alimentos de qualidade;
-manter e aumentar a fertilidade do solo a longo prazo;
-contribuir para a conservação do solo e da água;
-minimizar as formas de poluição que resultam das práticas agrícolas;
-basear-se nos princípios da reciclagem e reutilização dos materiais e substâncias da exploração agrícola.

A SALVA - associação de produtores, com sede em Silves, tem como principal objectivo promover e divulgar esta forma de agricultura através da sensibilização dos agricultores e consumidores. Uta Zabbel aponta a "sensibilização do público em geral, e a dos agricultores em particular, bem como a captação de jovens para esta actividade" como as opções mais correctas a fazer, e na qual se encontra apostada juntamente com a associação que representa.

Refere-nos também, que não há razões para um desenvolvimento natural e significativo da mesma, pois "encontramos em Silves explorações agrícolas com as características adequadas, e por ser este um tipo de agricultura, do qual se pode conseguir obter um rendimento que, comparativamente ao da agricultura convencional, é mais elevado".

Para alguns, uma agricultura do passado, para outros, a do futuro!

Carlos Albano
Passos a tomar para uma agricultura em modo biológico:

1 - informar-se junto dos entidades competentes, sobre as normas e regulamentos aplicáveis (Regulamento CEE 2092/91);

2 - recorrer aos serviços de apoio técnico das associações de produtores biológicos;

3 - notificar a sua actividade junto da Direcção Geral do Desenvolvimento Rural e as alterações respectivas;

4 - solicitar o controlo da sua actividade e a certificação a um Organismo de Certificação reconhecido oficialmente (SOCERT-PORTUGAL)

 

 

Agricultores biológicos do concelho de Silves

- Kirsten Botter
Parreirinha.
Ervas aromáticas.

- Manuel D.Correia
Pinheiro e Garrado.
Culturas em estufas.

- Uta Zabbel
Quinta da Figueirinha.
Horticultura e fruticultura.

- Wolfgang Taschner
Vale do Rei, S.B.Messines.
Fruticultura.

 

 

 

 

Quem contactar para mais informa��es?

- Agrobio - Associação Portuguesa de Agricultura Biológica
Calçada da Tapada, 39 r/c dto.
1300 Lisboa. Tel. 213623585.

- Direcção Regional de Agricultura do Algarve
Patacão.
8000 Faro. Tel. 289816039

- Direcção Geral do Desenvolvimento Rural
Av. Defensores de Chaves, 6
1049-063 Lisboa.
Tel. 213184300.

- SALVA - Associação dos Produtores em Agricultura Biológica do Sul
Quinta da Figueirinha.
8300 Silves. Tel. 282444422.

Fonte: SALVA
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