![]() |
Martinho era um soldado romano, que viajava pelo Império, nas campanhas das legiões. Em certa ocasião, num dia de grande temporal e frio intenso, encontrou à beira da estrada um velho pedinte, quase sem roupa, enregelado. O soldado romano desmontou imediatamente do seu cavalo e, com a própria espada, rasgou a capa que trazia sobre os ombros, dividindo-a em duas. Com uma dessas metades cobriu o velho pedinte e, nesse mesmo instante, o sol brilhou, afastando o frio e o temporal que antes assolavam aquela região.Esta é a lenda que o povo usa para explicar o "Verão de São Martinho", uma época em que tradicionalmente faz bom tempo, se comem castanhas e se prova a água pé, ou seja, o primeiro vinho que é feito a partir da última colheita de uvas, tal como diz o ditado popular: "Em dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho". De facto, é nesta altura que o mosto terminou a sua fermentação, depois de ser colocado nas pipas e o castanheiro dá os seus frutos que, assados ou cozidos com uma pitada de erva doce, deliciam novos e velhos. O GRÉS sugere a todos os seus leitores que experimentem passar uma tarde ou fim de dia diferente, ainda que seja apenas no seu jardim, assando castanhas, conversando e bebericando um gole de vinho novo. Quanto mais não seja, vai-lhe permitir relaxar, encher os pulmões de ar puro, olhar para o pôr-do-sol e aproveitar a companhia da família e amigos num ambiente tradicional. Sandra Moreira
|
|
Um autocarro de passageiros da empresa Frota Azul sofreu um acidente no passado dia 20 de Outubro, por volta das 13h00, quando se deslocava de Silves para São Bartolomeu de Messines. Resultado: cinco feridos ligeiros, incluindo o próprio motorista (todos receberam assistência médica no SAP de Silves). O sinistro ocorreu ao quilómetro 25 da estrada nacional 124, mais precisamente em Santo Estêvão, numa curva bastante apertada, antes do cruzamento para a Barragem de Silves. Um semi-reboque, que vinha no sentido contrário (de São Bartolomeu de Messines para Silves), não conseguiu controlar a sua entrada na curva, devido ao piso escorregadio (pois estivera a chuviscar), acabando por ocupar parte da faixa de rodagem contrária. O autocarro, por sua vez, na tentativa de se desviar, acabou por sair da estrada e embateu numa árvore que se encontrava junto da berma. O motorista, um homem bastante experiente, já se encontra ao serviço e a Frota Azul já accionou todos os meios, de modo a garantir que os passageiros feridos recebam as devidas compensações por parte do seguro. Sandra Moreira
|
Os citricultores algarvios membros da União dos Produtores Horto-florículas do Algarve - UNIFRUTAL queixaram-se, uma vez mais, das difíceis condições em que se encontra a citricultura algarvia, numa reunião realizada em Faro nos passados dias 14 e 15 de Outubro.Os citricultores manifestaram o seu descontentamento e preo-cupação quanto ao futuro do sector, uma vez que os preços da campanha agrícola anterior foram os mais baixos da década. A UNIFRUTAL reclama a definição e a implementação de um Programa Citrícola, que contemple as seguintes medidas: a reconversão do pomar, através do arranque das árvores velhas ou doentes com apoios governamentais; a fiscalização intransigente da fruta que vem do estrangeiro, para que não seja vendida como fruta algarvia; a criação de condições por parte dos grandes distribuidores de produtos alimentares, de forma a beneficiar os produtos nacionais. Os citricultores algarvios reclamaram, ainda, a afirmação da indicação Geográfica Protegida "Citrinos do Algrave", considerando-a fundamental para a sobrevivência do sector. Relembraram, também, que o único caminho para que a produção de citrinos ganhe um novo fôlego é a criação de associações de produtores. Numa região que produz quase a totalidade de frutos para consumo em fresco, é importante que os produtores se unam e o Estado desenvolva medidas concretas. Sandra Moreira
|