![]() |
Henrique Miguel da Silva Correia, 23 anos, toca saxofone soprano na banda da Sociedade Filarmónica Silvense, gosta de computadores, de ouvir música, de ler e ver televisão, principalmente documentários. O GRÉS - Já tinhas participado em algum concurso?
Henrique Correia - Não. Foi a primeira aventura, embora já tivesse tentado o concurso Quem quer ser milionário. Quando apareceu, pensei: ora ai está um concurso bom para mim! Decidi concorrer, mas já não fui a tempo. É mais difícil entrar num concurso depois de já estar no ar, do que quando ainda está em gravação, como foi o caso deste em que eu participei. G - Porque sentistes vontade de participar? HC - Qualquer concurso que tenha a ver com cultura geral eu acho que estou mais à vontade. Outro concurso, que exigisse mais sorte ou outra coisa do género, talvez não me agradasse ir, de certeza que não concorria. G - Porque te sentes mais à vontade?
HC - Sempre gostei de saber e tentar saber mais sobre tudo... Não sei se viram a minha colecção de bandeiras na reportagem da SIC?!... G - Como fizeste para participar?
HC - Telefonei, depois fui a um Casting (processo de selecção através de entrevista) e, passados quinze dias, telefonaram-me a dizer que tinha sido apurado e contavam comigo para a gravação no dia 31 de Agosto de 2000. G - Foi um dia comprido...
HC - Começou pela manhã e demorou o dia todo. Durante a manhã, explicaram-nos a mecânica do concurso e esclareceram algumas dúvidas. Fizemos um intervalo para almoço e continuámos durante a tarde. G - O que sentiste durante estas fases? HC - Senti que ia ser muito difícil, tendo em conta a orgânica do concurso e mesmo durante a gravação, nunca pensei em chegar aos 100 mil, mas foi correndo bem e fui andando... Foi alguma sorte, também! As perguntas calharam... G - Quais os temas que pensas ter mais dificuldade?
HC - Gosto de ver todo o tipo de desporto. Fórmula 1, por exemplo. Estou bastante dentro do assunto. G - Qual foi a pergunta que consideraste mais difícil? HC - A quarta pergunta, qual era o terceiro filho do Adão e da Eva. Não tinha a certeza! Conhecia o Abel e o Caim, sabia que eram os dois primeiros, mas não sabia qual era o terceiro. Segui apenas o palpite do outro concorrente, que felizmente estava certo. G - O Carlos Cruz ofereceu-te dinheiro para desistir. O que pensaste nessa altura? HC - Ele ofereceu-me os 5 mil contos. Naquela altura hesitei um pouco, não tinha a certeza da resposta estar certa. Foi um risco que corri. Se não acertasse, já ganhava 500 contos, o que já era bom! Não saía de lá de mãos a abanar - pensei eu, não se ganha este dinheiro todos os dias. G - Mas tinhas a certeza que a pergunta estava certa?
HC - Estava, por um lado com certeza, mas por outro também tinha dúvidas, embora tivesse o palpite e estavam em jogo os 5000 contos, que já era bom, mas claro não tinha nada a ver com os 100 mil. G - Qual foi a sensação ao ganhar o prémio? HC - Sinceramente, pensava que era tudo um sonho e que, de repente, ia cair da cama e acordar. Ou seja, não era real. Eu nunca esperei chegar lá e fazer aquele trabalho que fiz. G - Depois disso o que é que se alterou na tua vida? HC - Eu tenho tentado que não altere muito, mas é um pouco difícil, praticamente todos dias me telefonam a pedir entrevistas, sempre que vou na rua aparece alguém que me dá os parabéns e diz que me viu no programa. É muito diferente! Normalmente, passava sempre despercebido e até gostava mais disso, do que agora. Ainda não estou muito habituado a lidar com isto. G - E agora, projectos para o futuro?
HC - Primeiro quero acabar o curso, embora seja um pouco difícil. Depois, logo se vê. G - Que conselho dás a quem quiser participar num concurso deste género?
HC - Principalmente insistir, tentar e batalhar até chegar o dia. Eu, por exemplo, para o Concurso Quem Quer ser Milionário fartei-me de telefonar e nunca consegui. Carlos Marques
|