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A afluência de turistas à praia de Armação de Pâra durante a época balnear (de Junho a Setembro) tem aumentado ano após ano. São aos milhares os utentes que, com os seus chapéus-de-sol ou alugando um toldo, aproveitam o sol e as águas para retemperarem forças. Atendendo a este facto, o Ministério do Ambiente diligenciou de modo a que fosse feito um estudo sobre o ordenamento costeiro. Desse estudo resultou o POOC - Plano de Ordenamento da Orla Costeira -, que determinou as áreas destinadas a apoios de praia e as áreas onde, para preservar o ambiente, estes não podem existir.
De acordo com o já referido Projecto de Ordenamento da Orla Costeira, as praias estão classificadas de 1 a 5, tendo em consideração critérios tais como a afluância de pessoas, a sua localização e integração (ou não) em zonas urbanas, os acessos e a existância de falésias. A praia de Armação de Pâra é de tipo 1 (zona urbana de grande afluância) e, por isso, há várias áreas destinadas a apoios de praia - as já mencionadas unidades balneares -, que salvaguardam também áreas para colocação de chapéus-de-sol e toldos, que, todavia, tâm que obedecer a algumas regras, sempre tendo em vista o ordenamento da praia. O POOC prevâ que o número máximo de toldos por cada 100 metros quadrados é de 20 unidades. Também se refere nesse documento que �a área destinada à instalação de chapéus-de-sol não poderá ser inferior à área de toldos e barracas incluída na mesma unidade balnear�. Ficámos a saber, junto de uma fonte bem informada, que há mesmo zonas de concessão da praia que vão ficar com uma área de colocação de toldos superior à de anos anteriores, logo o número de toldos poderá ser maior. A única coisa que vai ser alterada é a sua disposição face à linha de água (vai deixar de surgir uma linha contínua de toldos em toda a extensão do areal, para surgirem zonas que ocupam os tais 30% do espaço da unidade balnear). Desta forma, da aplicação das normas vigentes neste projecto, irá resultar uma ordenação no aspecto da praia, que dará melhor resposta aos que a ela acorrem. Prestes a iniciar uma nova época balnear, há outras questões que preocupam os organismos responsáveis pela manutenção, ordenamento e fiscalização, sendo a principal delas relacionada com a falta de meios. A não abertura do Posto de Atendimento a Doentes (Posto de Socorros) situado junto à Lota é uma situação problemática (ver artigo sobre este assunto nesta edição de O GRÉS). A permanância de uma ambulância junto do Posto de Socorros foi apontada, por alguns conhecedores dos problemas da praia, como uma solução para melhor se dar resposta às situações de doença e acidentes que aí ocorrem.
Ana Cristina Santos
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