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Entre os dias 16 e 20 de Outubro passado decorreu no Pavilhão de Portugal na Expo Hannover 2000 um ciclo de conferências sob o tema "Montados e cortiça: investigação na interface do Homem e da Natureza".
Sob a coordenação da Prof. Dr� Helena Pereira (Instituto de Agronomia, Departamento de Estudos Florestais), durante cinco dias foram apresentadas comunicações sob os mais diversos temas relacionados com a fileira da cortiça, entre um público variado e multinacional que, no mínimo e de forma geral, podemos considerar ainda muito alheio ao assunto, se bem que muito curioso. Considerando o tema desta Expo, "O Homem, a Natureza e a Tecnologia", nada de mais adequado do que a temática corticeira para consideração. A cortiça é um produto natural, renovável e reciclável, portanto amigo da Natureza, transformável pelo Homem por mediação tecnológica. Considerados os actuais problemas de conservação energética, preservação ambiental e defesa da floresta tradicional, a cortiça é um produto moderno e a afirmar. São assim importantes todas as tentativas de promover a sua divulgação no estrangeiro. É neste contexto que o Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês foi convidado a fazer uma comunicação que teve como apresentador o director do museu, presente articulista, e como título "Valorizando a cortiça e o seu património: o caso da Fábrica do Inglês". Consonante com os objectivos do colóquio, que também são os seus, procurava também divulgar um projecto museológico que se tem vindo a afirmar pela excelente correspondência do público e pelos contornos inéditos que o fizeram nascer. A apresentação contou com uma interessada assistência entre a qual se contava a comissária portuguesa, Simonetta Luz Afonso, e um dos arquitectos do pavilhão nacional, Siza Vieira. Fez-se a história da construção do museu, dos seus aspectos mais característicos, dos projectos para o futuro. Durante o período de debate falou-se de Silves, do significado deste novo museu, da tradição corticeira da cidade, enfim, da cortiça que daqui saiu para revestir as paredes exteriores e isolar o nosso pavilhão, o que acabou por fazê-lo dispensar outro tipo de climatização. No mesmo dia 20, último do colóquio, foram ainda apresentadas outras comunicações, nomeadamente, "Cork and the world in the XVIII and XIX centuries" (Carlos Oliveira Santos, ISCTE), "Cork materials and technology: an ideal solution" (Carlos Manuel, Grupo Amorim) e "New products of cork for the automobile industry (Luís Gil, INETI). Manuel Castelo Ramos
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