Mitologia Grega

Genealogia Divina

Deuses do OLimpo

Deuses em CDZ

Segundo a mitologia grega, no início o mundo era trevas e chamava-se "Caos".Dessas trevas nasceu a mãe terra, "Gaia". Tudo começou com esta mulher: Gaia deu a luz Pontos (água) e Urano (céus). De sua relação dela com seu filho Urano, nasceu diversos seres divinos chamados de TITÃS.Contudo, Urano temia os seus filhos por alguma razão e acabou aprisionando-os no ventre de Gaia, ou seja, nas profundezas da terra.

Enfurecida com essa atitude, Gaia ordena que seu filho caçula Cronos vingue-se de Urano. Com a espada de ouro condedida por sua mãe, Cronos amputa o órgão genital de seu pai Urano e apossa-se do seu trono.

Como todo-poderoso, Cronos liberta seus irmãos e os Titãs passam a prosperar na terra. Enquanto eles iam moldando o mundo com o sol, a lua, os rios, a morte as batalhas e outros elementos, Cronos desposa sua irmão Réia e tem filhos divinos como Poseidon e Hades, chamados de Deuses do Olimpo. Então ele ouviu de sua mãe a profecia de que seria destronado por um de seus filhos

Aterrorizado pela profecia, Cronos começa a devorar todos os filhos que Réia paria. Ele começava a trilhar o mesmo caminho de seu pai, Urano. Contrariada com a atitude cruel de seu marido, Réia decide poupar pelo menos o caçula Zeus, escondendo-o longe dos olhos de Cronos.

Crescido, Zeus resolve vingar-se de seu pai. Primeiramente, deu veneno a Cronos para que ele vomitasse seus irmãos.Depois todos os irmãos unidos desafiaram o pai à batalha.

Assim, deu-se início à pior era de batalhas já vista na história do mundo. A terrível "Guerra Divina"entre os Deuses do Olimpo, encabeçados por Zeus, contra os Titãs, irmãos de Cronos, durou mais de dez anos e acabou com a vitória de Zeus. Dos dois irmãos que lutaram junto com Zeus, Poseidon recebeu os mares para governar e Hades , o mundo dos mortos. Zeus passou a imperar nos céus e na terra. Na posição de deus todo-poderoso,Zeus teve relações com várias deusas. Sua primeira esposa foi Métis, mas quando ela engarvidou, Zeus ouviu a profecia de que a criança o destronaria, e por isso a engoliu ainda grávida. Entretanto, a criança cresceu dentro de Zeus e acabou nascendo de sua cabeça, na forma de uma mulher vestida com uma armadura. Era ATHENA , a deusa da guerra e da paz.

Em seguida, Zeus desposa sua irmã hera, mas mantém relações com outras mulheres, não somente deusas, mas também humanas.

Os seres humanos não foram criação de Zeus. Existem várias teorias sobre o assunto, mas a mais famosa é de que o Titã Prometeu ,  sobrinho de Cronos e primo de Zeus, modelou o homem com argila da terra, Com a visão capa de enxergar o futuro, Prometeu apoiou Zeus, tornando-se um aliado dos Deuses do Olimpo. Entretanto pela acusaçãode ter dao sabedoria ao homem sem permissão de Zeus, ele acaba punido amarrado com correntes a uma rocha para ter seu fígado devorado por águias. Para punir também os homens, Zeus cria a primeira mulher do mundo, Pandora, e afaz abrir a caixa na qual todos os males do mundo estavam guardados. Da caixa saíram pragas, medo e todo o tipo de azar que aterroriza o ser humano, exceto a esperança, que sobrou no fundo da caixa.

A punição de Zeus não havia acabado ainda. Ele mandou também um dilúvio para limpar a terra dos humanos decadentes. Toda a terra foi engolida por águas e a humanidade foi exterminada.

Contudo, sobreviveram Deucalião, filho de Prometeu, e sua esposa, Pirra, também filha de Pandora, que haviam construído uma arca obedecendo aos conselhos de seu pai. Eles agradeceram a  Zeus por suas vidas terem sido poupadas, Zeus os perdoou e concedeu-lhes o direito de procriar. Deucalião e Pirra foram os ancestrais dos gregos.

Assim, a humanidade passou novamente a prosperar. Prometeu acabou salvo pelas mãos de Hércules, um herói metade humano e metade deus, nascido pela relação de Zeus com uma humana. Desse ponto em diante, os personagens principais da mitologia grega passaram a ser heróis como Odisseu, Hércules e Aquiles, o que deixou a era dos deuses e passando para a era dos semideuses. As historias são tantas que teremos que deixar para contá-las em outra ocasião

 

Genealogia Divina

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Deuses do OLimpo

Caos

É o espaço primitivo e desorganizado, personificado na forma de uma serpente. Representava uma realidade permanentemente ameaçadora de retorno ao estado primordial. Existia de forma indefinível. Era uma entidade rudimentar, mas que gerou a Noite e o Érbero

Gaia

Também conhecida como Géia.
Surgiu a partir do Caos e sempre foi considerada como fator de estabilidade. Era chamada de "Mãe do Universo" e tinha a missão de trazer organização ao espaço desorganizado do Caos. A partir dela o mundo começou a se estruturar. Foi mãe dos deuses e dos gigantes, do bem e do mal, dos vícios e virtudes.Sem qualquer intervenção de outra divindade, gerou os Montes, o Ponto (Mar) e Urano, o qual veio a desposar. Com seu marido, Gaia foi mãe de Têmis, Téia, Hipérion, Oceano, Tétis, Mnemósine, Clímene, Jápeto, Ceos, Febe, Euríbia, Crio, Réia e Cronos. Também foi mãe dos Ciclopes (monstros de um olho só) e dos Hecatonquiros (gigantes de cinqüenta cabeças e cem braços).Foi Gaia quem aconselhou Zeus a libertar os Ciclopes e os Hecatonquiros do Tártaro para que estes o ajudassem a conquistar o poder supremo, mas, como após a batalha vencida, Zeus lançou seus filhos Titãs ao Tártaro, Gaia enviou os gigantes para com ele lutar. Como eles falharam nesse propósito, Gaia gerou monstro Tifon, que também foi derrotado por Zeus e Atena e enviado ao monte Etna, mas, mesmo vencido, o monstro passou a vomitar rios de lava deste monte.Acreditava-se que o homem havia nascido da terra embebida de água e aquecida pelos raios do sol.

Urano

Também conhecido como Ouranos.
Segundo alguns, era filho apenas de Gaia, para outros (Hesíodo), era filho do Éter e da terra.
Conta-se que teve quarenta e cinco filhos de várias mulheres, muitos dos quais eram de Gaia, a quem desposou, sendo os principais os Titãs, as Titânidas, os Ciclopes e os Hecatonquiros.
Como seus filhos eram monstros que representavam a força indomável dos elementos, caracterizados pelo extremo egoísmo e crueldade, Urano tomava aversão a eles e, assim que nasciam, os enviava ao Tártaro, encarcerando-os num abismo onde não penetrava nenhuma réstia da luz do dia.Com o passar do tempo, Gaia foi ficando revoltado com essa atitude do marido e pediu a Cronos, seu filho caçula, que castrasse seu pai, entregando-lhe, para tanto, uma foice que ela mesma havia amolado.Cronos castrou seu pai e Urano, cheio de mágoa em conseqüência da mutilação sofrida, morreu. Antes de sua morte, porém, seu sangue fecundou a Terra, gerando as Eríneas (guardiões da ordem social), os gigantes (monstros enormes e de grande força que, apesar da origem divina, podiam ser mortos se atacados por um deus e um mortal ao mesmo tempo) e as Melíades (ninfas das águas).

Jápeto/ Lápeto

Filho de Urano e Gaia, irmão de Cronos, pai de Prometeu, Atlas, Epimeteu e Meneceu. Considerado como antepassado da raça grega e também de todos os homens.

Héstia

Era a mais velha filha de Cronos e Réia.
Seu nome significa "fogão de casa".
Não há nessa deusa emoção alguma. Recusou as propostas de casamento de Apolo e Poseidon, optando por manter-se casta, pura e solitária. Por fim, recebeu de Zeus a honra de ser venerada em todos os lares e receber respeito de deuses e mortais como a deusa do fogo do lar.
Por isso, os homens passaram a honrá-la e todos os sacrifícios começavam e terminavam invocando Héstia em primeiro lugar. Orações eram-lhe oferecidas antes e depois das refeições para que a família e o lar fossem protegidos e, embora essa deusa nunca tenha tido uma família nem um lar, atendia suas preces. Seu culto consistia em alimentar o fogo que lhe era consagrado, impedindo-o de se apagar.

Afrodite

Sobre a origem dessa deusa há duas versões: em uma delas, Afrodite teria surgido da espuma do mar aquecido pelo sangue de Urano, quando este foi castrado por seu filho Cronos; acrescenta-se que a deusa teria nascido dentro de uma madrepérola perto da ilha de Chipre, onde fora levada por Zéfiro, sendo ali cuidada e educada pelas Horas. Outra versão narra que Afrodite seria filha de Zeus e Dione (ou Dionéia), filha de Poseidon.
Qualquer que seja sua origem, é sempre identificada como a deusa da beleza e dos prazeres.
Afrodite foi dada em casamento a Héfesto por Zeus, mas posteriormente o traiu com Ares, traição essa que foi denunciada ao marido por Hélio. Amou Hermes (com quem gerou Hermafrodito), Dioniso (com quem gerou Príapo), Adônis, Anquises (com quem gerou Enéias) e um número infinito de mortais. Com Ares concebeu Eros, Deimos, Fobos e Enio.
Apesar de ser a deusa dos amores, Afrodite era, muitas vezes cruel e mesmo vingativa. Para punir Hélio de sua indiscrição ao delatá-la ao marido, ela o tornou infeliz nos seus amores. Vingou-se da ferida recebida por Diomedes inspirando sua mulher a traí-lo com outros homens. Puniu a musa Clio que havia criticado seu amor por Adonis. Puniu, também, Hipólito, filho de Teseu, por ter desprezado seus atrativos, inspirando em sua madrasta Fedra grande paixão pelo rapaz, contudo, ela foi desprezada pelo enteado e, para vingar-se, disse ao marido que Hipólito tinha tentado violentá-la, por isso Hipólito acabou morrendo e Fedra, arrependida, suicidou-se.
A passagem mais relevante em que essa deusa esteve envolvida foi a disputa acerca do pomo de ouro enviado pela deusa da discórdia à mais bela deusa. Páris, encantado com sua extrema formosura, acabou por lhe outorgar a vitória sobre Atena e Hera. Afrodite recompensou Páris fazendo-o senhor do coração da mais bela mortal, Helena, fato que desencadeou a guerra de Tróia. No entanto, Afrodite jamais cessou de proteger Páris e os troianos em reconhecimento à sua vitória sobre as demais.

Héfesto

Segundo Hesíodo, esse deus foi concebido espontaneamente por Hera, sem qualquer intervenção masculina. Outros, como Homero, atribuem a Zeus sua paternidade.Héfesto era coxo e, para esse defeito físico, uma versão narra que ele nasceu disforme e sua mãe, envergonhada com a aparência do filho que gerou, atirou-o do Olimpo. A criança rolou um dia inteiro pelo espaço e, enfim, caiu no mar, onde foi recolhido por Tétis e Eurínome, filhas de Oceano, as quais o guardaram em uma gruta profunda por nove anos. Durante esse tempo, o deus aprendeu a trabalhar com metais.Agradecido a Tétis por ter-lhe salvo a vida, Héfesto fabricou para ela várias jóias e, inclusive, as novas armas de Aquiles, filho da nereida.
Para vingar-se de sua mãe por tê-lo atirado dos céus, Héfesto fabricou uma cadeira de ouro para presenteá-la. Maravilhada com a perfeição da obra, Hera sentou-se no trono e ali ficou presa, pois só o deus conhecia o segredo para soltar as pessoas que ali sentavam. Foi preciso que Dioniso embebedasse o deus para que ele soltasse Hera.
Outra versão para o defeito físico de Héfesto conta que Zeus, furioso com sua intervenção em uma discussão com Hera sobre Heracles, agarrou-o por um dos pés e o atirou para fora do Olimpo. Com essa queda, o deus teria ficado aleijado.
Para compensá-lo de todo sofrimento que passou, Zeus, posteriormente, deu-lhe Afrodite como esposa.Mesmo aleijado, Héfesto era corajoso. Senhor do fogo, lutou e matou com barras de ferro em brasa o gigante Clício. Participou, ainda, da guerra de Tróia, onde tomou partido dos gregos e chegou a salvar Aquiles da morte ao lutar com o Rio Escamandro.Atribui-se a Héfesto a paternidade do argonauta Palêmon, do escultor Érdalo, do salteador Perifetis e de Erictônio, ente meio humano, meio serpente, fruto de seu desejo por Atena.Héfesto era conhecido como deus do fogo e perito na arte de trabalhar com metais.Sua mais perfeita obra foi a criação da primeira mulher, que o deus modelou em argila e, depois, animando-a com o sopro divino, fez surgir Pandora.

Hebe

Filha de Zeus e Hera.Segundo algumas versões, Hebe era filha apenas de Hera, que a concebeu espontaneamente após comer muita alface numa festa oferecida por Apolo.Zeus, em razão de sua beleza, nomeou-a deusa da juventude e lhe confiou, antes do rapto de Ganimedes, a missão de servir néctar aos imortais. Hebe tinha, ainda, a função de preparar o banho de Ares e ajudar a atrelar os cavalos do carro de Hera. Seu passatempo favorito era dançar com as Musas e as Horas, ao som da lira de Apolo.Hebe casou-se com Heracles, quando o herói, após sua morte, foi viver no Olimpo, tornando-se um semideus.

Itília

Filha de Zeus e Hera. É a deusa que preside os nascimentos. Itília cumpria fielmente as ordens da mãe, auxiliando-a, muitas vezes, a perseguir os frutos dos romances extraconjugais de Zeus. Assim, por ordem de Hera, tentou impedir Leto e Alcmena de dar a luz

Hera

Filha de Cronos e Réia, desposou Zeus. Para as núpcias, celebradas em Creta, Zeus mandou que Hermes convidasse todos os deuses, homens e animais; todos compareceram, menos a ninfa Quelone e, como castigo por essa afronta, foi metamorfoseada em tartaruga.
Conta-se que sua mãe, para esconder a criança do pai, que engolia todos os filhos, entregou-a aos cuidados de Oceano e Tétis, seus tios.
Hera era considera esposa legítima de Zeus e, apesar dos diversos relacionamentos amorosos de seu consorte, os atributos dados a Zeus também lhe foram imputados, possuindo, pois, plenos poderes sobre os fenômenos celestes.
Entretanto, em virtude desses romances extraconjugais mantidos por Zeus, inúmeras discórdias se instalavam entre eles, sendo que, certa vez, Zeus a suspendeu entre o céu e a terra numa cadeira de ouro e pôs uma bigorna em cada pé. Héfesto, filho de Hera, tentou soltá-la, mas foi atirado com um pontapé para a terra, de cabeça para baixo.
Em virtude do intenso ciúme que nutria por Zeus, perseguiu todas as amantes e todos os filhos ilegítimos do mesmo. Assim, tentou impedir o nascimento de Heracles, Apolo e Ártemis; impôs a Heracles os doze trabalhos; mandou que os Curetes raptassem Épafo; conspirou para a morte de Semele, quando grávida de Zeus e transformou Io em novilha, perseguindo-a incansavelmente.
Juntamente com Atena, Hera ajudou a destruir Tróia por ter sido preterida por Páris na disputa pelo pomo de ouro, disputa essa que se instalou entre ela, Atena e Afrodite.
Hera era considerada protetora das esposas, do casamento, dos nascimentos e dos costumes.

Réia

Também conhecida como Rhea. Filha de Urano e Gaia, era considerada também a própria terra. Desposou Cronos e foi mãe dos deuses olímpicos. Era chamada de Mãe dos Deuses. Após seu nascimento, sua mãe a deixou em uma floresta para que os animais dela cuidassem. Mais tarde, apaixonou-se por Átis, jovem frígio a quem lhe confiou seu culto, desde que lhe prometesse a castidade. O jovem, porém, descumpriu a promessa e se casou com a ninfa Sangarida, a qual foi morta por Réia como punição a Átis. Este, desesperado, tentou matar-se, mas Réia dele se apiedou e o transformou num pinheiro

Deméter

Filha de Cronos e Réia.Essa deusa foi cortejada por Poseidon, mas querendo fugir de suas investidas, metamorfoseou-se em égua, estratégia que não deu certo, pois o deus, percebendo a manobra, transformou-se em cavalo e acabou por gerar com ela o corcel Árion. Indignada com a brutalidade de Poseidon, Deméter vestiu-se de luto e se afastou do Olimpo, passando a residir numa gruta e tornando a terra, nesse período, estéril. Essa situação perdurou até que Pã, caçando na região onde ela se encontrava, acabou por descobrir seu paradeiro, que era ignorado até então, e o informou a Zeus, o qual, com o auxílio das Moiras, convenceu-a a retornar ao Olimpo e tornar a terra fértil novamente.Zeus, seu irmão, igualmente apaixonou-se por sua beleza e com ela gerou Perséfone.Deméter apaixonou-se por Iásion e com ele teve Pluto, que era considerado a personificação da riqueza. Iáson, contudo, morreu fulminado por um raio enviado por Zeus, que estava enciumado com esse romance.Mais tarde, quando Hades raptou sua filha Perséfone, Deméter, inconsolável, queixou-se a Zeus, que nada lhe revelou. Por isso, pôs-se ela mesma a procura da filha e, depois de haver percorrido o mundo sem nada descobrir, voltou ao monte Ida, onde a ninfa Aretusa informou-lhe o nome do raptor. Deméter, então, amaldiçoou a terra, tornando-a estéril, de modo que Zeus, sem ter outra alternativa, foi obrigado a interceder junto a Hades para que este devolvesse Perséfone à mãe. Embora Hades tenha concordado com Zeus, antes de devolver Perséfone, ofereceu-lhe uma romã que, uma vez por ela ingerida, ligou-a eternamente ao reino subterrâneo, de modo que Perséfone sempre voltaria para lá. Assim, Deméter passou a gozar da companhia da filha durante oito meses do ano e, durante os quatro meses restantes, ela retornava às profundezas infernais para reinar ao lado de Hades.

Tétis

Filha de Urano e Gaia, desposou Oceano e com ele gerou três mil ninfas, chamadas Oceânidas, além dos deuses dos rios e oceanos.Acredita-se que Zeus, preso e amarrado pelos outros deuses que juntos conspiraram para destroná-lo, foi solto por Tétis e pelo gigante Briareu.Essa deusa não deve ser confundida com a mãe de Aquiles que, mais tarde, foi batizada com o mesmo nome.

Oceano

Filho de Urano e Gaia, desposou Tétis, com quem gerou as Oceânidas e os deuses de todos os rios e mares da terra.Era o primeiro deus das águas, governador do rio Oceano, que se apresentava como um rio imenso que envolvia toda a terra.
Posteriormente, com a partilha do poder entre os irmãos Zeus, Hades e Poseidon, Oceano foi sucedido por este último como senhor de todas as águas.Homero conta que os deuses o visitavam muitas vezes na Etiópia, tomando parte nas festas e sacrifícios ali realizados.Em uma versão, conta-se que Hera foi entregue aos seus cuidados e de sua esposa por sua mãe Réia, a fim de evitar que a mesma fosse engolida por Cronos.

Cronos

Filho de Urano e Gaia, era o caçula dos Titãs.
Cronos, a pedido de Gaia que estava revoltada com o sucessivo aprisionamento de todos os seus filhos no Tártaro, castrou seu pai, o qual logo veio a falecer. Após o falecimento de Urano, Cronos libertou seus irmãos do Tártaro e, por isso, obteve do irmão primogênito, Titã, permissão para governar o Universo, desde que toda a sua prole fosse eliminada ao nascer, a fim de que a sucessão do trono ficasse garantida aos descendentes de Titã.Cronos, além de enviar os Ciclopes e os Hecatonquiros ao Tártaro, devorava todos os seus filhos assim que nascia, de forma a cumprir o combinado com seu irmão e, assim, garantir o trono para si mesmo, pois Gaia havia predito que um de seus filhos iria destroná-lo.
Réia, contudo, conseguiu salvar Zeus de sua sina apresentando ao marido uma pedra enfaixada, a qual foi engolida por Cronos pensando tratar-se do filho recém nascido.Quando adulto, Zeus ofertou ao pai uma poção que o fez vomitar seus irmãos e os liderou numa guerra que culminou com sua vitória e expulsão de Cronos do céu, vindo este a se tornar um mortal.Deste modo, a dinastia de Cronos prosseguiu, em prejuízo da descendência de Titã.Cronos é, muitas vezes, confundido com o tempo, em virtude da similaridade de grafia das duas palavras gregas. Para Cícero ele é, de fato, o tempo, que não sacia dos anos e consome a todos que passam.

Hércules

Filho de Zeus e Alcmena, esposa de Anfitião.
Anfitião, neto de Perseu, durante uma batalha involuntariamente assassinou seu tio Eletrião, rei de Micenas. Por isso, resolveu se exilar na cidade de Tebas. Tempos mais tarde, propôs casamento a sua prima Alcmena que, como condição para a celebração do matrimônio, impôs que Anfitião vingasse a morte de seus irmãos pelos telebranos.
Quando Anfitião encontrava-se realizando a vingança que lhe fora imposta pela noiva, Zeus, que se atraíra pela formosura de Alcmena, tomou a forma de Anfitião e a ela se apresentou, dando provas de que se tratava realmente do noivo e que havia vencido a batalha contra os assassinos de seu irmão.Durante três dias Apolo, a pedido do pai, não percorreu os céus e, através dessa longa noite, Zeus, sob a forma de Anfitião, uniu-se a Alcmena. Logo depois que Zeus foi embora, Anfitião retornou para contar seus feitos à noiva e espantou-se por dela não receber qualquer atenção. Intrigado, foi consultar o adivinho Tirésias que lhe esclareceu o motivo da desatenção de Alcmena.Furioso com a traição de sua noiva, Anfitião colocou-a numa imensa pira para sacrificá-la, mas Zeus interveio sob a forma de um intenso temporal e impediu o sacrifício. Anfitião, então, reconhecendo que a noiva contava com as bênçãos dos deuses, resolveu perdoá-la e com ela se casar.Algum tempo mais tarde, depois de sofrer enormemente com as dores do parto, Alcmena deu a luz a gêmeos, chamados Heracles (filho de Zeus) e Ificlo (filho de Anfitião).Hera, porém, inconformada com a nova traição do marido, vendo-se frustrada na tentativa de impedir o parto de Alcmena, enviou duas temíveis serpentes para o berço onde as duas crianças dormiam. Heracles, embora ainda recém-nascido, estrangulou as duas víboras, mais uma vez frustrando a deusa.Após a primeira infância, Heracles foi enviado aos melhores mestres. Assim, com Radamanto aprendeu a usar o arco; Castor ensinou-lhe as minúcias do combate armado; Quiron ensinou-lhe astronomia e medicina; além de vários outros mestres de renome.Adulto, Heracles foi à Beócia com a finalidade de capturar e exterminar um imenso leão que aterrorizava a região. Ali chegando matou o leão com as próprias mãos. O rei da Beócia, em agradecimento, hospedou-o em seu palácio e, a cada noite, mandava-lhe uma de suas filhas para que elas gerassem guerreiros tão corajosos quanto o herói. Retornando da caçada Heracles se bateu e venceu os soldados do rei Orcômeno que vinham exigir o pagamento de um tributo a Tebas, como recompensa, Creonte, que então reinava sobre Tebas, ofereceu-lhe a mão de sua filha, a princesa Megara. Com ela se casando Heracles teve três filhos.Hera, porém, sem descansar da perseguição a Heracles, fez com que o herói tivesse um surto de loucura durante o qual brutalmente assassinou Megara, seus filhos e os do seu irmão. Passado o acesso de fúria, Heracles arrependido do ato insano que cometera, procurou o oráculo de Delfos, tendo dele obtido que os deuses perdoariam seu crime se ele se tornasse servo de seu primo Euristeu, rei de Micenas, o qual lhe impôs doze perigosos trabalhos.
O primeiro trabalho foi o combate contra o terrível Leão de Neméia que apavorava os bosques da Argólida. Após encurralar a besta, Heracles disparou suas flechas, que dano nenhum lhe produziram, quebrou sua clava contra ele e, percebendo que essa tentativa também foi inútil, resolveu agarrar o leão com suas próprias mãos e, assim, o estrangulou. Com suas unhas arrancou sua pele e cabeça, as quais, depois de curtidas, passaram a ser utilizadas pelo herói como armadura e capacete.O segundo trabalho foi o combate contra a Hidra de Lerna, monstro que habitava um charco profundo no território de Argos. Possuía um hálito letal emanado de suas várias cabeças (alguns diziam ter sete, outros nove, outros cinqüenta e, alguns, cem cabeças), das quais uma era imortal. As cabeças mortais regeneravam-se se fossem cortadas, salvo se o pescoço que restasse fosse cauterizado com fogo. Com a ajuda de seu sobrinho Iolaus, Heracles ateou fogo numa floresta vizinha de modo a poder cauterizar as feridas resultantes dos cortes que fazia nas cabeças do monstro. A última cabeça, imortal, foi também decepada e enterrada num fundo buraco sob um imenso rochedo. Quando Heracles estava prestes a triunfar sobre o monstro, Hera enviou um caranguejo que mordeu o pé do herói, este, sem dar qualquer atenção ao pequeno animal, esmagou-o; Hera, como reconhecimento do serviço prestado por esse caranguejo, colocou-o nos céus, sob a forma da constelação de câncer.
O terceiro trabalho foi o combate ao Javali de Erimanto. Essa fera arrasava os campos da Arcádia e a tarefa de Hércules era trazê-lo vivo à presença de Euristeu. Realizando com sucesso mais essa missão, Heracles levou o animal a Micenas e Euristeu, apavorado, escondeu-se numa cuba de bronze que mandara construir para se proteger.O quarto trabalho foi apoderar-se da corça dos pés de bronze. Essa corça vivia nos vales da Arcádia e possuía cornos de ouro e pés de bronze, tão rápida era ela que ninguém conseguia alcançá-la. Heracles, sabendo que essa corça era consagrada a Artemis, absteve-se de caçá-la, limitando-se a persegui-la incansavelmente. Após um ano de perseguição o herói finalmente a capturou quando atravessava o rio Ladon e a levou sobre os ombros até Micenas.O quinto trabalho consistia em exterminar as aves que viviam no rio Estinfale. Esses pássaros monstruosos, adestrados por Ares, viviam na região da Arcádia e possuíam asas, bico e cabeça de ferro. Contra os que ali passavam, atiravam suas penas de ferro e se alimentavam das suas carnes. Para o cumprimento desse trabalho Heracles contou com a ajuda de Atena. O herói recebeu dessa deusa címbalos de bronze, forjados por Héfesto, que faziam um tal barulho que obrigava as aves a sair de seu esconderijo, permitindo, assim, que o herói as acertasse com suas flechas.O sexto trabalho consistiu na captura do touro de Creta, animal que devastava toda a região como punição ao rei Minos, que se negara a sacrificá-lo em honra a Poseidon. Lá chegando, Heracles agarrou o animal pelos chifres e o conduziu, ainda vivo, até Micenas. Euristeu, então, resolveu sacrificar o touro a Hera, que não o aceitou por ter sido capturado por Heracles. O touro, então, escapou e foi devastar as planícies de Maraton, onde, tempos mais tarde, foi capturado por Teseu.O sétimo trabalho relacionava-se com os cavalos de Diomedes. Diomedes, rei da Trácia, era filho de Ares e Cirene. Possuía quatro terríveis cavalos (Podargo, Lampon, Xanto e Dino) que vomitavam fogo, tais cavalos eram alimentados com a carne dos estrangeiros que tinham a desventura de aportar naquele país. Heracles dominou Diomedes e o expôs à fúria dos seus animais que, como estavam acostumados à carne humana, o devoraram. Depois, levou-os a Micenas, onde foram, por fim abandonados próximo ao monte Olimpo e acabaram sendo estraçalhados por animais ferozes.O oitavo trabalho relacionou-se com o cinto de Hipólita, filha de Ares e Otrera. Euristeu, para satisfazer o desejo da filha de possuir essa jóia, ordenou que Heracles fosse até a terra das amazonas e lhe trouxesse o cinto usado por Hipólita, rainha das amazonas. Lá chegando o herói lutou contra as amazonas, raptou Hipólita e, além de retirar-lhe seu cinto, obrigou-a a se casar com seu amigo Teseu.O nono trabalho era limpar as estrebarias do rei Augias. Augias reinava sobre a Élida e era conhecido por possuir mais de três mil bois. No entanto, suas estrebarias há trinta anos não eram limpas. Euristeu, sabendo dessa fama, enviou Heracles à Élida para proceder à limpeza dos estábulos reais. Augias, ignorando o trabalho imposto e tendo conhecimento de que o herói estava em suas terras, propôs lhe dar um décimo de seu rebanho se as estrebarias fossem limpas. Fechado o acordo, Heracles desviou o curso do rio Alfeu e o fez passar por dentro do curral, desse modo, a força das águas removeram todo o esterco ali acumulado e purificaram o ar viciado com os dejetos dos animais. Quando Heracles foi receber o pagamento pela façanha, Augias, não querendo recusar o pagamento diretamente, mandou que o herói fosse ter com seu filho Fileu, que deu razão a Heracles. O rei, furioso, expulsou o filho de seu reino e o obrigou a refugiar-se na Dulíquia. Heracles, indignado, saqueou a cidade, matou Augias e entregou a Fileu o governo do país.
O décimo trabalho era capturar os bois de Gerião. Gerião, filho de Crisaor e Caliroe, era rei da Ereta. Alguns poetas o descrevem como um gigante de três corpos, que tinha, para guardar seus rebanhos, um cão de duas cabeças, chamado Ortro (filho de Tifon e Equidna) e um dragão de sete. Heracles matou os guardas e Gerião, que veio tentar proteger seu rebanho, e se apoderou dos animais, levando-os a Micenas.
O undécimo trabalho era furtar os pomos de ouro que nasciam no jardim das Hespérides. Tais frutos eram guardados pelas Hespérides, três ninfas filhas de Atlas conhecidas pelos nomes de Egle, Erítia e Hesperaretusa, e vigiados por Ladão, imenso dragão de três cabeças. Para cumprir essa missão, Heracles persuadiu Atlas a ir buscar os pomos e, enquanto o gigante ia buscá-los, o herói ficou em seu lugar segurando os céus. Porém, quando Atlas retornou, não queria tornar a suportar novamente os céus sobre seus ombros e se propôs a entregar os pomos a Euristeu. Heracles fingiu concordar, mas pediu ao gigante que ele segurasse por um instante os céus para que ele pudesse colocar almofadas sobre os ombros a fim de diminuir a pressão em suas costas. Atlas segurou novamente os céus e Heracles pegou os pomos e rumou para Micenas.
O duodécimo trabalho foi descer aos infernos com a finalidade de trazer Cérbero para o mundo dos vivos. Lá chegando o herói libertou Teseu que ali estava preso por ter tentado raptar Perséfone. Depois, encontrou-se com Hades e, expondo o motivo de sua presença nos Infernos, obteve do deus permissão para levar seu cão, desde que Heracles o derrotasse sem utilizar quaisquer armas. Vencendo a condição que lhe fora imposta, Heracles dominou o cão e o levou, com suas próprias mãos, à presença de Euristeu. Depois de apresentá-lo como prova do cumprimento do seu derradeiro trabalho, Heracles retornou ao Inferno e devolveu o cão ao seu dono.Heracles teve muitas mulheres e não se sabe ao certo quantos filhos deixou.Sua morte foi motivada pela vingança do centauro Nesso e pelo ciúme de uma de suas mulheres, a princesa Dejanira.Dejanira era filha de Eneas, rei de Cálidon. A princesa era noiva do rio Aqueló e este disputou com Heracles o privilégio de com ela se casar. Embora Aqueló tenha tomado a forma de uma serpente, Heracles o venceu e Dejanira ficou em seu poder. Heracles, então, resolveu levá-la para sua terra natal, mas o rio Eveno impediu sua travessia fazendo suas águas crescerem assustadoramente de volume. O herói já pensava em retroceder quando o centauro Nesso se ofereceu para levar em seu dorso Dejanira. Heracles consentiu e atravessou primeiro o rio. Quando chegou a outra margem, percebeu que o centauro não iria atravessá-la, mas sim arrebatá-la à força. Indignado, o herói preparou seu arco e atirou uma flecha embebida com o sangue da Hidra de Lerna para a outra margem, ferindo Nesso mortalmente. Nesso, sentindo-se às portas da morte, entregou a Dejanira sua túnica ensangüentada, dizendo-lhe que se ela conseguisse persuadir Heracles a usá-la, manteria seu marido fiel para sempre. A jovem aceitou o presente e, mais tarde, tomando conhecimento que Heracles estivera em Eubéia preso aos encantos de Iole, enviou-lhe a túnica através de um escravo. Heracles, aceitou a encomenda da mulher e usou a túnica, mas, mal colocou o tecido sobre a pele, o veneno que nele estava retido penetrou na sua pele e tomou conta de todo o seu corpo. Em vão, o herói tentou se desembaraçar da túnica, mas esta se colara na sua pele e, à medida que a rasgava, rasgava também suas próprias carnes.
Vendo-se próximo do fim, o herói preparou uma fogueira sobre o monte Etna, estendeu-se sobre a pele do Leão da Neméia, colocou sua clava sob sua cabeça e pediu a seu amigo Filoctete para lhe atear fogo e guardar suas cinzas. Zeus, porém, compadecido com o sofrimento do filho, arrebatou ao Olimpo e colocou-o entre os semideuses, tornando-o imortal.Mais tarde, no Olimpo, Heracles casou-se com Hebe, filha de Zeus e Hera, o que simbolizou seu acesso à juventude eterna.Dejanira, quando soube que foi a causadora da morte de Heracles, suicidou-se e do seu sangue brotou uma planta chamada ninféia (ou herácleon segundo alguns.

Deuses em CDZ

Zeus

Filho de Cronos e Réia, foi salvo da sua sina por sua mãe, pois seu marido engolia todos os seus filhos logo após o nascimento.Réia, querendo salvar o filho por nascer, retirou-se para Creta, onde deu a luz a Zeus e o escondeu em suas entranhas, entregando ao marido uma pedra enfaixada, a qual foi por ele engolida, pensando tratar-se de seu filho.Zeus foi entregue aos cuidados de Adrastéia e Ida, duas ninfas cretenses conhecidas como Melissas, que o alimentavam com leite da cabra Amaltéia e mel das abelhas do monte Ida. Recebeu também os cuidados dos Curetes, habitantes de Creta, que dançavam ao seu redor batendo espadas e escudos para ocultar o som de seu choro.Adulto, associou-se à Métis, deusa da prudência, que o aconselhou a dar a Cronos, seu pai, uma beberagem que o fizesse vomitar a pedra que ele engolira em seu lugar, bem como seus demais irmãos. Liderando seus irmãos, Zeus empreendeu uma batalha para obter o poder supremo e banir, de vez, todos os titãs que a ele se opunham. Para tanto, Gaia predisse que seria necessário que Zeus libertasse alguns titãs aprisionados por Cronos no Tártaro (os Ciclopes e os Hecatonquiros) e os convencesse de por ele lutar. Zeus seguiu o conselho de Gaia, vindo a matar Campe, carcereira a quem estava confiada a guarda desses titãs. Estes, agradecidos pela sua libertação, ofereceram o trovão e o raio a Zeus, um capacete a Hades e o tridente a Poseidon. Com essas armas, os irmãos numa batalha que se prolongou por muitos anos, venceram e destronaram Cronos, expulsando-o dos céus, além de aprisionar os titãs no Tártaro. Senhores do poder absoluto, os irmãos partilharam o mundo por sorteio, cabendo os céus a Zeus, os mares a Poseidon e o inferno a Hades.
A essa primeira batalha, sucedeu-se a guerra com os gigantes, enviados por Gaia, que não se conformava em ver seus filhos, os titãs, encarcerados no Tártaro. Para derrotar Zeus, os Titãs colocaram o Ossa sobre o Pelion e o Olimpo sobre o Ossa numa tentativa de escalar os céus. Lançavam contra os deuses rochedos que, quando caíam no mar se transformavam em ilhas, e em montanhas os que rolavam na terra. Zeus, contudo, novamente venceu essa batalha.
Em seguida, teve que lutar com Tifon que também foi enviado por Gaia para destroná-lo. Uma vez mais vencedor, tornou-se, a partir de então, senhor absoluto do Universo.Zeus teve várias ligações amorosas, tanto com deusas, como com mortais, e gerou muitos filhos com todas elas.
Conta-se que desposou 7 deusas: Métis (com quem gerou Atena), Têmis (com quem gerou as Horas e as Moiras), Eurínome (com quem gerou Cárites), Mnémosine (com quem gerou as nove musas), Leto (com quem gerou Ártemis e Apolo) e Hera, que foi considerada sua esposa legítima (com quem teve Hebe, Ares e Itília).Dos seus romances com mortais gerou, ainda, Heracles (com Alcmena); Hermes (com Maia); Dioniso (com Semele); Perseu (com Danae); Pólux e Helena (com Leda), dentre outros que acabaram se tornando deuses, semideuses e heróis. Embora sua autoridade fosse suprema, foi, por várias vezes, contrariada por Hera, com quem possuía uma relação turbulenta em decorrência do ciúme que ela lhe nutria, mas, ao final, era sempre restabelecida a paz no Olimpo. Zeus era considerado o deus da fertilidade, da família, da amizade e protetor dos homens

Hades

Terceiro filho de Cronos e Réia.Após ter sido arrancado por Zeus das entranhas de seu pai, que o tinha engolido, concordou em auxiliá-lo na batalha que acabou por destronar Cronos. Após a vitória, obteve o reino dos Infernos para governar, quinhão que lhe coube por força de sorteio realizado entre ele, Zeus, Poseidon.Por causa de sua fisionomia dura e da desolação de seu reino, nenhuma deusa ou mortal desejou unir-se a ele, motivo pelo qual ele acabou por raptar Perséfone para que esta se tornasse sua rainha.As profundezas infernais eram compostas do Érbero, do Inferno dos maus, do Tártaro e dos Campos Elísios. O Érbero era onde estavam os palácios da Noite, do Sono e dos Sonhos, onde moravam o Cérbero, as Erínias e a Morte e, também, onde vagavam as almas que não recebiam sepultura. O Inferno dos maus era onde as almas recebiam castigos pelas faltas cometidas durante a vida, onde o remorso as acompanhava e onde estavam presentes todas as espécies de torturas; trata-se de uma região cheia de pântanos lamacentos, águas empoçadas e uma vastidão tamanha que retirava qualquer possibilidade de fuga das almas que ali erravam. O Tártaro era a prisão dos Titãs, dos gigantes e dos deuses antigos expulsos do Olimpo, era lá que se encontrava o palácio de Hades; essa região sustentava os fundamentos da terra e dos mares. Por fim, os Campos Elísios eram a morada das almas virtuosas, que passavam a gozar de mocidade perpétua, sem sustos ou dor.Assim, Hades reinava sob todos os mortos trazidos pelo barqueiro Caronte e presidia o tribunal composto pelos juízes Minos, Éaco e Radamanto, que se destinava a julgar as almas. Se julgadas culpadas, essas almas eram atiradas no Inferno, para expiar suas faltas e, se absolvidas, eram enviadas aos Campos Elísios.Hades governava os Infernos como senhor absoluto e ditava leis inflexíveis. Nunca ninguém ousou infringir quaisquer de suas leis e nenhum de seus súditos jamais planejou uma insurreição.
Normalmente Hades é representado com barba espessa e com seu capacete, que foi presente dos Ciclopes gratos por terem sido resgatados do Tártaro por Zeus, cuja função era torná-lo invisível. Outras vezes esse deus é representado com chaves na mão, significando que as portas da vida estariam cerradas para aqueles que ingressassem no seu reino.

Artemis

Ártemis era filha de Zeus e de Leto e irmã gêmea de Apolo. Tida como virgem e defensora da pureza, era também protetora das parturientes e estava ligada a ritos de fecundidade; embora fosse em essência uma deusa caçadora, encarnava as forças da natureza e tutelava as ninfas, os animais selvagens e o mundo vegetal. Cultuada sobretudo nas áreas rurais, na Ática enfatizou-se seu caráter de "senhora das feras", na ilha de Eubéia foi considerada protetora dos rebanhos e no Peloponeso reconheceu-se seu domínio sobre o reino vegetal e ela foi associada à água vivificante. Apesar dessa imagem protetora, Ártemis exibia facetas cruéis: matou o caçador Órion; condenou à morte a ninfa Calisto por deixar-se seduzir por Zeus; transformou Acteão em cervo para ser despedaçado por sua própria matilha e, com Apolo, exterminou os filhos de Níobe e Anfião, para vingar uma suposta afronta. Suas ocupações principais eram a caça e a dança, no que se fazia acompanhar das Ninfas. Ártemis tinha diversas representações. As cópias de sua estátua no templo de Éfeso, uma das maravilhas do mundo antigo, correspondem ao modelo das chamadas deusas-mães e apresentam muitos seios, símbolo de fecundidade. Na Grécia clássica foi representada com longa túnica e arco retesado, enquanto na época helenística exibia túnica curta e aljava, seguida por uma matilha ou um filhote de cervo. Essa imagem foi também a mais comum em Roma, que identificou Ártemis com Diana.

Éris

 

 

Athena

Filha de Zeus e Métis, deusa da prudência.
Quando Métis estava grávida, Gaia profetizou que o segundo filho do casal seria mais poderoso que o pai e acabaria por destroná-lo. Com receio que a profecia se cumprisse, Zeus engoliu Métis. Após o tempo de gestação, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça e acabou ordenando que Héfesto lhe aplicasse um golpe de machado na cabeça. Esse golpe fendeu seu crânio e dali saiu Atena, totalmente armada e vestida para guerra, já em idade que lhe permitiu auxiliar o pai na guerra dos gigantes.Uma vez derrotado pela deusa o gigante Palas, ela o esfolou e passou a usar sua pele como couraça. Além disso, adotou seu nome como alcunha, passando a ser conhecida como Palas Atena. Entretanto, outra versão, narra que a alcunha Palas Atena é devida em função da morte de sua amiga Palas. Palas, também chamada Tritônia, era filha de Tritão, que foi encarregado da educação de Atena. Palas e Atena sempre praticavam juntas exercícios com armas. Certo dia, desafiaram-se e enfrentaram-se. Atena seria vencida se Zeus não interviesse. Enquanto Palas recuava atemorizada diante da visão de Zeus, Atena feriu-a mortalmente. Depois, seu remorso a impeliu a esculpir a imagem de Palas e adotar seu nome. Essa imagem, mais tarde, ficou conhecida como o Paládio de Tróia.Em outra passagem de relevo, essa deusa disputou com Poseidon a cidade de Atenas. Para dirimir a contenda, ficou decidido que o deus que produzisse a coisa mais útil seria o vencedor. Poseidon fez surgir uma fonte de água salgada (embora algumas versões lhe atribuam a criação do cavalo) e Atena criou a oliveira, o que lhe valeu a vitória sobre Poseidon.
De outra feita, em disputa entre Atena, Hera e Afrodite sobre a posse do pomo endereçado à mais bela deusa, Atena, muito embora tenha oferecido saber e virtude a Páris, árbitro designado para resolver a controvérsia, foi preterida em favor de Afrodite, ficando extremamente ressentida.Atena permaneceu casta, apesar das várias investidas que sofreu. No entanto, certa vez, quando Atena foi encomendar armas a Héfesto, esse deus, que fora abandonado por Afrodite, desejou a casta Atena e tentou prendê-la em seus braços. Atena tentou fugir da investida, mas Héfesto, mesmo coxo, a alcançou. Atena se defendeu e, durante a luta, uma gota do sêmen de Héfesto caiu sobre sua coxa. Atena, enojada, limpou o sêmen com um floco de algodão e o atirou na terra. A terra, assim fecundada, gerou um menino que ficou conhecido como Erictônio ("filho da terra"). Sem que ninguém soubesse, Atena arrebatou a criança e a encarcerou num cofre, confiando-o às filhas de Cécrops, para que o guardassem. Apesar de proibidas de descerrar o cofre, as ninfas descumpriram a proibição e abriram-no, revelando que no seu interior havia uma criança metade humana, metade serpente. Como punição, Atena enlouqueceu as ninfas, as quais se precipitaram do alto da Acrópole. Após o incidente, Atena tomou a seu cargo a educação da criança e, quando esta atingiu a maioridade, recebeu o reino de Cécrops.Atena ficou conhecida como a deusa da razão e da sabedoria, representava a guerra justa, a casta mocidade e as artes domésticas. A lança que carregava não significava guerra, mas estratégia, por isso se distinguia da truculência sangrenta de Ares. A deusa Athena seria a única com poder o suficiente para destronar seu pai, mais não possuía essa ambição, sendo como era todos os outros deuses a temiam por sua força e poder.

Poseidon

Filho de Cronos e Réia. Lutou ao lado de seus irmãos, Zeus e Hades, a fim de destronar seu pai e, para tanto, recebeu dos Ciclopes, como agradecimento pela sua libertação do Tártaro, o Tridente. Após essa longa batalha, ficou Poseidon encarregado de governar todos os mares, quinhão que lhe coube por força de um sorteio realizado entre ele e seus irmãos. Auxiliou Zeus em sua batalha contra os gigantes e, depois de derrotados estes e aprisionados no Tártaro, Poseidon ficou com a incumbência de mantê-los naquele lugar formando um recinto inexpugnável cercado de ondas e rochedos. Com Atena e Hera conspirou para destronar Zeus, mas fracassou diante da pronta intervenção de Tétis, auxiliada pelo gigante Briareu. Para puni-lo desse ultraje, Zeus obrigou-o a trabalhar para o rei Lamedonte na construção das muralhas de Tróia, mas, ao final da construção, foi espoliado de seu salário, fato que o fez tomar ódio por essa cidade e seus habitantes.Poseidon desposou Anfitrite, filha de Dóris e Nereu, a qual, inicialmente, recusou sua proposta de casamento e fugiu para pôr fim às suas investidas. No entanto, um delfim nomeado por Poseidon acabou por encontrá-la e convencê-la a aceitar a proposta. Desse casamento foram geradas diversas ninfas marinhas e Tritão, ser de rosto humano e corpo de peixe que se tornou mensageiro dos pais.Como seu caráter de força e impetuosidade despertava mais receio que amor, na maioria das vezes que se apaixonava recorria à metamorfose. Assim, seduziu a filha de Éolo sob a forma de um touro; como rio Enipeu gerou com Ifiomédia, Efialtes e Oto; como carneiro amou Bisaltis; como cavalo gerou com Deméter o corcel Árion; como pássaro amou Medusa, gerando com ela Crisaor e Pégaso; e, como delfim, seduziu Melanta.Gerou também o ciclope Polifemo com Toosa; Nuplio com Amimone; Belo e Agenor com Líbia; Teseu com Etra; Crisómalos (o velocino de ouro) com Teófana; além de Lamos, Órion e dos salteadores Cércion e Cirão.Em disputa com Atena pela posse da Ática, Poseidon fez surgir, com um golpe de seu tridente, uma fonte de água salgada. Mas esse feito não foi suficiente para suplantar a criação de Atena, que fez surgir a oliveira e, assim, ganhou a disputa.
Esse deus também se desentendeu com Hera por causa de Argos, com Hélio por causa de Corinto, com Zeus por causa de Egina, com Apolo por causa de Delfos e com Dioniso por causa de Naxos, sempre saindo vencido dessas disputas. Diante das sucessivas derrotas, Poseidon acabou recebendo a Atlântida como forma de compensação.Poseidon é o deus que, sucedendo Oceano, passou a reger todos os mares e cursos d´água. Tinha sob sua proteção os cavalos e navegantes

Apolo

Figura complexa e enigmática, que transmitia aos homens os segredos da vida e da morte, Apolo foi o deus mais venerado no panteão grego depois de Zeus, o pai dos céus. Os santuários dedicados a essa divindade, sobre cuja origem - oriental ou indo-européia - existem dúvidas, se estendiam por todo o Mundo Helênico; a ele era consagrado o templo de Delfos, o de maior importância na Grécia, mencionado já na Ilíada. Nesse santuário, centro do culto "Apolíneo", a Pítia, ou Pitonisa, aspirava os vapores que saíam de uma fenda na terra e, em profundo êxtase, pronunciava o oráculo sob a influência do deus. Apolo e sua irmã gêmea Ártemis (identificada pelos romanos com Diana) eram filhos de Zeus e Leto, da estirpe dos Titãs. Segundo a lenda, os dois nasceram na ilha de Delos, outro dos lugares importantes de seu culto, onde Leto se havia refugiado, perseguida pelo implacável ciúme de Hera, esposa de Zeus. Apolo, com um ano de idade e armado de arco e flechas, perseguiu a serpente Píton, também inimiga de sua mãe, até o lugar sagrado de Delfos, e ali a matou. Zeus recriminou o filho pela profanação do santuário e, em memória da serpente, instituiu os Jogos Píticos. O poder de Apolo se exercia em todos os âmbitos da natureza e do homem. Por isso, suas inovações eram múltiplas e variadas. Além de ser por excelência o deus dos oráculos e fundador de importantes cidades, sua proteção - e sua temível ira - abarcava desde a agricultura e o gado até a juventude e seus exercícios de ginástica, assim como os marinheiros e navegantes. Tinha poder sobre a morte, tanto para enviá-la como para afastá-la, e Asclépio (o Esculápio Romano), o deus da medicina, era seu filho. Considerado também o "Condutor das Musas", tornou-se deus da música por ter vencido o deus Pã em um torneio musical. Seu instrumento era a lira. A identificação de Apolo com o Sol - daí ser chamado também Febo (brilhante) - e o ciclo das estações do ano constituía, no entanto, sua mais importante caracterização no mundo helênico. Apolo, que durante o inverno vivia com os hiperbóreos, mítico povo do norte, regressava a Delos e Delfos a cada primavera, para presidir às festas que, durante o verão, eram celebradas em sua honra. O culto de Apolo também teve grande amplitude em Roma. As numerosas representações que dele fizeram artistas de todos os tempos, tanto na antiguidade Greco-Romana como nos períodos Renascentista e Barroco, mostraram-no como um deus de beleza perfeita, símbolo da harmonia entre corpo e espírito

 

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