As Constelações

As mitologias que se tornaram Constelações

Quando as mitologias começaram a ser coisa do passado, os humanos passaram a contar as suas histórias através das estrelas que brilhavam no céu.Como já foi citado , os primeiros a organizarem as estrelas em constelações foram os gregos. Eles determinavam a existência de 48 constelações, mas não vamos apresentar todas elas aqui. 

Vamos apenas pincelar a história dos doze signos do zodíaco solar e as constelações dos nossos cinco cavaleiros de bronze.

Constelação de Áries 

Nas terras de Iolco, o rei Éson foi destronado pelo próprio irmão, Pélias. Com a intenção de efetivar sua soberania, o novo rei manda matar o sobrinho Jasão, único que poderia clamar o trono quando fosse adulto. Convencido de que a fraca criança não sobreviveria por muito tempo, Pélias manda o garoto para o exílio, sob os cuidados do sábio centauro Quiron.Jasão sobrevive e é educado pelo centauro até completar vinte anos, quando parte para Iolco reclamar o trono que havia sido usurpado do pai. Trajando uma pele de pantera, o herdeiro se apresenta calçando apenas uma sandália, tendo perdido a outra quando atravessara um riacho. Pélias compreende de imediato o perigo, pois havia sido prevenido por um oráculo da ameaça de um estranho com um pé descalço. Assim, fingindo concordar com as exigências de Jasão, Pélias impõe uma tarefa, que julga ser a mais difícil de ser cumprida: conquistar o Velocino de Ouro em poder do rei Eetes e trazê-lo a Iolco.O Velocino de Ouro era um tesouro inigualável. A preciosidade fora retirada de um carneiro dourado, que corria, nadava e voava melhor do que ninguém, oferecido por Mercúrio a Néfele, para que salvasse seu casal de filhos da ira da nova mulher do seu marido. Néfele coloca seus filhos Frixo e Hele no dorso do animal, que voa e desaparece com as crianças. Hele tem uma vertigem e tomba no mar, mas seu irmão sobrevive e ao chegar a salvo em Cólquida, sacrifica o animal a Júpiter e oferece sua pele ao soberano Eetes que o abriga. O tesouro foi então guardado no jardim de Marte e vigiado por um dragão que nunca fechava os olhos.Mesmo sabendo da dificuldade de obter tamanha preciosidade, Jasão aceita o desafio e reúne um grupo de 50 homens, os mais corajosos que pôde encontrar, entre eles vários heróis e semideuses como Hércules, o músico Orfeu, os irmãos Castor e Pólux e o bravo Teseu. Para transportar o grupo, Jasão encomenda a maior e melhor embarcação que já havia sido construída na Grécia a um artesão de renome: Argos, cujo nome foi dado a nau. 

Estava assim constituído o grupo dos Argonautas, que parte em direção a Cólquida para conquistar o Velocino de Ouro e restituir o trono a Jasão.Depois de diversas dificuldades no percurso, os Argonautas chegam à Cólquida e Jasão reclama a posse do Velocino de Ouro a Eetes, que concordou em ceder o objeto se o herói cumprisse duas provas de coragem: arar a terra com dois touros de narinas fumegantes e patas de bronze e semear os dentes do dragão do Cadmo, dos quais nasceriam uma leva de gigantes, que o herói deveria vencer, tudo isso num só dia.A missão teria sido impossível de ser cumprida por qualquer mortal se não houvesse a interferência de Medéia, filha de Eetes, que se apaixonara perdidamente por Jasão. Convencida pelas promessas de eterno amor do jovem grego, Medéia resolve trair o pai e a pátria para ajudar o argonauta a vencer seu desafio. Ela usa seus poderes mágicos e torna o corpo do amado imune ao fogo e ao ferro, protegendo-o contra as chamas e as patas dos touros. Ainda agindo de acordo com as indicações de Medéia, Jasão observa os gigantes nascerem da terra e joga entre eles uma pedra, fazendo com que exterminassem uns aos outros.

Eetes, surpreso com o sucesso de Jasão, não cumpre a promessa de ceder o Velocino de Ouro e pretende matar os argonautas e destruir a Argo. Medéia novamente interfere, previne o amado e o ajuda a roubar o tesouro fazendo com que o dragão vigilante adormecesse sob o seu encanto e se tornasse presa fácil para a lança de Jasão.De posse do Tosão de Outro, os Argonautas e Medéia fogem na Argo e levam Absirto, outro filho de Eetes como refém. O rei, ao perceber que havia sido enganado, envia seus soldados ao encalço dos fugitivos para recuperar o Velocino e trazer de volta a filha traidora. Medéia, disposta a tudo pelo amado, usa uma artimanha cruel para retardar os perseguidores: mata o próprio irmão, esquarteja seu corpo e joga seus pedaços ao mar. Os guerreiros param então a perseguição para recuperar os restos mortais do filho do rei e sepultá-lo, deixando os Argonautas escaparem rumo a Iolco. Em honra ao feito de Jasão, o carneiro da lã de ouro foi transformado na constelação de Áries.

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Constelação de Touro

Numa praia de Tiro, um grupo de moças se diverte, canta e dança. Entre elas, está Europa, filha do rei Agenor, a mais bela de todas. A calma das jovens é abalada pela aparição de um enorme Touro branco, assustando o grupo. De todas as moças a única que não foge é Europa, que pára de cantar e observa o animal, na verdade, o Deus Júpiter, transfigurado em Touro.

Europa se aproxima do Touro, que se deita aos seus pés e se deixa acariciar. A jovem acaricia o pêlo alvo do animal e o enfeita com flores. Quando as moças que haviam se afastado ganham confiança e se aproximam, o Touro se levanta e foge em direção ao mar com Europa no dorso.

O Touro nadou até uma praia em Creta, onde se abaixou para que a jovem pudesse descer. Então, sem medo nenhum, Europa se entregou ao formoso animal.

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Constelação de Gêmeos 

Por isso, Júpiter assume a forma de um belo cisne e se aproxima de Leda quando ela se banhava num rio. A jovem põe o animal no colo e o acaricia. Meses depois, Leda cai contraída de dor e percebe que do seu ventre haviam saído dois ovos: do primeiro, nascem Castor e Helena, do segundo, Pólux e Clitemnestra. Em cada ovo um filho de Zeus, Helena e Pólux, imortais, enquanto seus irmãos, filhos de Tíndaro, viveriam e morreriam como qualquer ser humano.Apesar de serem filhos de pais diferentes, Castor e Pólux ficaram conhecidos como os Dióscuros (filhos de Zeus) e cresceram juntos, nutrindo entre si a mais bela amizade. Levados por Mercúrio à cidade de Pelene, no Peloponeso, os irmãos logo mostraram-se fortes e corajosos. Castor especializou-se em domesticar cavalos e Pólux virou um excelente lutador. A região do Peloponeso onde moravam era assolada por piratas que incessantemente pilhavam as ilhas e amedrontavam o povo com sua violência sem barreiras. Castor e Pólux decidem então livrar o arquipélago da ameaça e derrotam o inimigo sozinhos e desarmados, feito que os tornou conhecidos em toda a Grécia como grandes heróis. Mal haviam retornado da guerra contra os piratas, 

Castor e Pólux são chamados às terras do Calidão, onde seus pais se conheceram, para matar um enorme e terrível javali, enviado por Vênus como vingança contra o povo da região, que não havia lhe prestado as devidas homenagens. Quando se vêem novamente vitoriosos, os irmãos são novamente convocados para uma nova missão: conquistar o Velocino de Ouro na viagem com Jasão e os Argonautas. Rapto de Hilária e Febe Mas a grande batalha que determinaria os seus destinos aconteceu exatamente contra dois outros irmãos gêmeos: Idas e Linceu, herdeiros do reino da Messênia e noivos de Hilária e Febe. Os Dióscuros se apaixonaram perdidamente pelas duas jovens e tentam raptá-las, enfrentando assim a fúria dos messênios. No combate entre as duas duplas, Idas desfere um golpe de lança fatal em Castor, que perde sua vida.

Atormentado pela perda do irmão, Pólux suplica ao seu pai, Júpiter, que devolva o companheiro Castor. Comovido com tamanha fraternidade, o senhor dos Deuses propõe a única solução para salvar o jovem: Pólux deve dividir a sua imortalidade com o irmão, alternando com ele um dia de vida e outro de morte. Pólux não hesita em dar a resposta afirmativa e a partir deste instante os irmãos passaram a viver e morrer alternadamente. Para celebrar tamanha prova de amor fraterno, Júpiter catasterizou os Dióscuros na constelação de Gêmeos, onde não poderiam ser separados nem pela morte.

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Constelação de Cancer

Hércules parte em direção ao pântano de Amione onde o monstro habitava, em companhia do seu sobrinho Iolaus e inicia o combate com a serpente, cortando suas cabeças. Mas a hidra se mostra um inimigo mais forte do que o herói esperava: no lugar de cada cabeça cortada, nasciam duas outras. O jovem Iolaus passa então a ajudar o herói, cauterizando com uma tocha o ferimento causado pelo corte das cabeças da hidra impedindo que outras brotassem.

Ao ver que Hércules estava ganhando a batalha contra a hidra, Juno, a ciumenta esposa de Júpiter, envia um caranguejo para distrair a atenção do herói, mordendo seu pé. Hércules, sem hesitar, pisa e esmigalha o caranguejo em mil partes. Termina a batalha com a hidra de Lerna, cortando e queimando todas as suas cabeças e enterrando sob um enorme rochedo a última cabeça imortal.

Batalha encerrada, Juno recolheu as migalhas do caranguejo e reuniu-as na constelação de câncer.

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Constelação de Leão

Cumprindo as tarefas que o rei Euristeu lhe havia submetido, Hércules parte para executar seu primeiro trabalho: matar o Leão que assolava a região de Neméia, matando os habitantes, devorando rebanhos e destruindo plantações. Além de seu tamanho e força, o animal tinha como proteção a pele intransponível, o que o tornava invulnerável a qualquer tipo de arma.

Hércules chega a Neméia e parte ao encalço da fera, sem temer os avisos dos moradores locais. O herói encontra finalmente o leão perto do seu esconderijo, uma caverna de duas saídas, devorando os restos mortais de um humano. 

Se aproximando por trás do animal, Hércules ataca atirando flechas, que não transpõem o couro invulnerável do leão, mas o afugentam para dentro da caverna.Com o monstro dentro do abrigo, Hércules fecha uma das saídas com uma enorme pedra e entra pelo outro lado, encurralando-o e enfrentando-o ferozmente com os próprios punhos, já que qualquer arma se mostrava inútil. Hércules se aproxima cada vez mais e consegue agarrar e estrangular o terrível leão, matando-o asfixiado.

Hércules pega então o animal morto, arranca sua pele e cabeça que servirão mais tarde como os seus escudo e capacete. Vitorioso, o herói leva o cadáver do leão para Neméia e parte para completar os outros trabalhos que o livrariam da escravidão de Euristeu. Para celebrar o feito bravio, Júpiter leva o leão aos céus e o caracteriza na constelação que leva o seu nome.

 

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Constelação de Virgem

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Constelação de Libra

Durante a Idade de Ouro, quando a primavera era eterna e os homens viviam em harmonia com os deuses, Astréia, filha de Júpiter e Têmis, vivia na terra, entre os humanos, aconselhando-os e dando-lhes noções de leis e justiça. Nesta época, no mundo não haviam guerras, catástrofes ou crimes. A natureza era plena e oferecia alimento a todos os homens, que existiam em paz com os deuses.

Mas os homens tornaram-se gananciosos e passaram a negligenciar suas obrigações com os deuses, acreditando-se donos do próprio destino. Irritado com a prepotência dos mortais, Zeus determina um castigo: a Idade de Ouro estava acabada. A primavera seria limitada, a terra deveria ser tratada para produzir frutos e a juventude eterna não existiria mais.

Ao ver o comportamento dos humanos e os castigos que o deus dos deuses os impunha, Astréia se refugia nas montanhas, mas continua a disposição daqueles que quiserem procurá-la e ouvir seus sábios conselhos.

Mesmo com todos os castigos de Zeus, a punição da humanidade não terminara, os homens descobrem a guerra. Este período belicoso caminha para uma nova era, a Idade de Ferro, em que os homens não têm mais respeito pela honra, franqueza e lealdade, tendo as ações determinadas pela ambição e violência.

Ao ver em qual ponto as coisas estavam, Astréia, entristecida, resolve abandonar a Terra e deixar de conviver com os mortais. A deusa, então, refugia-se no céu na constelação de Virgem. Sua balança também é caracterizada na constelação de Libra, para lembrar aos homens que o mundo é regido por leis e que tudo deve ser ponderado - as ações devem ser pesadas em contra ponto com as conseqüências.

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Constelação de Escorpião

O gigante Órion, filho de Posídon, era um exímio caçador, dotado de beleza e vigor extraordinários. Por mérito de sua bravura, era constantemente convocado para combater feras e monstros que atacavam as cidades e os campos. Alguns mitógrafos afirmam ser ele filho de Geia (a Terra) com quase todos os gigantes. Órion tinha o poder de andar sobre as águas, contemplando mares e terras, dom concedido por Poseidon. Era também o caçador preferido de Ártemis.

EOS - a deusa Aurora - impressionada com a extrema beleza do gigante, apaixonou-se por ele e raptou o amado para a ilha de Delos. Conta-se que a deusa Aurora, que havia ousado provocar os ciúmes de Afrodite, envolvendo-se com Ares, foi punida pela deusa do Amor, que inspirou-lhe amores eternamente insatisfeitos.

Mas a paixão de Aurora e Órion durou pouco, porque, segundo conta uma versão, Ártemis mandou um escorpião para picar-lhe mortalmente o calcanhar. 

Os mitógrafos têm várias versões para o furor de Ártemis, porém, a mais comum delas, é que Órion tentou estuprar a própria deusa. Todos são unânimes quando narram que os dois, escorpião e gigante, viraram estrelas, foram caracterizados.


"Pelo benefício prestado, o escorpião foi transformado em constelação, merecendo Órion também ser colocado entre as estrelas, onde aparece como um gigante, com a cinta, a espada, a pele de leão e a clava. Sírius, seu cão, o segue e, diante, dele, fogem as Plêiades".

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Constelação de Sagitário

Conhecido como o mais justo dos centauros, como o educador modelo ou ainda como o médico ferido, Quiron nasceu da união de Crono com a oceânica Fílira. A narrativa grega afirma que Crono, temendo represálias da esposa Réia, uniu-se a Fílira sob a forma de cavalo, o que levou Quiron  a nascer com o corpo de um eqüino e com cabeça de homem. Por ser filho de Crono, Quiron pertencia a família divina de Zeus e era imortal, ao contrário dos outros centauros, que eram selvagens e violentos.
Quiron e seu discípulo Aquiles Quiron vivia numa gruta, em companhia da mãe, e tinha saber enciclopédico, o que fazia dele um mestre das artes, da guerra e da caça, da mântica (arte divinatória), da equitação, da música e da ética. Foi o educador de muitos "jovens históricos" e heróis míticos, que eram treinados pelo grande mestre nos ritos iniciáticos. Os melhores tinham o direito de participarem na vida política, social e religiosa da pólis. Aos heróis, os ritos iniciáticos incorporavam a indispensável força espiritual para enfrentar quaisquer tipos de monstros. 

Foram seus discípulos Jasão, Asclépio, Peleu, Aquiles, os Dióscuros Castor e Pólux, entre outros.

É sobretudo na medicina que o benfazejo centauro se destaca. A mitologia grega conta que Quiron cuidava dos pacientes com zelo e compaixão, curando seus males e feridas.

Conta-se que Quiron foi ferido acidentalmente por uma flecha envenenada, disparada por Hércules e dirigida ao centauro Élato. O projétil varou o coração do último e depois atingiu Quiron .

Recolhido à sua gruta, Quiron tentou, com todos os ungüentos, sarar a ferida, mas foi em vão. O ferimento era realmente incurável e o centauro desejou morrer, mas não conseguia, porque era imortal. Por ser um médico ferido, dizia-se que Quiron entendia o sofrimento de seus pacientes.

Para livrar-se da dor permanente e da ferida incurável, Quiron aceita trocar sua imortabilidade com o mortal Prometeu e pôde finalmente descansar. Então, foi caracterizado na constelação de Sagitário, simbolizando o vôo da flecha, que através do conhecimento se ultrapassa e se transforma de ser animal em espiritual.

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Constelação de Capricórnio

Pã, protetor dos rebanhos e pastores, é um deus venerado como força fecundante da natureza. Meio homem, meio animal, tem o dorso e rosto de homem, mas ostenta chifres e patas de bode, com longos pelos cobrindo o corpo e feições animalescas. Apesar da aparência, é conhecido como um deus alegre e amante da música.
Nascido na região da Arcádia, da união do deus Mercúrio com a ninfa Dríope, Pã é abandonado ao nascer pela mãe, assustada com a aparência bestial da criança. É resgatado por Mercúrio e levado ao Olimpo, onde logo conquistou a simpatia dos deuses, que apreciavam suas alegres canções. Foi batizado de Pã, que significa "tudo", "totalidade", simbolizando a universalidade da natureza.

Extremamente querido pelo deus Baco, Pã parte do Olimpo e une-se à trupe do deus do vinho na terra. Passa então a viver com os sátiros e as ninfas nos bosques, contando histórias e tendo diversas aventuras amorosas.

Foi durante uma delas que Pã criou a sua famosa flauta, com a qual encantava a todos. O episódio aconteceu quando o deus percorria o monte Liceu, onde vislumbrou uma belíssima ninfa: Sirinx, a caçadora casta, seguidora de Diana. A ninfa foge para escapar do assédio de Pã, em direção ao rio Ladão. 

Exausta, pede ao deus das águas do rio para ajudá-la, transformando-a em alguma coisa que impossibilite a violação. Pã, ao avistar a ninfa, tenta envolvê-la com os braços, mas só alcança um feixe de juncos. Entristecido pelo fracasso, Pã solta um suspiro e percebe que as hastes verdes emitiam um som doce e agradável. Juntou assim sete tubos de tamanho desigual, uniu-os com cera e fabricou um instrumento musical que, em homenagem à amada, deu o nome de Sirinx.Pã e a ninfa Sirinx Os que cruzavam as florestas e campos, principalmente à noite, temiam encontrar-se com Pã em suas andanças, porque ele era conhecido por provocar medos sem motivo, o pânico. Foi utilizando esta habilidade que Pã auxiliou Zeus na guerra de dez anos contra os gigantes e deixou o deus dos deuses eternamente grato. Durante uma batalha corpo a corpo contra Tifão, cujos braços quando estendidos tocavam o Ocidente e o Oriente, Júpiter teve os tendões dos braços e das pernas arrancados por um golpe de foice do gigante. Tifão aprisionou Zeus e confiou seus tendões à guarda do dragão Delfine. Para restaurar a força de Zeus, Mercúrio e Pã partem ao encalço do dragão e o afugentam, com os gritos do deus dos pastores. A dupla recupera os tendões de Zeus e o restituem ao deus, que vence Tifão.

Apesar de ter sido venerado como um deus, Pã não era imortal. Não se sabe como sua morte ocorreu, só que ela foi anunciada por um navio, de onde uma voz bradava: "O grande Pã está morto!" Em homenagem ao bravo fauno que o havia ajudado na batalha contra Tifão e que havia alegrado a Terra e o Olimpo com sua música, Zeus caracterizou-o na constelação de Capricórnio.

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Constelação de Aquário

No monte Ida, nas imediações da cidade de Tróia, o jovem Ganimedes cuidava dos rebanhos do pai, quando foi avistado por Júpiter, o deus dos deuses. Atordoado com a incrível beleza do mortal, Júpiter se transforma em uma águia e rapta o rapaz, possuindo-o em pleno vôo.

Ganimedes é então levado ao Olimpo e, apesar do ódio de Juno, a possessiva esposa de Júpiter, substitui a deusa Hebe e passa a servir o néctar aos deuses no Olimpo, uma bebida que oferece a imortalidade, derramando, depois, os restos sobre a terra, servindo aos homens.

Em homenagem ao belíssimo jovem, Júpiter colocou-o no céu, na constelação de Aquário.

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Constelação de Peixes

Netuno, o senhor dos mares, numa manhã de muito sol, percorre as Ilha de Naxos, no seu coche, quando avista uma cena, que o faz parar os cavalos: nas areias da praia, dançam despreocupadas as ninfas Nereidas, filhas de Nereu.

Mas a atenção do deus foi prontamente voltada para a mais formosa de todas, Anfitrite, que se destacava entre as irmãs por sua beleza e sorriso.

Chegada de Anfitrite à corte de Netuno Netuno se aproxima do grupo e tenta tomar Anfitrite, mas ela, com excessivo pudor, se esquiva graciosamente e salta no mar. O deus nada atrás da ninfa, mas não consegue encontrá-la, tendo ela se refugiado nos domínios do pai, o velho do mar.

Assim, Netuno envia um delfim para encontrá-la. O ágil animal rapidamente encontra a nereida e a convence a seguí-lo e aceitar a proposta de casamento do deus e tornar-se rainha dos mares.

A ninfa acaba por convencer-se e concorda em acompanhar o animal. Montada num touro com cauda de peixe e guiada pelo delfim, Anfitrite parte ao encontro de Netuno acompanhada por um enorme cortejo, formado por todas as divindades marinhas. No palácio de ouro, Anfitrite se casa com Poseidon e torna-se a rainha dos mares. Em agradecimento e celebração do ato, o delfim que levou a ninfa ao deus foi caracterizado na constelação de Peixes.

 

PÉGASO

Cavalo alado que nasceu do sangue do pescoço da medusa quando essa foi cortada por Perseu. Esse animal sagrado carregou muitos heróis nas suas costas, inclusive Belerofonte e quando esse se atreveu a subir aos seus , pégaso o jogou de suas costas e ele acabou batendo no céu se transformando em constelação.

ANDRÔMEDA

Era a rainha da Etiópia que foi salva por Perseu montado em Pégaso quando estava acorrentada para ser sacrificada a um titã, depois deste efeito ela se tornou esposa de Perseu ao qual representam as constelação de um feliz casal nos céus

DRAGÃO

Ladão era um dragão de cem cabeças que protegia a maçã  de Hera, mas acabou morto por seu eterno rival Hércules, tornando-se a constelação de Dragão

CISNE 

É a forma que Zeus tomou para encontrar com Leda a rainha de Esparta

FENIX

Ave sagrada conhecida tanto na Grécia como na Índia, ela tem o poder de ressuscitar das próprias cinzas, não há uma lenda mitológica a respeito porque ela só foi reconhecida como constelação no século 17. Porém acredita-se até hoje que quando tudo parece estar acabado ela ressurge dando novas esperanças para quem acredita em seu poder de ressuscitação

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