http://www.geocities.com/grdclube - Revista Eletr�nica INFORMATIVO GRD - ANO I - Edi��o 01 - Jan a jun de 2000.
Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2000.


T O N U S - continua��o

T�NUS DE REPOUSO - funciona em todo o sistema muscular de forma latente numa pessoa em repouso. O corpo encontra-se completamente relaxado e os membros soltos, descontra�dos, sofrendo apenas a a��o da gravidade. O t�nus de repouso � um fen�meno reflexo que transcende � consci�ncia, assim como ao controle direto da vontade. Em estado de vig�lia, varia segundo o grau e o tipo de atividade mental da pessoa. O aspecto subjetivo e afetivo do pensamento representa importante papel nessa varia��es. No t�nus de repouso, os m�sculos agem nos pontos de inser��o, a partir de sua elasticidade puramente mec�nica e em fun��o da extens�o de suas fibras.

T�NUS DE ATITUDE - ou t�nus de pr�-a��o ou ainda T�NUS POSTURAL: o corpo apresenta-se dispon�vel para a realiza��o do movimento, havendo certa coes�o t�nica com os segmentos �sseos.

Em lugar de estar em n�vel do equil�brio est� em posi��o que leve a total integra��o � atitude geral do ser humano. O trabalho muscular necess�rio � manuten��o desta atitude � assegurado pelas vias nervosas que escapam ao controle direto da vontade. A n�vel de m�sculos, essa fun��o t�nica � obtida pelas fibras especializadas de trabalho pouco intenso e de longa dura��o que s�o as fibras vermelhas misturadas em propor��o variada com outras fibras brancas, especializadas para o trabalho de velocidade de contra��o r�pida, de curta dura��o. Elas possuem capacidade oxidativa menor. O primeiro tipo de contra��o denominado t�nico tem excitabilidade menor, com maior conte�do de fosfatos energ�ticos. O segundo tipo de contra��o � conhecido como f�sico, cl�nico ou cin�tico, se caracteriza pela grande velocidade de contra��o e relaxamento e se relaciona com o afastamento e encurtamento muscular. S�o fibras de a��o r�pida.

Os m�sculos mais profundos, de sustenta��o localizam-se mais pr�ximos dos ossos, particularmente aqueles da coluna vertebral. Est�o bem mais aptos a assegurar a fun��o t�nica das contra��es musculares(diferentes graus de tens�o ou distens�o muscular), por possu�rem maior propor��o de fibras vermelhas, conseq�entemente, maior quantidade de mioglobina e maior capacidade de oxida��o.

Existe tamb�m um terceiro tipo de fibras musculares que consiste na mistura dos dois tipos acima, s�o denominados de intermedi�rios (Hollmann & Hattinger, 1989:7-9).
T�NUS DE A��O - � aquele que provoca o deslocamento no espa�o dos segmentos �sseos visando uma a��o ou a manuten��o da posi��o ou da postura, no caso de uma a��o sem movimento. Por exemplo: o trabalho isom�trico de uma for�a aplicada a uma resist�ncia fixa.

A EVOLU��O DO T�NUS ATRAV�S DA EXTENSIBILIDADE

O estudo da extensibilidade � feito atrav�s do �ngulo popl�teo. O �ngulo popl�teo � o cavo situado atr�s do joelho, onde est�o localizadas a art�ria popl�tea, nervo popl�teo, tamb�m denominado de espa�o popl�teo.

A extensibilidade aumenta progressivamente at� 15-18 meses mostrando-se estacionada at� os tr�s anos de idade. Por�m, as diferen�as individuais s�o bem marcantes. Existem crian�as que atingem o m�ximo de extensibilidade entre sete a 10 meses.

Observa-se que as crian�as que atingem a extensibilidade bem cedo, permanecem em geral, hipot�nica mais tempo. No decorrer do terceiro ano, o �ngulo diminui, diminuindo mais cedo nas crian�as que atingem assim, bem mais tarde o m�ximo de extensibilidade.

Existe uma correla��o entre a extensibilidade, a marcha e a posi��o ereta. A crian�a mais extens�vel ficar� de p� ou marchar� bem mais tarde. No entanto, n�o existe constata��o segura da correla��o entre a extensibilidade e a posi��o sentada.

Dois fen�menos ocorrem no processo de desenvolvimento em rela��o � extensibilidade: as crian�as menos extensivas se mant�m de p�, mais cedo, enquanto as mais extensivas, possuem a preens�o bem precoce.

O balan�o � a intera��o normal e harm�nica entre parte dos �rg�os relacionados entre si. Caracteriza-se pelo ato de movimentar os bra�os, pernas e cabe�a. De acordo com o processo de desenvolvimento, o balan�o transforma-se gradativamente. Por exemplo: a crian�a ao nascer o balan�o dos membros � nulo, havendo apenas pequena movimenta��o da cabe�a. A partir dos tr�s meses, come�a a aparecer o balan�o dos membros e entre os 2-3 meses, diminui o balan�o da cabe�a. � nesta fase em que a crian�a come�a a manter a cabe�a bem mais firmemente.


Segue [Volta Tonus] [Volta GRD]

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