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http://www.geocities.com/grdclube
- Revista Eletr�nica
INFORMATIVO GRD - ANO I - Edi��o 01 -
Jan a jun de 2000. |
Qualquer modifica��o ocorrida numa parte do corpo provoca, solidariamente, uma altera��o no estado t�nico de outras partes, pois o t�nus est� presente em todas as express�es da vida e de rela��o.
A realiza��o de qualquer movimento ou a��o corporal � necess�rio a participa��o dos m�sculos do corpo, ativando ou aumentando sua tens�o, enquanto outros se inibem ou se relaxam. � inteiramente imposs�vel a execu��o de um ato psicomotor sem controle sobre a tens�o dos m�sculos que ir�o intervir nos movimentos. Para Wallon, o t�nus � fonte da emo��o, sendo ele, um elemento chave em rela��o com o outro. Existe uma regula��o rec�proca no campo t�nico-emocional e afetivo-situacional, da� as tens�es ps�quicas expressarem-se sempre por meio das tens�es musculares.
O t�nus est� estreitamente relacionado com as atitudes, posturas e as vias vestibulares; atua fundamentalmente na aquisi��o e desenvolvimento da postura e do equil�brio, em conex�o com o cerebelo, medula, globos oculares e �reas visuais corticais. � pois, o t�nus, uma atividade de forma��o primitiva e permanente do m�sculo, que se traduz pela viv�ncia emocional do ser humano a partir dos sistemas de sensibilidade interoceptiva e proprioceptiva. Proporciona ele, sensa��es proprioceptivas que incidem fundamentalmente na constru��o do esquema corporal, que por sua vez est� intimamente ligado com a no��o da imagem do corpo e se assenta na consci�ncia de si.
Considera-se t�nus o estado permanente de ligeira contra��o psicofisiol�gica, mesmo em repouso, dos m�sculos mantido por influxos nervosos de forma integrada. Esta tens�o n�o possui um intensidade constante, pois acompanha qualquer tipo de atividade cin�tica ou postural. Cada m�sculo varia e se harmoniza em cada momento na a��o conjunta da musculatura, em fun��o da est�tica e da din�mica geral da pessoa.
A variabilidade da tens�o t�nica est� assegurada em sua maior parte pela atividade gamma, refreadora do reflexo miot�tico elementar. Para o motoneuronio gama e por meio da rede neuronal convergem todas as incita��es elaboradas nos diversos n�veis do neuroeixo.
O t�nus postural � respons�vel pela posi��o ereta. � necess�rio para realizar qualquer movimento, estando assim, regulado pelo sistema nervoso. A consci�ncia de seu pr�prio corpo e seu controle dependem do correto funcionamento e dom�nio da tonicidade. Decorre da ativa��o simult�nea dos motoneur�nios alfa t�nicos (neur�nios motores perif�ricos que se estendem sem interrup��o, da medula ao m�sculo estriado) e gama est�tico.
O t�nus muscular atrav�s de um dos sistemas que o regulam, a forma��o reticular, que se estende da medula espinhal ao dienc�falo, est� estreitamente inter-relacionado com os processos de aten��o e de emo��o, que por sua vez, tamb�m se relacionam com a atividade t�nica muscular e a atividade t�nica cerebral.
A assertiva acima � corroborada por Hollmann & Hettinger (1989:17) ao afirmarem que �a forma��o reticular aprimora a coordena��o dentro do esquema de movimenta��o previamente elaborado pelo c�rtex cerebral, resultando em habilidades (movimentos finos) e agilidades (movimentos globais)�.
Para Debelle (1973) no sistema muscular de forma latente numa pessoa em repouso, o corpo encontra-se completamente relaxado e os membros soltos, descontra�dos, agindo apenas a a��o da gravidade. O t�nus de repouso � um fen�meno reflexo que transcende � consci�ncia, bem como ao controle direto da vontade. No estado de vig�lia, varia segundo o grau e o tipo de atividade mental do indiv�duo. Os m�sculos agem nos pontos de inser��o, a partir de sua elasticidade puramente mec�nica e em fun��o da extens�o de suas fibras.
Atrav�s de est�mulos de determinado grau de tens�o latente, mas sem exist�ncia de atividade el�trica presente nas fibras musculares estriadas, caracteriza o t�nus muscular de repouso.
O t�nus de atitude ou t�nus de pr�-a��o, tamb�m cognominado de t�nus postural apresenta o corpo dispon�vel para a realiza��o do movimento, havendo certa coes�o t�nica com os segmentos �sseos. O trabalho muscular necess�rio � manuten��o desta atitude � assegurado pelas vias nervosas que escapam ao controle direto da vontade.
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