Rua Assun��o, 297 - Botafogo - Tel.: (0XX21) 527 04-14 / Fax : (0XX21) 579-3694

Os Pioneiros da Educa��o F�sica/Gin�stica

Prof. Dr. Darcymires do R�go Barros

Os Pioneiros da Educa��o F�sica/Gin�stica (2/3)

Plutarco na mesma �poca, dizia que n�o se deveria deixar de exercitar o corpo das crian�as, que as enviassem �s escolas onde realizariam exerc�cios destinados a faz�-las fortes, robustas e dispostas. Era o fundamento de uma boa velhice, boa disposi��o e robustez do corpo da crian�a. Celso e Plutarco consideravam os exerc�cios corporais nada mais do que um dos elementos da educa��o f�sica geral, que, entre os outros, elementos eram, sem d�vida os mais importantes. Demonstravam de forma n�tida a distin��o entre a "educa��o f�sica" e o desporto profissional. Da Idade M�dia at� o s�culo XVI, a escola n�o se ocupou da Educa��o F�sica: sua finalidade era quase exclusivamente a forma��o religiosa, numa perspectiva em que o corpo era sobretudo mal visto.

No in�cio do Renascimento surgiu uma evolu��o que durou at� o final do s�culo XVIII, sob m�ltiplas influ�ncias, como o grito de Rousseau de "volta � natureza" e pelas conquistas dos direitos do homem atrav�s da Revolu��o Francesa. As antigas prefer�ncias das justas e torneios foram trocadas pelo jogos do carrossel e da corrida em c�rculo.

Montaigne descrevia os jogos, e mesmo os exerc�cios, como uma boa parte dos estudos. Dentre eles destacava a corrida, a luta, a m�sica, a dan�a, a ca�a, as manobras nos cavalos e o manejo com as armas. Entre os humanistas, muitos foram capazes de apreciar valor da educa��o f�sica, mesmo quando a in�rcia da institui��o escolar n�o apreciasse sua import�ncia. Os escritos de Locke enfatizavam a educa��o das crian�as numa perspectiva anglo-sax�nica.

Na lideran�a do movimento gin�stico na Europa surgiram v�rios m�todos que foram desenvolvidos por Gutsmuts e Friedrich Jahn na Alemanha, Amoros e Clias na Fran�a, Nachtegall e Ling nos pa�ses escandinavos. Fundamentalmente os exerc�cios que aplicavam tinham diversos graus de dificuldades na busca do desenvolvimento da destreza e da for�a, cuja pr�tica visava �s finalidades morfol�gica e est�tica.

Em oposi��o aos movimentos artificiais do per�odo precedente, desenvolveu-se, quase que simultaneamente, a "gin�stica natural" com George Hebert na Fran�a, Karl Gaulhoffer na �ustria e em Berlim, na Academia Alem� de Desportos. Por outro lado, a Dinamarca apresentava como seu carro chefe os exerc�cios no solo. Existe uma grande contribui��o singular de coopera��o europ�ia com a gin�stica est�tica, onde se destacavam Delsarte na Fran�a, Dalcrosse na Su��a e um grupo de escolas de gin�stica na Alemanha, Dinamarca, Su�cia, Finl�ndia com Rudolf Bode, Medau, Maja Carlquist e outras, sob influ�ncias significativas vindas dos Estados Unidos com Genevi�ve Stebbins e Elisabeth Duncan.

A Gin�stica tem como caracter�stica tr�s elementos essenciais: (I) a finalidade social e o significado da gin�stica; (ii) o valor dominante do papel da gin�stica e (iii) a variedade da regulamenta��o que leva � sua evolu��o.

No decorrer do tempo, a gin�stica tem procurado atingir a motiva��o cultural das atividades coletivas, da atividade circense, da dan�a, da coreografia, enfim de tudo a que a realidade se prop�e, numa integra��o dos aspectos educativos, aspectos desportivos agon�sticos e dos aspectos comerciais ou de cunho de espet�culo.

Nos �ltimos anos a Educa��o F�sica tem sido influenciada pelas pr�ticas desportivas sistematizadas, geradoras de hierarquias m�ltiplas e de espet�culos sedutores que privilegiam exclusivamente a dimens�o t�cnica do corpo, numa perspectiva predominante de valoriza��o do aspecto agon�stico.

A import�ncia do fen�meno desportivo em nossos dias vem proporcionar, fora dele ou ao seu lado, o surgimento de atividades de movimentos com perspectivas inovadoras; a express�o corporal, a psicomotricidade e certos aspectos de jogos que desafiam a natureza fazem a Educa��o F�sica suscet�vel de novas mudan�as.

Estas atividades f�sicas estimulam as viv�ncias diversificadas da motricidade, acentuando a sensibiliza��o nas pr�ticas de movimentos de forma intencional, consciente e sens�vel. Procuram, atrav�s da Psicomotricidade, centrar essas pr�ticas nas crian�as e nos adultos, em diferentes n�veis de desenvolvimento, objetivando a solu��o de problemas de conduta, numa vis�o global do ser humano, bem mais do que nos aspectos estreitamente f�sicos dos gestos.


[Segue] [Volta GRD]
Hosted by www.Geocities.ws

1