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http://www.geocities.com/grdclube - Revista Eletr�nica INFORMATIVO GRD - ANO I - Edi��o 01 - Jan a jun de 2000.
Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2000.


Movimento Humano

Prof. Dr. Darcymires do R�go Barros

A forma��o do pensamento n�o somente est� vinculada � aquisi��o da linguagem, como tamb�m ao movimento. Assim � que apenas a transmiss�o verbal n�o ser� suficiente para construir na mente da crian�a as estruturas operat�rias que conduzem � coordena��o de a��es e movimentos.

O homem contempor�neo, impelido pelo progresso da m�quina, j� n�o se move e se desloca do mesmo modo que seus antepassados. O movimento corporal se apresenta, ent�o, como uma necessidade a mais, no conjunto de atividades da vida atual. Constitui um meio de enriquecimento do passado motor da pessoa, base de toda a atitude e toda a disponibilidade na vida di�ria.

Os seres humanos necessitam do movimento. � o que vem ao encontro das necessidades presentes do homem moderno, proporcionando as rela��es do indiv�duo em rela��o a si pr�prio, atrav�s da percep��o, dos estados de tens�o e relaxamento, coordena��o, for�a, velocidade e 'tomada de consci�ncia' do esquema corporal ou imagem do corpo.

Quanto � rela��o ao meio, desenvolve-se a no��o de tempo e espa�o, enquanto em rela��o � sociedade, s�o observados os diferentes tipos de comportamento e de sentido social.

A concep��o de movimento varia, desta forma, de acordo com a imagem que o indiv�duo concebe no mundo em que vive, e do que o cerca (rela��o social). N�o obstante, o Universo em que se vive � a imagem do pr�prio corpo como totalidade org�nica (rela��o a si pr�prio)

O mundo oferece nos dias de hoje um aspecto crescente de trocas e mudan�as de movimentos. As sociedades parecem conhecer in�meras transforma��es nestes �ltimos 10 anos do que durante s�culos que a precederam: revolu��o das t�cnicas, acelera��o do ritmo das descobertas, bem como o ritmo das muta��es sociais.

O ser humano est� intimamente ligado ao mundo por uma rede complexa de for�as vitais, energ�ticas e espirituais, que s�o percebidas ao se observarem crian�as brincando. Executam elas uma s�rie de habilidades com precis�o e no��o espacial que poderiam evoluir segundo ritmos e din�micas diferentes.

� atrav�s do movimento que ocorrem rea��es de origem interoceptivas, proprioceptivas e exteroceptivas. Desta maneira, possibilitam o processo de forma��o do indiv�duo como meio de melhorar a qualidade de recep��o (sensa��o e percep��o) das estimula��es interpessoal e intra-pessoal que comp�em o mundo. A fim de que se possa entender a realiza��o do movimento, � necess�rio o conhecimento da inten��o do mesmo.

Esta inten��o oferece ao movimento um conte�do de consci�ncia. Da� todo o ato do movimento supor uma integra��o de mecanismos neuro-fisiol�gicos numa situa��o de comportamento.

A consci�ncia do corpo � o reconhecimento consciente do conjunto de estruturas representativas, simb�licas e semi�ticas que servem de base � a��o. � a no��o da imagem do corpo e dos meios de a��o que estabelecem, com a mem�ria, a forma��o do esquema corporal. Essa experi�ncia corporal estimula a evolu��o de significados, bem como a evolu��o de outros aspectos em rela��o � natureza das intera��es desenvolvidas atrav�s da organiza��o funcional do sistema que regula e interpreta as intera��es e retra��es do indiv�duo. Isto se d� em prosseguimento �s experi�ncias do pr�prio ser e do mundo que o rodeia.


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