| Cen�rio � Van Gogh | |||||||||||||
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| Amarelo, laranja, ferrugem, verde-musgo, lim�o. As copas das �rvores fazem um desenho colorido em contraste com o azul do c�u. Os arredores de Washington no outono fazem a gente mergulhar nas telas coloridas. S�o uma pintura. Se n�o fosse a mir�ade de rodovias, trevos e elevados que cortam os bosques, tudo seria cen�rio para Van Gogh. De vez em quando, surgem muros altos. Encobrem casas enredadas nas �rvores e jardins bem-cuidados. Canteiros de amor-perfeito emolduram as varandas. As folhas caducas s�o retiradas cotidianamente da cena -provavelmente por imigrantes ilegais ou os que aceitam qualquer pagamento para estar presente nessa obra-prima do consumo norte-americano. A� vai acontecer a corrida. Por entre os bosques que se espalham entre os agrupamentos de moradias abastados, trilhas v�o levar os atletas pelas dezenas de quil�metros. Que eles tratam por milhas. Para minha sorte, o percurso serpenteia a linha do metr�. Assim, eu posso pegar o trem na partida, descer numa esta��o intermedi�ria, registrar um pedacinho do desempenho do Rodolfo, voltar para o trem e sair j� bem perto da chegada. |
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| Eleonora imersa nas cores outonais de Washington | |||||||||||||
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| Continua... | |||||||||||||