| Desastre! | ||||||||||||
| O treino ia ser dos bons. Um pouco de aquecimento, depois rodar uns 15 minutos num ritmo forte e a� mandar ver numa escadaria pr�xima � avenida Sumar�. Fazer e repetir quatros vezes. Desde o domingo, vinha planejando esse treino, sonhando com ele, calculando a dificuldade, pensando em subir as escadas cada vez de uma forma: skipping alto, dois em dois, caminhando etc. Acordei �s seis da matina na ter�a-feira, 8 de abril, saltei da cama e quase gritei de dor. N�o dava para mexer as pernas sem sofrer, n�o dava para movimentar as costas sem sentir uma pontada, n�o para nem pensar em se dobrar para colocar o t�nis. Estava travado pela dor. Desde o s�bado anterior, quando fizera um longo treino de subidas, com descidas fortes, impactantes, vinha sentindo as costas. No domingo, fiz uma hora leve, mas havia algo errado. Na segunda � noite, depois da muscula��o, o alongamento ajudou, mas n�o resolveu o problema. Agora, n�o dava para pensar em correr, n�o dava para pensar em escadarias, n�o dava para pensar em nada. Fui direto para a fisioterapia. A dor diminuiu, mas os movimentos ainda estava muito lentos, eu me sentia travado. Esperei que no dia seguinte, o ortopedista Wagner Castropil, do Instituto Vita, que vem me acompanhando ao longo de todo o treinamento, apontasse uma luz no fim do t�nel. Eu tinha grandes planos de treinos especiais: no domingo, iria para Campos do Jord�o, trein�o de morro em altitude; no s�bado da semana seguinte, participaria da Volta � Ilha, em Florian�polis, e faria uns tr�s trechos al�m do meu, totalizando mais de 30 quil�metros.... |
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| Pensando nisso, Castropil, na quarta-feira, dia 9, resolveu fazer um ataque poderoso contra a dor, que calculava ser fruto de uma contratura do quadrado lombar, resultado dos treinos constantes e pesados. Rem�dios, inje��es, fisioterapia durante cinco dia; na segunda, 14, ir�amos reexaminar a situa��o, quem sabe at� voltar aos treinos, que estavam suspensos. Nada. Segunda-feira a dor diminu�ra, mas os movimentos estavam prejudicados. P�ra toda a medica��o, segue fisioterapia, fa�o uma resson�ncia magn�tica das costas com urg�ncia. O resultado sai na tarde do dia seguinte, ter�a-feira, 15 de abril: h�rnia de disco; l4-l5 degenerado, l5-s1 herniado. Fodeu. Pensei que ia ter de operar, parar de correr, j� fiquei mais deprimido ainda, mando ver no chocolate, engordo, de novo me sinto mal, � aquele c�rculo vicioso viciado. Porra nenhuma. Vou atr�s de informa��es, veja na internet. A culpa da h�rnia n�o � da corrida, n�o precisa operar, a recupera��o � comum, mas demorada. H� que enfrentar e tratar. Tratamento: fico sem treino por pelo menos tr�s semanas, fa�o acupuntura e fisioterapia e depois vamos ver. Na primeira sess�o de acupuntura, a dor j� decresce muito. Sigo com fisioterapia, os movimentos aos poucos come�am a voltar ao normal. No dia 30.4, nova consulta, j� praticamente sem dor, j� tendo feito longas caminhadas, corrida na �gua etc. Castropil indica in�cio de trabalhos de fortalecimento e alongamento. E acena: quem sabe, em 15 dias, poderei voltar aos treinos. |
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| A luta continua. Leia aqui como voltei � vida. | ||||||||||||