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GNTI.net Página dos alunos de Gestão de Negócios e Tecnologia da Informação - FGV Campinas
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O conceito de RDSI nasceu na década de 80, quando as redes telefonicas começaram a ser digitalizadas utilizando-se centrais CPA-T. As idéias basicas eram: A tecnologia digital estava começando a se "espraiar": além da digitalização dos sistemas de telecomunicações, surgiram os PCs, experiencias com TVs digitais (HDTV, IDTV), áudio digital, etc. Com isso, um sonho antigo dos "telefonicos", o de prover outros serviços através da rede telefonica, estava começando a parecer cada vez mais possível. Na epoca, esses diversos serviços eram servidos através de redes diferentes, que não apenas não se conversavam, mas que utilizavam tecnologias totalmente diferentes: analógica (com diversos tipos de protocolos de sinalização), digital em forma de pacotes (X.25, Frame Relay e diversos protocolos proprietários), digital com comutação de circuito. Enfim, uma bagunça. A ideia da RDSI nasceu então da seguinte forma: já que vamos digitalizar as redes, vamos aproveitar pra botar ordem na casa: vamos botar um "framework" único, capaz de suportar qualquer tipo de serviço (inclusive a TV digital) através de interfaces padronizadas. Essas interfaces padronizadas eram algo como um "conversor" de formatos, através da qual voce poderia ligar tanto um telefone analogico quanto um digital à rede, voce poderia utilizar centrais telefonicas analogicas convivendo com sistemas de transmissão digital ou vice-versa, etc, e gradualmente ir substituindo os equipamentos mais antigos por outros já totalmente digitais com padrão 100% RDSI (ou seja, transmissão SDH e comutação ATM). Na teoria, a ideia era bonita, na pratica, a realidade é mais difícil. Levou varios anos (mais de 5, acho), até que começasse a surgir consenso sobre os padrões. A rede telefonica, como todos sabem, tem velocidade limitada. Após vários estudos, chegou-se à conclusão de que uma linha de assinante (aquele fiozinho que sai da central e vai até a sua casa) não era capaz de suportar muito mais que 100 kb/s. Com isso, definiu-se como acesso básico a linha RDSI 2B+D, onde cada B é um canal de 64kb/s (utilizado para telefonia ou para modem) e D é um canal de 16 kb/s (utilizado basicamente para sinalização). Para as firmas, que têm linhas melhores, poderia ser oferecido acesso primário de 2Mb/s, composto por 30 ou 32 canais tipo B. Esses acessos foram classificados como RDSI de faixa estreita (N-ISDN). Para serviços mais sofisticados, como por exemplo videoconferencia ou TV digital, era necessário taxas mais elevadas. Por exemplo, para a HDTV, chegou-se a estimar a necessidade de taxas da ordem de 140 Mb/s. (Fazendo um parenteses: isso era para a tecnologia da epoca, é claro que hoje em dia pode-se fazer uma videoconferencia decente com taxas de 256kb/s ou, no caso de "qualidade PC", a 56kb/s). Para esses serviços mais sofisticados, seria desenvolvido a RDSI de faixa larga (ou B-ISDN), composto por canais tipo H (p.ex, o canal H3 era 34Mb/s, acho). O tempo passava e não se chegava a um acordo. O pau entre americanos e europeus era feio; por exemplo, os americanos saíram na frente com o padrão SONET para a transmissão. Os europeus adotaram o SDH, que é ligeiramente diferente. Com isso, as novas tecnologias foram pouco a pouco "matando" a RDSI-FL. O ATM (comutação de células), criado para ser uma tecnologia de comutação para a RDSI-FL se mostrou uma tecnologia tão poderosa que passou a ser também um padrão para transmissão. O DSL (digital subscriber line), tecnologia para possibilitar a transmissão de sinais digitais a 144 kb/s na linha de assinante evoluiu, dando origem primeiro ao HDSL (High-Bit Rate DSL), de 2Mb/s simétrico e depois ao ADSL (Asymetrical DSL), onde se tem até 8Mb/s no sentido descendente (i.e, da central pro assinante) e 64kb/s no sentido ascendente. Hoje em dia, não se fala mais em RDSI-FL. A RDSI é só pra faixa estreita. |
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