Isto não é um blog. Atualizo artigos antigos. E reconheço erros.

Comentários e réplicas e  serão colocadas junto ao artigo original. Participe pelo contato.

 

NÃO REELEJA  POLÍTICO ALGUM PARA O MESMO MANDATO.

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UM MALUCO COM A BOCA NO TROMBONE

Este sítio é um desabafo. Em todos os outros que fiz, havia regras a serem seguidas. Em um não se pode falar das suas crenças ou de religião, em outro a política é tabu. Num terceiro, o palavrão não pode ser usado, ainda que seja a única interjeição cabível.  

Neste publicarei o que penso, tenha ou não saído de minhas mãos ou boca, reproduzirei os artigos que gosto, sejam de direita ou de esquerda.

Citar o autor é uma obrigação. Se me esquecer, ou quando errar, corrija-me. 

MES ATUAL
ATUALiZAÇÃO

2008: JAN-FEV-MAR-ABR-MAI-JUN-JUL-AGO-SET-OUT-NOV-DEZ

31/01/2008

2007: JAN-FEV-MAR-ABR-MAI-JUN-JUL-AGO-SET-OUT-NOV-DEZ

ANTERIORES(2007-2006) (Será substituído, está pesado)

2008 - Janeiro

NUNCA MAIS VOTE EM POLÍTICO QUE JÁ TENHA EXERCIDO O CARGO PARA O QUAL ELE SEJA CANDIDATO.   NENHUM.   QUALQUER CARGO.

MUDA, BRASIL !!!!!!!!!!

Tá lá no blog do Claudio Humberto...http://www.claudiohumberto.com.br/

E tem gente que diz a internet não tem influência...

Bernardo disciplina uso de cartões O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) concede neste momento entrevista coletiva sobre as mudanças que o governo pretende fazer no uso dos chamados cartões corporativos. O ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, está justificando por que os gastos com esses tipos de cartão aumentaram desde a sua implementação. Segundo Hage, a intenção do governo é que 100% dos gastos sejam pagos com os cartões de pagamento do Governo Federal. O ministro argumentou que, dessa forma, o repasse das verbas se torna mais transparente, uma vez que permite que todos controlem os gastos. Hage explicou que antes havia as contas "tipo B". A autoridade recebia os recursos que eram depositados nessa conta. Quando precisava dos recursos, emitia cheques. Para Hage, os gastos com cartões aumentaram porque está havendo uma substituição das contas "tipo B" pelos cartões.

Foi na internet que primeiro se falou na farra do dinheiro de plástico (ou estou errado?). Gil, 31 de janeiro de 2008

Deu no http://grupobrasilmostratuacara 1.blogspot.com/

Os créditos e links são para O Globo, Globo online e GloboNews TV

Convite explosivo

Mensalão:

Roberto Jefferson vai arrolar Lula como testemunha de defesa

Por Luiza Damé, Ricardo Galhardo e Eliane Oliveira

O Globo e O Globo Online; Globonews TV

BRASÍLIA E SÃO PAULO - Réu no processo do mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) adotou uma estratégia de defesa que tem como alvo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Jefferson vai arrolar o presidente como testemunha de defesa. O objetivo é saber até que ponto o presidente sabia do esquema. Além disso, os advogados provocaram o Supremo Tribunal Federal (STF) a explicar por que o presidente não foi incluído entre os 40 réus do processo, afirmando que ele foi beneficiário do esquema. O STF ainda não respondeu. (Relembre o escândalo do mensalão)

- Toda aquela história de "eu não sabia" vai ser esclarecida. O presidente é uma testemunha importante e qualificada - disse Luiz Francisco Corrêa Barbosa, advogado de Jefferson.
Líderes da oposição estão animados com os sinais de que os depoimentos à Justiça dos principais personagens do escândalo do mensalão podem fazer revelações importantes, envolvendo outros dirigentes petistas e do governo. Depois das declarações do ex-tesoureiro Delúbio Soares, de que toda a executiva do PT sabia dos empréstimos para repassar aos partidos aliados e para cobrir o rombo de R$ 26 milhões nas contas de 2003, a expectativa agora é com o depoimento desta semana do publicitário Marcos Valério, que deve ocorrer na próxima sexta. (grifo meu)

No sábado, o advogado de Valério, Marcelo Leonardo, disse que não haverá novidades no depoimento sobre a acusação de operador do esquema do mensalão e do caixa 2. Marcelo Leonardo não quis comentar a informação de que uma nova estratégia "explosiva" está sendo preparada pela defesa do empresário, e afirmou que não está sabendo de nada.

Kátia Rabelo: Valério fornecia informações da agenda de Dirceu

A presidente do Banco Rural, Kátia Rabelo, prestou depoimento nesta segunda-feira, em Belo Horizonte , no caso do mensalão, por mais de cinco horas, na 4ª Vara da Justiça Federal. Ela declarou que o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza era facilitador e intermediava os contatos entre a direção do banco com o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Segundo Kátia, Valério fornecia detalhes sobre a agenda do ex-ministro.

A presidente do Rural confirmou um jantar com Dirceu, em Belo Horizonte , em 6 de agosto de 2004, e disse que, no encontro, teriam conversado sobre a situação política e econômica do país. Ela contou que queria informações sobre a liquidação do Banco Mercantil de Pernambuco, onde o Banco Rural detinha 20% de participação acionária. O ministro, segundo ela, não tinha detalhes e ficou de dar um retorno sobre o assunto, o que não teria ocorrido.

Ela disse que até 2004 quem respondia pelas operações financeiras do banco era o vice-presidente, José Augusto Dumont, e que só ficou sabendo do envolvimento do Banco Rural no mensalão pela imprensa.

Kátia disse ainda que não acredita que o banco tinha intenção de ocultar os nomes das pessoas que faziam saques, já que havia comprovantes dessas retiradas.

A Justiça Federal vem colhendo depoimentos de acusados de terem participado do mensalão desde semana passada. Na sexta-feira, a Justiça Federal do Paraná ouviu o depoimento do ex-tesoureiro do PTB, Emerson Palmieri, um dos réus no processo do mensalão.

Na quinta-feira, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi ouvido pela Justiça Federal de São Paulo . No mesmo tribunal, prestaram depoimento dois sócios da corretora Bonus-Banval.

Já o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira, que também deveria ter prestado depoimento, fez um acordo com a Justiça e deixou de ser réu do mensalão.   (grifo meu)

Ainda que demore. a verdade aparecerá ao final. E o castigo e o prêmio nem sempre são aparentes, mas são inevitáveis. É uma lei que não depende da vontade dos homens. 

 Gil, em 31 de janeiro de 2008

 

Para quem não conhece, vale visitar o site 

BRASIL MOSTRA A TUA CARA

O endereço é  

http://grupobrasilmostratuacara1.blogspot.com/

 

Carta Aberta nº 03/08 - Sobre Gastos com Cartões Corporativos do Governo Federal

 Curitiba, 24 de Janeiro de 2008.

 Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva,

Excelentíssimo Senhor Presidente do TCU - Tribunal de Contas da União,

Excelentíssimos Senhores Presidentes do Senado e da Câmara Federal,

ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS – BRASÍLIA – DF

 

Prezadas Autoridades,

 

“O homem não é apenas a criação das circunstâncias. As circunstâncias são criação dos homens”. (Benjamin Disraeli)

 

Estarrecido e indignado, leio na imprensa que o governo federal gastou em 2007 mais de R$ 75 milhões de reais com despesas de cartões corporativos o que representa um aumento de 129% em relação a 2006. São 4,3 vezes mais do que em 2004, quando o governo Lula iniciou o uso desses cartões. Em 2004, o gasto foi de 14 milhões. De lá para cá, uma verdadeira sangria nos cofres públicos. Será que, dentro desses 75 milhões, existe burla da lei que obriga os órgãos públicos de fazerem licitações? Com a palavra os fiscais e Conselheiros do TCU (Tribunal de Contas da União).

Ora, Senhores, o Cartão Corporativo nada mais é do que um cartão de crédito comum que é pago pelos cofres públicos (dinheiro dos contribuintes), para pagar as despesas de funcionários do alto escalão do Governo, como ministros, assessores e outros cargos do Governo Federal. Dessa forma desvirtuada, é uma vergonha!

O que mais revolta é pensar que grande parte desses 75 milhões, segundo consta, foi sacada em bancos e justifica-se que é por isso que não dá para controlar. Será verdade? É terrível saber que as informações sobre quem tem esses cartões e o que essas pessoas compram não são divulgadas, sob a alegação de que isso poderia ferir o sigilo bancário dos envolvidos. Ora, façam-me o favor!

Agora, vem a público que a Ministra Especial de Políticas de Promoção da Igualdade* Racial, Matilde Ribeiro, gastou, em 2007,  R$171.500,00 reais do cartão corporativo (dinheiro dos contribuintes). Há desigualdade nisso, não? Que perdulária!

 

A Revista Veja desta semana, informa que cartões do governo federal foram usados em 2007 para pagar despesas em lojas de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias, restaurantes, “free-shop”, etc., etc. Isso me faz sentir náuseas e lembrar o que meu pai, homem de poucas letras, dizia: "quem não é fiel num tostão, não o é num milhão" e lembro ainda de uma frase de Vasco J. Taborda que "dinheiro é pedra de toque que  testa o caráter dos homens".

No final de 2007, a SRF - Secretaria da Receita Federal iniciou devassa em empresas e funcionários privados para investigar o uso indevido de cartões corporativos, tendo por objetivo evitar a sonegação envolvendo remuneração indireta. Se é ou não remuneração indireta, não entrarei no mérito, mas se é esse o entendimento da SRF, por que “um peso e duas medidas”?  Por que não investigam e autuam também os cartões corporativos do Governo Federal?

A maioria do povo brasileiro que possui cartões de crédito paga as faturas com o resultado do seu trabalho e não com dinheiro público.

 

No momento em que o governo defende a redução de gastos, é inadmissível ficar indiferente ao desvio da finalidade para a qual os cartões corporativos foram criados. Se com a perda de receita da CPMF, o Governo Federal quer cortar despesas, por que não começa por recolher todos os cartões de créditos corporativos?

 

E, enquanto não são recolhidos ou cancelados, proponho às Mesas do Senado e da Câmara, ao presidente da República e aos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público que determinem providências para que sejam divulgados todo mês, pela internet, os gastos desses cartões, com o nome do portador do cartão corporativo, quais as despesas e as razões que as justificam. Proponho ainda, que as oposições protocolem ação no STF  (Supremo Tribunal Federal) por crime de responsabilidade. Entendo, SMJ, que cabe por iniciativa do Ministério Público propositura de ação por improbidade administrativa contra os responsáveis por esse festival de gastos.

Registro o meu protesto cívico e solicito providências com a célebre e atualizada frase de Ruy Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86).

 

P.S.  Nunca fui e não sou candidato a cargo político.

 

Respeitosamente,

Eudes Moraes

Cidadão Brasileiro – Título Eleitoral nº. 005013360647/PR

C.I. nº. 764.137- PR

e-mail: [email protected]

 

 http://www.portaltransparencia.gov.br/index4.asp

 


http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac114046,0.htm

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080114/not_imp108886,0.php

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2266582-EI306,00.html

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2230630-EI306,00.html

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u358130.shtml

 * Ora pois, como diria meu amigo Joaquim Manoel, essa ministra o é da Igualdade ou Desigualdade? Se é da igualdade, quero um cartão destes para mim também, ô pá.  Mesmo sabendo que uns são mais iguais que os outros. E que para ser “igual” é preciso ser amigo do Rei. E morar no Olimpo ou ter conta em banco na Itália, que é ali pertinho. E usar estrela no peito. Se não, não é igual, é diferente. Aí tem é que morrer com fome e o cinto apertado.

Gil, em 27 de janeiro de 2008

 

Deu noEconomist: 

Nomeação de Lobão é sobrevivência de clientelismo

A revista britânica The Economist classifica a nomeação de Edison Lobão para o cargo de ministro de Minas e Energia como exemplo da sobrevivência de "dinastias políticas feudais" no Brasil. Em um artigo intitulado Wolf Pack - The survival of patronage politics (Bando de Lobos - a sobrevivência do clientelismo político, em tradução livre), a revista escreve que Lobão foi nomeado para a pasta "porque é protegido do senador José Sarney".

Embora afirme que "essas dinastias políticas são menos comuns do que já foram no Brasil", a revista diz que "em locais com o Maranhão, os velhos hábitos sobrevivem". "O clientelismo político é um fardo pesado para o
contribuinte brasileiro. E se as luzes se apagarem neste ano, o seu custo vai ser ainda mais pesado", diz a Economist, em uma referência a uma das principais tarefas do novo ministro, a de garantir o suprimento normal
de energia elétrica no País, ameaçado por causa da falta de chuvas.

Ironia

A revista afirma que dados indicam que as chances de um novo apagão no Brasil nos próximos dois anos são de 20% e que o País depende fortemente das chuvas na região Sudeste nos próximos três meses para manter as usinas hidroelétricas funcionando normalmente.

"A falta de conhecimento (de Lobão) sobre o assunto não deve ser um problema, já que ele assegurou ao público que já começou a ler a respeito", diz o artigo, em tom de ironia. Ainda no mesmo tom, a revista lembra que o nome do ministro "parece ter sido feito sob medida para o cargo", em uma referência ao descobridor da eletricidade, Thomas Edison.

Fazendo uma análise da carreira do novo ministro, a The Economist afirma que, como jornalista durante a ditadura militar, "Lobão escreveu artigos tão favoráveis aos generais que governaram o Brasil que eles o
tornaram um congressista de seu partido".

Para a revista, Lobão teria ainda outras "manchas em sua trajetória", como a indicação do próprio filho, que "está sendo investigado por evasão fiscal", para ser seu suplente no Senado.

Enviado por Chico Gomes em 25 de Janeiro de 2008

 

"Se um dia disserem que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: a Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic..."

Ermindo, em 24 de janeiro de 2008

 

Curitiba, 19 de Janeiro de 2008.

 

Excelentíssimos Presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados,

Excelentíssimos Líderes Partidários,

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

 

“O preço que os homens pagam pela indiferença aos negócios públicos é serem governados pelos homens maus” (PLATÃO 427–347 a.C).

 

A excrescência da figura do suplente de senadores no Brasil da forma como o atual sistema político permite é indecente. Em tempo de reformas, é inconcebível manter-se a legislação vigente que permite que o postulante ao Senado escolha como suplente seu filho, parentes até 2º grau, compadres ou supostos financiadores de  campanhas. É incrível como os partidos fazem vistas grossas! Pior ainda como nós os eleitores engolimos isso! Votamos no candidato a Senador da República sem questionarmos quem é o seu suplente. Temos que mudar.

 

Não entrarei no mérito de certos suplentes como o atual e flagrante caso do filho do Senador Edison Lobão que, ao ser empossado nessa próxima 2ª feira como Ministro das Minas e Energia, expõe essa fratura ao deixar o cargo de Senador para o seu filho que é investigado pelo Ministério Público do Maranhão pela suspeita de ser sócio oculto da distribuidora de bebidas Itumar e que teria sonegado R$ 42 milhões no ano de 2000. Basta ser seu suplente como filho e já é uma excrescência política.

 

As mudanças no processo de escolha de suplente de Senador devem ser feitas em uma Reforma Política dentro de um contexto maior. Atualmente, os suplentes de senadores não são escolhidos pelo voto dos eleitores. Na hora da votação em candidatos a cargos eletivos majoritários, são oferecidos aos eleitores verdadeiros enlatados com os nomes dos candidatos ao Senado e a Governador, e não aparece na tela da urna eletrônica o nome do(s) candidato(s) a suplente(s). Vice-governadores escolhidos pelo candidato postulante, sob o aplauso de militantes partidários, também é uma excrescência. O cargo deveria ser ocupado por quem receba votos dos eleitores e não pela sistema de chapas. Que vergonha!

 

É preciso uma reformulação na lei para se impedir o registro no TRE, de suplentes que sejam filhos, cônjuges, parentes até segundo grau, de suspeitas e duvidosas figuras que são financiadoras de campanhas políticas de candidatos ao Senado. A proibição é urgente porque fere os princípios da democracia, tem gerado mal estar, desagrado e nojo por ser uma prática que engana os eleitores com a idéia de eleições livres, mas que acaba se transformando em uma tapeação quando se dá conta que somos governados por representantes ilegitimamente eleitos. Que representação tem um suplente que não ganhou um voto sequer? E são eles, caro eleitor, que marcarão presença para impedir a aprovação das propostas para mudar as atuais regras e eles votarão as leis que regulam nossas condutas e as reformas delas e são eles que ocuparão os balcões de negócios para votarem ou deixar de votar nas medidas provisórias do governo federal tal como esse último pacote que aumenta os impostos para todos os brasileiros (não adianta você achar que não foi alcançado porque foi. Os impostos serão repassados para todos os consumidores). Suplentes devem disputar a vaga e disputar os votos em eleições livres.

 

Ser Senador da República não deveria ser uma prática oligárquica. O mandato de senador não é uma capitania hereditária. Esse hábito de chapas familiares e de compadrio está arraigado na cultura brasileira por imposição das conveniências dos políticos e nós eleitores assistimos passivamente e concordamos através do voto. Somos o maiores culpados e até quando permitiremos isso? Acorda eleitor porque é com o sagrado dinheirinho do seu imposto (embutido em tudo que você compra , no imposto de renda na fonte dos assalariados da classe média e nos impostos das empresas) que é sustentada essa gente e alimenta-se esse estado de coisas.

 

Até quando assistiremos de braços cruzados ver no Senado dois ex-presidentes serem substituídos por parentes suplentes? Você já esqueceu? O filho de Antonio Carlos Magalhães, Antonio Carlos Magalhães Junior o substituiu quando de sua renúncia. Já o pai do Senador Jader Barbalho, Laércio Barbalho, foi convocado para assumir em seu lugar. Outros senadores seguem o mesmo modelo de suplência. O Senado está composto por 11 senadores-suplentes que nunca receberam um voto. Essa figura vergonhosa constitui 14% do atual quadro. É hora de se dar um basta!

 

Deixo registrado o meu protesto e pedido aos parlamentares e dirigentes deste país para que promovam a Reforma Política desejada pela sociedade.

 

Conclamo a todos os eleitores para se manifestarem por cartas, e-mails (autorizo o repasse deste e-mail), telegramas e rufos de tambores; em seus discursos e discussões familiares e na comunidade por uma Reforma Política já.

 

Em tempo: Nunca fui e não sou candidato a cargo político.

 

Respeitosamente,

 

Eudes Moraes

Cidadão Brasileiro

Título Eleitoral nº. 005013360647/PR

C.I. nº. 764.137- PR

e-mail: [email protected]

 

ASSALTOS COM SOTAQUE...

ASSALTANTE BAIANO

Ô meu rei... ( pausa )

Isso é um assalto... ( longa pausa )

Levanta os braços, mas não se avexe não.. ( outra pausa )

Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado ..

Vai passando a grana, bem devagarinho ( pausa pra pausa )

Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado.

Não esquenta, meu irmãozinho, ( pausa )

Vou deixar teus documentos na encruzilhada .


ASSALTANTE MINEIRO

Ô sô, prestenção

issé um assarto, uai.

Levantus braço e fica ketin quié mió procê.

Esse trem na minha mão tá chein de bala...

Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje.

Vai andando, uai ! Tá esperando o quê, sô?!


ASSALTANTE CARIOCA

Aí, perdeu, mermão

Seguiiiinnte, bicho

Tu te fu. Isso é um assalto .

Passa a grana e levanta os braços rapá .

Não fica de caô que eu te passo o cerol....

Vai andando e se olhar pra tras vira presunto


ASSALTANTE PAULISTA

Pô, meu ...

Isso é um assalto, meu

Alevanta os braços, meu .

Passa a grana logo, meu.

Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra comprar o ingresso do jogo do Corintian, meu . Pô, se manda, meu.


ASSALTANTE GAÚCHO

O gurí, ficas atento

Báh, isso é um assalto

Levanta os braços e te aquieta, tchê !

Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê.
Passa as pilas prá cá ! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala.

ASSALTANTE DE BRASíLIA

Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer que no final do mês, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água, Esgoto, Gás, Passagem de ônibus, Imposto de renda, Lincenciamento de veículos, Seguro Obrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, ICMS, PIS, COFINS... 

 

Enquanto isso, no Maranhão... 

Parece surrealista, mas é vida real!  Triste realidade maranhense.

- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;

 - Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney;

- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;

- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;

- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário;

- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);

- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney...

Imaginem, qual será o nome do pobre Estado, quando o tal José Sarney morrer?

Enviado em 21 de janeiro de 2007 por Sandra Pimenta

 

Comércio exterior

Lula vai oferecer crédito de US$ 1 bi para projetos em Cuba

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai oferecer a Cuba US$ 1 bilhão em créditos para financiar a alimentação, construir estradas, explorar o níquel e para outros projetos, durante a visita desta segunda-feira, afirmaram diplomatas brasileiros.

O governo brasileiro também vai se oferecer para cooperar na exploração de petróleo no Golfo do México e na construção de uma fábrica de lubrificantes, embora questões como o risco e os contratos ainda estejam sendo negociados pela Petrobras.

"O Brasil quer se envolver com Cuba e possui recursos econômicos, comerciais e tecnológicos para oferecer no momento em que Cuba busca se modernizar", disse um representante do Itamaraty. "Eles precisam de novos amigos e nos querem aqui."

Continua incerto o encontro de Lula com o líder Fidel Castro ao longo da estada de 24 horas, que começa após a cerimônia presidencial de posse na Guatemala.

"Não será confirmado até que aconteça", disse um diplomata brasileiro sobre o eventual encontro. "Vai acontecer se Fidel estiver disposto."

Fidel não aparece em público desde que foi submetido a uma operação no sistema digestivo em julho de 2006, que o forçou a transferir o poder para seu irmão Raúl.

O jornal do Partido Comunista, o Granma, disse que Lula vai se encontrar com Raúl Castro. O presidente estará acompanhado de quatro ministros e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

O Brasil vai dobrar as linhas de crédito para compras de alimentos para US$ 200 milhões, e vai oferecer linhas de crédito no valor de US$ 600 milhões para a construção de estradas na ilha, além de US$ 70 milhões para uma usina de níquel.

Também serão oferecidos financiamentos para projetos mais específicos na área de biotecnologia e outros setores, disse a fonte do Itamaraty em Havana.

Crédito para a exportação de bens e serviços através de empresas brasileiras também está disponível, desde que Cuba dê garantias, disse ele. "Esperamos ver o compromisso de um investimento privado e estatal significativo em Cuba", disse ele.

Os dois países assinarão um acordo que vai incluir o compromisso brasileiro de analisar a exploração nas águas profundas do Golfo do México, onde seis empresas estrangeiras procuram reservas de petróleo, disse a fonte. Segundo o acordo, a Petrobras vai treinar funcionários cubanos e oferecer ajuda no refino e nas pesquisas.

Há anos o Brasil tenta vender a tecnologia do etanol para Cuba, mas o assunto não faz parte da agenda de Lula na visita.

No ano passado, Fidel criticou o uso de terras destinadas ao cultivo de alimentos para produzir biocombustíveis, dizendo que isso aumentaria a fome no mundo.

Desde que adoeceu, Fidel só é visto em vídeos e fotos. Mas ele já recebeu líderes estrangeiros, como o aliado venezuelano Hugo Chávez, que o visitou em meados de dezembro.

E eu pergunto, com certa dose de veneno: Você acha que elle seria tão pródigo se o dinheiro saísse do bolso dele?

Gil, em 15 de janeiro de 2008

 

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

(reprodução autorizada)

Eudes Moraes

Curitiba, 05 de Janeiro de 2008.

Ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República

Luiz Inácio Lula da Silva

Esplanada dos Ministérios - Brasília – DF

Senhor Presidente,

"Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar: E eu não vou me resignar nunca". (Darcy Ribeiro)

É impressionante a capacidade de "metamorfose ambulante" do ser político! Lembro-me de suas posições contrárias a CPMF e a pacotes econômicos publicados por governos que o antecederam.

V. Exa. não media palavras e fazia oposição veemente e foi assim, que chegou ao poder.

Não posso deixar de reconhecer que, entre outros méritos de seu governo, está o bom-senso de permitir que a economia do país seguisse o seu curso natural alicerçado nos fundamentos econômicos do "Plano Real" que governos anteriores programaram.

Pois bem, a CPMF que V. Exa. tanto combateu foi derrubada em 2007 pela sociedade brasileira e pelo Senado.

No final de 2007, V.Exa. declarou que, sob o pretexto de compensar a perda da arrecadação causada pelo fim da CPMF, não criaria nenhum outro imposto compensatório: "Não existe razão para ninguém ficar nervoso, nenhuma razão para que ninguém faça uma loucura de aumentar a carga tributária" e desmentiu publicamente o Ministro da Fazenda quando esse se antecipou com a idéia de aumentar impostos.

As primeiras notícias econômicas de 2008 vem de forma cínica nas declarações do Ministro Mantega:

"O presidente disse que não mexeria na área tributária em 2007 e não o fez. Estamos fazendo em 2008" e V. Exa. editou, ao raiar de 2008, um pacote elevando as alíquotas da CSLL e o Imposto sobre IOF e o fez pela detestável Medida Provisória que tanto V.Exa. combateu.

Essas medidas contrariam o acordo que o seu governo fez com as oposições no final de 2007, por ocasião da votação da prorrogação da DRU (desvinculação de Receitas da União). A minha inteligência foi agredida quando ouvi o Ministro Mantega declarar:

 "O que o presidente Lula falou é que não faria pacote para arrecadar R$ 40 bilhões. O que estamos fazendo é um ajuste tributário modesto".

Sinceramente, Senhor Presidente, eu gostaria muito de ver alguns administradores públicos gerindo suas próprias empresas com essa forma de pensar e agir.

Gostaria de acompanhar essa conta de resultados.

É hora de darmos um basta no cabide de empregos, no clientelismo e no assistencialismo com efeitos eleitorais.

Por falar nisso, no final de 2007, V. Exa. editou uma MP para ampliar o Bolsa Família.

Por que no apagar das luzes de 2007 e às vésperas de um ano eleitoral?

Por que Bolsa Família de R$ 30,00 para adolescentes de 16 e 17 anos, jovens eleitores, se, até agora, o benefício era concedido às famílias com crianças de até 15 anos?

A MP Nº. 411, de 28 DE Dezembro de 2007 modifica o ProJovem, ampliando de 24 para 29 anos a idade máxima para ser beneficiado com bolsa de R$ 100,00. Que absurdo! Não construiremos um país saudável e forte "dando-se o peixe ao invés de ensinar a pescar".

Há duas políticas que acredito:

1) Uso de contraceptivos (o Brasil saiu de 90 milhões em 1970 para 186 milhões em 2007). Meu pai dizia que na hora de fazer criancinhas os casais não convidam a gente para a festa, mas na hora de alimentá-los saem por aí mendigando";

2) Crescimento econômico e geração de empregos para absorção da mão de obra afluente. O que essa moçada precisa é de emprego e não de esmolas.

Foi assim que aprendi e pautei a minha vida. Nasci em família modesta e pobre e nunca a minha família recebeu dinheiro de governos. Nem por isso, deixou de ser digna e de cumprir com suas obrigações.Meus pais sempre trabalharam muito. Saí de casa com 15 anos de idade e busquei o caminho da escola e do aprendizado e sempre trabalhei muito. Hoje estou aposentado, após 35 anos de recolhimentos à Previdência Social. Como entendo que trabalhar não mata ninguém, que preciso me ocupar e pagar os meus custos, continuo trabalhando e hei de fazê-lo até morrer.

Minha mãe ensinava que "homem tem que levantar cedinho e ir para a roça trabalhar" e jamais ensinou que tem que ficar fazendo "biscates" e esperando bolsa-esmolas de governos. Com esse meu protesto, quero focar o objetivo principal dessa minha carta.

Não será com aumento de impostos e com distribuição de dinheiro público que o Brasil encontrará o seu caminho entre os grandes países econômicos. A carga tributária brasileira já é a maior do planeta.

Sempre lamentei que os governos militares não tivessem aproveitado o regime da força (infelizmente) para extirpar o que reputo como um câncer maligno na União, com metástases pelos Estados e Municípios: o tamanho da máquina pública, o seu custo e desperdícios.

Empresas privadas promovem reengenharias; racionalização de sistemas; choque de gestão; análise de função, avaliação de desempenho e remanejamentos. Só contrata na medida do crescimento da empresa, dentro da relação custo/beneficio, onde cada moeda gasta é justificada pela geração de receita. A empresa privada se for mal gerenciada, quebra. Os dirigentes perdem dinheiro e respondem com seus bens pela má administração. No serviço público, não. Ele não quebra.

Os governos socializam os prejuízos e custos, através de impostos,  repassando para a sociedade o ônus da sua incompetência.

A máquina pública é ineficiente.

Creio que a União deveria restringir sua obrigação a saúde, educação, segurança e outras atividades afins, deixando as demais que a tornam uma super empresa ineficiente. Isso tem dado certo em todos os países desenvolvidos.

No Brasil, onde o governo gerencia bilhões de impostos da sociedade, a saúde está mal, a educação e a segurança são ruins. As estradas federais, não "pedagiadas", estão abandonadas, perigosas e ceifando vidas. Há secretarias e ministérios que podem ser extintos sem que a sociedade venha a sentir falta.

Há uma cultura sobre política orçamentária que precisa ser combatida.

O fato de orçamentos preverem determinados gastos não significa que se tenha que gastar. O que vemos no serviço público é a mentalidade que o que está orçado tem-se que gastar. "Se não licitarmos passa para o próximo exercício e perdemos esse orçamento". Errado. (Exceto os índices e percentuais previstos em lei). Cada tostão economizado pode ser investido em obras e melhorias.

Às vezes, fico pensando que essa corrida e aspiração para os serviços públicos, através de tantos concursos públicos, é uma forma das pessoas se abrigarem, por falta de ofertas de empregos no país ou pelo espírito de acomodação.

Fiquei estarrecido em 2007, quando li nos jornais sobre aberturas de concursos públicos para acomodação de pessoal que já está trabalhando, irregularmente, no Congresso Nacional e no Governo Federal. Que país é esse?

Vi na TV, protestos dos donos de cursinhos porque V.Exa. anunciou a suspensão de concursos públicos. Assim como há órgãos públicos que realmente necessitam de pessoal, há sobra de gente em outras áreas dos governos. O Brasil precisa é de um excelente gerente de recursos humanos. Tenho certeza que há servidores públicos que trabalham muito e o fazem também pelos "fantasmas" e pelos preguiçosos que estão instalados, confortavelmente, em diversos órgãos públicos.

Há muita gente ocupando cargos públicos que nada fazem e não agregam valor algum para o bem da sociedade.

Sempre vi com muita desconfiança esse modelo de administração "ao-ao" porque, via de regra, os despachos são de empurra-empurra ao fulano, ao sicrano, ao beltrano e assim, a máquina pública é lenta, pesada e ineficiente. Os servidores públicos dignos e que trabalham não devem ficar suscetibilizados com a minha opinião porque sabem muito bem do que eu estou escrevendo e devem promover um levante da moralidade.

Lanço aqui o desafio.

Sou contra novos concursos públicos sem que antes a União, Estados e Municípios promovam um choque de gestão ou reforma administrativa.

Então, Senhor Presidente por que não se fazer uma reforma administrativa na máquina pública? V. Exa., ao invés de se preocupar com aspectos eleitoreiros, poderá passar para a história como um grande líder de tantas reformas que o nosso Brasil necessita e com urgência, tais como:

A reforma tributária; a reforma política e reforma administrativa (choque de gestão). Encaminhe-as para o Congresso Nacional e conscientize a opinião pública da importância delas.

O mais importante:

Corte despesas e diminua os custos do Governo, ao invés de aumentar impostos. Há um sistema de drenagem de recursos públicos denominados "cargos em comissão". Acabe com eles.

É o meu protesto, considerações e propostas.

Respeitosamente,
Eudes Moraes

Cidadão Brasileiro - Título Eleitoral nº. 005013360647/PR

C.I. nº. 764.137- PR

e-mail: [email protected]

Ao pedir autorização ao missivista para a publicação desta carta, indaguei: 

"Porque usa o tratamento excelência?" (Excelente é algo muito bom. Eu reservo esta expressão para muito poucas pessoas). Pela resposta, constatarão que ele é incomparavelmente mais respeitoso do que eu.

 

"Explico-lhe a razão do tratamento "excelência". Dirigi-me à pessoa do Presidente da República e você sabe que, queiramos ou não, ele é o Presidente de uma Nação e a instituição requer as formalidades próprias que a boa educação recomenda. O respeito e a elegância não devem ser olvidadas."

Em 15 de janeiro de 2006, Gil

 

Deu no http://g1.globo.com/ 

Brasil pode aceitar diploma de medicina cubano.  (link)

Sem mais comentários. Pronuncie-se o CRM e a classe médica.

 

Me explica, para eu entender:

Alguém disse que quem votasse contra a CPMF era um traidor da pátria, e que a saúde iria sofrer.   Tá bem.  Que nome se dará aos que instituíram a CPMF com a garantia de que toda a derrama seria aplicada na Saúde... mas usaram parte para outros fins?

Que nome se dará aos que assassinos de centenas ou milhares  de brasileiros que morrem por falta de assistência médica, enquanto do dinheiro da CPMF,. durante todos esses anos, apenas se aplicava 40% na Saúde? 

Quando se exigirá explicações de onde foram aplicados os outros 60% do que foi arrecadado pela CPMF, que, repito, tinha de ser aplicada INTEGRALMENTE NA SAÚDE, e por que houve desvio das verbas para outras finalidades?

Gil Almeida, em 10 de janeiro de 2008

 

NOTÍCIAS DA SAÚDE EM JUIZ DE FORA

Viu? Já vai ser tudo culpa de quem cortou a CPMF...

Nesta última sexta-feira, uma jovem de Monte Verde teve uma infecção renal.Tinha dores fortes, piores que as de cálculo renal, segundo ela. Quem já teve essa dor sabe o que é isso.

Levada ao HPS, antiga COTREL, não pode ser atendida. Era de Monte Verde, precisava de uma guia emitida pelo médico do Posto de Saúde de lá. Mas em Monte Verde só existe médico às quartas e sextas, entre nove da manhã e uma da tarde. A médica que vai a Monte Verde nesses dias só atende doze pacientes, mas estava de férias. 

Na terça feira, ainda em crise de dor, foi levada novamente ao HPS e encaminhada ao Hospital da Grama. Lá recebeu uma injeção para a dor, mas não pode ser atendida, a guia de internação precisava ser assinada por um médico especialista. E o médico especialista do hospital estava de férias. O clínico geral constatou infecção renal grave, mas não podia providenciar socorro. Então aplicou nova injeção para a dor.

De volta a Juiz de Fora, tentou-se a Fundação Imepen. Foi orientada a procurar o HPS. Para não voltar ao círculo vicioso, tentou-se o INSS da rua Marechal Deodoro, próximo aos Correios. Também lá não pode ser atendida, faltava a guia emitida por um especialista, e o especialista só poderia atendê-la se fosse encaminhada por um médico do Posto de Saúde de Monte Verde. Mas vou me repetir se disser que em Monte Verde não existe médico na terça-feira, só às quartas e sextas-feiras (e estava de férias). 

A infecção renal e a dor não conhecem os dias da semana. Sem chance de socorro, a paciente paciente retornou a Monte Verde, com a perspectiva de uma noite de dor, para na quarta-feira enfrentar a fila desde cedo, porque o médico no posto de saúde de Monte Verde retornaria das férias, mas só atende o doze, e apenas (já tinha dito?) nas  quartas e sextas-feiras. A médica enviou uma guia ao SUS, que (aleluia) prontamente marcou uma consulta, mas só para o dia 17 de janeiro, daqui a uma semana. (Uma semana de dor, e risco de piorar).

Um caso que poderia ser tratado de forma simples e com baixo custo poderá se complicar. E deixando de ser simples, poderá ter custo maior. Na esperança de sensibilizar algum político ou funcionário ou médico, nem estou mencionando o valor da vida e da saúde de uma pessoa, apenas o custo de curá-la, tão maior que o custo de evitar que adoeça.

E não haverá responsáveis, porque os médicos cumpriram seus horários (mesmo que se tenha esquecido o juramento de Hipócrates), os funcionários cumpriram sua burocracia (afinal, tem de haver triagem, a ordem antes de tudo), os políticos que deviam ter destinado 100% da CPMF para a saúde só destinaram 40%, mas não são culpados, porque havia coisas mais importantes para financiar do que a vida do cidadão comum. O prefeito (nem os vereadores) não é culpado por haver médico em Monte Verde apenas nas quartas ou sextas, nem por lá não haver a creche prometida em campanha por tantos vereadores, porque Monte Verde contribui pouco com impostos, o que torna a vida do pessoal de lá menos valiosa. 

Você também não tem culpa de ter eleito essa corja. Afinal entre candidatos ruins e candidatos piores você tinha de escolher alguém. Não vamos perder tempo em discutir se você escolheu a bosta ou se você escolheu a merda. Escatologia a parte, tudo tem o mesmo cheiro. 

Gil Almeida, em 10 de janeiro de 2008

 

Doença nacional

por MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA

Se você, caro leitor, não tem o hábito de ler jornais e sua informação deriva apenas do que é veiculado pelas redes de televisão, irá crer com fé inquebrantável que Deus é brasileiro porque nosso país é o próprio paraíso na terra depois que Lula da Silva ascendeu ao poder.

A Saúde, disse o presidente, está perto da perfeição. O desemprego caiu. Os pobres comem três refeições por dia porque o programa Fome Zero deu certo. O mundo se curva para o Brasil, mesmo porque ganhamos o jogo contra o Uruguai. Portanto, essa coisa de caos aéreo, caos da Saúde, caos do gás, impostos escorchantes, entre eles a famigerada CPMF apresentada como salvação nacional, falta de infra-estrutura, fracasso de políticas públicas, violência urbana chegando a níveis insuportáveis, violência praticada pelos chamados movimentos sociais ligados à Via Campesina, como o MST e congêneres, não existem. É intriga da oposição, mentiras dos que não aceitam que o Brasil deu certo.

Tampouco existe corrupção no governo, apesar da queda constante de ministros ou de casos escabrosos onde petistas, diante de montanhas de provas e evidências, se declaram inocentes, enquanto seu líder afirma que nada vê, de nada sabe.

Afinal, ele é apenas um pobre presidente da República.

Assim, idiotizados pela propaganda, enlevados pelo mito do "pobre operário" cuidadosamente construído pelo PT, aceitamos com naturalidade a total inversão de valores que aos poucos vai erodindo o que resta de nossa civilidade.

Temerosos de infringir o politicamente correto damos por certo que elite é um termo pejorativo em vez de significar produto de qualidade.

Nos curvamos ao veneno destilado pelos seguidores dos novos donos do poder que, usando a velha tática de dividir para dominar, a qual por sua vez é indutora de simplismos maniqueístas, divide a sociedade entre maus (aqueles que não são do PT) e bons (os que são petistas); elites (ricos maus e exploradores, em que pesem as doações dos grandes empresários para as campanhas milionárias do mitológico pobre operário e do fato deste e de seus mandarins da cúpula petista terem chegado ao paraíso da burguesia) e pobres (classe majoritária que foi resgatada das garras do capitalismo selvagem por LILS, o iluminado salvador da pátria); brancos (transgressores dos direitos humanos e opressores dos negros) e negros (cujo direito de odiar brancos e agredi-los é algo natural, como disse uma ministra do bondoso pai Lula).

E temos apenas dois partidos: PT e PSDB (quem não pertence ao Partido dos Trabalhadores fatalmente é tucano, ainda que não faça parte de nenhum partido). Acentua-se no Brasil, portanto, o etnocentrismo, ou seja, o julgamento de que tudo o que é de alguns é bom e de outros é mau. É o radicalismo do "meu" e do "seu". Não temos meios termos. Não existem morenos, mulatos, cafusos. Ou se é negro ou se é branco. Ninguém se salva fora do PT e todos que pertencem ao PT são cidadãos acima de qualquer suspeita, façam o que fizerem.

A chamada base governista, ou adesistas de ocasião, capazes de se vender a qualquer preço, mesmo por um "chinelinho novo", não possuem tanta imunidade. São usados e depois jogados fora. Aliás, os mais experientes políticos de diversos partidos nunca aprendem que o PT possui leis próprias, entre elas, esmagar os que não pertencem à casta dos companheiros, triturar os que ajudam o partido e ao seu líder máximo.

Caminhamos rumo ao atraso e a decadência, sob o comando do espaçoso Hugo Chávez, mas vamos felizes entre uma partida de futebol e outra.

Afinal, não vamos sediar a Copa do Mundo? Querer mais o quê?

E enquanto o povo se alegra assistindo futebol, gesta-se nos bastidores do poder o terceiro mandato do amado avatar, Lula da Silva.

Quem poderá impedi-lo?

E que outro mito o PT possui para se perpetuar no poder?

Como o próprio presidente afirma que seu comandante Hugo Chávez é um democrata, basta seguir seus passos, como, aliás, vem acontecendo de forma mais branda, conforme a marca registrada brasileira da dubiedade.

Calmamente, cuidadosamente o PT fabrica sua ditadura sob aplausos gerais e toques de tambores de guerra de seus estridentes e fanáticos militantes e simpatizantes. Alertas parecem soar inutilmente enquanto triunfa a ignorância, a truculência, a incompetência, a corrupção. A decadência da nossa sociedade já é uma doença que parece incurável, pois progrediu muito.

Perdemos nossa elite no sentido dos melhores, dos mais virtuosos e isso faz lembra o portentoso pensamento de José Ortega y Gasset em España Invertebrada : "quando a massa nacional chega a determinado ponto, são inúteis os argumentos racionais.

Sua enfermidade consiste, então, no fato de que a maioria não se deixará influenciar, fechará freneticamente os ouvidos e pisoteará com mais força naqueles que queiram contrariá-la".  A partir daí se segue o triste espetáculo dos piores suplantando os melhores". 

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.         

[email protected]
("GAZETA DO POVO", de 28/12/2007)

Enviado pelo Ermindo, em 03 de janeiro de 2008

 

DEU NO http://g1.globo.com hoje, 03 de janeiro de 2008

Oposição diz que aumento de impostos é 'traição' do governo

Líderes do DEM e do PSDB dizem que pacote para compensar CPMF contraria acordo, PPS vai entrar com projeto contra uma das medidas; base elogia pacote.

Da Agência Estado  

Líderes de partidos de oposição afirmam que se sentiram "traídos" diante do anúncio do pacote de medidas do governo para compensar a perda de arrecadação com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).   

Os oposicionistas prometem liderar uma “batalha campal” para impedir a aprovação da proposta orçamentária deste ano, prevista para ser votada em fevereiro, quando o Congresso voltará do recesso.

“Me sinto traído. Houve rompimento do acordo feito com a oposição”, concordou o líder do PSDB, Arthur Virgilio (AM). Em dezembro, quando a CPMF foi derrubada no Senado, a oposição aceitou aprovar a Desvinculação de Recursos da União (DRU) desde que o governo discutisse a reforma tributária.     (ver comentário 1)

“É um governo com sua habitual gulodice fiscal. Isso vai encarecer a produção”, reclamou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). “Queremos corte de gastos e não aumento de impostos. Não vamos compactuar com aumento de carga tributária", criticou Virgílio.

 Aumento de impostos

As medidas anunciadas pelo governo consistem no aumento de dois impostos: Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) - e o corte de R$ 20 bilhões em despesas.

Segundo os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, o reajuste das alíquotas dos dois impostos vai elevar a arrecadação em R$ 10 bilhões. Com o fim da CPMF, governo vai perder R$ 40 bilhões em arrecadação só em 2008 - os R$ 10 bilhões que faltam, segundo o governo, virão do crescimento da economia.

 'Apertou o cinto'                    (ver comentário 2)

Os aliados elogiaram o pacote anunciado pelo governo. “Foram medidas equilibradas”, disse o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES). “É um mal menor*”, resumiu o do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). O aumento atinge o setor financeiro, que foi o mais beneficiado nos últimos anos. O governo apertou o cinto onde tinha de apertar”, acrescentou. As informações são do jornal "O Estado de S.Paulo".   * (foi votando nos políticos menos ruins que chegamos a isto)

 Na Justiça                     (ver comentário 3)

O PPS vai tentar barrar o novo instrumento que o governo criou para fiscalizar as operações financeiras com o fim da CPMF. O vice-líder do partido na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (SP), vai entrar nesta quinta-feira (3) com um projeto para sustar a norma baixada pela Receita Federal e que entrou em vigor no dia 1º de janeiro.

Com a função de buscar indícios de sonegação e de evasão fiscais, o que era feito com a cobrança da CPMF, a instrução normativa da Receita determina que os bancos informem semestralmente as operações de pessoas físicas que ultrapassem, no período de seis meses, R$ 5 mil e, no caso de pessoa jurídica, R$ 10 mil.

Junto com o projeto, o deputado vai encaminhar ao presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), um requerimento para que ele convoque a Comissão Representativa do Congresso, que trata de questões legislativas durante o recesso, para que vote o projeto.

Caso essa primeira tentativa não surta efeito, Jardim anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida do governo. O deputado considera que o ato da Receita Federal é inconstitucional porque significa um quebra de sigilo ao obrigar as instituições financeiras a repassarem a movimentação bancária dos correntistas ao órgão.

COMENTÁRIOS:

1) TRAIÇÃO? Claro que houve. Claríssimo. Esperavam algo diferente? Por decreto, ou por decisão do Senado, os assaltantes não param de assaltar. E quem está acostumado a mamar não vai largar as tetas de uma hora para a outra.

2) Que cinto o governo apertou, cara pálida? Você viu um único cargo de confiança extinto? Um tostãozinho reduzido da gastança oficial?

3) Sustar fiscalização? Isso é conversa de quem está mal intencionado.

EU QUERO SER FISCALIZADO! Quero que todo mundo seja fiscalizado, sem exceções!

Quero que todo político e todo funcionário público tenha seu patrimônio fiscalizado pela receita federal, para que os honestos tenham como provar que são honestos. E que isso seja estendido depois a toda a sociedade brasileira. Quero que quem não puder explicar aumento do patrimônio tenha também a família fiscalizada, e todos os bens dos bandidos sejam tomados, não apenas os bens suspeitos.

É A ÚNICA FORMA (que vejo) DE TIRAR O PODER DOS CORRUPTOS, DOS TRAFICANTES, DOS ASSALTANTES.

Gil, em 03 de janeiro de 2008

 

PROPAGANDA ENGANOSA OU INCOMPETÊNCIA DOS GERENTES?

Dias antes do natal, saí de casa para comprar uma faca elétrica. Estava em promoção no Ricardo Eletro. Cheguei lá poucas horas depois de a loja abrir.  O vendedor anunciou:

ACABOU A DA PROMOÇÃO. QUER VER OUTRA MARCA?

Respondi: NÃO. POR PREÇO NENHUM. Era a segunda vez que isso acontecia. Não haverá terceira.

Telefonei ao PONTO FRIO, perguntei:

TEM A FACA ELÉTRICA BLACK & DECKER?

SIM, PODE VIR BUSCAR. E disse o preço. No caminho passei por outras lojas, o preço estava mais alto. Cheguei ao Ponto Frio.

TEM A FACA ELÉTRICA?

SIM, disse a vendedora. E a mostrou.

PODE EMBRULHAR, VOU LEVAR, disse eu.

NÃO POSSO, SÓ TEM A DO MOSTRUÁRIO, disse a vendedora.

VOU LEVAR ESSA MESMO, respondi.

E ela completou:

A DO MOSTRUÁRIO NÃO TEM GARANTIA. E NÃO ESTÁ FUNCIONANDO... NÃO QUER LEVAR OUTRA COISA? 

(Mas nem que fosse de graça...)

Foi a segunda vez no Ponto Frio, a primeira foi com uma geladeira que levaram duas semanas além do prazo combinado para entregar. Ali também não haverá terceira vez. NÃO COMPRO MAIS NESSAS LOJAS.  Se precisar, pago mais caro, mas em outras empresas.

Convido a todos para uma campanha de TOLERÂNCIA ZERO.

Também estou de olho no MAKRO. Estava sendo anunciada uma televisão (BRITÂNIA?) em preto e branco, portátil, em várias promoções seguidas. Sempre que perguntei por ela, me foi dito: veio um carregamento mas estavam todas defeituosas. Ainda não inclui o MAKRO na minha lista negra, porque não tenho certeza se quem engana é ele ou o fabricante. Lá também existe uma furadeira vertical que entra e sai de promoções e não conheço quem a tenha visto. E um ventilador vertical... Fiquem atentos vocês também.  

Tem caso parecido? Mande e comprove que eu publico. Ou denuncie para a Sociedade das Donas e Donos de Casa. Está começando a atuar em Juiz de Fora.

 

O DIREITO DE IR E VIR BARRADO PELOS INCONSTITUCIONAIS PEDÁGIOS!

 Entre os diversos trabalhos apresentados, um deles causou polêmica entre os participantes. "A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva chocou, impressionou e orientou os presentes. A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil.

Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.

Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade". E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens". A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição".

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas. "No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio.

Não é necessário eu pagar novamente. Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre. Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.

Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados.

Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado. Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", acrescenta.

Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso em novembro de 2007 e forma-se em agosto de 2008. Ela não sabe ainda que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.

FONTE: JORNAL AGORA_RS

Enviado por Geraldo de Almeida em 02 de janeiro de 2008

Recordemos Maiakovski (de novo, outra vez, novamente):

Na primeira noite
 eles se aproximam
 e colhem uma flor
 de nosso jardim.
 E não dizemos nada.

 Na segunda noite,
 já não se escondem :
 pisam as flores,
 matam nosso cão,
 e não dizemos nada.

 Até que um dia,
 o mais frágil deles,
 entra sozinho em nossa casa,
 rouba-nos a lua,  e,
 conhecendo nosso medo,
 arranca-nos a voz
da garganta.

O que mais me admira é que todos nós vimos, e ficamos calados. Os partidos de oposição vêem, e calam. Quando se tornam poder, continuam vendo, mas aproveitam. Quem protesta é louco, subversivo, do contra. (Prevejo um argumento contra: o direito de ir e vir é da pessoa, não do veículo. Será que cola, carneiros? Então esse direito também não se referiria às roupas. Você poderia viajar para qualquer lado, mas nu.) 

Gil, em 02 de janeiro de 2008

 

ANO NOVO NAS UNIVERSIDADES

Começa 2008. Que seja melhor que 2007 e pior que 2009. Para você, para mim, para o Brasil. 

Não que eu tenha muitas esperanças de que haja melhoras imediatas. Pois nada muda de imediato. A natureza é lenta. A economia, a saúde, a educação do povo também. Toda vez que o Homem tem muita pressa, que tenta fazer milagres, dá com os burros n'água. Tomemos a educação como exemplo, e só vou mencionar as minhas lembranças:

Cursava eu o ginásio, na década de 60, e o tema principal da reforma na educação era a novíssima Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Era revolucionária, para a época. Durante uns dez anos tentou-se implantá-la. Mudou um sistema baseado na educação européia para algo parecido com a educação americana, e acabou não se parecendo com nenhuma das duas. Aí começava o caos. As apressadas tentativas de correção de erros resultavam em erros maiores. 

(Não estou pretendendo rigor histórico, é exercício de memória. As correções por historiadores da educação serão muito bem vindas.)

Ingressei na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora em 1967. A Universidade era nova, e a Escola ainda funcionava nos antigos prédios, fora do Campus. Estava começando a Reforma Universitária (RU), com um brutal rompimento com os padrões calcados na universidade francesa. O modelo a ser seguido era o da universidade ianque. Muito poucos professores conseguiam compreender o que se desejava com a RU. Para a imensa maioria, a única modificação parecia ser o tempo de duração dos cursos: cada disciplina ministrada em um ano (de dez meses) passava a ser ministrada em dois semestres (de quatro meses cada um). 

Na matemática do planejamento dos "educadores burrocráticos", a diferença de dois meses entre o modelo antigo e novo deveria ser completada com cursos intensivos, chamados "curso de verão" ou "curso de inverno". Era a primeira tentativa de premiar a incompetência: o aluno que não conseguisse o conhecimento necessário para a aprovação, mesmo com a "prova final" (da qual eram dispensados os que "passavam por média", com a "prova de segunda época" (mais uma chance para o estudante), fazia o curso intensivo, onde poderia até ser aprovado com médias maiores que as dos alunos regulares. Na realidade, poucos alunos sacrificavam as "férias sagradas". E poucos professores também.

Estava já firmemente implantada em alguns setores da educação o "acordo canalha": alguns professores fingiam que ensinavam, enquanto os seus alunos fingiam que aprendiam. O que nos salvava do caos eram os mestres honestos e os alunos que sabiam que diplomas nada são, se não refletirem um conhecimento firmemente construído. 

Nova reforma nos anos oitenta, outra na década seguinte, e outra, e outra. Nenhuma completamente implantada, terminada. Nenhuma mais ridícula que a atual-próxima-futura (quem sabe, talvez), que muda de sexo: em vez de "A" reforma universitária, tornou-se "O" REUNI.

Maravilha! Dobrar o número de jovens que ingressam na Universidade a cada ano! Limitar a reprovação a 10% e aprovar mesmo os incompetentes! (Por que não eliminar as provas e aprovar a todos? Ganha-se tempo!). E transferir o funil do vestibular para o meio do curso: apenas os melhores continuarão nos cursos que desejavam. Os demais ganham um diploma universitário que apenas lhes dará um benefício: ter prisão especial se ou quando cometerem crimes. Um dia se verá algo "nunca dantes visto neste país": todos terão diploma universitário, mesmo que não saibam ler. E todos morreremos de fome.

Quem quer melhorar a educação estabelece metas e níveis de qualidade e implementa um fiscalização apurada dos cursos, das despesas, e dos professores. Para isso não é necessária uma REUNI. Basta ter vergonha na cara.

Regras e decretos e leis "novas" não são de hoje. São o que os gringos chamam "bullshit": merda de boi, conversa mole para boi dormir. Muda-se tudo para que não se perceba que nada mudou. 

Gil Carvalho Paulo de Almeida, em 01 de janeiro de 2008

PESADELO

Fala sério:  em teu pior pesadelo, você imaginou a primeira dama deste País solicitando e conseguindo cidadania italiana, depois de já ser primeira dama?  "Para que meus filhos tenham melhores oportunidades na vida?"

 

POR QUE NÃO REELEGER CANDIDATOS ?

A história do país, e não só a recente, tem mostrado à exaustão que na maioria absoluta dos casos, a permanência longa no poder conduz à corrupção. Quanto mais longa, mais desenfreada.  Quanto mais poder, mais corrupção. 

(por increça que parível, trata-se de uma lei, conhecida como "Lei dos Grandes Desastres" para os estatísticos, que foi popularizada mas não entendida como "Lei de Murphy", e que nossos avós enunciavam como "tanto vai o pote a fonte, que um dia ele quebra.)

Para não citar nomes de pessoas vivas (principalmente as vivaldinas, que usariam a citação para processar e arrancar o sustento de quem escreve), mencionarei apenas pessoas e governos históricos.

Júlio César foi um político de grande competência, e bom general, além de amado por seus subordinados. Ao se apaixonar pelo poder, corrompeu-se e precisou ser assassinado.  O próprio Império Romano tornou-se tão grande e forte, e assolou o mundo por tanto tempo, que apodreceu e foi destruído. O mesmo aconteceu com o reinado Persa, com o Império Britânico, com o  Egito dos faraós, com a Alemanha nazista. E irá acontecer com a Pax Americana. 

No Brasil, o reinado após a Independência foi excelente. Mas a corrupção ofendeu tanto às classes emegentes, que foi deposto em um golpe militar (no qual persistem dúvidas quanto a forma pela qual Deodoro da Fonseca foi "convencido" a participar).  Logo após a Proclamação da República, foi feito o primeiro contrato lesivo ao país, relativo à exportação de ferro (por preço inferior ao transporte do minério entre as minas e o porto. Foi uma das maiores maracutaias da história. Durante a ditadura militar recente, o contrato foi renovado...).

O primeiro governo de Getúlio foi bom. Muita coisa foi feita em prol do trabalhador. Mas depois de ter tomado gosto pelo poder, houve o golpe, o Estado Novo, outro mandato. E os escândalos surgiram, os esqueletos e cadáveres putrefatos apareceram. E a vergonha o levou ao suicídio, se é que não foi suicidado. 

Desde então, um mesmo grupo permanece no poder, nos períodos antes da ditadura militar, durante os anos de chumbo, e nestes vinte e poucos anos depois do período do "milagre econômico".  Como foi dito pelo fazendeiro Neca Venâncio ao presidente Getúlio Vargas: "Mudam os mosquitos, mas a merda é a mesma. Pode até acontecer de o caçador ser bom, mas a matilha..." E a matilha é sempre a mesma.

Observem os nomes e os sobrenomes (alguns bastante incomuns) mencionados nas colunas políticas em todo o período pós reinado: são sempre os mesmos. Quando um novo nome surge no cenário político, imediatamente é cercado, cooptado, subornado, seduzido pela maioria que, como hoje, pune e humilha uns poucos sérios e corajosos (e aqui eu cito nomes: senadores Simon e Jefferson, deputado Gabeira) que não "entram no esquema". 

Em tempo: "entrar no esquema", para quem não conhece a expressão, já é termo antigo, significa aceitar suborno, em moeda sonante, parcela de poder ou sexo gratuito (perdão, não é gratuito: é pago por mim e você, contribuinte).

Correremos riscos? Sem dúvida! Temos exemplos recentes: em total desespero no período pós-Collor, elegeu-se o executor (das esquerdas) do plano Real sob o governo Itamar Franco.  Reservo-me o direito de não sujar as mãos escrevendo seu nome. Deu no que deu.  Apaixonou-se pelo poder, e numa METAMORFOSE AMBULANTE semelhante à atual, mandou que esquecêssemos o que ele havia escrito, virou "à direita", rasgou a Constituição que proibia re-eleição e começou a afundar o país. Quis continuar através de um pau-mandato e conseguiu com isso que o povo partisse para mais a esquerda. Novamente foi enganado. 

Traduzindo para os antigos: "metamorfose ambulante"de hoje é o "vira-casaca" de nosso tempo.

Elegeu outro que fingia ser povo, mas era polvo. Cheio de tentáculos. Também me recuso a mencionar o malfadado nome.  Desculpem-me os petralhas, mas não creio que este tenha se corrompido com o poder. Já nasceu corrompido, uma "barrigada perdida".  Um mandato de desgoverno, vá lá. Haveria possibilidade de recuperação. Mas também tornou-se outra METAMORFOSE AMBULANTE, renegou tudo o que fingia defender, esqueceu ser contra CPMF, ser contra re-eleição, esqueceu todas as mentiras criadas para atingir o "pudêr". Reelegeu-se. Deu no que deu. Não merecemos isso.

No congresso, que já foi Congresso, vê-se de tudo, sob o comando dos eternos re-eleitos. Temos até senador sem voto, para garantir a vaga do que não quer mostrar no que ou em que está votando. E continuam sendo re-eleitos. Para manter o status quo, manter o sistema podre que os continuará a re-eleger até a morte, e depois desta os seus herdeiros. Até quem já foi condenado por crime volta sob a proteção do mandato, com imunidade parlamentar, para continuar no delito. E se em vias de perder mandato por "falta de decoro", renuncia, novamente se candidata, é eleito, volta a cometer os mesmos atos, e já não é mais acusado por "faltas reconhecidas, mas cometidas em outro mandato"...

Não concorda comigo? Vai me chamar de palhaço? Não se dê a esse trabalho. É como me sinto. É como se sente a maioria do povo pensante neste país, aquela parte que lê. Não me sentirei ofendido. Eu, tu, nós somos o palhaço. Mas tem uma forma de corrigir o erro. Esperança remota, mas esperança:

NUNCA MAIS VOTE PARA O MESMO CARGO EM ALGUM POLÍTICO QUE JÁ EXERCEU MANDATO. 

EVITE RECONDUZIR ELEMENTO DO MESMO PARTIDO. 

NÃO VENDA SEU VOTO. (E não esqueça que esperar favores ou  recompensar favores, pagar obrigações, mostrar gratidão são termos que escondem pagamentos na moeda de compra de voto.)

 

Meu pedido de perdão ao autor deste gif. É uma obra de arte que retrata o sentimento do brasileiro que pensa, que vê o que está acontecendo. Recebi como sendo de LUZARDO. Queiram confirmar.

No momento, é tão pertinente quanto o seguinte, que já foi premiado e que infelizmente continua atualíssimo (é de Jorge Arbach)

 

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