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UM MALUCO COM A BOCA NO TROMBONE

Este sítio é um desabafo. Em todos os outros que fiz, havia regras a serem seguidas. Em um não se pode falar das suas crenças ou de religião, em outro a política é tabu. Num terceiro, o palavrão não pode ser usado, ainda que seja a única interjeição cabível.  

Neste publicarei o que penso, tenha ou não saído de minhas mãos ou boca, reproduzirei os artigos que gosto, sejam de direita ou de esquerda.

Citar o autor é uma obrigação. Se me esquecer, ou quando errar, corrija-me. 

 

TEMAS

2007: JAN-FEV-MAR-ABR-MAI-JUN-JUL-AGO-SET-OUT-NOV-DEZ

2006: JAN-FEV-MAR-ABR-MAI-JUN-JUL-AGO-SET-OUT-NOV-DEZ

2007 - Novembro

 
Proposta de Reforma Ortográfica

A nova ortografia                                                         

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.

No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.

Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti olia ço ki maravilia.

Autor discunhiçidu. Inviado pela Ignaçia em 29/11/2007

 

A implosão da mentira

Affonso Romano de Sant'Anna

 

É um presidente que mente, mente
de corpo e alma, completamente.
E mente de maneira tão pungente
que a gente acha que ele mente sinceramente.
Mas que mente, sobretudo, impunemente...
E mente tão nacionalmente,
que acha que mentindo história afora
vai nos enganar
eternamente.

Enviado por Ermindo G. Rocio, também poeta, em 26 de novembro de 2007

 

Não falte ao trabalho

O patrão pode perceber que você é dispensável.

Vejam o que ocorre, por exemplo, no Brasil: (Nós somos os patrões)

CARGO

VAGO DESDE

Ministro de Minas e Energia

22 de maio DE 2007

Representante da sociedade civil no CNPE

13 de outubro de 2002

Presidente da Eletrobrás

4 de janeiro de 2007

Diretor Financeiro da Eletrobrás

29 de março de 2007

Presidente da Eletrosul

2 de abril de 2007

Presidente da República

1 de janeiro de 1998

Neste ano de 2007, o governo arrecadou QUARENTA BILHÕES DE REAIS (R$ 40.000.000.000,00) além do necessário, além do esperado. Não soube aplicar o dinheiro, já que a educação, a saúde e as estradas continuam abandonadas. E quer MAIS. Para quê mais? As malas e cuecas já estão cheias! As contas na Itália, Suíça e outros paraísos fiscais já transbordam! A maior parte da arrecadação é para financiar o custo morto do funcionalismo, que cresce de forma desenfreada. A contratação não para. Mas não a de professores...

Em 1964 os militares acharam que Brasília era a casa da Mãe Joana. Era, mas não tanto quanto hoje. É apenas por medo de outros vinte anos de chumbo que não peço uma revolução. Porque num passado recente, vimos serem caladas todas as lideranças do país. Sem exceção, foram cortadas todas as cabeças pensantes. Nenhuma sobrou. Ficou isto que está aí. 

Não falte ao trabalho, você também. Alguém tem de financiar a gastança.

Gil, 25 de novembro de 2007

 

Expansão ou escolão?
O REUNI, uma velha/nova proposta do governo para as Universidades Federais

Marcelo Badaró Mattos

            Neste fim de outubro, os Conselhos Superiores das 52 Universidades Federais estão votando a "adesão" das Instituições ao Programa de Reestruturação das Instituições Federais de Ensino Superior, programa criado pelo governo federal, através de decreto presidencial.

            Não é simples avaliar o que está em jogo. De um lado, uma proposta de mudança radical dos cursos superiores nas Federais é definida por decreto, sem qualquer debate prévio com a comunidade universitária ou a sociedade. De outro, uma simulação de debate democrático nas universidades, com a idéia de que a "adesão" ao programa é voluntária. Por que simulação? Porque a chave da proposta é uma chantagem: o governo oferece recursos adicionais para as instituições aderentes, em troca do cumprimento de determinadas "metas", numa reedição da velha fórmula do contrato de gestão, lançado por Bresser Pereira quando ministro do primeiro mandato de Fernando Henrique. A Autonomia Universitária, princípio garantido pela Constituição de 1988, perdeu-se no caminho.

            As metas são o primeiro sinal do que se esconde por trás da proposta, mas é preciso saber compreendê-las. Entre elas, as principais são: dobrar as matrículas nos cursos de graduação; elevar a taxa de conclusão para 90% e estabelecer uma relação professor-aluno de 1/18, tudo em cinco anos. A princípio, tudo de bom. Quem pode ser contra expandir as vagas e diminuir a evasão. A verdade, porém, é que tais indicadores são absurdos. Uma taxa de conclusão de 90% não existe sequer nos países de desenvolvimento industrial avançado (a média da OCDE é de 70%). Já a relação professor aluno de 1/18 (a média atual é de cerca de 1/14,5), considerando-se a existência de professores em atividades administrativas e de disciplinas práticas com limitações técnicas que exigem número reduzido de alunos (pensemos numa turma de prática de neurocirurgia, por exemplo, e avaliemos se ela pode ter mais de três alunos), significa na prática que as turmas da maioria dos cursos, especialmente as dos primeiros períodos, terão média superior a 70 estudantes, e não há sequer salas de aula suficientemente grandes para isso. Como o Decreto supõe que as Universidades possam chegar a cumprir tais metas?

            Quanto à expansão das vagas, as instituições federais se expandiram muito nos últimos anos. Os dados do próprio MEC indicam que cerca de 84 mil vagas eram oferecidas nas federais em 1995. Em 2005, esse número saltara para mais de 123 mil vagas. Fizeram isto com um corpo de professores e de funcionários técnico-administrativos que se reduziu muito no mesmo período, devido a milhares de aposentadorias não repostas por novos concursos públicos. E com cada vez menos verbas públicas. Hoje, 40 % do orçamento da União está comprometido com pagamento dos encargos das dívidas interna e externa. O MEC fica com menos de 2% do orçamento. Gastos com educação, que eram de 4,38% do PIB em 2002, em 2005 foram de 3,88%. Um salto de qualidade poderia sim ser dado se Lula retirasse o veto de FHC ao artigo do Plano Nacional de Educação da Câmara que previa 7% do PIB para Educação (a proposta de PNE formulada por entidades científicas, educacionais e movimentos sociais previa 10%), até 2010.

            Ou seja, as instituições estão trabalhando no limite de sua capacidade física e de pessoal. Para mover tal reestruturação das Universidades Federais, o que o governo promete, mas "condicionado à capacidade orçamentária e operacional do Ministério da Educação", como está escrito no Decreto, são mais 20% em relação ao orçamento atual de custeio das instituições. Quer dizer que pretendem multiplicar as matrículas de instituições que já estão no limite, aportando um montante de recursos que sequer cobre as perdas orçamentárias registradas nos últimos anos. O que o REUNI mobilizaria de recursos seria um total de 7,2 bilhões de reais, ao longo de cinco anos. Mas, sintomaticamente, para o primeiro ano a previsão de recursos é de menos de 7% do total. E 60% dos recursos seriam desembolsados quando o mandato deste governo já terá acabado. Cabe acreditar que o restante virá depois, seja qual for o governo.

Para termos uma idéia de ordem de grandeza em relação a esses recursos, apresentamos alguns dados O orçamento das 52 Universidades federais por ano no governo Lula ficou na média em 8,5 bilhões. O orçamento das três Universidades estaduais paulistas este ano é de 4,5 bilhões. Para as instituições privadas de ensino superior o governo transfere por ano até 3 bilhões de reais entre isenções variadas e financiamento de mensalidades (FIES, antigo crédito educativo). Mais de R$ 70 bilhões de reais deixaram de ser investidos na área da educação nos último 12 anos por conta do mecanismo da Desvinculação de Receitas da União (DRU). Não há dúvida de que o montante de recursos que o governo disponibiliza nesse "PAC do ensino superior" é irrisório, mero chamariz para a proposta de conversão das Universidades Federais a um novo modelo de formação superior aligeirada.

            Mas, no interior das Universidades, depois de tantos anos de arrocho, com prédios caindo aos pedaços, falta de material de consumo em geral, bibliotecas sem livros básicos, laboratórios sem reagentes, instalações elétricas em curto, entre tantas outras mazelas, a oferta de "novos recursos" parece tentadora. E as administrações superiores (as reitorias) estão fazendo de tudo para convencer-nos que vale a pena cumprir todas as metas do governo para ter acesso a recursos que, nos projetos que apresentam, seriam suficientes para converter as instituições ao modelo proposto pelo REUNI.

            E que modelo é esse? A chave da proposta do governo para multiplicar o número de estudantes nas Instituições Federais, com a manutenção dos gastos nos patamares mínimos atuais e sem contratar professores e servidores em número proporcional é reduzir a duração dos cursos superiores e reduzir o contato dos estudantes com tudo aquilo que diferencia a Universidade Pública de qualidade: os professores que desenvolvem pesquisas originais, os laboratórios de ponta, a iniciação à pesquisa, as trocas com a sociedade através da extensão universitária. O que o decreto do REUNI propõe são cursos ligeiros (de dois ou três anos), com currículos interdisciplinares, não por critérios acadêmicos, mas para que os estudantes possam cursar disciplinas comuns a vários cursos ("ciclos básicos"), criando uma "economia de escala". Neste tipo de curso se formariam bacharéis em Ciências Humanas , ou em Tecnologia, por exemplo. Mas, e os diplomas de tais "graduações minimalistas", serviriam para quê no mercado de trabalho? Para ter de fato uma formação profissional em nível superior, os estudantes teriam que cursar complementações (de mais dois a cinco anos), cujas vagas nas federais seriam bem mais reduzidas. Mercado certo para as instituições privadas, que ao fim e ao cabo tiram também do REUNI suas vantagens.

            As administrações superiores das Universidades afirmam que suas propostas de adesão ao REUNI não necessariamente compactuam com tal concepção minimalista da graduação, que seus projetos foram elaborados com autonomia, etc. Será? Na UFRJ, por exemplo, a proposta divulgada pela reitoria apresenta-se como resultado de longo e amplo debate interno, não menciona diretamente o REUNI, mas se compromete integralmente com o Programa do governo, explicitando a intenção de criar os ciclos básicos e os cursos interdisciplinares (embora a duração desses cursos não seja mencionada) Na UFF, uma nova proposta de Regulamento dos cursos de graduação, apresentada em paralelo ao REUNI, abre a possibilidade de que os estudantes de graduação realizem 20% de suas disciplinas a distância, 40% através de "exames de proficiência" (em que o estudante faz apenas uma prova final, sem necessidade de assistir aulas), além de aproveitar 20% de disciplinas cursadas em outras instituições ou cursos diferentes. Ou seja, seria possível assim formar um profissional de qualquer área que só teria assistido aulas nas dependências da Universidade, ou freqüentado seus laboratórios, em uma quinta parte de seu curso. Assim fica fácil compreender a mágica de multiplicar as matrículas sem investir de verdade nas Universidades.

            Os movimentos de estudantes, professores, servidores técnico-administrativos e os setores mais conseqüentes das entidades científicas sempre defenderam a expansão das vagas nas Universidades Públicas (e no ensino médio público, primeiro gargalo a barrar quase 80% dos estudantes que ingressam no sistema escolar no país), para atender a enorme dívida social para com os milhões de jovens que deveriam estar cursando uma graduação no país. Porém, defendemos a expansão de vagas em cursos de verdade, que formem profissionais capacitados a criativamente intervir em suas áreas de trabalho, solucionando os graves problemas que atravessam nosso país. Isso só é possível com a permanente vinculação entre ensino, pesquisa e extensão, ou seja, entre a produção de conhecimento original e sua difusão, para o interior e para fora da Universidade.

            Não há mágica capaz de multiplicar matrículas sem investimentos e ainda assim afirmar-se que se estará formando profissionais com um ensino superior de qualidade. O que se propõe com o REUNI é diplomar um número maior de jovens em habilitações sem qualquer capacidade de inserção nos empregos de fato para profissionais de nível superior. Com isso se dá uma resposta fácil à justa demanda social por ampliação do ensino superior público, mas para agregar mais e mais diplomados ao desemprego e subemprego.

            Por isso, as mobilizações estudantis, de docentes, de técnico-administrativos, de alunos dos pré-comunitários, etc., estão se fazendo sentir em alto e bom tom, através principalmente de massivos movimentos de ocupação de reitorias, para 

deixar claro aos membros dos Conselhos Superiores e ao governo federal que queremos expansão, mas com qualidade. A classe trabalhadora e seus filhos querem acesso à Universidade, mas a Universidade com toda a sua potencialidade e não a cursos superiores de quinta categoria. Expansão sim, escolão não!

* Professor Titular de História do Brasil da Universidade Federal Fluminense, onde exerce atualmente a Vice-Coordenação do Curso de História.  

Enviado à UFJFLivre por Agostinho Beghelli.   Postado 19 de novembro (Gil)

 

Regalia               VEJA a reportagem original e completa no site do O GLOBO

(http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/11/17/327208838.asp)

Sem controle, mordomia se alastra nos três poderes

Publicada em 17/11/2007 às 19h54m

José Casado - O Globo

BRASÍLIA - Uma elite de 74 mil servidores federais desfruta de mordomias como auxílio-moradia de R$ 3 mil, carro de luxo, TV de LCD, celular com gasto ilimitado, apartamentos com banheira de hidromassagem e enxoval renovado a cada dois anos. Hoje, a elite do funcionalismo ganha 24,5 vezes a renda média do brasileiro e é mais bem paga que a cúpula burocrática dos Estados Unidos.

Três anos atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, começou a desfilar a bordo de um Chevrolet Ômega e, desde então, o carro fabricado na Austrália virou símbolo de poder na capital da República. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo, gastou R$ 5,4 milhões na compra de 37 deles - 33 para seus juízes e mais quatro para a diretoria. O Senado, a Câmara e alguns ministérios adotaram o estilo. Cada sedã importado custa US$ 81 mil (R$ 146 mil). O modelo só consome gasolina - e muita, à média de um litro para cada seis quilômetros.

Sua inclusão na frota pública é paradoxal, sobretudo num governo que faz propaganda dos biocombustíveis como alternativa para um mundo ameaçado pelo efeito estufa. Mas esse é apenas um detalhe: a conta de luz das repartições federais já soma R$ 3,9 milhões por dia útil. Gasta-se R$ 954 milhões por ano para iluminar os prédios públicos - 200 vezes mais que o investimento governamental realizado no programa Luz para Todos.

Vantagens compõem 37% dos salários

O dinheiro dos tributos paga tudo, dos desperdícios aos privilégios de um grupo de 74 mil pessoas que detém os altos cargos do governo, do Legislativo e do Judiciário. É a elite civil do contingente de 2,2 milhões de servidores públicos (17,5% do total de assalariados), entre os quais 1,1 milhão ativos.

Conselheira do TCDF: normal ir a lojas com veículo oficial

Numa quarta-feira, um Vectra do Tribunal de Contas do Distrito Federal, placa 0007, foi flagrado quando participava de uma missão nada secreta na capital: transportar a conselheira Anilcéia Machado, ex-deputada distrital, e uma amiga numa manhã de compras. A "parada" foi numa loja na quadra comercial 105 Sul. De lá, seguiram para a quadra comercial 305 Sul, mais conhecida como a Rua das Butiques. Durante cerca de uma hora, entraram e saíram de lojas de sapato. O resultado das compras podia ser visto em algumas sacolas.

Consultada, Anilcéia identificou a colega de passeio como sua chefe de gabinete e disse ter usado o veículo para almoçar num restaurante e, no caminho de volta ao tribunal, consertar um relógio e trocar um sapato. A conselheira disse considerar "perfeitamente normal" o uso do veículo oficial para essas atividades em horário de serviço. Ao ser lembrada de que segurava mais de uma sacola, justificou-se:

- Quando vou trocar um sapato, compro dois. Mulher quando vai a uma loja não sai sem um pacote...

Desde 1950, a legislação bra$condena o uso particular de veículos oficiais. Uma lei federal sancionada pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra já determinava que "os automóveis oficiais destinam-se, exclusivamente, ao serviço público" e dizia que é "rigorosamente proibido" o uso dos carros para o "transporte de família do servidor" ou de "pessoa estranha ao serviço público". 

FOTOS DO FLAGRANTE NO GLOBO ON LINE (CLIQUE AQUI)

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MEGAPOÇO

 

2KM DE SAL

 

BOUTADE CASCUDA

18/11/2007, 13h32'

2 (DOIS) KILOMETROS DE SAL desafiam tecnologia :: TXT Estado
www.estado.com.br/editorias/2007/11/18/eco-1.93.4....

2 km de sal desafiam tecnologia

Líder mundial em exploração de petróleo em águas profundas, Brasil nunca teve de enfrentar crosta desse tipo

Herton Escobar, RIO

Sete mil metros abaixo da superfície, o petróleo aguarda, aprisionado nas entranhas rochosas da plataforma continental. Trazê-lo para a superfície não será fácil. Muito menos barato. O tão cobiçado petróleo do campo de Tupi - suficiente para encher até 8 bilhões de barris - está enterrado sob dois quilômetros de água, mais dois quilômetros de rocha e, para completar, outros dois quilômetros de crosta de sal. É aí que a coisa se complica.

A preocupação maior, do ponto de vista tecnológico, não é nem a profundidade. O que mete medo mesmo é o sal. O Brasil é um dos líderes mundiais em exploração de petróleo em águas profundas, mas nunca teve de atravessar uma crosta desse tipo. “Vamos ter de desenvolver essa tecnologia”, disse ao Estado o engenheiro Nelson Ebecken, coordenador do Núcleo de Transferência de Tecnologia (NTT) da Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), principal parceira acadêmica da Petrobrás. “Se essa camada de sal estivesse em terra já seria difícil. Imagine, então, a três mil ou quatro mil metros de profundidade.”

A essa profundidade, pressionado e aquecido pelo calor interno do planeta, o sal se comporta como um material viscoso, o que cria problemas para a perfuração e a manutenção dos poços. “A rocha é dura, mas é estável. O sal não é tão duro, mas é menos estável”, explica o colega e também engenheiro Edison Castro Prates de Lima. Imagine algo como uma gelatina: “Você abre o buraco e o buraco fecha”, compara o especialista Giuseppe Bacoccoli, do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia da Coppe.

O planejamento dos poços, dizem os pesquisadores, terá de ser extremamente bem feito, para que não entrem em colapso. Trata-se de um ambiente pouco explorado no mundo. No Golfo do México, há poços que chegam a 8 mil metros de profundidade, mas mesmo esses estão acima da camada de sal, segundo Giuseppe. “Já se perfurou sal em outros lugares, mas não a essa profundidade nem com essa espessura”, completa Ebecken.

DIFICULDADE

Desde que o Brasil começou a tirar petróleo do fundo do mar, no fim da década de 60, não se deparava com um cenário tão complexo. A descoberta do campo de Tupi, na Bacia de Santos, anunciada na semana passada pela Petrobrás, impõe um novo desafio econômico e tecnológico para a exploração petrolífera nacional. Técnicas terão de ser aprimoradas; custos terão de ser reduzidos. Na própria Bacia de Santos, a Petrobrás possui poços de até 5 mil metros de profundidade na rocha, mas em lâminas d’água (a distância entre a superfície e o leito marinho) muito mais rasas, na faixa dos 100 metros . E sem sal.

Apesar das dificuldades, todos os especialistas da Coppe ouvidos pelo Estado estão confiantes em que o Brasil tem competência tecnológica para chegar ao óleo de Tupi. “Não vejo nenhuma quebra de paradigma, é mais uma evolução”, afirma Bacoccoli, que já foi superintendente de Exploração da Petrobrás. O desafio maior, segundo ele, diz respeito ao custo, que aumenta exponencialmente com a profundidade e a complexidade da operação. “Talvez cheguemos à conclusão de que podemos, mas não devemos.”

“Vencer a camada de sal implica um custo adicional considerável”, completa o diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe, Segen Estefen. Além das dificuldades de perfuração, ele prevê a necessidade de “poços inteligentes”, equipados com sensores para monitorar a saúde das veias petrolíferas em tempo real. Algo como um carro de Fórmula 1, que pode ser monitorado completamente dos boxes, compara Estefen.

A sete mil metros de profundidade, qualquer falha pode significar prejuízos de milhões de dólares. Todos os materiais que vão para o fundo do mar precisam ser duramente testados em terra. A Coppe tem duas câmaras hiperbáricas de fabricação própria, capazes de simular pressões de até mil metros e cinco mil metros de profundidade. São tanques de aço lacrados, com água injetada sob alta pressão.

Uma terceira câmara, que está sendo usada justamente para testar os sensores de poços inteligentes, combina profundidade e temperatura (6 mil metros e 200 °C , respectivamente). O projeto para um quarto simulador, de até 7 mil metros, já está pronto e a expectativa é de que entre em operação no início de 2009.

A instalação dos poços é toda feita remotamente da superfície, com o uso de robôs. A pressão a dois mil metros de profundidade é 200 vezes maior do que a pressão em terra, ao nível do mar. Um ser humano nessas condições seria literalmente esmagado. A profundidade máxima para um mergulhador, com riscos altíssimos, é por volta de 300 metros .

Dentro das rochas, o petróleo está fervendo. Quando chega ao topo do poço, no leito marinho, está a quase 100°C . Aí começa um outro problema. A água no fundo do mar está a aproximadamente 4°C . Para transportar o petróleo até a plataforma, dois mil metros acima, é preciso mantê-lo quente. Caso contrário, a queda de temperatura induz a formação de “coágulos” que podem entupir completamente os dutos. “É como se o óleo passasse por uma serpentina, perdendo calor ao longo do trajeto”, compara Segen. A solução é revestir os canos de aço com material isolante, ou injetar produtos químicos para evitar o adensamento do óleo.

Os dutos que transportam o óleo do solo marinho até a plataforma são chamados de risers (do inglês rise, que significa elevar ou ascender). Podem ser de aço rígido ou flexíveis, com camadas intercaladas de aço e polímeros. A lâmina d’água profunda do campo de Tupi exigirá um planejamento cuidadoso de engenharia. Uma opção para reduzir o peso dos risers seria usar titânio no lugar do aço: um metal altamente resistente e leve. Só que muito mais caro. “Estamos operando no limite da tecnologia. O problema é o custo, se vai ser caro demais ou não.”

Isso vai depender do preço do petróleo. Com o barril a US$ 100, como está hoje, Bacoccoli acredita que a exploração será economicamente viável. A expectativa é começar a produção do campo por volta de 2013. “Mesmo que o preço do petróleo caia 50%, o que é improvável, ainda dá para trabalhar.”

O anúncio da descoberta de Tupi coincidiu com o aniversário de 30 anos da parceria entre Petrobrás e Coppe, que impulsionou a exploração de petróleo offshore no País. Para engenheiros que estão no projeto desde o início - quando as profundidades não passavam de 50 metros - o novo desafio é muito bem-vindo. “Não torcemos para que seja mais profundo e mais complicado, mas para a academia é ótimo”, afirma, maliciosamente, Nelson Ebecken, um dos pioneiros da área, já pensando nas muitas teses de mestrado e doutorado que poderão ser produzidas com o estudo do reservatório. “A vocação da universidade é inovar, buscar soluções. É tudo que a gente queria.”

Menos oba-oba e mais pé-no-chão, gente pensante! Se querem milagres, rezem. E muito!

Cuidem de arranjar santos milagreiros melhores... e que não mintam. (Gil) 

 

18/11/2007

 

Como capturar porcos selvagens                                   (recebi por e-mail)


Você sabe como capturar porcos selvagens?

Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem.

O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um "outro mundo possível".

No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: "O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?"

O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada. 

"Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho de gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca, mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com a cerca, eles voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo."

 “Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão."

O jovem então disso ao professor que era exatamente isso que ele via acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de "proteção", cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de "bem-estar social",  medicina e medicamentos "gratuitos", sempre e sempre novas leis, etc., tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.

Devemos sempre lembrar que "Não existe esse negócio de almoço grátis" e também que "não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse".

Finalmente, se você percebe que toda essa maravilhosa "ajuda" governamental é um problema que se opõe ao futuro da democracia em nosso país, você vai mandar esta mensagem para seus amigos. 

Mas se você acha que políticos e ongueiros pedem mais poder para as classes deles tirarem liberdades e dinheiro dos outros para beneficiar *você* ou "os pobres" então você provavelmente vai deletar este e-mail, mas que Deus o ajude quando trancarem a porteira! 

          

ZéMaria mandou. Infelizmente não constava o nome do autor. 

Enquanto não aparece, subscrevo-o com prazer. 

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MEGAPOÇO

 

2KM DE SAL

 

BOUTADE CASCUDA

 

 

17/11/2007

MEGA-POÇO: SUGESTÕES AOS JORNALISTAS

1. NÃO DEIXE O ASSUNTO MORRER. TEM MUITA COISA MAL EXPLICADA

Quando tiver oportunidade, pergunte à especialistas na exploração de petróleo:

2. Desde quando a Petrobrás sabe da existência de petróleo abaixo da camada de sal? É verdade a afirmação de Alexandre Garcia de que esta notícia sobre o MEGA POÇO DE PETRÓLEO foi divulgada e publicada no jornal O GLOBO em julho de 2006? Tem fundamento a outra notícia que corre na Internet, que a primeira notícia data de 1999?

3. É por causa do custo ou da dificuldade de ultrapassar a camada de sal, que não se perfurou antes? Existe certeza da possibilidade de retirar petróleo de forma técnica e segura, sem provocar desastres ambientais, e sem causar prejuízo financeiro à Petrobrás?

4. Já existe uma estimativa de QUANTO ($) custará o petróleo que será retirado abaixo da camada de sal? Em outras palavras, é economicamente viável? Em termos ainda mais simples: dá para vender com lucro?    (Não esquecer de colocar nas despesas os custos de proteção aos poços, como submarinos nucleares - um só não basta, bombas atômicas, se é que alguma coisa dessas protegerá o país de uma invasão do Império, como ocorreu no Iraque. Eu sou mais pelo estilingue.)

5. Acredita na afirmação de Dona Dilma Perdigoto e do nosso culto presidente, sobre a transformação do Brasil em exportador de petróleo em 2010?  Ou acha que o digno democrata e presidente da Venezuela estava rindo na cara do presidente do Brasil, quando o chamou para associar-se a ele em uma empreitada para exportar petróleo?

6. Saindo (sem sair) do assunto, por que será que - enquanto quase todos os países que têm petróleo são exportadores, o mais rico bombeia petróleo PARA DENTRO dos poços que possui? E ainda compra mais? Será mesmo bom negócio para uma nação VENDER PETRÓLEO?

Poderão sair  bons artigos a partir daí.

       

    Gil Almeida, engenheiro. 17 de novembro de 2007

 

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AMAZÔNIA À VENDA

 

AMAZÔNIA ESTÁ A VENDA... VOCE SABIA?

Observem abaixo a página pag.76 do livro didático norte-americano "Introdução à Geografia", do autor David Norman, utilizado na Junior HighSchool (equivalente à 6ª série do 1º grau brasileira). 

Depois, faça o download da apresentação de slides que explica em português, e de uma forma muito didática, como o jovem americano está sendo condicionado a aceitar como natural a invasão desses "países atrasados"...

Faça também o dowload do filme MPEG zipado da ARKHOS, onde seu diretor sênior de marketing ALLEN PERRELL arrecada dólares para COMPRAR A AMAZÔNIA. 

(Já sabemos quem é o corretor. Mas o pagamento será a quem?)

Gil, 16 de novembro

 

Quanta falta o PT faz ao país...
Ricardo Noblat, Blog do Noblat (13/11/07)

Imagine só o barulho que o PT não teria feito no Congresso, nas Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais se o presidente da República, seu adversário, tivesse celebrado a compra de 20 aviões por uma empresa que quebraria menos de três meses depois, desempregando mais de mil funcionários e deixando milhares de passageiros com bilhetes pendurados na broxa?

Quantos dos passageiros sem assento não compraram seus bilhetes confiados no aval dado pelo presidente à empresa? Será que a precária situação financeira da empresa era ignorada pelo governo a menos de três meses de sua falência? E que governo é esse que não sabe o que se passa com uma empresa de aviação prestigiada pelo presidente da República?

Isso poderia configurar crime de responsabilidade. E ser objeto de uma ação popular.

Para infernizar a vida do seu adversário, o PT não deixaria passar uma ocasião assim por nada deste mundo.

Pois bem: Lula visitou a fábrica da Embraer de São José dos Campos em 21 de agosto último. E lá comemorou a compra de 20 jatos pela BRA. Alguns trechos do discurso dele:

(...) Há pouco mais de 3 anos estive aqui para o lançamento da Família Embraer 170-190, que é um sucesso extraordinário da indústria nacional. Hoje, comemoramos a assinatura de um contrato entre a empresa BRA e a Embraer para a compra de 20 jatos Embraer 195, no valor de 730 milhões de dólares, ou cerca de 1 bilhão e meio de reais. O contrato se refere a mais de 20 opções do mesmo modelo, o que pode elevar o seu valor a 1 bilhão e 460 milhões de dólares.

(...) Este é um fato muito importante. Na verdade, e por várias razões, um marco na aviação brasileira. E, aqui, eu queria dizer à direção da BRA que possivelmente hoje ficará marcado como o dia em que as empresas aéreas brasileiras descobriram a Embraer.

(...) Pois bem, eu penso que a BRA está dizendo claramente o seguinte: nós temos uma empresa de ponta, que produz um produto de ponta e que atende plenamente os desejos do mercado nacional, com autonomia para voar de Porto Alegre ao Ceará em vôo direto e com conforto. E, possivelmente, o gesto que a BRA está fazendo neste momento será repetido por outras empresas.

(...) Então, essa combinação que a BRA está fazendo nesse instante [compra de aviões de médio porte e vôos regionais] pode significar uma novidade extraordinária e uma revolução no conceito da aviação brasileira. Eu tenho certeza de que nesses próximos anos a BRA vai colher com o lucro e com o crescimento do número de clientes pela aposta certa que está fazendo de acreditar cada vez mais na aviação regional.

(...) A BRA está dando uma demonstração de que não é apenas o coração que é brasileiro ou a cabeça que é brasileira, ela é uma empresa que acredita no crescimento da oferta de passageiros neste País para cumprir a demanda que eles vão oferecer.

Ontem à tarde, no Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) contou que no último sábado foi abordado por um homem em desespero no aeroporto de Brasília. Ouviu dele que comprara sete passagens da BRA para viajar de férias no fim do ano com toda a sua família.

- Por que o senhor comprou com tanta antecipação passagens de uma companhia de terceiro nível para uma viagem de férias? - perguntou Heráclito.

- Por um motivo muito simples: há um mês e meio, eu vi o presidente da República sendo fotografado ao lado do presidente dessa companhia e anunciando o financiamento de vinte aviões pelo BNDES. O Presidente, ali, avalizava. Era o garoto-propaganda não só da companhia aérea, mas também daquela negociação - respondeu o homem aflito.

A história contada por Heráclito não sensibilizou a maioria dos seus pares, ocupada com manobras de última hora para a votação amanhã na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado da emenda que prorroga a cobrança da CPMF.

Cadê o PT, gente?

Quanta falta ele faz ao país...

      

Quando digo que o piolho-de-cobra é pé-frio, 

vocês dizem que sou chato e supersticioso...

Gil, em 15/11/2007

 

CALE A BOCA, PRESIDENTE!

Se é que devo te chamar de presidente.  Pelo menos com P maiúsculo, não posso, você não tem estofo sequer para ser tratado pelo nome.  E ainda se mete a defender outro candidato a ditador? Quem é você, para defender ou acusar alguém? Você é um pulha, um nada, um zero à esquerda. Quer ser rei, mas não o será. Nem sequer rei dos piolhos-de-cobra.

Não sei se você vai se encolher de medo e colocar o rabo entre as pernas, como mau covarde que é. Do mesmo jeito que quando expulsaram daquele país a mais querida empresa de teu povo e você se agachou e lambeu os pés do mesmo patife que agora finge defender.  Não se preocupe, não sou ninguém a quem você daria alguma importância.  Não tenho o poder de te correr a pontapés. Não tenho dinheiro para te apear desse cargozinho que você tornou medíocre. E não sujaria minhas mãos na tua cara ou na água suja que corre em tuas veias. Não o faria sequer com teu risonho amigo que emporcalhou mais o nosso Senado do que Incitatus poderia, ainda que lá pastasse por toda sua existência. 

Vocês são todos da mesma laia. Continuarão a enganar, a mentir, a extorquir, a remeter divisas para fora do país, a criar e engordar filhotes que prossigam nessa interminável tarefa de tornar-se cada vez mais ricos, mais canalhas, mais sem honra. E a empobrecer o povo marcado com o ferrete da ignorância em que vocês o mantém.

Breve, seus canalhas, vocês terão de prestar contas. A vida é curta. E não haverá vacas de presépio para votar uma absolvição. O buraco é muito mais em baixo do que pensam. Não são sete palmos, são muito mais que os sete mil metros do mega-poço da mentira.

Gil, em 15 de novembro de 2007

 

 

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BOUTADE CASCUDA

MAIS UMA “BOUTADE” DA DILMA.           E ESSA É CASCUDA!

Acordei, liguei o telejornal e assisti a noticia de ontem: PETROBRÁS DESCOBRE UM MEGA-POÇO DE PETROLEO! Ações subiram 14% da noite para a manhã seguinte.

Em seguida a super-ministra enche a sala de perdigotos ao babar: braziu ziuziu passa de importador a exportador de petróleo! A partir de 2010 o petróleo e GÁS em abundância inundarão o braziu ziu ziu...

Suspeitei imediatamente da conveniência da descoberta. Pôxa, logo na hora em que falta gás no País... Não estranhei quando logo depois o honesto e bem informado Alexandre Garcia esclareceu: ESSE POÇO JÁ FOI NOTICIADO EM 11 de JULHO DE 2006. E mostrou o O Globo daquela data...

A mais cruel forma de mentir é usar uma verdade para induzir ao erro. Brincar desta forma com falta de memória das pessoas é crime, ministra. A flutuação das ações deve estar enriquecendo e empobrecendo muita gente! Isso é, no mínimo, IRRESPONSABILIDADE CRIMINOSA.

CLIQUE AQUI PARA VER O VIDEO DO ALEXANDRE GARCIA NO G1  

OBSERVAÇÃO: Recebi um e-mail informando que antes, já havia sido noticiado o mesmo poço. Quando? Em 1999, na gestão daquele outro -digamos assim- hum - presidente.

Do Blog do Reinaldo Azevedo

Acho chato ter de desmentir a ministra Dilma Rousseff numa questão tão primária. Chato, mas muito necessário. Ela está tentando dar um truque em muita gente e se aproveita do fato de que a imprensa, na média, não sabe fazer conta. Leia trecho de reportagem de Sérgio Dávila na Folha desta terça. E depois vejam uma conta óbvia. Tão óbvia e simples, e, até onde sei, sou o primeiro a fazê-la. Demonstro como a CPMF tributa um mesmo dinheiro muitas vezes e provo por que Dilma conta uma inverdade quando diz que apenas 18 milhões de brasileiros pagam a contribuição. É mentira! Todo mundo paga. E muitas vezes. Antes, um trecho da reportagem:

"Primeiro, eles venderam a robustez da economia brasileira para uma platéia de investidores, analistas e empresários norte-americanos em Washington. Então , em encontros separados com jornalistas, os ministros Guido Mantega e Dilma Rousseff disseram que a rejeição da prorrogação da CPMF no Senado será um "constrangimento" e "um grande problema" para as finanças do país. Para a ministra-chefe da Casa Civil, a oposição "sabe perfeitamente" que não pode derrubar a prorrogação. "Principalmente a oposição responsável que existe no Brasil, que não pode alegar que não tem experiência, porque tem, governou esse país até 2002." Tirar a CPMF das contas públicas, disse, "vai significar um grande problema". A CPMF, segundo a ministra, é um imposto interessante por ter característica claramente não regressiva. "Você cobra de 18 milhões de pessoas e beneficia 200 milhões de pessoas." Mesmo tom alarmista adotou Mantega - ambos participavam da "2007 Brazil Economic Conference", promovida pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. "Ninguém quer radicalizar", disse. "A radicalização significa perdermos dezenas de bilhões, aí estaremos em sérias dificuldades, que eu nem quero pensar em como resolver."

"Oposição responsável", vocês sabem, ou é aquela que sempre concorda com o governo ou, na versão benigna, é aquela que vota pensando no que é melhor para o país. O PT jamais foi uma "oposição responsável", certo? Votou sistematicamente contra o governo FHC e sempre pensou em si mesmo, na sua própria escalada. Dilma espera que o PSDB não faça com o PT o que o PT sempre fez com o PSDB. Dilma espera um PSDB responsável porque a irresponsabilidade, deve achar, tem de continuar como monopólio do seu partido.

É uma baba corrigi-la, quase exercício primário, mas tenho de fazê-lo. Essa história de que se cobra a CPMF apenas de 18 milhões de brasileiros é mentirosa. Todos pagam. Porque o imposto vai parar nos preços. E um mesmo dinheiro é tributado muitas vezes, daí a soma fabulosa que ele arrecada. Já demonstrei aqui. Acompanhem o destino de R$ 100, para ficar num número simples:

1) A empresa "X" recebe R$ 100 por um serviço prestado. A empresa Y pagou a fatura. Se foi "por dentro", recolheu 0,38% para o governo: ou R$ 0,38.

2) Os mesmos R$ 100 entram na caixa da empresa B. Ela faz a folha de pagamentos e o deposita da conta do Seu Zé: recolhe mais R$ 0,38.

3) O Seu Zé vai mexer com o dinheiro, emitir cheque ou sacar para pagar o supermercado: recolhe mais 0,38%;

4) Os R$ 100 que ele deixou no supermercado em cheque ou no pagamento em cartão serão usados pela empresa: lá vão para a turma de Dilma mais R$ 0,38

E a cadeia recomeça, num ciclo interminável. Mas reparem: no fim desse percurso simples, muito plausível, os mesmos R$ 100 foram tributados quatro vezes. Não 0,38%, mas 1,52%.

As três empresas que aparecem aí têm como se defender — e é justo que o façam, né? Seus respectivos departamentos financeiros se encarregarão de pôr no preço final da mercadoria ou do serviço o peso da CPMF.

Quem é obrigado a pagar sem chiar e sem ter a quem repassar? O Seu Zé. Atenção: mesmo que ele não tenha conta em banco. Mesmo que tenha recebido o seu salário em dinheiro vivo. A qualquer operação que fizer, estará pagando indiretamente o imposto.

      É preciso parar de mentir  

A ministra Dilma quer mesmo ser candidata à Presidência da República? Deve começar por não mentir. Sei que ela pode dizer que a mentira rende e que o meu conselho é desmentido pelos fatos. É que sou um moralista. Não um político. A CPMF é paga pelos quase 200 milhões de brasileiros, sim! E o imposto incide muitas vezes sobre o mesmo dinheiro. Dilma, na juventude, estava empenhada em mudar o regime e não deve ter estudado matemática. Querem a prova?

Quanto o governo espera arrecadar com a CPMF de 0,38%? Algo em torno de R$ 40 bilhões, certo? Vamos fazer uma regra de três?

Se R$ 40 bilhões correspondem a 0,38%, que valor corresponderia a 100%?

Assim ensinou a nossa professorinha:

R$ 40.000.000.000 ,00........ 0,38%

x .............................. ....................100%

Multiplica-se em cruz e faz-se a divisão:
0,38x = R$
40.000.000.000 ,00 X 100

x = 4.000.000.000.000,00  /  0,38

x = 10.526.315.789.473,68

E você chegará à conclusão, leitor amigo, que os R$ 40 bilhões correspondem à aplicação da alíquota de 0,38% sobre, atenção!: R$ 10.526.315.789.473,68. Se você tiver dificuldade de ler, eu ajudo: dez trilhões, quinhentos e vinte e seis bilhões, trezentos e quinze milhões, setecentos e oitenta e nove mil, quatrocentos e setenta e três reais e sessenta e oito centavos.

É isso aí. A CPMF incide no correspondente A QUASE CINCO PIBs BRASILEIROS em um único ano. Eis aí! Trata-se da prova material, escancarada, evidente, de que o imposto tributa muitas vezes um mesmo dinheiro e de que TODOS PAGAM, ministra Dilma. E muitas vezes.

(enviado por minha amiga Sandra Pi, no início de novembro)

Preciso comentar? Não.  Tio Rei, você disse tudo.

 

UMA ORAÇÃO NÃO ENGAJADA.

Meu amigo JC, disse uma vez: ninguém chega lá senão por Mim. 
Os surdos que não o queriam ouvir afirmaram que ele disse o contrário: só por Ele.
Até hoje não entenderam, nem compreendem o que Ele falou.
E continuam, cegos a conduzir outros cegos, caindo juntos nos buracos.

Ninguém vive a vida de outro, aprende a lição de outro, dá o passo de outro.
Eu só chego lá, se Eu der cada passo. Mim só aprende, se Mim fizer o esforço para aprender. Não há segredo. Tudo foi dito com clareza. 

Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece. Antes, não. Porque ele e o Mestre são um só. Tudo o mais é repetição. E complicação. 

Olha os lírios nos campos, ô pá. Ninguém se veste com tamanha elegância. Mesmo encravados na lama, são puros e limpos. Ainda que no meio do esterco, tem um desenvolvimento maior que o teu. Com todo o respeito, ô meu.

Desenvolver, o que é? Tirar o que envolve.  Tirar o manto que esconde a verdade. Simplificar. Deixar o lixo e o contrapeso, ficar mais leve. Crescer. Olha o lírio de novo, cara.

Será que mudei de assunto? Acho que não. Estou tocando a mesma música, em outro tom. 

Gil, em 7 de novembro de 2007

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