Este não é um blog. Atualizo artigos antigos. E reconheço erros.
Comentários e réplicas e serão colocadas junto ao artigo original. Participe pelo contato.
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UM MALUCO COM A BOCA NO TROMBONE Este sítio é um desabafo. Em todos os outros que fiz, havia regras a serem seguidas. Em um não se pode falar das suas crenças ou de religião, em outro a política é tabu. Num terceiro, o palavrão não pode ser usado, ainda que seja a única interjeição cabível. Neste publicarei o que penso, tenha ou não saído de minhas mãos ou boca, reproduzirei os artigos que gosto, sejam de direita ou de esquerda. Citar o autor é uma obrigação. Se me esquecer, ou quando errar, corrija-me.
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2007: JAN-FEV-MAR-ABR-MAI-JUN-JUL-AGO-SET-OUT-NOV-DEZ |
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2006: JAN-FEV-MAR-ABR-MAI-JUN-JUL-AGO-SET-OUT-NOV-DEZ |
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2007 - Novembro |
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Proposta
de Reforma Ortográfica
A nova ortografia
Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual. No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika. Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente. No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde. No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum. No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo. Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti olia ço ki maravilia. Autor discunhiçidu. Inviado pela Ignaçia em 29/11/2007 |
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A implosão da mentira
Affonso Romano de Sant'Anna
É
um presidente que mente, mente Enviado por Ermindo G. Rocio, também poeta, em 26 de novembro de 2007
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Não falte ao trabalho. O
patrão pode perceber que você é dispensável. Vejam
o que ocorre, por exemplo, no Brasil: (Nós somos os patrões)
Neste
ano de 2007, o governo arrecadou QUARENTA BILHÕES DE REAIS (R$
40.000.000.000,00) além do necessário, além do esperado. Não soube
aplicar o dinheiro, já que a educação, a saúde e as estradas continuam
abandonadas. E quer MAIS. Para quê mais? As malas e cuecas já estão
cheias! As contas na Itália, Suíça e outros paraísos fiscais já
transbordam! A maior parte da arrecadação é para financiar o custo
morto do funcionalismo, que cresce de forma desenfreada. A contratação
não para. Mas não a de professores... Em 1964 os militares acharam que Brasília era a casa da Mãe Joana. Era, mas não tanto quanto hoje. É apenas por medo de outros vinte anos de chumbo que não peço uma revolução. Porque num passado recente, vimos serem caladas todas as lideranças do país. Sem exceção, foram cortadas todas as cabeças pensantes. Nenhuma sobrou. Ficou isto que está aí. Não falte ao trabalho, você também. Alguém tem de financiar a gastança. Gil,
25 de novembro de 2007 |
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Expansão
ou escolão?
Neste fim de outubro, os Conselhos Superiores das 52 Universidades
Federais estão votando a "adesão" das Instituições ao
Programa de Reestruturação das Instituições Federais de Ensino
Superior, programa criado pelo governo federal, através de decreto
presidencial.
Não é simples avaliar o que está
As metas são o primeiro sinal do que se esconde por trás da proposta,
mas é preciso saber compreendê-las. Entre elas, as principais são:
dobrar as matrículas nos cursos de graduação; elevar a taxa de conclusão
para 90% e estabelecer uma relação professor-aluno de 1/18, tudo em
cinco anos. A princípio, tudo de bom. Quem pode ser contra expandir as
vagas e diminuir a evasão. A verdade, porém, é que tais indicadores são
absurdos. Uma taxa de conclusão de 90% não existe sequer nos países de
desenvolvimento industrial avançado (a média da OCDE é de 70%). Já a
relação professor aluno de 1/18 (a média atual é de cerca de 1/14,5),
considerando-se a existência de professores em atividades administrativas
e de disciplinas práticas com limitações técnicas que exigem número
reduzido de alunos (pensemos numa turma de prática de neurocirurgia, por
exemplo, e avaliemos se ela pode ter mais de três alunos), significa na
prática que as turmas da maioria dos cursos, especialmente as dos
primeiros períodos, terão média superior a 70 estudantes, e não há
sequer salas de aula suficientemente grandes para isso. Como o Decreto supõe
que as Universidades possam chegar a cumprir tais metas?
Quanto à expansão das vagas, as instituições federais se expandiram
muito nos últimos anos. Os dados do próprio MEC indicam que cerca de 84
mil vagas eram oferecidas nas federais em 1995. Em 2005, esse número
saltara para mais de 123 mil vagas. Fizeram isto com um corpo de
professores e de funcionários técnico-administrativos que se reduziu
muito no mesmo período, devido a milhares de aposentadorias não repostas
por novos concursos públicos. E com cada vez menos verbas públicas.
Hoje, 40 % do orçamento da União está comprometido com pagamento dos
encargos das dívidas interna e externa. O MEC fica com menos de 2% do orçamento.
Gastos com educação, que eram de 4,38% do PIB em 2002, em 2005 foram de
3,88%. Um salto de qualidade poderia sim ser dado se Lula retirasse o veto
de FHC ao artigo do Plano Nacional de Educação da Câmara que previa 7%
do PIB para Educação (a proposta de PNE formulada por entidades científicas,
educacionais e movimentos sociais previa 10%), até 2010.
Ou seja, as instituições estão trabalhando no limite de sua capacidade
física e de pessoal. Para mover tal reestruturação das Universidades
Federais, o que o governo promete, mas "condicionado à capacidade orçamentária
e operacional do Ministério da Educação", como está escrito no
Decreto, são mais 20% em relação ao orçamento atual de custeio das
instituições. Quer dizer que pretendem multiplicar as matrículas de
instituições que já estão no limite, aportando um montante de recursos
que sequer cobre as perdas orçamentárias registradas nos últimos anos.
O que o REUNI mobilizaria de recursos seria um total de 7,2 bilhões de
reais, ao longo de cinco anos. Mas, sintomaticamente, para o primeiro ano
a previsão de recursos é de menos de 7% do total. E 60% dos recursos
seriam desembolsados quando o mandato deste governo já terá acabado.
Cabe acreditar que o restante virá depois, seja qual for o governo. Para termos uma idéia de ordem de grandeza em relação
a esses recursos, apresentamos alguns dados O orçamento das 52
Universidades federais por ano no governo Lula ficou na média em 8,5
bilhões. O orçamento das três Universidades estaduais
paulistas este ano é de 4,5 bilhões. Para as instituições
privadas de ensino superior o governo transfere por ano até 3 bilhões de
reais entre isenções variadas e financiamento de mensalidades (FIES,
antigo crédito educativo). Mais de R$ 70 bilhões de reais deixaram de
ser investidos na área da educação nos último 12 anos por conta do
mecanismo da Desvinculação de Receitas da União (DRU). Não há dúvida
de que o montante de recursos que o governo disponibiliza nesse "PAC
do ensino superior" é irrisório, mero chamariz para a proposta de
conversão das Universidades Federais a um novo modelo de formação
superior aligeirada.
Mas, no interior das Universidades, depois de tantos anos de arrocho, com
prédios caindo aos pedaços, falta de material de consumo em geral,
bibliotecas sem livros básicos, laboratórios sem reagentes, instalações
elétricas em curto, entre tantas outras mazelas, a oferta de "novos
recursos" parece tentadora. E as administrações superiores (as
reitorias) estão fazendo de tudo para convencer-nos que vale a pena
cumprir todas as metas do governo para ter acesso a recursos que, nos
projetos que apresentam, seriam suficientes para converter as instituições
ao modelo proposto pelo REUNI.
E que modelo é esse? A chave da proposta do governo para multiplicar o número
de estudantes nas Instituições Federais, com a manutenção dos gastos
nos patamares mínimos atuais e sem contratar professores e servidores em
número proporcional é reduzir a duração dos cursos superiores e
reduzir o contato dos estudantes com tudo aquilo que diferencia a
Universidade Pública de qualidade: os professores que desenvolvem
pesquisas originais, os laboratórios de ponta, a iniciação à pesquisa,
as trocas com a sociedade através da extensão universitária. O que o
decreto do REUNI propõe são cursos ligeiros (de dois ou três anos), com
currículos interdisciplinares, não por critérios acadêmicos, mas para
que os estudantes possam cursar disciplinas comuns a vários cursos
("ciclos básicos"), criando uma "economia de escala".
Neste tipo de curso se formariam bacharéis
As administrações superiores das Universidades afirmam que suas
propostas de adesão ao REUNI não necessariamente compactuam com tal
concepção minimalista da graduação, que seus projetos foram elaborados
com autonomia, etc. Será? Na UFRJ, por exemplo, a proposta divulgada pela
reitoria apresenta-se como resultado de longo e amplo debate interno, não
menciona diretamente o REUNI, mas se compromete integralmente com o
Programa do governo, explicitando a intenção de criar os ciclos básicos
e os cursos interdisciplinares (embora a duração desses cursos não seja
mencionada) Na UFF, uma nova proposta de Regulamento dos cursos de graduação,
apresentada em paralelo ao REUNI, abre a possibilidade de que os
estudantes de graduação realizem 20% de suas disciplinas a distância,
40% através de "exames de proficiência" (em que o estudante
faz apenas uma prova final, sem necessidade de assistir aulas), além de
aproveitar 20% de disciplinas cursadas em outras instituições ou cursos
diferentes. Ou seja, seria possível assim formar um profissional de
qualquer área que só teria assistido aulas nas dependências da
Universidade, ou freqüentado seus laboratórios, em uma quinta parte de
seu curso. Assim fica fácil compreender a mágica de multiplicar as matrículas
sem investir de verdade nas Universidades.
Os movimentos de estudantes, professores, servidores técnico-administrativos
e os setores mais conseqüentes das entidades científicas sempre
defenderam a expansão das vagas nas Universidades Públicas (e no ensino
médio público, primeiro gargalo a barrar quase 80% dos estudantes que
ingressam no sistema escolar no país), para atender a enorme dívida
social para com os milhões de jovens que deveriam estar cursando uma
graduação no país. Porém, defendemos a expansão de vagas em cursos de
verdade, que formem profissionais capacitados a criativamente intervir em
suas áreas de trabalho, solucionando os graves problemas que atravessam
nosso país. Isso só é possível com a permanente vinculação entre
ensino, pesquisa e extensão, ou seja, entre a produção de conhecimento
original e sua difusão, para o interior e para fora da Universidade.
Não há mágica capaz de multiplicar matrículas sem investimentos e
ainda assim afirmar-se que se estará formando profissionais com um ensino
superior de qualidade. O que se propõe com o REUNI é diplomar um número
maior de jovens em habilitações sem qualquer capacidade de inserção
nos empregos de fato para profissionais de nível superior. Com isso se dá
uma resposta fácil à justa demanda social por ampliação do ensino
superior público, mas para agregar mais e mais diplomados ao desemprego e
subemprego. Por isso, as mobilizações estudantis, de docentes, de técnico-administrativos, de alunos dos pré-comunitários, etc., estão se fazendo sentir em alto e bom tom, através principalmente de massivos movimentos de ocupação de reitorias, para deixar
claro aos membros dos Conselhos Superiores e ao governo federal que
queremos expansão, mas com qualidade. A classe trabalhadora e seus filhos
querem acesso à Universidade, mas a Universidade com toda a sua
potencialidade e não a cursos superiores de quinta categoria. Expansão
sim, escolão não! *
Professor Titular de História do Brasil da Universidade Federal
Fluminense, onde exerce atualmente a Vice-Coordenação do Curso de História. Enviado à UFJFLivre por Agostinho Beghelli. Postado 19 de novembro (Gil)
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Regalia VEJA a reportagem original e completa no site do O GLOBO (http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/11/17/327208838.asp) Sem
controle, mordomia se alastra nos três poderes
Publicada
em 17/11/2007 às 19h54m José
Casado - O Globo
BRASÍLIA - Uma elite de 74 mil servidores federais desfruta de
mordomias como auxílio-moradia
de R$ 3 mil, carro de luxo, TV de LCD, celular com gasto ilimitado,
apartamentos com banheira de hidromassagem e enxoval renovado a cada dois
anos. Hoje, a elite do funcionalismo ganha 24,5 vezes a renda média do
brasileiro e é mais bem paga
que a cúpula burocrática dos Estados Unidos. Três
anos atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, começou
a desfilar a bordo de um Chevrolet Ômega e, desde então, o carro
fabricado na Austrália virou símbolo de poder na capital da República.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo, gastou R$ 5,4 milhões
na compra de 37 deles - 33 para seus juízes e mais quatro para a
diretoria. O Senado, a Câmara e alguns ministérios adotaram o estilo.
Cada sedã importado custa US$ 81 mil (R$ 146 mil). O modelo só consome
gasolina - e muita, à média de um litro para cada seis quilômetros. Sua
inclusão na frota pública é paradoxal, sobretudo num governo que faz
propaganda dos biocombustíveis como alternativa para um mundo ameaçado
pelo efeito estufa. Mas esse é apenas um detalhe: a conta de luz das
repartições federais já soma R$ 3,9 milhões por dia útil. Gasta-se R$
954 milhões por ano para iluminar os prédios públicos - 200 vezes mais
que o investimento governamental realizado no programa Luz para Todos. Vantagens
compõem 37% dos salários O
dinheiro dos tributos paga tudo, dos desperdícios aos privilégios de um
grupo de 74 mil pessoas que detém os altos cargos do governo, do
Legislativo e do Judiciário. É a elite civil do contingente de 2,2 milhões
de servidores públicos (17,5% do total de assalariados), entre os quais
1,1 milhão ativos. Conselheira
do TCDF: normal ir a lojas com veículo oficial Numa
quarta-feira, um Vectra do Tribunal de Contas do Distrito Federal, placa
0007, foi flagrado quando participava de uma missão nada secreta na
capital: transportar a conselheira Anilcéia Machado, ex-deputada
distrital, e uma amiga numa manhã de compras. A "parada" foi
numa loja na quadra comercial 105 Sul. De lá, seguiram para a quadra
comercial 305 Sul, mais conhecida como a Rua das Butiques. Durante cerca
de uma hora, entraram e saíram de lojas de sapato. O resultado das
compras podia ser visto em algumas sacolas. Consultada,
Anilcéia identificou a colega de passeio como sua chefe de gabinete e
disse ter usado o veículo para almoçar num restaurante e, no caminho de
volta ao tribunal, consertar um relógio e trocar um sapato. A conselheira
disse considerar "perfeitamente normal" o uso do veículo
oficial para essas atividades em horário de serviço. Ao ser lembrada de
que segurava mais de uma sacola, justificou-se: -
Quando vou trocar um sapato, compro dois. Mulher quando vai a uma loja não
sai sem um pacote... Desde
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18/11/2007, 13h32'
Líder mundial em
exploração de petróleo em águas profundas, Brasil nunca teve de
enfrentar crosta desse tipo Herton
Escobar, RIO
Sete mil metros abaixo da superfície, o petróleo aguarda, aprisionado nas entranhas rochosas da plataforma continental. Trazê-lo para a superfície não será fácil. Muito menos barato. O tão cobiçado petróleo do campo de Tupi - suficiente para encher até 8 bilhões de barris - está enterrado sob dois quilômetros de água, mais dois quilômetros de rocha e, para completar, outros dois quilômetros de crosta de sal. É aí que a coisa se complica. A preocupação maior, do ponto de vista tecnológico, não é nem a profundidade. O que mete medo mesmo é o sal. O Brasil é um dos líderes mundiais em exploração de petróleo em águas profundas, mas nunca teve de atravessar uma crosta desse tipo. “Vamos ter de desenvolver essa tecnologia”, disse ao Estado o engenheiro Nelson Ebecken, coordenador do Núcleo de Transferência de Tecnologia (NTT) da Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), principal parceira acadêmica da Petrobrás. “Se essa camada de sal estivesse em terra já seria difícil. Imagine, então, a três mil ou quatro mil metros de profundidade.” A essa
profundidade, pressionado e aquecido pelo calor interno do planeta, o
sal se comporta como um material viscoso, o que cria problemas para a
perfuração e a manutenção dos poços. “A rocha é dura, mas é estável.
O sal não é tão duro, mas é menos estável”, explica o colega e
também engenheiro Edison Castro Prates de Lima. Imagine algo como uma
gelatina: “Você abre o buraco e o buraco fecha”, compara o
especialista Giuseppe Bacoccoli, do Laboratório de Métodos
Computacionais em Engenharia da Coppe. O planejamento
dos poços, dizem os pesquisadores, terá de ser extremamente bem feito,
para que não entrem DIFICULDADE Desde que o
Brasil começou a tirar petróleo do fundo do mar, no fim da década de
60, não se deparava com um cenário tão complexo. A descoberta do
campo de Tupi, na Bacia de Santos, anunciada na semana passada pela
Petrobrás, impõe um novo desafio econômico e tecnológico para a
exploração petrolífera nacional. Técnicas terão de ser aprimoradas;
custos terão de ser reduzidos. Na própria Bacia de Santos, a Petrobrás
possui poços de até 5 mil metros de profundidade na rocha, mas em lâminas
d’água (a distância entre a superfície e o leito marinho) muito
mais rasas, na faixa dos Apesar das
dificuldades, todos os especialistas da Coppe ouvidos pelo Estado estão
confiantes em que o Brasil tem competência tecnológica para chegar ao
óleo de Tupi. “Não vejo nenhuma quebra de paradigma, é mais uma
evolução”, afirma Bacoccoli, que já foi superintendente de Exploração
da Petrobrás. O desafio maior, segundo ele, diz respeito ao custo, que
aumenta exponencialmente com a profundidade e a complexidade da operação.
“Talvez cheguemos à conclusão de que podemos, mas não devemos.” “Vencer a
camada de sal implica um custo adicional considerável”, completa o
diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe, Segen Estefen. Além das
dificuldades de perfuração, ele prevê a necessidade de “poços
inteligentes”, equipados com sensores para monitorar a saúde das
veias petrolíferas em tempo real. Algo como um carro de Fórmula 1, que
pode ser monitorado completamente dos boxes, compara Estefen. A sete mil metros
de profundidade, qualquer falha pode significar prejuízos de milhões
de dólares. Todos os materiais que vão para o fundo do mar precisam
ser duramente testados Uma terceira câmara,
que está sendo usada justamente para testar os sensores de poços
inteligentes, combina profundidade e temperatura (6 mil metros e A instalação
dos poços é toda feita remotamente da superfície, com o uso de robôs.
A pressão a dois mil metros de profundidade é 200 vezes maior do que a
pressão em terra, ao nível do mar. Um ser humano nessas condições
seria literalmente esmagado. A profundidade máxima para um mergulhador,
com riscos altíssimos, é por volta de Dentro das
rochas, o petróleo está fervendo. Quando chega ao topo do poço, no
leito marinho, está a quase Os dutos que
transportam o óleo do solo marinho até a plataforma são chamados de
risers (do inglês rise, que significa elevar ou ascender). Podem ser de
aço rígido ou flexíveis, com camadas intercaladas de aço e polímeros.
A lâmina d’água profunda do campo de Tupi exigirá um planejamento
cuidadoso de engenharia. Uma opção para reduzir o peso dos risers
seria usar titânio no lugar do aço: um metal altamente resistente e
leve. Só que muito mais caro. “Estamos operando no limite da
tecnologia. O problema é o custo, se vai ser caro demais ou não.” Isso vai depender
do preço do petróleo. Com o barril a US$ 100, como está hoje,
Bacoccoli acredita que a exploração será economicamente viável. A
expectativa é começar a produção do campo por volta de 2013.
“Mesmo que o preço do petróleo caia 50%, o que é improvável, ainda
dá para trabalhar.” O anúncio da
descoberta de Tupi coincidiu com o aniversário de 30 anos da parceria
entre Petrobrás e Coppe, que impulsionou a exploração de petróleo
offshore no País. Para engenheiros que estão no projeto desde o início
- quando as profundidades não passavam de
Cuidem de arranjar santos milagreiros melhores... e que não mintam. (Gil)
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18/11/2007
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Como
capturar porcos selvagens
(recebi por
e-mail)
Havia
um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio
em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor
notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se
esticava como se elas doessem. O
professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que
tinha uma bala alojada nas costas, pois tinha sido alvejado enquanto
lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando
derrubar seu governo e instalar um novo regime, um "outro mundo possível".
No
meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha
pergunta: "O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?" O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada. "Você
captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e
colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho
de gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca
uma cerca, mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir.
Quando eles se acostumam com a cerca, eles voltam a comer o milho e você
coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a
comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em
volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se
acostumaram ao milho fácil e às cercas começam a vir sozinhos pela
entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo." “Assim,
em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando
voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho
fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como
caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão."
O
jovem então disso ao professor que era exatamente isso que ele via
acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o
socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio
de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de
"proteção", cotas para estes e aqueles, subsídio para todo
tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de "bem-estar
social", medicina e medicamentos "gratuitos", sempre
e sempre novas leis, etc., tudo ao custo da perda contínua das
liberdades, migalha a migalha. Finalmente, se você percebe que toda essa maravilhosa "ajuda" governamental é um problema que se opõe ao futuro da democracia em nosso país, você vai mandar esta mensagem para seus amigos. Mas se você acha que políticos e ongueiros pedem mais poder para as classes deles tirarem liberdades e dinheiro dos outros para beneficiar *você* ou "os pobres" então você provavelmente vai deletar este e-mail, mas que Deus o ajude quando trancarem a porteira!
ZéMaria mandou. Infelizmente não constava o nome do autor. Enquanto não aparece, subscrevo-o com prazer. |
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17/11/2007 MEGA-POÇO: SUGESTÕES AOS JORNALISTAS 1. NÃO DEIXE O ASSUNTO MORRER. TEM MUITA COISA MAL EXPLICADA Quando tiver oportunidade, pergunte à
especialistas na exploração de petróleo: 3. É por causa do custo ou da dificuldade de ultrapassar a camada de sal, que não se perfurou antes? Existe certeza da possibilidade de retirar petróleo de forma técnica e segura, sem provocar desastres ambientais, e sem causar prejuízo financeiro à Petrobrás? 4. Já existe uma estimativa de QUANTO ($) custará o petróleo que será retirado abaixo da camada de sal? Em outras palavras, é economicamente viável? Em termos ainda mais simples: dá para vender com lucro? (Não esquecer de colocar nas despesas os custos de proteção aos poços, como submarinos nucleares - um só não basta, bombas atômicas, se é que alguma coisa dessas protegerá o país de uma invasão do Império, como ocorreu no Iraque. Eu sou mais pelo estilingue.) 5. Acredita na afirmação de Dona Dilma Perdigoto e do nosso culto presidente, sobre a transformação do Brasil em exportador de petróleo em 2010? Ou acha que o digno democrata e presidente da Venezuela estava rindo na cara do presidente do Brasil, quando o chamou para associar-se a ele em uma empreitada para exportar petróleo? 6. Saindo (sem sair) do assunto, por que será que - enquanto quase todos os países que têm petróleo são exportadores, o mais rico bombeia petróleo PARA DENTRO dos poços que possui? E ainda compra mais? Será mesmo bom negócio para uma nação VENDER PETRÓLEO? Poderão sair bons artigos a partir daí.
Gil Almeida, engenheiro. 17 de novembro de 2007
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AMAZÔNIA
ESTÁ A VENDA... VOCE SABIA? Observem abaixo a página pag.76 do livro didático norte-americano "Introdução à Geografia", do autor David Norman, utilizado na Junior HighSchool (equivalente à 6ª série do 1º grau brasileira). Depois, faça o download da apresentação de slides que explica em português, e de uma forma muito didática, como o jovem americano está sendo condicionado a aceitar como natural a invasão desses "países atrasados"... Faça também o dowload do filme MPEG zipado da ARKHOS, onde seu diretor sênior de marketing ALLEN PERRELL arrecada dólares para COMPRAR A AMAZÔNIA. (Já sabemos quem é o corretor. Mas o pagamento será a quem?)
Gil, 16 de novembro |
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Quanta
falta o PT faz ao país... Quantos dos passageiros sem assento não compraram seus bilhetes confiados no aval dado pelo presidente à empresa? Será que a precária situação financeira da empresa era ignorada pelo governo a menos de três meses de sua falência? E que governo é esse que não sabe o que se passa com uma empresa de aviação prestigiada pelo presidente da República? Isso poderia configurar crime de responsabilidade. E ser objeto de uma ação popular. Para infernizar a vida do seu adversário, o PT não deixaria passar uma ocasião assim por nada deste mundo. Pois bem: Lula visitou a fábrica da Embraer de São José dos Campos em 21 de agosto último. E lá comemorou a compra de 20 jatos pela BRA. Alguns trechos do discurso dele: (...) Há pouco mais de 3 anos estive aqui para o lançamento da Família Embraer 170-190, que é um sucesso extraordinário da indústria nacional. Hoje, comemoramos a assinatura de um contrato entre a empresa BRA e a Embraer para a compra de 20 jatos Embraer 195, no valor de 730 milhões de dólares, ou cerca de 1 bilhão e meio de reais. O contrato se refere a mais de 20 opções do mesmo modelo, o que pode elevar o seu valor a 1 bilhão e 460 milhões de dólares. (...) Este é um fato muito importante. Na verdade, e por várias razões, um marco na aviação brasileira. E, aqui, eu queria dizer à direção da BRA que possivelmente hoje ficará marcado como o dia em que as empresas aéreas brasileiras descobriram a Embraer. (...) Pois bem, eu penso que a BRA está dizendo claramente o seguinte: nós temos uma empresa de ponta, que produz um produto de ponta e que atende plenamente os desejos do mercado nacional, com autonomia para voar de Porto Alegre ao Ceará em vôo direto e com conforto. E, possivelmente, o gesto que a BRA está fazendo neste momento será repetido por outras empresas. (...) Então, essa combinação que a BRA está fazendo nesse instante [compra de aviões de médio porte e vôos regionais] pode significar uma novidade extraordinária e uma revolução no conceito da aviação brasileira. Eu tenho certeza de que nesses próximos anos a BRA vai colher com o lucro e com o crescimento do número de clientes pela aposta certa que está fazendo de acreditar cada vez mais na aviação regional. (...) A BRA está dando uma demonstração de que não é apenas o coração que é brasileiro ou a cabeça que é brasileira, ela é uma empresa que acredita no crescimento da oferta de passageiros neste País para cumprir a demanda que eles vão oferecer. Ontem à tarde, no Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) contou que no último sábado foi abordado por um homem em desespero no aeroporto de Brasília. Ouviu dele que comprara sete passagens da BRA para viajar de férias no fim do ano com toda a sua família. - Por que o senhor comprou com tanta antecipação passagens de uma companhia de terceiro nível para uma viagem de férias? - perguntou Heráclito. - Por um motivo muito simples: há um mês e meio, eu vi o presidente da República sendo fotografado ao lado do presidente dessa companhia e anunciando o financiamento de vinte aviões pelo BNDES. O Presidente, ali, avalizava. Era o garoto-propaganda não só da companhia aérea, mas também daquela negociação - respondeu o homem aflito. A história contada por Heráclito não sensibilizou a maioria dos seus pares, ocupada com manobras de última hora para a votação amanhã na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado da emenda que prorroga a cobrança da CPMF. Cadê o PT, gente? Quanta falta ele faz ao país...
Quando digo que o piolho-de-cobra é pé-frio, vocês dizem que sou chato e supersticioso... Gil, em 15/11/2007
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CALE A BOCA, PRESIDENTE! Se é que devo te chamar de presidente. Pelo menos com P maiúsculo, não posso, você não tem estofo sequer para ser tratado pelo nome. E ainda se mete a defender outro candidato a ditador? Quem é você, para defender ou acusar alguém? Você é um pulha, um nada, um zero à esquerda. Quer ser rei, mas não o será. Nem sequer rei dos piolhos-de-cobra. Não sei se você vai se encolher de medo e colocar o rabo entre as pernas, como mau covarde que é. Do mesmo jeito que quando expulsaram daquele país a mais querida empresa de teu povo e você se agachou e lambeu os pés do mesmo patife que agora finge defender. Não se preocupe, não sou ninguém a quem você daria alguma importância. Não tenho o poder de te correr a pontapés. Não tenho dinheiro para te apear desse cargozinho que você tornou medíocre. E não sujaria minhas mãos na tua cara ou na água suja que corre em tuas veias. Não o faria sequer com teu risonho amigo que emporcalhou mais o nosso Senado do que Incitatus poderia, ainda que lá pastasse por toda sua existência. Vocês são todos da mesma laia. Continuarão a enganar, a mentir, a extorquir, a remeter divisas para fora do país, a criar e engordar filhotes que prossigam nessa interminável tarefa de tornar-se cada vez mais ricos, mais canalhas, mais sem honra. E a empobrecer o povo marcado com o ferrete da ignorância em que vocês o mantém. Breve, seus canalhas, vocês terão de prestar contas. A vida é curta. E não haverá vacas de presépio para votar uma absolvição. O buraco é muito mais em baixo do que pensam. Não são sete palmos, são muito mais que os sete mil metros do mega-poço da mentira. Gil, em 15 de novembro de 2007
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Artigos Relacionados:
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MAIS
UMA “BOUTADE” DA DILMA.
E ESSA É CASCUDA! Acordei,
liguei o telejornal e assisti a noticia de ontem: PETROBRÁS DESCOBRE UM
MEGA-POÇO DE PETROLEO! Ações subiram 14% da noite para a manhã
seguinte. Em
seguida a super-ministra enche a sala de perdigotos ao babar: braziu
ziuziu passa de importador a exportador de petróleo! A partir de 2010 o
petróleo e GÁS em abundância inundarão o braziu ziu ziu... Suspeitei
imediatamente da conveniência da descoberta. Pôxa, logo na hora
em que falta gás no País... Não estranhei quando logo depois o
honesto e bem informado Alexandre Garcia esclareceu: ESSE POÇO JÁ FOI
NOTICIADO EM 11 de JULHO DE 2006. E mostrou o O Globo daquela data... A
mais cruel forma de mentir é usar uma verdade para induzir ao erro.
Brincar desta forma com falta de memória das pessoas é crime,
ministra. A flutuação das ações deve estar enriquecendo e
empobrecendo muita gente! Isso é, no mínimo, IRRESPONSABILIDADE
CRIMINOSA. CLIQUE
AQUI PARA VER O VIDEO DO ALEXANDRE GARCIA NO G1 OBSERVAÇÃO: Recebi um e-mail informando que antes, já havia sido noticiado o mesmo poço. Quando? Em 1999, na gestão daquele outro -digamos assim- hum - presidente.
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Do
Blog do Reinaldo Azevedo Acho
chato ter de desmentir a ministra Dilma Rousseff numa questão tão primária.
Chato, mas muito necessário. Ela está tentando dar um truque em muita
gente e se aproveita do fato de que a imprensa, na média, não sabe
fazer conta. Leia trecho de reportagem de Sérgio Dávila na Folha desta
terça. E depois vejam uma conta óbvia. Tão óbvia e simples, e, até
onde sei, sou o primeiro a fazê-la. Demonstro como a CPMF tributa um
mesmo dinheiro muitas vezes e provo por que Dilma conta uma inverdade
quando diz que apenas 18 milhões de brasileiros pagam a contribuição.
É mentira! Todo mundo paga. E muitas vezes. Antes, um trecho da
reportagem: "Primeiro,
eles venderam a robustez da economia brasileira para uma platéia de
investidores, analistas e empresários norte-americanos "Oposição
responsável", vocês sabem, ou é aquela que sempre concorda com o
governo ou, na versão benigna, é aquela que vota pensando no que é
melhor para o país. O PT jamais foi uma "oposição responsável",
certo? Votou sistematicamente contra o governo FHC e sempre pensou em si
mesmo, na sua própria escalada. Dilma espera que o PSDB não faça com
o PT o que o PT sempre fez com o PSDB. Dilma espera um PSDB responsável
porque a irresponsabilidade, deve achar, tem de continuar como monopólio
do seu partido. É
uma baba corrigi-la, quase exercício primário, mas tenho de fazê-lo.
Essa história de que se cobra a CPMF apenas de 18 milhões de
brasileiros é mentirosa. Todos pagam. Porque o imposto vai parar nos
preços. E um mesmo dinheiro é tributado muitas vezes, daí a soma
fabulosa que ele arrecada. Já demonstrei aqui. Acompanhem o destino de
R$ 100, para ficar num número simples: 1)
A empresa "X" recebe R$ 100 por um serviço prestado. A
empresa Y pagou a fatura. Se foi "por dentro", recolheu 0,38%
para o governo: ou R$ 0,38. 2)
Os mesmos R$ 100 entram na caixa da empresa B. Ela faz a folha de
pagamentos e o deposita da conta do Seu Zé: recolhe mais R$ 0,38. 3)
O Seu Zé vai mexer com o dinheiro, emitir cheque ou sacar para pagar o
supermercado: recolhe mais 0,38%; 4)
Os R$ 100 que ele deixou no supermercado em cheque ou no pagamento em
cartão serão usados pela empresa: lá vão para a turma de Dilma mais
R$ 0,38 E
a cadeia recomeça, num ciclo interminável. Mas reparem: no fim desse
percurso simples, muito plausível, os mesmos R$ 100 foram tributados
quatro vezes. Não 0,38%, mas 1,52%. As
três empresas que aparecem aí têm como se defender — e é justo que
o façam, né? Seus respectivos departamentos financeiros se encarregarão
de pôr no preço final da mercadoria ou do serviço o peso da CPMF. Quem
é obrigado a pagar sem chiar e sem ter a quem repassar? O Seu Zé. Atenção:
mesmo que ele não tenha conta
A
ministra Dilma quer mesmo ser candidata à Presidência da República?
Deve começar por não mentir. Sei que ela pode dizer que a mentira
rende e que o meu conselho é desmentido pelos fatos. É que sou um
moralista. Não um político. A CPMF é paga pelos quase 200 milhões de
brasileiros, sim! E o imposto incide muitas vezes sobre o mesmo
dinheiro. Dilma, na juventude, estava empenhada em mudar o regime e não
deve ter estudado matemática. Querem a prova? Quanto
o governo espera arrecadar com a CPMF de 0,38%? Algo em torno de R$ 40
bilhões, certo? Vamos fazer uma regra de três? Se
R$ 40 bilhões correspondem a 0,38%, que valor corresponderia a 100%? Assim
ensinou a nossa professorinha: R$
40.000.000.000
,00........ 0,38% x
.............................. Multiplica-se
em cruz e faz-se a divisão: x
= 4.000.000.000.000,00 /
0,38 x
= 10.526.315.789.473,68 E você chegará à conclusão, leitor amigo, que os R$ 40
bilhões correspondem à aplicação da alíquota de 0,38% sobre, atenção!:
R$ 10.526.315.789.473,68. Se você tiver dificuldade de ler, eu ajudo: dez
trilhões, quinhentos e vinte e seis bilhões, trezentos e quinze milhões,
setecentos e oitenta e nove mil, quatrocentos e setenta e três reais e
sessenta e oito centavos. É isso aí. A CPMF incide no correspondente A QUASE CINCO PIBs BRASILEIROS em um único ano. Eis aí! Trata-se da prova material, escancarada, evidente, de que o imposto tributa muitas vezes um mesmo dinheiro e de que TODOS PAGAM, ministra Dilma. E muitas vezes. (enviado por minha amiga Sandra Pi, no início de novembro) Preciso
comentar? Não. Tio Rei, você disse tudo. |
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UMA ORAÇÃO NÃO ENGAJADA. Meu amigo JC,
disse uma vez: ninguém chega lá senão por Mim. Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece. Antes, não. Porque ele e o Mestre são um só. Tudo o mais é repetição. E complicação. Olha os lírios
nos campos, ô pá. Ninguém se veste com tamanha elegância. Mesmo
encravados na lama, são puros e limpos. Ainda que no meio do esterco,
tem um desenvolvimento maior que o teu. Com todo o respeito, ô meu. Será que mudei de assunto? Acho que não. Estou tocando a mesma música, em outro tom. Gil, em 7 de novembro de 2007 |