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MAIS ESCOTERIOS, MELHORES CIDADÃOS!
ESCOTISMO, UMA LIÇÃO DE VIDA.
"A missão do Escotismo é contribuir para a educação dos jovens,
por meio de um sistema de valores baseado na Promessa e na Lei Escoteiras,
para ajudar a construir um mundo melhor onde as pessoas
se realizem como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade."
O
Escotismo do Mar não é uma invenção
brasileira. Logo após ter criado o Escotismo, em 1908,
BP se pronunciou de forma categórica e entusiasta
a favor do Escotismo no Mar.
Já em 1908 existiam
os MARINE SCOUTS que, em 1909, passariam a chamarse SEA SCOUTS,
nome até hoje usado em muitos países e ssociações
escoteiras de todo o Mundo.
O
Escotismo do Mar é um ramo do Escotismo; o escoteiro
do Mar é como qualquer outro escoteiro; ele presta
a mesma Promessa e segue a mesma Lei Escoteira. Ao mesmo
tempo em que um Escoteiro, ele é um apaixonado pelo
Mar. As etapas de noviço, segunda classe e primeira
classe são elaboradas de modo a oferecer boas noções
de marinharia. Esta é uma das primeiras definições
do Escoteiro do Mar.
O
Escotismo do Mar é uma das Modalidades do Movimento
Escoteiro em que predominam as atividades ligadas ao mar,
como remo, navegação a vela, caça submarina,
pesca, surf, além dos estudos atinentes à segurança
do mar, à navegação costeira, às
riquezas do mar, familiarizando os Escoteiros com os múltiplos
caminhos do mar em termos de recreação e lazer
e, também no campo econômico, com variada gama
de profissões ligadas ao mar.
O
Escotismo do Mar procura desenvolver nos jovens o gosto
pela vida no mar, pelas artes e técnicas marinheiras, pela
navegação a vela, a remo e a motor, pelas viagens a transportes
marítimos, pela pesca, pelo estudo da oceanografia, pela
exploração e esportes submarinos e pelos esportes náuticos,
incentivando o culto das tradições de nossa Marinha. Esta
modalidade é muito interessante pois além de todas as atividades
da modalidade básica, se pratica também a vida no mar.
Baden
Powell, em seu Livro Escotismo para Rapazes, diz que
a melhor época de sua vida foi a
que passou como Escoteiro do Mar. A família possuía
um veleiro e percorria durante as férias escolares,
as costas da Inglaterra. Em certa ocasião, numa viagem
exploratória, subiram, usando um pequeno brasco, o
rio Tâmisa até sua nascente.
BP
(como era conhecido Baden Powell) estava participando de
um cruzeiro quando soube de sua aprovação
no concurso para o Exército. Um dos seus irmãos,
Warrington, que seguil a carreira na Marinha, chegando am
posto de Almirante, foi autor, a pedido de BP, do Livro Sea
Scouting and Seamanship for Boys, o primeiro Livro para Escoteiros
do Mar.
Em O caminho para o Sucesso,
BP nos ensina que as dificuldades são como o sal da vida, aquilo que dá gosto às
vitórias e conquistas. O Escotismo do Mar é cheio
de sal, porque é um escotismo difícil, difícil
por exigir uma disposição e dedicação
para o trabalho que outras modalidades e atividades não
necessitam, difícil porque atualmente prefere-se adotar
sempre as soluções mais fáceis, esquecendo-se
que estamos formando os homens do amanhã. Talvez seja
esta a diferença entre as modalidades ou algo mais
que não se define, pois enquanto alguns precisam usar
de imaginação e criatividade para ter pitadas
de sal no seu mundo, o do Escotismo do Mar já é intrinsecamente
salgado. Dois bordejos jamais serão iguais.
O Escoteiro do Mar possue
seu Padroeiro, que é São
Pedro, e o seu Lema, um por todos e todos por um é conhecido
em todos os rincões do Brasil. Usam tradicionalmente
o branco, simbolizando a pureza da alma, a espuma das ondas
e constituição de uma fraternidade especial.
COMO SURGIU NO BRASIL
O
Escotismo do Mar começou a ser praticado no Brasil
há cerca de 77 anos, no antigo Distrito Federal. Em
7 de setembro de 1921, foi fundado no Rio de Janeiro, a Federação
Brasileira dos Escoteiros do Mar – FBEM que, rapidamente,
chegou a outras unidades da Federação. Poucos
anos depois, em 4 de novembro de 1924, foi criada a UEB,
iniciativa que contou com o apoio e a participação
da FBEM.
No
Brasil, desde os primórdios, os Escoteiros do
Mar, praticavam a navegação remo e a vela e
os esportes náuticos em geral. Familiarizaram-se com
os múltiplos caminhos que o Mar oferece em termos
de trabalho profissional como pesca industrial, aquacultura,
mergulho, oceanografia, biologia marinha e, ainda, a carreira
nas Marinhas da Guerra e Mercante.
Esta
modalidade escoteira não é tão
difundida como os Escoteiros da modalidade básica,
principalmente, e os Escoteiros do Ar. Uma das prováveis
razões que justificam o pequeno número de participantes é o
custo das atividades náuticas ou marinheiras, tanto
em termos de equipamentos e utensílios, como custo
de transporte e permanência em locais que ofereçam
as condições indispensáveis para a sua
prática, como os lagos, rios e mar. Outra razão
que não podemos omitir é o baixo grau de divulgação
desta modalidade.
O
futuro do Escotismo do Mar é bastante promissor.
A riqueza do Brasil depende do Mar. dele que cada dia mais
são retirados alimentos, riquesas minerais, energia
e medicamentos; 95% das exportações e importações
brasileiras são feitas utilizando-se o transporte
marítimo; e o Escotismo do Mar constitui uma escala
de mentalidade marítima, de amor e respeito ás
coisas do mar, de preservação da natureza,
e de educação.

UNIÃO
DOS ESCOTEIROS DO BRASIL
Reconhecida
de Utilidade Pública Federal pelo Decreto nº 3.297 de 11/07/1917,
reiterado pelo Decreto nº 5.497 de 23/07/1928 e como
Instituição de Educação Extra Escolar e Órgão Máximo do Escotismo Brasileiro
pelo Decreto Lei nº 8.828 de 24/01/1946 e Utilidade Pública Estatual
pela Lei n° 7.014 de 17/01/91.