Gao Silver の Blog - o lugar onde se pensa o tokusatsu
Gao Silver の Blog
Blog sobre Tokusatsu, um pouco de Tokusatsu e Super Sentai todos os dias!
- Recomendado o uso de codificação da língua japonesa (日本語).
- Contem "Spoiler" de episódios recentes.
Síndrome de Gaoranger
"Novo episódio de Boukenger - o "Anel de Salomão" (ソロモンの指輪). Contudo, a história do grande Salomão não é a principal aqui. Na procura por preciosos em um museu, Natsuki e Masumi desaparecem, sob a responsabilidade da "certinha" Sakura. Logo, ela descobre que ambos foram transformados em animais pelo poder de um ninja do Dark Shadow. Tentando protegê-la, Akashi tb viram um animalzinho. O "Anel de Salomão" pode controlar os animais, e então Bouken Silver o rouba. Souta e Sakura conversam bastante sobre estratégias e improvisação, e acabam indo trocar o anel por uma poção que voltará os 3 ao normal. Na luta contra o monstro gigante, os braços do Ultimate DaiBouken, a broca e a pá, se unem ao SirenBuilder, encerrando a história.
Nada mais Gaoranger do que isso. Em um episódio cheio de animais, aconteceu o que deixou Souta impressionado (acho que ele não tem assistido Super Sentai ultimamente!): a primeira troca de mechas entre os robôs. Pelo número de veículos barulhentos, não era de se espantar que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria. Alias, segundo o meu Accellular, ainda acontecerá a "Bouken Formation 2", com os veículos de 6 ao 10. Entretanto, o fundo emocional do episódio deixou a desejar. A conversinha motivacional entre Sakura e Souta não convenceu. Eiji está integrado demais ao grupo, e por conseqüência, apagado. Um episódio burocrático e sem muito brilho nessa nova fase do Sentai dos 30 anos!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 31 de Agosto, 22:00
Dublagem de Goggle V
"Com relação a constante mudança das músicas de fundo, essa é culpa exclusiva da dublagem. Não sou especialista no assunto e nem conheço os termos técnicos, mas parece que as empresas de dublagem costumam receber os áudios em dois "arquivos", um com o som de diálogos e outro com as BGM´s e músicas, que são mesclados no final. Ocorre que no caso de Goggle V e de Machine Man, esse segundo "arquivo" não veio. O primeiro episódio de Sharivan (a outra série trazida ao Brasil pela Ouro) também padeceu com esse problema que, felizmente, foi corrigido nos episódios posteriores.
Pode-se reparar que a mudança de músicas de fundo só ocorre quando algum personagem fala. Quando isso ocorre, e a intervenção do dublador é necessária, a Álamo foi obrigada a usar trechos de músicas que ela possuía para deixar de fundo. Quanto ao motivo de não terem deixado as músicas de fundo mesmo quando da inserção da dublagem, provavelmente é porque eles não tinham a trilha sonora completa.
No caso da música do Goggle Robo, por exemplo, sempre quando algum personagem falava algo ela era interrompida e substituída por outra, o que quase com certeza foi causado pelo fato da Álamo não ter a música do Goggle Robo na íntegra para utilizar. Assim, ela ficava com duas opções na hora que tinha alguma fala: ou deixar sem fundo nenhum (algumas dublagens da década de 60 eram assim) ou colocar um fundo improvisado. De qualquer maneira, o resultado saiu péssimo, o que ajudou a comprometer o resultado da série
É isso mesmo, Goggle V é uma série de transição. Parte da equipe que cuidava do gênero Sentai até Sun Vulcan, como o produtor Susumu Yoshikawa e o escritor Shozo Uehara foram deslocados para dar vida ao novo projeto da Toei: Uchuu Keiji Gyaban. Os responsáveis pela parte criativa dos Sentais a partir de Goggle V foram o produtor Takeyuki Suzuki e o escritor Hirohisa Soda. Soda estava na equipe de escritores desde Goranger, e foi "promovido" a escritor chefe na série dos Gigantes Guerreiros. Ele teve esse cargo no período que muitos consideram como o melhor do gênero, de 1982 a 1990."
Por: Ricardo Cerdeira (com adaptações)
"Informações extremamente precisas. Tive há pouco oportunidade de verificar o primeiro episódio de Goggle V no original Japonês, e não existe mudança como na "versão" brasileira. É uma pena ver o desleixo da dublagem relatado acima, especialmente pela escassez de séries Super Sentai no Brasil. Igualmente verídico
Machine Man - contudo, a mudança das músicas de fundo é mais suave e incomoda bem menos (aguardem comentários sobre esta série). A mudança da equipe no gênero tb explica muita coisa.
Quem tiver um comentário inteligante e bem escrito como o acima, pode mandar por e-mail. Agradeço ao amigo que gentilmente me permitiu publicá-lo."
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 30 de Agosto, 19:30
O esquecido do Sentai brasileiro
"Complementando o último post, com o que foi esquecido sobre o Sentai "brasileiro" Goggle V. Este ainda é um Sentai que pode ser considerado da "segunda geração", a "consolidação do gênero"; após o período inicial de grandes váriações, havia agora um modelo bem definido, que foi aperfeiçoado, mas não modificado. A série, de modo geral, é infantil e alegre, com uma grande participação de crianças, como visto nos "Computer Boys and Girl" (no singular, pq existia apenas uma), às vezes chamados de "Comboy". Cada criança ajudava um membro do Goggle V, e deveriam ser a equipe do futuro. Pode dizer-se que era uma série de apelo infantil, mas que estava longe de ser infantilizada, como algumas "adaptações".
Por uma razão que desconheço, foi utilizado uma inspiração "olímpica" para a série, sendo que não havia nenhuma olímpiada na região naquele ou no ano seguinte. Algumas armas, como o bambolê, não convenceram. O primeiro golpe final, o "Goggle Victory Flash" (onde aqui desapareceu o "flash"), foi subsituído no meio para o final da série pela "Golden Lança", com uma seqüencia muito cansativa. Bem que poderiam ter cortado a cena onde cada um girava na lança como se fosse uma barra olímpica, com a sua cor ao fundo - fora os defeitos especiais. Tentaram enfeitar demais e o resultado foi ruim. Além do fato de que inventavam um novo ataque só para resolver o problema de um episódio, e depois nunca mais era visto.
Do ponto de vitas das mechas/robôs, o que prevaleceu foi a consolidação. Uma nave gigante que saia debaixo de um estádio de baseball - idéia interessante, mas bem pouco crível - que carrega as mechas, além de soltar grandes misseis pela "boca" (quando parecia um sapão!). A união do robô era simples e padrão - 3 mechas, 3 veículos - e uma espada de golpe final. A única coisa que incomodava era que todo comando era repetido pelos 3 integrantes no robô. No final, pelo menos, apenas o Red chamava a espada, mexendo nos controles do robô.
Do lado inimigo, um grande castelo - a Destopia (Deathtopia) - era a base do inimigo. Os monstros "mozoo" não eram aumentados, mas cópias deles gigantes, com pernas enormes de robôs, eram disparadas de Destopia, e o monstro controlava "isso" com o "poder relâmpago"(!). Tal artifício permitiu até que o general Desguiller roubasse um desses "gigantes" meio robô/meio monstro para ele mesmo controlar e enfrentar o Goggle Robo no final. Ademais, Goggle V é uma série que inspirou muito e criou uma base determinante para o futuro de um gênero!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 28 de Agosto, 20:30
Jaspion, o sexto membro de Bioman??*
"Bom, não é bem assim. O ator que fez o papel de Jaspion, Seiki Kurosaki, fez uma participação especial em dois episódios de Bioman. Na verdade, um episódio duplo, o 32 e 33, onde o primeiro tem o sugestivo nome de "O Sexto Bioman!". Eu assisti com dublagem em Inglês, mas o jeito dele é o mesmo de Jaspion, inclusive com as caras e bocas, e o inigualável carisma que o consagrou. Acho que depois dessa atuação, ele definitivamente conseguiu o papel de Jaspion no ano seguinte.
A história é mais ou menos a seguinte: o New Empire começa a procurar algumas pedras que possuem poderes magnéticos em uma montanha. Logo, o Bioman vai investigar. Quando chegam, são atacados por um lutador muito habilidoso de calça preta e um colete meio transparente. Ele é o protetor dessa montanha, e dois de seus amigos morreram lá.
Após lutar com o Bioman, ele descobre os planos do New Empire, e resolve ajudar. Ele começa a lutar ao lado do Bioman, e logo se apaixona pela June (Yellow Four)! Mas no começo ela dá uma boas porradas nele. Depois de explicar quem ele era, ele quer desesperadamente se juntar ao Bioman, mas ninguém tem coragem de dizer que é necessário ter recebido o energia do BioRobo pelos ancestrais, como no casos dos 6 Biomans (contando as 2 Yellow Fours).
Depois, um novo Mechagigan chega do espaço, e o BioRobo está em perigo. Ele vai a ajuda dos amigos, e com um grande esforço para fazer uma alavanca, joga uma grande pedra no inimigo. No episódio seguindo, Farrah e Farrahcat (a atriz que fez a Farrah é a esposa de Seiki, mas não sei se já era naquela época) enganam ele, e o transformam em um inimigo do Bioman, pelo poder magnético daquelas pedras da montanha, inclusive com uma armadura negra.
Ele luta com a Yellow Four June, mas ela consegue trazê-lo de volta para o lado do bem. Depois, ele, que se auto-intitulava "Black Six, guerreiro das selvas!", explode a sala de operações que utilizavam as pedras magnéticas, e o Bioman destrói o Mechagigan inimigo. No final, ele aparece todo de branco, e coloca uma placa em sua casa, onde ele diz que vai morar com sua noiva, June! Ela sai correndo, e ele fica lá sozinho.
PS: *mais um dos tópicos/post clássicos!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 26 de Agosto, 22:00
O grande Sentai brasileiro esquecido
"Um dos quatro Super Sentai exibidios no Brasil, talvez o menos conhecido por aqui, foi finalmente visto até o final. Goggle V talvez seja um dos menos conhecidos dos que passaram por aqui.
Até o nome foi mal-adaptado como "Os Guerreiros do Espaço" às vezes; "Gigantes Guerreiros" ficou melhor. A série em si é boa, mas há de ser considerar a época em que foi feita. Até o então momento, não havia começado as inovações que marcaram a década do 80 no gênero, como a terceira força e o segundo robô. As histórias são geralmente restritas aos próprios episódios, e dificilmente há mudanças na história de fundo.
Por outro lado, a equipe dos 5 heróis é bem forte, tem presença e personalidade, apesar de alguns exageiros. Destaques para Akama, o Goggle Red, Kuroda, o Goggle Black, e principalmente, Kijima, o engraçadíssimo Goggle Yellow. Os 2 primeiros encarnam muito bem os papéis de líder e sub-líder, respectivamente, além do sempre excepcional Junichi Haruta, no papel secundário. Contudo, o grande destaque é mesmo o palhaço da turma. De um jeito bem exagerado, ele cativa e diverte, com uma inocência dificilmente igualada até hoje. Suas confusões são dignas de um trapalhão dos bons tempos. Ele tb tem uma das armas mais legais, o Yellow Megaton Ball.
No lado inimigo, os grandes destaques são os comandantes Desguiller (Deathgiller) e Mazurca (Mazulka). A morte de ambos foi o ponto alto do final da série, especialmente a devoção de Mazurca em destruir a base inimiga à custa do próprio corpo, e o sentimento de combater até o fim de Desguiller, apesar de ter sido leal quando o Goggle V o salvou. O ponto baixo, como não poderia deixar de ser, foi o Chefe Taboo; o grande vilão apareceu das sombras apenas para morrer. Desmark (Deathmark) foi apenas regular. Do nome da organização inimiga, Desdark (Deathdark), foi sempre mal adaptado do Japonês, mantendo o katakana "desu" de "death". Detalhe.
A dublagem dessa série é um ponto controvérso. Em linhas gerais, a dublagem foi boa, apesar de deixar muitas falas, geralmente rápidas, no original Japonês. Mas algo que realmente atrapalha é o esquema feito nas músicas de fundo, as BGMs. Por uma razão que desconheço, a BGM muda junto com as cenas, se alterando entre duas músicas - ou até uma só, em pontos diferentes - várias vezes durante uma seqüência de cenas. Por exemplo, na cena do Gattai, a música de fundo do robô e o tema principal se alternam sempre que mostram as máquinas e os guerreiros dentro, respectivamente. Isso quebra o clima e dá uma sensação de cansaço. Só não sei se isso veio do original ou foi criado aqui.
O tema da série, ciência do mal contra a do bem, não tem muito peso, especial do lado dos heróis. Não difere muito de uma simples luta entre defensores e invasores. O Goggle Robo, apesar de até lutar bastante, não teve grande participação. O grande destaque, porém, é o dublador do Saga gritando "Espada Relâmpago Universal!" pelo robô (Explosão Galáctica!!!). A série, por certo, foi pouco e mal aproveitada no Brasil, e está longe de ser a série ruim muitas vezes retratada, apesar de não ser nada excepcional. Contudo, é série obrigatória para qualquer um que queria dizer-se fã de Super Sentai ou Tokusatsu no Brasil!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 24 de Agosto, 18:30
Teoria dos mundos diferentes
"Um dos assuntos que mais complica a cabecinha dos tokufãs é o encontro entre as equipes Super Sentai, feito geralmente em Movies e Especiais. Contudo, é preciso dizer que em nenhuma série realmente houve um reconhecimento da existência de outras equipes. Não obstante, isso é comum nas séries Kamen Rider. O caso mais famoso, até por ser o último, foi o de Kamen Rider Black RX, onde os 10 Kamen Riders anteriores aparecem durante a série, nos episódios finais, para ajudá-lo. Entretanto, é preciso dizer que essa série é uma continuação direta, porém, imperfeita, da anterior.
O mesmo caso não acontece com o Super Sentai. As participações nunca foram na cronologia das séries, durante episódios exibidos na televisão, e sim em filmes e especiais, geralmente restritos ao cinema. Isso aconteceu desde o primeiro encontro, JAQK Vs Goranger, e depois na sua volta, entre Ohranger Vs Kakuranger, décadas depois. Como Oboro-san disse no encontro entre o seu Hurricanger e Gaoranger, "isso é possível, afinal, esse é um especial!". Se as equipes de Sentais diferentes vivessem no mesmo mundo, seria mais fácil juntar todas elas e acabar com o inimigo mais rapidamente. A teoria diz então que o mundo que foi defendido por uma equipe não é o mesmo que foi defendido por outra, são mundos diferentes.
Apesar de vários Movies poderem ser colocados na cronologia das séries, o não-reconhecimento de outras equipes durante os episódios em si, mostra que essas são apenas histórias paralelas, sem influenciar a história geral de um Sentai ou do outro. Existe, é claro, casos onde esse encontro aconteceu em episódios exibidos na televisão, porém, eles aconteceram antes do início da história, ou seja, antes de recebem os poderes, como o Episódio 0 de Turboranger, ou após o final da história, quando os membros já se separaram, como no episódio 51 de Timeranger. Nenhum acontece durante a série. O mesmo vale para especiais como o Super Sentai World, que é capaz até de ressuscitar os mortos!
Existe até um caso interessante, e pouco conhecido, mas que mesmo assim não justifica um real reconhecimento da existência de outras equipes. É o caso de Denziman e Sun Vulcan. É dito que a segunda continua a história da primeira, porém, essa continuidade se dá apenas em um dos membros do inimigo, que é ressuscitado de uma série para a outra. No entanto, não existe uma ligação direta entre as equipes. Os próprios Movies de cada série às vezes não se encaixam em sua cronologia. Ultimamente, houve referências entre as séries e os Movies, inclusive com re-aproveitamente de Mechas, como em Hurricanger, Abaranger e Magiranger. Mas isso é assunto para outra vez! Por enquanto, deve-se apenas aproveitar os vários mundos defendidos ao longo dos anos, e assistir aos belos encontros em novas histórias!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 22 de Agosto, 20:00
A nova fase do novo Sentai
"Episódio 21, DVD 5, a ser lançado em breve, nova fase do Super Sentai dos 30 anos, Boukenger. Agora, com a chegada do novo integrante, Bouken Silver, a série entra em nova fase. Reapresentação de todos os personagens, suas armas pessoais e os golpes destas. O episódio retrata o exaustivo conflito entre o novo membro e um antigo, no caso, Eiji e Masumi, respectivamente. Inconformado com a atitude do vigilante de Ashu, Masumi recusa-se a reconhecê-lo como membro da equipe. Por outro lado, Eiji tem dificuldade de entender o que eles realmente fazem nesse negócio de "ir a aventuras". Então, Akashi junto o comedor de vegetais e o ex-arrombador na procura do precioso na ilha. Como de praxe, eles acabam rompendo a antipatia na hora do perigo, e ajudando um ao outro. No final, já estão bem amiguinhos.
A princípio, esta é uma situação clichê do Super Sentai, especialmente na chegada do sexto membro, ou no início da série. Aconteceu com Masumi e Akashi no início, Ban e Hoji, Ban e Testu, em Dekaranger, GaoRed e GaoYellow em Gaoranger, e vários outros casos. A diferença aqui é que a situação foi tratada de maneira propositalmente exagerada no humor, algo que não acontece habitualmente. Foi uma forma de transformar uma situação básica em algo diferente. Contudo, o fato de Akashi não admitir que os colocou juntos para isso foi uma tentativa bem fraca de mudar esse lugar-comum. Outro ponto positivo foi a transformação dos gigantes em gigantes maiores ainda, muito bem pensado. A série a partir daqui toma outra dimensão, e fica ainda mais interessante. Go! Go!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 21 de Agosto, 21:30
O Tokusatsu na Televisão brasileira
"Desde que entrei na chamada tokunet, várias anos atrás, essa é uma das coisas que sempre tenho escutado, várias e várias vezes. Em um período de menos de 10 anos, final dos anos 80 e começo dos 90, mais de 20 séries povoaram a televisão brasileira. Essas séries, dos mais diversos gêneros, criaram uma enorme gama de fãs, que hoje residem na internet. Contudo, esse período parece ter criado um efeito contrário nesses "fãs". Em vez de serem eternamente gratos pelo ótimo período que marcou a infância, o sentimento maior é de frustração pelo seu fim. Um fenômeno como o ocorrido no Brasil não aconteceu em qualquer país; o único que pode realmente nos superar é a França, sempre pioneira. Ademas, o país europeu tb não tem mais séries tokusatsu exibidas por lá.
Esse sentimento muitas vezes leva os fãs a se oporem à várias séries que não passaram no Brasil por pura birra, ou por terem sido adaptadas em Power Rangers, no caso dos Super Sentai. É necessário aceitar a realidade que não se pode mudar, especialmente pq este não é um caso específico do Brasil, e sim do mundo inteiro, e dar graças pelo que foi alcançado nas décadas passadas. Ótimas dublagens de várias séries foram deixadas aqui. Pouquíssimos países tiveram esse mesmo privilégio, e agora, com exceção de alguns poucos na Asia, nenhum mais o tem.
Infelizmente, esse infortúnio não é privilégio do Tokusatsu ou do Super Sentai. Diversas séries anime do passado, como uma das minhas preferidas, Sailor Moon, não passam mais, mesmo com uma quantidade de fãs muito maior que de tokusatsu. A única grande exceção é Saint Seiya, que por ter uma público cátivo inigualável (em termos de quantidade apenas, é claro), teve força suficiente para sustentar o anime, mesmo com a televisão geralmente jogando contra ele. Contudo, este é um caso único. A televisão brasileira - e mundial - não tem mais espaço para esse tipo de produção. As séries japonesas são feitas apenas para serem exibidas no Japão, diversamente dos Power Rangers, por exemplo (ver post de 12/08). Temos que ser gratos pelo que passou e esperar o melhor no futuro, mesmo à distância!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 20 de Agosto, 21:30
Momentos mais dramáticos de Flashman
"Em mais um de meus posts clássicos, trago um que escrevi nos bons tempos (...) mas que continua pertinente. O assuto desta vez é sobre o momento mais dramático do Super Sentai Flashman, o melhor produzido até hoje. Eu, particularmente, acredito que o primeiro tenha sido o mais dramático. Ademais, este influenciou todas as séries seguintes, e ainda conseguiu manter a chegada do novo robô em sintonia com a história de fundo da série, coisa que ficou bem mais difícil depois. E vc, qual a sua escolha??!
Destruição de FlashKing: Com a chegada de Kaura e do monstro Za Sconder, o Flashman travou um árdua batalha, com o seu FlashKing, contra dois monstros Za Sconder, que depois de ter engolido o Meduzan, ganhou a capacidade de se multiplicar. Na luta, FlashKing vence, mas tem seu braço arrancado e sua perna desprendida. São duras batalhas até Barak lhes entregar o TitanFlash.
Alinhamento dos Planetas: Na luta contra Gals, Red Flash não consegue pular o barranco, e sua refração começa a ficar estranha. Depois, o mesmo ocorre com a Pink Flash e o Blue Flash, e por fim com a Yellow Flash e o Green Flash. No final, eles não conseguem nem mais se transformar, e o monstro do Mess está a sua caça. A razão de tudo isso foi o alinhamento o Planeta Flash e de seus 4 satélites, onde cada um anulou a força do outro.
Fenômeno Flash Negativo: Após uma díficil luta, o Flashman vai a um riacho para beber um pouco de água, mas não conseguem engolir mais. A Mag lhe diz que os criados no Planeta Flash já não se adaptam mais ao clima da Terra, e que só teriam mais 20 dias para ficar aqui. Com o passar do tempo, eles se vêem em difíceis situações, em que precisam derrotar o Mess o mais rápido possível, mas estão com suas forças cada vez mais fracas. E ainda querem descobrir quem é a filha dos Tokimura."
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 18 de Agosto, 22:00
Bakuryuu Sentai: Alegre e grandioso
"A série Abaranger é envolvente, engraçada (as vezes, um pouco exagerada), dramática, emocionante, e até... romântica! Foi uma das séries que assisti mais rapidamente e não consegui deixar de lado para assistir mais nada (de tokusatsu). O início da série é bem engraçado, e eles exageram nisso, deixando até infantil. Mesmo assim, eles conseguem juntar isso com uma boa dose de drama, até em um mesmo episódio!
A série começa a esquentar de verdade com a chegada do Abare Killer, um personagem complexo e misterioso, que passa por mudanças no final da série, até seu fim drámatico, quando ele finalmente se sente um ser humano... Yukito (Blue) e Rannu (Yellow) são dois contrastes, ele, mais semelhante ao Abare Killer, e ela, alegre desde o inicio, e com uma determinação de dar inveja. Ela me impressionou no terceiro episódio, quando ela ajuda um garotinho a superar seus medos e finalmente vencer na vida (literamente). O Ryouga e sua "filhina" Mai são um espetáculo a parte. Ele sempre é irreverente, até demais para um líder vermelho, mas que acaba provando seu caracter inabalável, ajudando, e principalmente influenciando, pessoas que não vem a vida desse jeito, como o Abare Killer e o Abare Blue. Isso tudo depois de precisar criar uma criança sozinho.
Por falar em irreverência, o ponto positivo fica com o monstro-crocodilo que se apaixona pela Rannu, Abare Yellow, no episódio em que aparece, e acaba sendo levado pelo Mikoto para lhe servir de empregada. Ele foi o ponto mais engraçado e alegre dessa série. Abare Killer toma o poder de Evorion, e acaba se envolvendo (mais por parte dela) com a menina Rije, especialmente quando ela cresce, no meio da série. Ela, especialmente quando criança, vive uma menina alegre e carinhosa, mesmo morando na sede do inimigo, e que precisa viver com o espirito terrível do grande vilão em seu corpo. Por muitas vezes, ela sofre por isso.
Mas o romance mesmo fica por conta de Asuka, AbareBlack, e sua noiva Mohoro, onde ambos, em diversos pontos da série, se vêem entre o bem e o mal, e precisam escolher entre lutar e entre o seu amor, o que nunca é uma decisão fácil. A Armadura Negra e sua maldição, toma conta de grande parte dessa disputa. Não posso deixar de mencionar os grandes Bakuruyus (Dinossauros), que dão grandiosidade a série. Lutando lado-a-lado com os guerreiros, não tem um melhor que o outro: todos são iguais e aprendem uns com os outros. Dinossauros e seres humanos (realmente, uma grande obra de ficção).
Outro ponto que me chamou a atenção foi a semelhança com Gaoranger. Claro, existiram muito menos Bakuryuus que Power Animals, mas as transformações e gattais lembram muito. E não tem como não deixar de comparar a Armadura Negra de Abaranger, com a Máscara Negra de Gaoranger, que dá origem ao lobo Louki, de destinos semelhantes, mesmo diferentes. Enfim, não quero estragar o final, mas me emocionei muito, especialmente na reunião que fizeram no final, na ultima cena, muito bem feito Recomendo a todos essa série, alegre e grandiosa, que sempre viverá no meu coração. DINO GUTS!!!
Nota Ryoga/Mai: Os pais dela morrem em um acidente, e o irmão de um dos pais é quem a cria, ou seja, Ryoga. Mas durante a série, eles mostram um relacionamento tão grande entre os dois, como pai e filha, que eu preferi deixar desse jeito, sem entrar em maiores detalhes. Até pq, nesse caso, o Ryoga estava sendo "pai" dela mesmo, cuidando dela e tal.
PS: estou revivendo alguns dos meus melhores tópicos dos finados fóruns, com algumas adaptações. Este é de 2004. Aproveitem!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 16 de Agosto, 21:30
Muito mais que um Live Action
"Há 3 anos, foi exibido no Japão uma série que marcou época: Sailor Moon Live Action. Contudo, uma das característica dessa série não se encontra apenas em seus episódios, mas em 2 produções especiais. A inspiração foi na personagem Aino Minako, a Sailor Venus, que desta vez foi retratada como uma popular cantora, uma "idol". Suas músicas influenciaram a série do início ao fim, especialmente a protagonista, Tsukino Usagi, a Sailor Moon. Portanto, foram feitos dois especiais com esse tema, o Kirai Super Live Event e o Super Dance Lesson.
O primeiro é um show de mais de 1 hora em um teatro, feito durante a Golden Week de 2004. Além das 5 meninas interpretarem as principais canções da série, a contora de J-Pop Sae, que canta o tema da série, "Kirari * Sailor Dream", que inspirou o nome do evento, e a pequena Sailor Luna, canta sua própria música tema, junto de um grupo de 8 crianças, vestidas de Sailors. Fecham a participação os 4 generais e o Tuxedo Kamen. Estes, porém, apenas participam da parte teatral. O show começa nesse sentido. Usagi chama suas amigas para um show, mas acaba se atrasando, para desespero da Rei. A "celebridade" Minako aparece para completar o time.
Ami e Rei começam cantando a bela "Sakura Fubuki", tema da Sailor Mars, que a própria canta no hospital em um episódio da série. A primeira música da contora Minako, "C'est la vie", é interpretada por todas. Já a segunda música, "Romance" é contada apenas pela mesma, Ami e Usagi. Em outra música sua, a balada "Katagoshi ni Kinsei", ela é acompanhada por sua "amiga" Rei e Makoto. O ponto alto é a interpretação de "Here We Go", com uma bela coreografia sincronizada de Usagi e Makoto. Luna conta sua "Sweet Little Resistance". No final, todas as Sailors transformadas cantam "Friend", e a cantora Sae se junta a elas para cantar o tema da série novamente, com todo o elenco.
A parte teatral tb é interessante. Os 4 generais interagem com a platéia, repleta por crianças vestidas de Sailor e por suas mães, e tentam roubar sua energia. O bom humor impera aqui. Eles só são interrompidos pelo Tuxedo Mask, que os derrota. Luna, porém, é sequestrada, e quando Mamrou tenta salvá-la, é encurralado. Ele é salvo pelas Sailor Senshi, que atacam individualmente os generais. No entanto, a participação delas foi melhor no começo. No segundo especial, Super Dance Lesson, Usagi e Makoto ensinam a dançar as músicas "Romance" e "Here We Go", respectivamente, junto com a "menina" Luna. Produções assim são comuns no Japão. Esse especial vale para ver a graciosa Sawaii Myuu e sua bela voz. Com certeza, especiais que coroam a bela trilha sonora da série!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 14 de Agosto, 22:30
Power Rangers Vs Super Sentai: verdades e mentiras
"Na década de 80, o empresário Haim Saban tentou trazer diversas séries Super Sentai para o ocidente, dentre elas, Bioman, porém, seu "exito" foi na adaptação de Zyuranger de 1992 na primeira temporada de Power Ranger, no ano seguinte. A partir daí, todas as séries foram "reaproveitadas" no ocidente, umas mais, outras menos. O acordo feito com a produtora japonesa dessas séries, a Toei Company, e a fabricante de brinquedos japonesa Bandai Company, gerou muitas divisas ao empresário. Contudo, tb resultou em muita polêmica, especialmente em terras provincianas tupiniquins.
Antes de analizar o contrato ocidental, vamos analisar o panorama oriental. Diferente das produtoras norte-americanas, que tem sua produção voltada para o mercado mundial, a produtora japonesa em questão, em especial, não tem o menor interesse em negócios fora do Japão. As suas produções tinham (e ainda hoje tem) interesse apenas em atender seu público interno, por razões não muito claras. Suas séries e animes passam (e passaram) em outros países (até mesmo na própria Asia) apenas pelo interesse de licensiadores e/ou televisões locais, que vão ao Japão em busca das séries, e não ao contrário.
O mesmo não ocorre na ideologia americana: lá, os grandes conglomerados de entretenimento - que possuem todos os tipos de produção, para todas as idades - vendem seus produtos para outros países em pacotes fechados. Ou seja, compra-se filmes diversos, desenhos e seriados de uma vez, mesmo que o interesse real esteja apenas em uma parte: geralmente os filmes, é claro. Contudo, as televisões tem produtos com sucesso garantido - afinal, passam no mundo todo - e a baixo preço - afinal, são vendidos no mundo todo, e nesse caso, quanto mais vendas, mais se pode baixar o preço, já que o preço de produção é único. O mesmo não acontece com as séries japonesas, onde é necessário comprar uma série individualmente, e não se tem garantia de sucesso, já que passam em poucos países (ou um só).
Obviamente, as temporadas de Power Rangers estão inclusas nesses pacotes. Portanto, o preço delas é muito mais baixo, e como elas passam em vários países do mundo - sim, isso não acontece só no Brasil - com relativo sucesso, isso dá garantia de sucesso aqui tb. Certa ou errada, essa é a lógica das televisões no mundo todo, agravada nos últimos anos. Uma série Power Ranger, mesmo que não faça um sucesso fora do normal, tem uma relação custo/benefício muito boa para as redes de TV. Muito maior do que apostar em séries desconhecidas no mundo, de sucesso duvidoso. Outro fator extremamente importante são os brinquedos, e os outros merchadises, é claro. Engana-se quem pensa que o Tokusatsu é mantido pela audiência da televisão (da TV Asahi, no caso). O que mantem a produção dessas séries é a venda de brinquedos - principalmente - e de outros produtos, como dvds. A TV é quase um mero veículo de propaganda.
Quando uma determinada temporada de Power Rangers é incluída nesses pacotes das grandes produtoras - como a Disney, que produz filmes, desenhos, séries e... Power Rangers - é feita tb a distribuição em larga escala no mundo de seus brinquedos e outros apetrechos. Uma produção desse tamanho é um dos objetivos de qualquer empresa no mundo. Enquanto que a primeira produção da mesma linha de brinquedos é restrita ao Japão, a segunda é aos EUA, e depois o resto do mundo. Outro fator que muitos não entenderam ainda é sobre a "proibição" de vincular as séries Super Sentai no ocidente. Isso não existe. O que existe é um licensiamento dos direitos de exibição dessas séries no ocidente cedido à empresa americana. No entanto, é claro que esta não irá vender o direito da série japonesa, e sim da sua própria série, onde terá mais retorno.
Vincula-se uma informação errônea na internet (e tokunet) de que a dublagem do Japonês é mais difícil e cara que a do Inglês, e isso é fator preponderante para a não veiculação no Brasil. Isso não é verdade. A dublagem tem um peso muito pequeno mesmo no custo de vinculação na televisão. O que pesa mais são os custos dos direitos de vinculação (já discutido acima) e de propaganda, além do que se pode extrair da venda de produtos vinculados. Pessoalmente, nem acredito que o custo da dublagem seja mesmo maior; se existem vários animes dublados, quer dizer que é possível, se houver retorno, é claro.
É preciso entender que isso tudo é apenas negócios para essas empresas. As séries Power Rangers chegam aqui e as Super Sentai não, por puro interesse comporativo. Se a Toei está certa ou não de olhar apenas para o Japão, eu não sei, mas é uma escolha dela, e não existe nenhuma lei que a impeça disso. Para ela, esse contrato é muito bom, já que pode fazer o que sempre fez e ainda receber pelos direitos autorais todo ano, garantido. Pessoalmente, não sou fã das séries Power Ranger, e não as incluo na categoria "Tokusatsu" como muitos fazem. São coisas diferentes. Mas é preciso respeitar e entender. Pensar, refletir. Afinal, com a internet, o Japão é logo ali!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 12 de Agosto, 22:00
História de família
"Último episódio do DVD 4 de Boukenger, fechando a história inicial de Bouken Silver. O episódio de hoje marca a conclusão da história da família e da missão de vigiar o Ashu de Takaoka Eiji. Gaja cria um gigante com o Motor Goadom, aquele que interfere e prejudica o Motor Paralelo dos GoGo Vehicles. Os 5 aventureiros, claro, não tem chance contra ele: o DaiBouken é derrotado e eles não conseguem nada com as os veículos auxiliares do 6 ao 10, que não se unem. Apenas Bouken Silver pode enfrentá-los, mas ele sofre com a lembrança da morte de seu pai, interpretado pelo brilhante ator Hiroshi Watari, o eterno Sharivan. No "flashback", Takaoka lembra uma cena de garoto, quando seu pai caçava Ashu, em um confronto com Gai (sim, aquele mesmo ainda), ele contou ao jovem Eiji que este tinha sangue Ashu - isso o fez se transformar em monstro. Para impedir isso, seu pai deu sua vida, sendo morto por Gai.
O ódio de Eiji só foi esquecido depois de uma conversa com Natsuki, onde ela o conveceu que sua mãe era boa (Natsuki a conheceu como espírito no episódio anterior) e entregou a ele a lágrima cristalizada de sua mãe. Isso tocou o coração de Eiji, e o fez lutar contra o Quester. Utilizando-se dos seus GoGo Vehicles, do 11 ao 13, e de seu robô, ele destrói o gigante inimigo, mas Gai e Rei fogem. Aparentemente, Takaoka se junta ao Boukenger. Finalmente a série ganha maturidade. A fala de Natsuki para Eiji foi bem convencente, e a história de "aventura" parece mais concreta. Isso, entretando, é devido à história da família Takaoka, que finalmente introduziu alguma história na série, que ainda consegue manter um ritmo bem leve. O único inconveniente é o aparente estabelecimento de um novo grupo inimigo, o Ashu, na história, sendo o quarto até agora. Até agora, o Super Sentai dos 30 anos está ganhando folego, e esperamos que cresça ainda mais com o novo membro!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 10 de Agosto, 21:00
A volta por cima do loser e a "nobreza obriga"
"O grande loser de Kamen Rider Kabuto parece que finalmente teve a sua chance. Sim. Kagami se torna agora o mais novo Kamen Rider da série, o Gatack, representando pelo "Stag Beetle" (procurei o nome correspondente em Português e o melhor que achei foi "besouro de chifre"). No entanto, não foi fácil essa escolha. De início, a ZECT tentou várias pessoas para a posição, mas o novo besouro atacou todas elas em uma sala protegida - inclusive Kagami, que parou no hospital. Contudo, na vontade de proteger o garoto o salvou em uma fábrica cheia de Worm, que estava sendo vigiada pela organização e pelo TheBee, ele conseguiu a "aprovação" do Stag Beetle, e finalmente se transforma. Entretanto, ele descobre a terrível verdade por trás daquele menino, mas ainda assim continua como Gatack - ele havia sido o TheBee, mas acabou rejeitado.
O último Rider, o menino-rico Tsurugi, o Sasword, enfrenta uma crise de identidade. Se gabando de ser o mais nobre - e o mais importante... homem do mundo - ele "esnoba" até mesmo seu fiel mordono. Contudo, ele acaba sendo derrotado nos duelos de espada e "lamen"(!) por Tendou, que segundo Tsurugi, tem mais "obrigação da nobreza" que ele. O drama do meteoro do início da série volta agora. A "mulher-boku" Hiyori, que teve seus pais mortos por um cara com um "belt" de Kamen Rider (seria Tendou?), resolve descobrir seu passado. Na area X, protegida pelo ZECT, ela, Tendou e Kagami, descobrem que o início do projeto Kamen Rider foi há 35 anos (quando se iniciou a produção das séries deste estilo). O mistério continua. Quatro mulheres Worm aparecem depois disso, mas pouco se sabe sobre elas até agora.
Um fato interessante à observar são os comentários sobre as séries Kamen Rider passadas, nas comemorações dos 35 anos do gênero. Sentados nas poltronas de um cinema, Tendou e outros fazem comentários bem menos específicos que os do Super Sentai em Boukenger. Contudo, isso começou apenas a partir do episódio 23 e os comentários nem sempre são de uma série específica, como o dos "Rider Kicks". Chegando agora na metade, a série se volta para a história de fundo, depois de explorar um pouco mais os personagens, especialmente Tsurugi e Jiiya. Sabemos até que ele não é tão rico assim quanto parece... Quem dá as caras novamente é Daisuke, o Drake, depois do drama da separação de sua garotinha. Tb é mostrado que o pai de Kagami é o chefe da Polícia, onde Tendou se infiltra para conseguir mais informações sobre o projeto Kamen Rider de tantos anos atrás. Kabuto está sendo a melhor série deste ano, mas sem tempo, infelizmente, não pude legendá-la em português (se eu soubesse antes...!). Contudo, a série chega agora mais perto seu ápice, e muito ainda irá acontecer!
PS: obrigado pelos muitos e-mails recebidos ultimamente!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 9 de Agosto, 21:30
O fim do Império
"Finalmente, o Baranoia decide invadir a Terra. Com uma grande quantidade de naves, conduzidas pessoalmente pelo Kaiser Buldont e pela Imperatriz Maruchiwa, eles lançam um ataque direto contra o Ohranger. Usando um Monstro Machine enorme, que pode se dividir em vários monstros menores, eles derrotam o OhBlocker e o RedPuncher. Com um poder extraordinário, eles quebram a transformação do Ohranger, que não podem mais se transformar. Levando os 2 robôs, eles descobrem a localização da base da U.A.O.H. e destroem quase tudo. O King Ranger aparece para ajudá-los, e os levam na King Pyramider. Dorin aparece para ajudar Riki, e invocando a "super força" (Chouriki), consegue destuir o gigante Monstro Machine, mas acaba sendo atingida pela flecha de Maruchiwa, e morre.
Spoiler do final da série - não leia se não quiser saber como acaba!!!
O Ohranger é levado ao planeta de Dorin, e inspirado pelas pessoas de lá (que surpreendentemente todas se "parecem" com a Dorin), eles conseguem se transformar, inovocando a "super força" dentro deles, ao melhor estilo Changeman. King Ranger, que tb havia perdido a transformação, a recupera nesse momento. Ele, junto com o Comandante Miura, invande a base do Baranoia e recupera os 2 robôs levados. No entanto, Buldont usa um bebê como refém para derrotar o Ohranger, mas a criança acaba sendo salva pelos heróis. Os inimigos então ficam gigantes, mas não tem como resistir a força de 4 robôs juntos, e são destruídos pela Battle Formation da King Pyramider.
Na base do Baranoia, eles encontram Hysteria com o bebê-robô do casal imperial, já derrotado. A avó implora que salvem a criança, mesmo com o risco dele se tornar o novo imperador do Baranoia, e depois se suicida. O bebê é levado ao espaço pelo Gunmajin - que foi essencial na recuperação dos 2 robôs - e pelos imprestáveis Acha e Kocha. Ao fim, Dorin, a grande heroína, revive, e vive feliz com Riki. O capitão Miura - que não havia sofrido tanto como Junsuki Masaki nos Rescue Heroes - finalmente se reune com seus guerreiros. É o fim da longa batalha.
A série, no geral, apresenta pontos positivos e negativos bem definidos. O primeiro ponto positivo é a caracterização dos personagens. Os 5 heróis, além de Miura, tem personalidades bastante definidas e diferenciadas, porém, em nenhuma delas houve exagero na caracterização, levando a personagem a ser mais uma caricatura do que um humano. Todos tiveram seu lugar - e tempo - ao Sol. A participação de personagens como Gunmajin e Dorin, que apesar de participarem pouco, foram bem definidas e trabalhadas, além de essenciais. O único que ficou devendo foi o King Ranger, que foi sub-aproveitado, e participou muito pouco para um sexto membro, sendo pouco ativo.
Outro destaque foram os episódios duplos ou triplos que alteraram a história, trazendo novos personagens, mechas, ou mudando a configuração do inimigo. Por outro lado, os episódios comuns, de histórias fechadas, deixaram bastante a desejar. O grande número de mechas tb prejudicou. O Tackle Boy, por exemplo, apareceu sem mais nem menos no final, e não adicionou nada de novo à história. O próprio preterimento do Ohranger Robo e do RedPuncher, que só foram usados em emergências depois do OhBlockler, mostra isso. O Império Baranoia, que em muitos momentos se mostrava tão patético quanto o da Bandora em Zyuranger, acabou por dar o grande impulso na história, função que cabe sempre ao império inimigo - daí sua grande importância.
Tb é pertinente mostrar a semelhança com Changeman. Além da organização militar, o capitão Miura era tão ativo quanto o Sargento Ibuke nos anos 80. A própria misteriosa força terrestre (ou terrena) é muito parecida com a "super força" Chouriki, algo que ficou bem claro nos episódios finais da série. A descoberta dessas forças é que possibilitaram a criação desses exércitos especializados. A própria ajuda de Gunmajin lembra a dos vilões que no final de Changeman viraram "do bem". Enfim, uma boa série, sem grande destaque, mas que é bem gostosa de assistir. Vale a pena para que realmente gosta das mais diversas séries Super Sentai. Espero que tenham gostado de mais uma cobertura completa!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 7 de Agosto, 19:00
A Era das Revoluções
"A grande virada em Ohranger começa agora. Como no livro de Hobsbawm, essas revoluções vão influenciar tudo daqui para frente. Bomber, The Great desafia o príncipe Buldont em um duelo de espada, como descrito na lei lida por Acha. O míssil ambulante leva a melhor dessa vez e decapta o menino na frente de sua mãe. Estes então são mandados por Bomber em míssil para o espaço. Enquanto isso, uma estátua de um cachorro dourado que transforma tudo em ouro, bem ao toque de Midas, enloquece as pessoas. Contudo, agora as pessoas tb são transformadas em ouro. O objetivo era fundir todo o ouro para construir um palácio dourado para Bomber, The Great, decorado com os robôs Blocker.
Quando as pessoas de ouro estavam prestes à serem fundidas, Gunmajin aparece para o garoto da família que primeiro pegou a estátua, e este pede que salvem as pessoas. Felizmente, o gênio salva todos. Contudo, os robôs Blocker tem partes transformadas em ouro, e ficam inúteis. A agora já gigante estátua do cachorro de ouro se revela um Monstro Machine. Com a ajuda de suas outras mechas (sim, agora eles lembram que tem o Ohranger Robo e o RedPuncher) e de King Ranger, derrotam o monstro. O míssil no qual viaja Hysteria e a cabeça de seu filho morto é atraida para um planeta. Lá, ela encontra a cabeça de Bacchus, ainda viva. O pai transfere toda a sua energia restante para o filho, que renasce na forma de Kaiser Buldont.
Hysteria, com suas últimas forças, chama sua sobrinha, a princesa Maruchiwa para ajudá-los. Eles aparecem e enfrantam o Ohranger e Gunmajin. Os dois encurralam Bomber, The Great e o dominam, fazendo-o destruir a cidade. Com muito esforço, ele é parado pelo OhBlocker e pela KingPyramiter, que agora se unem na Battle Formation. Entretanto, um míssil é diparado do corpo derrotado de Bomber com o objetivo de destruir o Sol. O garoto do episódio anterior pede a Gunmajin que impeça isso, e ele o faz prontamente. É o fim do míssil ambulante. Kaiser Buldont e a agora Imperatriz Maruchiwa se casam e assumem oficialmente o trono do Baranoia, com a benção de Hysteria. O casamento é transmitido para a Terra, e Buldont jura vingança pelo seu pai morto.
Toda essa série de acontecimentos foi muito importante para a sequência do Sentai. Pela primeira vez, um vilão-mor é substituído no meio da série. A tomada de poder no Império inimigo é algo extremamente feliz e que movimenta muito a série. Quando não há império inimigo, isso fica difícil. A sede por poder que toma a cabeça dos vilões é a sua própria destruição. Contudo, a permanência de alguém sem legitimidade como o Bomber, The Great, era algo impensável e ainda bem que foi tirado na hora certa. O novo casal promete muito ainda, especialmente pela sede de vingança que têm. Gunmajin se mostra muito útil na história tb. Este Sentai caminha para o seu glorioso final agora, já que toda a revolução tem o seu fim!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 5 de Agosto, 20:30
Robot Evolution! Parte 3
"Nessa nova e última fase (até agora, nos 30 anos), as inovações passam a ser bem específicas de cada série, sem grande continuidade. Começando por Gingaman, a principal novidade foi a fusão (literalmente) de um "homem" que cresce como uma mecha com uma mecha genuína. Claro que estou me referindo, respectivamente, à BullBlack e Gotaurus. Os outros robôs - dos SeiJuu e KouSeiJuu - são basicamente fusões simples. Em GoGoV, duas novidades. A primeira está no fato de cada um dos trens do GrandLiner levar uma Kyuukyuu Machine, que formam o VictoryRobo, mas a união em GoLiner nunca levou as máquinas dentro - alias, a formação deste robô foi feita apenas depois de muito tempo da aparição do trem, logo no início. A segunda, o LinerBoy, além de ser um robô "henkei" que não necessita de piloto - algo normal - ele fala e tem personalidade própria, como um garoto de verdade. Além do Beetle Mars ser uma outra forma bem estranha de um robô, formado por mechas bem diferentes.
O robô do futuro de Timeranger tem três formações, porém, além da formação de uma nave, existem duas formações diferentes de robô, o TimeRobo Alpha e o TimeRobo Beta, provenientes das mesmas 5 naves. Do mesmo jeito, o TimeShadow é capaz de se unir na super formação com os dois modos de robô. Agora no novo milênio, os 100 animais de Gaoranger, que são na verdade apenas 23 mechas (Power Animals) ao todo. A grande inovação aqui é a intercambialidade entre as partes. Por exemplo, todos os braços podem ser trocados em todas os robôs. Contudo, apenas uma mecha, o GaoGirrafe, foi utilizada em todos os robôs - GaoKing, GaoMuscle, GaoHunter e faz parte efetiva do GaoIcarus. Só o GaoGod, que apesar de formado por 5 mechas, não se mistura com nenhuma outra. No Movie ainda teve um novo Power Animal substituindo o GaoLion como centro, o GaoKong, formando o GaoKnight. Ainda deve ser lembrada a criação do GaoKentarus, com o aumento do Gao Lion, contudo, impossibilitando a formação do GaoKing.
A grande novidade dos ninjas de Hurricanger foi a criação das Karakuri Balls, que continam armas ou ajuda para união. Elas foram utilizadas por todos os robôs. Tb foi o primeiro a ter uma cabine para os seis integrantes do Sentai juntos, na união final dos três robôs, o Tenkuu Gourai Senpuujin. Na série seguinte, Abaranger, os destaques são as mechas auxiliares. Elas não foram nenhum robô entre si, mas servem como "power-up" para os robôs, substituindo principalmente os braços. Na formação final da série, o MaxRyuuOuja se une com os 4 Bakuryuus auxiliares para a mais forte união. No entanto, ele sozinho pode formar um robô.
Em Dekaranger, a principal novidade foi a maior mobilidade do robô formado pela base, que apesar da grande lentidão, se movimenta, não sendo apenas uma grande arma mortal. A transformação em canhão do DekaWing Robo como a única arma final deste tb é relevante. Em Magiranger, o grande diferencial foi a constante transformação dos heróis em suas próprias mechas, algo utilizado nos robôs MagiKing, MagiLegend, WolKaiser e SaintKaiser. Os dois últimos tb tem o crescimento não somente dos heróis em mechas gigantes, mas como dos cavalos, que existem em tamanho natural. Na formação das mechas do MagiLengend, pela primeira vez 4 heróis se unem em uma única mecha. O único robô do grupo que foge à regra é o Travelion.
Este ano, em Boukenger, o sistema de mechas auxiliares foi utilizado novamente. Os GoGo Vehicles 6 ao 10 se unem apenas ao DaiBouken para aumentar seu poder. Contudo, mesmo sendo 5 mechas, não formam um robô próprio (até agora, pelo menos). Já o outro robô, o SirenBuilder do Bouken Silver, é até o momento apenas uma simples união de 3 veículos independentes. A evolução dos robôs nas séries Super Sentai é algo necessário e inevitável, porém, deve ser utilizado de maneira moderada e inovadora. Esperamos mais séries, com novas e revolucionárias mechas e robôs, para mais um especial desses! Espero que tenham gostado!"
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 3 de Agosto, 21:00
A grande chegada do membro prateado
"Chegando ao ápice do novo DVD de Boukenger, está o penúltimo episódio do disco. É a grande chegada de Bouken Silver, o mais novo sexto integrante do gênero. O SGS tem um novo projeto, chamado SGS Rescue, e para isso cria o GoGo Changer e mais três novos GoGo Vehicles. No entanto, Akashi, que estava cotado para assumir o projeto, rejeita-o, para continuar como aventureiro. É então que ele oferece o novo bracelete à Takaoka Eiji, que o havia ajuda há uma semana. Ele recusa, mas logo Gaja aparece, depois de ter transformado Rei e Gai de Ashu para Quester, utilizando-se do Motor Goadom, criado por ele. Este motor, semelhante ao Motor Paralelo, interfere nos trajes dos heróis.
Takaoka é levado ao SGS, e diz que sem o seu báculo, seu sangue Ashu o transformará em um monstro. Ele, então, enlouquece. Akashi oferece uma arma, o SGS Sniper à Takaoka, dizendo que o poder do báculo está contido nele. Na luta contra os Quester, quando Takaoka estava prestes à se transformar em Ashu, Akashi consegue convênce-lo a lutar contra o Ashu do seu próprio sangue, como é sua missão. Então, Takaoka se transforma e derrota os Quester - que ainda vivem - mas se recusa a ser companheiro dos aventureiros. O visual dele não é dos melhores, mas nada que o tempo não resolva. As armas levando o nome SGS nelas não ficou legal, além daquele "detector de metais" que o SGS Sniper se transforma ser bem estranho.
Como é geralmente na chegada do sexto integrante, o episódio deu novo folego à série. Estava faltando um episódio bom como este. O mais interessante aqui ver é que desta vez o novo herói não tem ligação direta com os outros 5, pelo menos não até agora. Takaoka Eiji era o Guardião de Ashu, não tinha nada a ver com o SGS quando apareceu. Este foi um diferencial bem relevante até o momento. O fato de desta vez o Akashi ajudar o Takaoka tb foi bem interessante, e agora a fala do BoukenRed finalmente foi convincente. Por fim, o episódio mostrou a ótima série Zyuranger no final; a primeira a ter sexto integrante, como o próprio Takaoka lembrou, na sua primeira participação na reunião dos 30 Sentais. Muito bem para o novo membro prateado!
PS: Há um ano exato, eu deixava para trás um dos maiores erros que já cometi..."
Por: Gao Silver, á luz da Lua de 1 de Agosto, 21:30
Arquivo: Julho de 2006
A essência do Tokusatsu: "Mamoru tame ni"