José Paranaguá

(séc. XIX)

Presidente da Província do Amazonas. José Lustosa da Cunha Paranaguá era filho do Marquês de Paranaguá, João Lustosa da Cunha Paranaguá, Presidente do Conselho de Ministros. Após ser nomeado em 28 de janeiro, assumiu, depois de demorada viagem, a administração da Província, em 17 de março de 1882. Interessado em enviar material para a Exposição de Antropologia Nacional, que se daria no Rio de Janeiro, saiu pelo interior em busca de peças indígenas. Era uma época em que os debates entre abolicionistas e escravistas era acirrada. Logo em sua primeira visita à Assembléia Legislativa, expondo sua plataforma de governo, José Paranaguá colocou entre seus objetivos o incentivo à extinção da escravatura na Província. No ano seguinte, para comemorar o aniversário da criação da Província do Amazonas, em 5 de setembro, gastou 15 contos de réis em alforrias de escravos e afirmou esperar que no próximo 5 de setembro não mais houvesse escravos na Província - o que realmente se deu, pois em 10 de julho de 1884, o Presidente Theodureto Souto decretou o fim da escravidão no Amazonas. Recebeu apoio do pai, mas subindo o Partido Conservador ao poder, prenunciou sua futura demissão em face de permanecer tomando medidas abolicionistas mesmo contra orientações da Corte. Passou seu governo a José Sarmento, em 25 de fevereiro de 1884, retornando ao Rio de Janeiro. Recebeu do papa Pio X o título de Conde.

Leia também:

BITENCOURT, Agnello. Dicionário amazonense de biografias - vultos do passado. Rio de Janeiro: Conquista, 1973.

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