|
Integralismo |
|
|
Movimento nacionalista de inspiração fascista fundado no Brasil pelo pensador católico Plínio Salgado, no início do séc. XX. Em 1928, foi fundado no Brasil o Partido Fascista. Criada em outubro de 1932, a Ação Integralista Brasileira (AIB), com o discurso de um "Estado forte" e de representação popular através de corporações econômicas, em apenas cinco anos de existência chegou a contar com mais de 500.000 filiados. Contrastando com vários movimentos nacionalistas europeus, principalmente com o Nazismo, pouco conhecido no Brasil àquela época e que só chegaria ao poder na Alemanha no ano seguinte, o Integralismo brasileiro rejeitava radicalmente a segregação racial, aceitando negros, indígenas, mestiços e pessoas de todas as raças em seus quadros. Judeus também eram aceitos, embora Gustavo Barroso, um dos principais líderes do movimento, fosse assumidamente anti-judeu, embora não anti-semita. João Cândido, o líder negro da Revolta da Chibata, tornou-se amigo de Plínio Salgado, filiou-se à AIB e comandou uma célula integralista. Outro personagem ilustre que se aproximou dos integralistas foi Dom Hélder Câmara. Colocando os indígenas como símbolos da nacionalidade brasileira, os integralistas adotaram como saudação a expressão tupi "Anauê!" A popularidade crescente do Integralismo meio às populações descendentes de colonos alemães, possivelmente por seu discurso conservador, desagradou o regime nazista que dominava a Alemanha há época. Os nazistas alemães desejavam que as populações germânicas brasileiras continuassem isoladas e, principalmente, afastadas do sangue indígena e africano, nem sempre evidentes numa nação com acentuada miscigenação racial. Enquanto o Nazismo era uma vertente racista do Humanismo, o Integralismo de Plínio Salgado estava ligado ao catolicismo conservador. Em 1937, uniram-se a liberais num fracassado golpe contra o governo de Getúlio Vargas. |
|
![]() |
Ao contrário do que tem sido erroneamente divulgado, o Integralismo, embora expressasse o nacionalismo das elites conservadoras, não foi um movimento racista. Na imagem, um militante integralista negro fazendo saudação em reunião do partido. |
|
Leia também: GERTZ, RENÉ E. Influência política alemã no Brasil na década de 1930. |
|