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Visita 2 (27/08/2008) - Horário da Visita - 09:00 as 11:00 Após analisarmos os projetos (dia anterior) acompanhamos a execução do primeiro estaqueamento da obra. O primeiro estaqueamento da obra foi referente ao pilar P12, e foi realizado nas seguintes etapas: |
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1) O bate-estaca foi posicionado no local correto, de forma que o centro do martelo ficasse centralizado com o centro do piquete cravado no solo referente a localização do pilar que foi obtida com a planta de locação. 2) Foi içada do chão a estaca de concreto armado de (16x16)cm de seção transversal e 12 metros de comprimento, prevista para este local. Este procedimento foi realizado com o trabalho de 3 pessoas, o operador da máquina e dois ajudantes, enquanto o operador controlava o levantamento da estaca, os funcionários amarravam os cabos na estaca para que a mesma pudesse ser levantada e também abriam caminho para que não tivessem obstáculos que pudessem trazer algum dano estrutural a estaca devido algum choque.
Figura 1 - Erguendo a estaca 3) A estaca foi posicionada na vertical e o capacete, responsável pela proteção da cabeça da estaca, foi encaixado na mesma.
Figura 2 - Posicionando a estaca e encaixando o capacete 4) Depois de posicionada a estaca, ela e o bate-estaca foram aprumados, para que a mesma entrasse perpendicularmente ao solo, este procedimento é facilmente realizado com o manuseio do prumo pelo operário. 5) Iniciou-se a queda do martelo de 1400kg sobre a estaca, fazendo com que a mesma penetrasse no solo. Quando a estaca estava perto de ser totalmente cravada no solo, foi colocada uma luva (objeto utilizado para unir duas estacas de forma que as duas desçam juntas, sem desviar no solo), e encaixada outra estaca de 12 metros, seguindo os mesmo procedimentos relatados anteriormente. Feito isto, foi cravada esta segunda estaca. Este procedimento foi realizado porque as maiores estacas disponíveis tinham 12 metros de comprimento, e a profundidade necessária para obtenção da "nega" era maior que este valor. Esta segunda estaca entrou 8 metros no solo,até que se fosse obtida a nega, que será explicada posteriormente).
Figura 3 - Colocação da luva e encaixa da nova estaca
Figura 4 - Choque do martelo com a estaca 5) Quando o operador percebeu que a estaca parou de descer, ele mandou o ajudante colar um papel milimetrado na estaca e marcou com a ajuda de uma madeira e um lápis uma reta neste papel. Depois ele deus mais 10 batidas com o martelo na estaca, e fez novamente com a utilização da madeira e lápis uma reta no papel (sendo que esta madeira não pode ser mexida entre estes 10 golpes). Como ele verificou que esta segunda reta foi feita praticamente em cima da outra (menos de 1mm de diferença), foi constatada a "nega", e assim a conclusão da cravaçao da estaca, pois continuar as batidas além de desnecessário, podem vir a quebrar a estaca. A segunda estaca (colocada sobre a primeira), ficou com 8 metros cravados no solo e 4 metros não penetraram, e o total cravado no solo foram 20 metros (12 da primeira mais 8 da segunda).
Figura 5 - Verificação da "nega"
Figura 6 - Parte da segunda estaca que não foi cravada (4 metros) Comentários Finais: Pudemos observar com a cravação destas duas primeiras estacas referentes ao pilar P12, que nos primeiros choques de contato do martelo com a estaca, esta descia muito facilmente, indicando então a pequenas profundidades um solo fraco. Porém depois de aproximadamente 7 metros, a estaca encontrava bastante dificuldade para descer, mas não o suficiente para a obtenção da nega. Após uma certa profundidade ela voltava a ter um pouco mais de facilidade, ou seja terminava de enfrentar esta camada dura, até que aos 20 metros encontrava novamente uma camada dura, que proporcionava a nega. Também foi observado que não foi realizado sondagem na obra, o que pode ser um risco, visto que embaixo desta camada dura pode haver uma camada pouco resistente que impossibilitaria assentar a estaca nesta região, pois encontrar um solo resistente não significa que esta tudo sob controle, é necessário saber o que há embaixo.
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