| CONTAGEM DE ESPERMATOZ�IDES No exame s�o efetuadas duas contagens de espermatoz�ides: 1- espermatoz�ides/ml 2- espermatoz�ides/ejaculado Clinicalmente, a contagem de espermatoz�ides/ml � mais importante, pois detecta a presen�a de dist�rbios na produ��o de espermatoz�ides (polizoospermia, oligozoospermia, etc). A contagem de espermatoz�ides/ejaculado serve para dar uma id�ia do total de espermatoz�ides presentes na amostra analisada. Esta informa��o � muito importante quando o paciente submete a reprodu��o assistida. AN�LISE MORFOL�GICA CONVENCIONAL Avalia o percentual de espermatoz�ides normais, inclusive o crit�rio estrito de Kruger, seguindo recomenda��es do manual da Organiza��o Mundial de Sa�de, 1999 e experi�ncias pessoais deste pesquisador. Dezoito tipos de anomalias esperm�ticas s�o avaliadas no exame. AN�LISE MORFOL�GICA COMPLEMENTAR Avalia os seguintes par�metros complementares: 1- caracter�sticas gerais do acrossoma, seguindo o crit�rio de Kruger (<40%, entre 40-70% e >70%). 2- integridade da membrana esperm�tica da cabe�a (VHOST) e do flagelo (Hypoosmotic swelling test - HOS) 3- an�lise do conte�do across�mico (enzimas e outras subst�ncias necess�rias para o contato entre o espermatoz�ides e o �vulo - o�cito), que � classificada em �ntegro ou danificado. Quando o conte�do across�mico est� muito danificado, estas subst�ncias s�o perdidas, diminuindo as chances de concep��o. 4- integridade nuclear. O n�cleo esperm�tica � fundamental para a reprodu��o humana, pois cont�m o patrim�nio gen�tico do homem (cromossomas). A perda da integridade nuclear (que � medida em percentagem) tamb�m diminui proporcionalmente as chances de concep��o. Ressalta-se que a an�lise do estado do acrossoma, do conte�do across�mico e da integridade nuclear s�o feitas simultaneamente com an�lise morfol�gica convencional, usando um procedimento t�cnico desenvolvido por este pesquisador. CONTAGEM GLOBAL E DIFERENCIAL DE C�LULAS GERMINAIS IMATURAS E DE C�LULAS DE SERTOLI Avalia as c�lulas precursoras dos espermatoz�ides e suas atipiais celulares. Al�m de detectar e contar todos os tipos celulares presentes e suas caracter�sticas morfol�gicas, o exame ainda determina sua propor��o em rela��o aos espermatoz�ides presentes na amostra analisada, para verificar se h� padr�o de estresse seminal, ou seja, se estas c�lulas est�o sendo produzidas irregularmente e liberadas precocemente pelos test�culos, antes de completar a espermatog�nese. CONTAGEM DE C�LULAS DE SERTOLI Embora sejam raramente encontradas, a contagem de c�lulas de Sertoli tamb�m � efetuada na rotina do meu exame. Estas c�lulas t�m a fun��o de suporte (para manter o epit�lio germinativo intacto) e de mediador da espermatog�nese (atrav�s de subst�ncias produzidas por elas ou que passam atrav�s dela para regular a espermatog�nese). Geralmente s�o encontradas, quando h� um aumento de descama��o das c�lulas germinais imaturas no ejaculado. ATIVIDADE DA FOSFATASE ALCALINA No aparelho genital masculino sup�e-se que esta enzima seja produzida pelos test�culos (a maior parte) epid�dimos, ves�culas seminais e pr�stata. Esta enzima parece ser um importante marcador da atividade funcional dos test�culos e dos epid�dimos, segundo experi�ncia deste autor. Ela parece ter um significado cl�nico muito grande em pacientes com varicocele, ou com disfun��es hormonais severas. Tamb�m suspeito que esta enzima tenha alguma rela��o com cripotorquidismo e com cancer de test�culo. Estou fazendo um amplo estudo a respeito. Em fun��o dos resultados encontrados em minha rotina, a determina��o da atividade da fosfatase alcalina tamb�m faz parte da minha rotina. MOTILIDADE ESPERM�TICA A motilidade esperm�tica desenvolve-se nos epid�dimos (espermatoz�ides presentes nos test�culos n�o apresentam movimento), durante a matura��o esperm�tica, processo biol�gico que tem a fun��o de tornar os espermatoz�ides capazes de fertilizar. Durante este processo, os espermatoz�ides sofrem uma s�rie de trocas moleculares (subst�ncias entram e saem de sua estrutura durante a passagem dos gametas pelos epid�dimos), adquirindo ent�o a capacidade de fertiliza��o e de mobiliza��o. No exame, a motilidade � avaliada pelo crit�rio do manual da OMS, que classifica o movimento dos espermatoz�ides em: (a) r�pido e direcional (b) progress�o lenta (ou irregular) (c) m�veis sem progress�o (d) im�veis Quando a motilidade esperm�tica encontra-se diminu�da, caracteriza-se um dist�rbios denominado astenozoospermia que tem origem em v�rias causas. |
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