Biografias e História

Família “Santiago”

 

 

 

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 


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Família Santiago

Ribeirão Pires - SP

 

 

Alessandro Ferreira de Santiago (22/02/1966) e

Cíntia Nannini Freire de Santiago (26/01/1971)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Família Santiago

Russas - CE

 

 

Casal João Luiz de Santiago Filho (23/05/1943) e

Francisca Ferreira de Santiago (19/02/1939 – 10/10/2002)

 

Nascido em Russas, Ceará, João Luiz foi Vereador em Ribeirão Pires, São Paulo, por 3 mandatos, de 1977 a 1992. Foi Paraquedista Militar servindo na Primeira Brigada de Paraquedistas do Exército, Regimento Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Casou-se em 1965 com Francisca Camilo Ferreira (Francisca Ferreira de Santiago) e teve três filhos.

 

Texto adaptado do Livro:

Forças Vivas da Nação – Nossos Políticos

Editado pela Presidência da República

 

 

 

 

Casal: João Luiz de Santiago (08/08/1921 – 14/11/1998)

Antonia Rodrigues de Santiago (13/06/1925)

 

Filho de Miguel Rodrigues de Santiago e de Laurinda Moreira de Santiago, casou-se com Antonia Rodrigues de Santiago (D. Nega) com quem teve 11 Filhos.

Foi responsável pela emancipação da Cidade de Palhano , no ceará e tornou-se seu primeiro Prefeito em 8 de Maio de 1958.

 

 

 

Casal:

Miguel Rodrigues de Santiago, e (07/07/1842 – 30/10/1938)

Laurinda Moreira de Santiago (22/03/1882 – 31/05-1979)

 

 

 

 

Miguel Rodrigues Correia de Mendonça (aprx 1820 – 1890)

 

Família Rodrigues Barreto

Palhano - CE

 

 

Casal:

Francisco Rodrigues do Nascimento (02/04/1894 – 1987) e

Ana Rosa Barreto (04/05/1898 – 1965)

 

 

Casal:

Severiano Rodrigues do Nascimento (14/07/1850 – 01/02/1940), e

Josefa Maria Nunes (1853 – 18/04/1939)

 

O Coronel Severiano Rodrigues do Nascimento nasceu no dia 14 de Julho de 1850 e faleceu a 1 de Fevereiro de 1940, com 90 anos de idade, em sua fazenda “ Salgadinho” .  Casou-se com a Senhora Josefa Maria Nunes, falecida a 18 de abril de 1939 com 86 anos de idade de cujo consórcio haviam deixado 12 filhos.

 

Jornal “A Notícia” de Russas/CE, 18 de Fevereiro de 1940.

 

 

 

Monsenhor João Luiz de Santiago (27/08/1951)

Nasceu a 27 de agosto de 1851 em são Bernardo das Russas e foi batizado a 7 de setembro do mesmo ano. Filho de Miguel Rodrigues correia de Mendonça e D. Anna Joaquina da Silva.

O Título de Monsenhor lhe foi concedido por intercessão das Conferências Vicentinas Cearenses, das quais foi Protetor. Deste sacerdote, escreveu o Bispo Don Joaquim José Vieira em documento:

 

 INTEGRIS MORIBUS PRAEDITUS ET ANIMARUM ZELO EMINENS EST. IN ECCLESIA ETIAM PAROCHIALI REAEDIFICANDA, QUAE INTER PRIMARIAS HUJUS DIOECESIS COMPUTATUR PLURIMUM LABORAVIT. OB TOT TANTAQUE SERVITIA ECCLESIAE PRAESTITA PRAELAUDATUS SACERDOS, MODESTUS ET HUMILIS DIGNUS SANE EST HONORIFICA ALIQUA DISTINCTIONE, TUM TITULO JUSTITIAE, TUM EXEMPLI STIMULO.

 

Foi Vigário em Russas e em Limoeiro do Norte, no Ceará.

Diccionario Bio-Bibliographico Cearence – Volume I

 

 

Padre Zacarias da Silva Ramalho, (04/01/1881 – 06/06/1924)

 

Foi Vigário de Russas, Ceará, entre 1906 e 1924, filho de João Barbosa da Silva Ramalho e Ana Rosa Maia Ramalho.

 

 

 

Don José Mauro Ramalho de Alarcon e Santiago

 

Nasceu em Russas/CE em 14 de Maio de 1925, filho do casal Dr. José Ramalho de Alarcon e Santiago e D. Maria Ramalho de Alarcon e Santiago.

Entrou para o seminário em 1937, vindo a ordenar a sua primeira missa em 1948. Em 1961 foi eleito Bispo da Diocese de Iguatu, pelo Papa João XXIII.

 

 

 

 

 

 

Maria Maciel de Carvalho

 

Foi casada com Luciano Cardoso de Vargas Dias (o Abraão de Jaguaribe) e é o tronco da tradicional família Maciel, de Quixeramobim, tendo entre seus membros ilustres o Conselheiro Antônio Maciel, de Canudos.

(O Limoeiro da Igreja, pg.105)

 

Viveu em Jaguaribe no Ceará por volta de 1690.

(AFE)

 

No Ceará, entre outras, registra-se a família Rocha Maciel, procedente do Tenente Coronel Manuel Duarte da Cruz, Português, e de sua esposa Josepha da Rocha Maciel, Tejucopapo/PE. Seus descendentes se espalharam pelos municípios de Russas, Jaguaribe e Baturité. Houve alguns de seus ramos que se espalharam pelo Sergipe.

(Dicionário das Famílias Brasileiras, pg. 1395, Vol. H-Z).

 

Luciano Cardoso de Vargas

 

Boticário e de Família numerosa e muito ramificada, fez com que o historiador João Brígido dos Santos alcunha-lo de “O Abraão de Jaguaribe”. Vários historiadores repetem a mesma expressão, asseverando a sua chegada às margens do Vale Jaguaribano, no final do século XVII. A primeira alusão a ele em documento escrito é uma Semaria em que são interessados Luciano Cardoso de Vargas, Francisco Gomes Landim e Simeão Ferreira da Guerra (certamente, seu genro ou futuro genro), no ano de 1716 (Sesmaria Nr. 36, livro 10).

(A antiga freguesia do Limoeiro, pág. 134)

 

Vargas veio de Ipojuca, em Pernambuco, com sua Mulher, dois filhos e quatro filhas. Desembarcou no Retiro grande, quando procurava um centro populoso para exercer a Medicina, na qual era licenciado, mas estabeleceu-se em São João do Jaguaribe.

 

(Antologia de João Brígido, pág. 428)

 

Ignácia Rodrigues

 

Nasceu e viveu em Russas/CE, foi casada com Francisco Pereira da Cunha.

(O Limoeiro da Igreja pág. 107)

 

Francisco Pereira da Cunha

 

Sabe-se que veio de Pernambuco.

(O Limoeiro da Igreja pág. 107)

 

Houve uma família com este sobrenome, em Pernambuco, vinha de Alagoas, na pessoa de Cipriano Pereira da Cunha, Nascido em 1715, em penedo/AL, que residiu no Recife, onde deixou geração do seu casamento com Maria das Neves, Natural de Olinda/PE.

(Dicionário das Famílias Brasileiras, pg. 1747, Vol. H-Z).

 

 

Miguel Rodrigues Correia

 

Estima-se que já havia nascido no final do século XVII e foi casado com Narcisa Ferreira de Melo.

(O Limoeiro da Igreja pág. 76)

 

João Marques de Oliveira

 

Natural de São Martinho, Portugal. Estima-se que viveu entre 1670 e 1730.

(“Diccionário Bio-Bibliográfico Cearense” – Volume 2 – pág. 288 e “O Limoeiro da Igreja” pág. 76 e 107)

 

Maria Oliveira Cunha

 

Casada com João Marques de Oliveira e natural de D´Ouro, Portugal.

(“Diccionário Bio-Bibliográfico Cearense” – Volume 2 – pág. 288 e “O Limoeiro da Igreja” pág. 76 e 107)

 

Manoel Marques de Oliveira

 

Português, casou-se no Aracati. Sabe-se que era dono da Fazenda Currais-Jiqui (Jaguaruana/CE) e que tinha a patente de “Tenente”.

(O Limoeiro da Igreja pág. 76)

 

Em 1761 participava ativamente da paróquia de Russas-CE.

 

Francisco Ribeiro de Souza

 

Gaspar Rebouças Malheiros

 

Manoel Ferreira de Mendonça

 

Cidade de RUSSAS-CE

 

Datas históricas

15/07/1801 - Criação da vila
25/08/1871 - Instalação da Comarca
09/08/1859 - Elevação à categoria de cidade

Aspectos Históricos - Não está satisfatoriamente esclarecida a origem do topônimo Russas. Alguns historiadores acreditam que o nome foi inspirado pela ocorrência, ao norte da localidade, de blocos de granitos que, vistos à distância, se assemelhavam a um lote de bestas russas.
Outra versão corrente, de cunho popular, admite haver residido nos arredores do antigo povoado “um velho que possuía cobiçado e vistoso lote de bestas”, notável pela uniformidade de sua cor. Finalmente, uma terceira versão deriva o topônimo da serra do mesmo nome, localizada no nordeste do Estado de Pernambuco.
Alguma família pernambucana estabelecida na zona teria dado ao local aquela denominação, reminiscência sentimental do seu torrão de origem.
As terras que viriam a constituir o atual município de Russas eram habitadas, à chegada dos primeiros colonos, por volta de 1690, por tribos selvagens que praticavam terríveis devastações, a fim de desalojarem os novos moradores. Luciano Cardoso de Vargas, médico procedente de Pernambuco; Francisco Ribeiro de Sousa e sua mulher, também daquela capitania (Muribeca), e Gaspar Rebouças Malheiros, oriundo de Viana (Portugal), destacam-se entre os primeiros desbravadores da Região.
Para que o nascente Arraial pudesse mais eficazmente opor-se aos ataques dos selvagens, Pedro Lelou construiu, em 1701, por ordem do Governo Português, uma pequena fortaleza a que foi dada a denominação de Forte do Jaguaribe.
O local , conhecido também por Presídio do Jaguaribe, pela nona destinação dada ao forte, chamou-se depois Presídio de São Francisco Xavier.
O povoamento intensificou-se em 1707, quando Cristóvão Soares Reimão iniciou a construção de uma capela e a demarcação de terras, destinando, da concessão feita a Gregório Gracisman de Abreu "meia légua de terra para a residência do pároco".
Erguida, em 1709, a "casa de Orações", com aparência de Igreja, no local onde hoje está a Matriz, passou a denominar-se Casa de Nossa Senhora.
Entretanto, havendo sido retirada a antiga fortaleza, verificaram os moradores a necessidade de substituir o nome do lugarejo.
Tendo em conta que o local que ficava o templo era o ponto de maior convergência dos que residiam nas cercanias, deram-lhe a denominação de Sítio da Igreja Sítio, àquela altura era o nome dado pelos colonos às suas vivendas, como é o caso do sítio do Frade, na mesma Região Jaguaribana.
Posteriormente, levando em consideração a circunstância de situar-se o templo na sede do maior núcleo de região, banhado pelo riacho Araybu, de há muito
conhecido pelo nome de riacho das Russas, deram-lhe, seus moradores, a denominação de Capela das Russas e, em substituição ao topônimo Sítio da Igreja, o de "Vila das
Russas", numa antecipação do ato administrativo que só no alvorecer do século passado viria a efetivar-se.
Em 1735, o povoado contava algumas centenas de habitantes e possuía "casario de beira e bica, paredame de tapume, chão de terra batido".
Em 1801, Bernardo Manuel de Vasconcelos, primeiro Governador da Capitania do Ceará, ordenou ao ouvidor Manuel Leocádio Rademark que erigisse em vila o povoado. Ocorreu a criação da vila em 15 de julho de 1801, verificando-se a instalação em 6 de agosto do mesmo ano.
Cerca de dois anos antes, em 16 de maio de 1799,
o Governador da Capitania de Pernambuco, a que se achava incorporado o Ceará, ordenara a criação da Vila,
com o nome de São José do Bispo ou Santo Antonio do Ouvidor, o que só se efetivou posteriormente, mediante ato do governador Vasconcelos, recebendo a vila a denominação de São Bernardo do Governador, modificada pelo povo para São Bernardo das Russas.
Foi a vila elevada à categoria de cidade pela lei nº 900, de 9 de agosto de 1859, com a designação de São Bernardo do Governador ( ou das Russas), reparando-se assim a anomalia observada por mais de meio século.
No Decreto nº 1956, de 5 de junho de 1891, o município aparece com o nome de Russas. Em face da duplicidade de designação, o Decreto nº 169, de 31 de março de 1938, fixou o topônimo Russas.
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Russas: a criação da VILA

Faz 199 anos que Bernardo Manuel de Vasconcelos, chefe de esquadra graduado, Professor na ordem de São Bento de Aviz, e fidalgo cavalheiro da Casa Real e primeiro Governador da Capitania do Ceará, determinou que o Ouvidor Manuel Leocádio Redemaker erigisse em vila a povoação, dando-lhe o nome de São Bernardo do Governador, o que foi feito no dia 6 de agosto de 1801.
Propósito ou mera coincidência, o fato é que a festa de São Bento era ou é realizada em Portugal nos meses de agosto de cada ano.
Muitos anos antes, porém, em 15 de maio de 1799, o Governador interino de Pernambuco havia ordenado ao Ouvidor do Ceará a criação da vila com a denominação de Santo Antonio do Ouvidor ou São José do Bispo e como não havia sido cumprida essa determinação, o Governador Bernardo, apoiado na ordem Régia de 22 de julho de 1776, rejeitou as recomendações supra, impondo a do seu agrado: São Bernardo do Governador.
A não ser, porém, em atos oficiais, ninguém escrevia ou chamava senão São Bernardo das Russas ou simplesmente São Bernardo.
Estas denominações a contra gosto, mesmo dos poderes públicos, chegaram a merecer a anuência de todos os lugarejos da vizinhança e a adquirir foros de “leis costumeiras”.
Para essa anomalia a lei n.º 900, de 9 de agosto de 1959, que elevou a vila à categoria de cidade, fez voltar o topônimo – São Bernardo das Russas, muito antigo e tradicional.
Já por força do Decreto Estadual n.º 169, de 31 de março de 1938, fixou o nome de Russas, excluindo os de São Bernardo.
De acordo com as prescrições legais da época devido a criação da vila, foi levantada na praça em frente a Igreja Matriz uma coluna de pedra e cal, armada de uma argola, e de uma corrente de ferro, na qual eram aprisionados os escravos, a mando dos senhores, para receberem castigos.
Sobre os alicerces desta coluna, conhecida oficialmente por pelourinho, sob a iniciativa do Dr. Eusébio de Sousa, então Juiz de Direito da Comarca, foi erigido um obelisco.

População de Russas em 1860

O município de Russas, antigo São Bernardo do Governador, ou simplesmente São Bernardo das Russas, cujos limites eram, por força de lei, os mesmos da Paróquia, tinha, em 1860, contados, 19.044 habitantes, sendo 17.044 livres e 2.000 escravos. Esses dados foram extraídos do livro "Ensaios Estatístico das Províncias do Ceará", de autoria do Senador Pompeu, edição de 1861.
Trata-se de Termo Independente , com juiz municipal e órfãos (letrado), 6 distritos de Paz, 1 Delegacia e 6 sub-delegacias.
Possuía dois Batalhões de Guardas Nacionais, e uma seção de Batalhão de Reserva. Existiam 6 escolas primárias, sendo duas na cidade, uma para cada sexo, e as demais localizadas nos Distritos de Morada Nova, Tabuleiro de Areia, Livramento e Limoeiro.
O Colégio Eleitoral era composto de 49 eleitores e pertencia ao 1º Distrito.
População da sede: 827 pessoas, que habitavam 170 casas , sendo que 120 eram escravos.
Nessa época o prédio onde funcionou o "Presídio do Jaguaribe" foi vendido pelo coronel Francisco das Chagas de Araújo, pela quantia de 400$000 réis a Antonio da Silva Leal, que pagou a metade em dinheiro e o restante em dias de serviço. Anos depois foi vendido ao Sr. Felipe José de Santiago que, em 1933, vendeu ao Sr. João Vital Ferreira Lima e, hoje pertence aos seus herdeiros.
Nesse tempo Russas já havia sido transformada em Vila - 1859 - e sua administração era feita pelos vigários, que acumulavam as funções de cura e Juiz.

A cheia de 1924

O ano de 1924, começou sem do céu cair uma gota d'água. O povo já sem esperança de chuva se preparava para romper uma grande seca idêntica a do mesmo ano, do século passado, como registra a história. Mas grande foi a surpresa deste mesmo povo, com o inverno que logo começou, no dia 24 de janeiro. Chovendo quase que quotidianamente até o dia primeiro de julho. O rio Jaguaribe transbordava com impetuosidade submergindo as terras marginais em uma altura e largura como nunca se viu nos maiores invernos até hoje conhecidos.
Basta dizer que desde os tabuleiros que ficam ao lado poente da cidade até o sopé da Serra do Apodi, as canoas navegavam sem interrupção como se fossem em um grande lago.
Pelas ruas da cidade as águas corriam impetuosamente e somente as casas localizadas ao lado nascente da Matriz, ficaram a salvo.
Outras casas do lado sul da Igreja de São Sebastião foram invadidas pelas águas, e outras mais não foram, devido a tapagem de tijolos com cimento que nas portas fizeram os seus habitantes.
Incalculáveis foram os prejuízos causados pela inundação, durante muitos dias, não só nas plantações que foram totalmente destruídas, mas também nos animais, que morreram afogados, e nas cercas das roças que caíram.
As famílias salvaram-se trepadas em jiraus, dentro de suas casas inundadas, sofrendo fome, e pedindo em gritos socorro, até que aparecesse uma pessoa que as conduzisse para a serra e tabuleiros.
O Padre Zacarias Ramalho, vigário de Russas na época, e que se encontrava em Fortaleza, em tratamento de saúde, procurou o Governador do Estado, o Sr. José Moreira da Rocha e expôs toda a situação reinante no Vale do Jaguaribe, tendo providenciado, de imediato, o envio de donativos, alimentos e medicamentos.
Viveu, por conseguinte, momentos dramáticos, a população russana ao enfrentar mais uma enchente.

História de Algumas Ruas

1) Avenida Dom Lino - Inicialmente conhecida pelo nome de rua da frente, depois rua Siqueira Campos e hoje Dom Lino, em homenagem ao Professor Municipal, ao vigário e Bispo de São Paulo, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho.

2) Padre Raul Vieira - Conhecida pelo nome de rua do Comércio, depois recebeu a denominação de João Pessoa, e, atualmente com essa designação, em homenagem ao Padre Raul Vieira de Queirós, que desempenhou as funções de vigário de nossa Paróquia, interinamente, no ano de 1919.

3) Coronel Araújo Lima - popularmente conhecida por rua de Trás, recebendo depois a denominação de Araújo Lima, em homenagem ao Intendente (1911) e primeiro prefeito do município Francisco Ferreira de Araújo Lima, que governou de 19l6 a 1918.

4) Dr. Perdigão Sobrinho - em homenagem ao farmacêutico, e um dos precursores da imprensa. Fundador do jornal O RUSSANO. Foi Intendente do Município de 1916/1918.

Praças

1) Monsenhor João Luís - Esta é a principal praça de nossa cidade, a antiga 7 de setembro, depois Juarez Távora e, posteriormente, recebeu a denominação que hoje ostenta, em homenagem ao Monsenhor João Luís de Santiago, que foi vigário desta paróquia durante 23 anos.

2) Praça Joaquim Távora - Como nunca foi construído algo que justificasse o nome de praça, a Prefeitura autorizou a construção da Agência do Banco do Brasil, em 1968.

3) Praça da Carnaúba - ao lado da Prefeitura, homenageando os vastos carnaubais existentes no município.
Quem viveu o ciclo da carnaúba sabe muito bem da riqueza de seus proprietários, os chamados coronéis.

4) Praça Edvaldo Leite - Localizada à entrada da cidade, de quem vem de Fortaleza, recebeu esse nome em homenagem ao comerciante Edvaldo Leite de Oliveira, pessoa bem relacionada em nosso meio sócio-comerciais.

5) Praça F.E.B. - Esta fica situada na rua Benjamim Constant, nas imediações do 1º Batalhão da PM, uma homenagem aos heróis da FEB.

O único sobrevivente aqui em Russas, faleceu recentemente, Sr. Zacarias Leandro Evangelista.

6) Praça Matoso Filho - Fica entre o prédio da Prefeitura e a Igreja Matriz, e representa uma homenagem do povo russano a Manuel Matoso Filho, que governou o município de 2 de dezembro de 1937 a 1945 e foi deputado estadual em 1950.


Executivo - Somente no ano de 1801 houve a primeira eleição para dirigentes da Vila, pois, até então, sua administração era exercida pelos vigários.
Estes tinham plenos poderes da Coroa para resolver os problemas da região , sob sua jurisdição. Portanto, o pároco de Russas exercia os poderes ministerial, como sacerdote, e judicial,
como juiz da Vara.
No dia 8 de agosto de 1801, por ordem do Corregedor d Comarca Manuel Leocádio Redemaker foi realizada a primeira eleição em Russas para dirigentes da Vila. Foram eleitos os seguintes cidadãos:
Para Juiz ordinário, Francisco Xavier de Matos Fontes;
Para sargento-mor, José Jacob de Freitas;
Para vereadores, Manuel Ferreira de Mendonça, Agostinho Vicente Colares e Simão Pita Porto Holanda;
Para procurador, Manuel Dionísio de Araújo, e
Para Juiz de Órfãos, o capitão-mor, José Antonio de Sousa Galvão.
Este último foi também Ouvidor da Capitania do Ceará, em substituição a Manuel Leocárdio Redemaker.
Com a implantação da Monarquia o município passa a ser administrado por uma Câmara composta de vereadores eleitos quadrienalmente.
Desse período tem-se notícia de algumas eleições, como a de 1822, quando o padre Vicente Rodrigues da Silva, então Presidente do Conselho Municipal, presidiu as eleições e obteve 107 votos para vereador, e consta sua assinatura na Ata de encerramento.
Nova eleição é procedida em 1829 para vereadores, e juiz de Paróquia de Russas e Capelas filiais de Tabuleiro
de Areia, São João e Livramento. Nesta, consta a assinatura do Padre Manuel Vicente Colares que serviu como presidente e do Padre José Bernardo Galvão.

No Livro de atas é registrada uma outra eleição para Juiz de Paz realizada em 1843, onde consta que o Padre Francisco Ayres de Miranda Henrique, não foi eleito, apesar de bem votado.
Em outros livros de Atas da Prefeitura, aparecem como Presidente de Câmara ou Conselho Municipal, os senhores Francisco das Chagas Araújo, José Raimundo da Silva, Joaquim Nogueira de Freitas, Joaquim Domingos, Augusto de Carvalho, João de Oliveira Lima, Inácio Antonio Rodrigues Machado, Antonio de Melo Costa e Antonio Alves Maia.
Com o advento da República, nosso Município passou a ser administrado por Intendentes ou Prefeitos, ora nomeados, ora eleitos. Apresentamos em ordem cronológica, a relação nominal dos Intendentes e Prefeitos de Russas, a partir de 1893.

<><><><><><><> Intendentes <><><><><><>

1º - João Nogueira de Freitas Costa - Nomeado pela Câmara Municipal, exerceu o cargo entre os anos de 1893 a 1894;
2º - José Honório Nogueira de Pontes, 1895 - Nomeado pela Câmara.
3º - José Casimiro Delgado Perdigão - 1896 - Nomeado pela Câmara Municipal.
4º - Francisco Ferreira de Araújo Lima - 1897 a 1904, nomeado pela Câmara.
5º - Francisco Honorato Rodrigues Lima - 1906
6º - Francisco Ferreira de Araújo Lima - 1911
7º - Dr. José Perdigão Sobrinho - 1912/1916
Obs. Vem a nova fase de governo com outra terminologia criada por Lei.


<><><><><><><><>Prefeitos<><><><><><><>

1º - Prefeito - Francisco Ferreira de Araújo Lima, permaneceu no cargo apenas por dois anos-1916/1918

2º - Prefeito - Felipe José de Santiago Lima, permaneceu no cargo de 1919 a 1921. Foi o último da série de Prefeitos nomeados.

3º - Prefeito - Dr. José Ramalho de Alarcon e Santiago, assumiu o cargo em 1921 e permaneceu até 1929. Como resultado da primeira eleição por sufrágio direto.
4º - Prefeito - João Maciel Pereira, exerceu o cargo no ano de 1929 a 1930.

<><><><><><>Interventores <><><><><><><>

1º - João Ivo Xavier, de 1930 a 1933

2º - Dr. Ezequiel da Silva Menezes, de 16 de janeiro de 1933 a 25 de maio de 1935.
3º - Vicente Veloso, exerceu o mandato de 2 de junho de 1935 até final de novembro de 1937.
4º - Manuel Matoso Filho, governou o município, na ditadura Vargas, de 2 de dezembro de 1937 a 1945.
5º - Dr. Manuel Sales de Andrade, foi interventor por apenas 15 dias.
6º - Carlos Pontes dos Santos Lima - de 1945 a 1946.
7º - Dr. João Maciel Filho - 1946 - ( meses ).
8º - João Ivo Xavier - 1947.

Após o reordenamento político, em que as eleições se realizaram no dia 1º de dezembro, conforme estabelecia a Constituição.

5º Prefeito - João de Deus, permaneceu no cargo de 15 de março de 1947 a 15 de março de 1951

6º Prefeito - Raimundo Maciel Pereira, de 195l a 1955
7º Prefeito - Dr. Eliseu Ferreira Lima, de 25 de março de 1955 a 25 de março de 1959.

8º Prefeito - Gerardo Matoso de Oliveira, de 25 de março de 1959 a 25 de março de 1963.

9º Prefeito - João de Deus, segundo mandato de 25 de março de 1963 a 25 de março de 1967.

10º Prefeito - Dr. José Martins de Santiago, de 25 de março de 1967 a 25 de março de 1971.

11º Prefeito - Pedro Maia Rocha, de 25 de março de 1971 a 3l de março de 1973.

12º Prefeito - Aurino Estácio de Sousa, de 3l de janeiro de 1973 a 3l de janeiro de 1977.

13º Prefeito - Dr. José Martins de Santiago, de 31 de janeiro de 1977 a 31 de janeiro de 1982.

14º Prefeito - Dr. Zilzo Leandro Evangelista, de 1º de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988
15º Prefeito - Dr. Francisco de Assis Bezerra Nunes, de janeiro de 1989 a dezembro de 1992

16º Prefeito - Francisco Agaci Fernandes da Silva, de 1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996.
17º Prefeito - Dr. Raimundo Weber de Araújo, atual.

<><><><><><>Legislativo <><><><><><><><>

A partir de 1829, os poderes estavam concentrados nas mãos de um único cidadão que acumulava os poderes de Intendente, do legislativo e, as vezes de juiz.
Como primeiro intendente eleito em 1843, consta o nome de Francisco Chagas de Araújo, que foi, naturalmente, o presidente do Legislativo, seguindo-se, do advento do regime Republicano até os nossos dias:

1. Vicente Leite de Oliveira -
2. Joaquim Feliz Rodrigues Lima -
3. Joel Correia Lima -
4. Raimundo Pereira de Araújo -
5. João Estácio de Sousa -
6. Orsete Leão Ribeiro -
7. Sebastião Santiago Lima -
8. Francisco Nadir de Araújo -
9. João Lopes de Sousa -
10. Francisco Wenes Campelo Maia -
11. Luís Miramar Nogueira -
12. Miguel Santiago de Oliveira - 1977 a 1978;
13. Francisco Rebouças de Oliveira,- de 1979 a 1980;
14. Miguel Santiago de Oliveira - de 1981 a 1982;
15. Raimundo Barreto da Silva; de 1983 a 1984;
16. Manuelito Maia Meireles - de 1985 a 1986;
17. Scipião Maia Scipião - de 1987 a 1988;
18. Manuelito Maia Meireles - de 1989 a 1990;
19. Gerardo Magela Maia Estácio - de 1991 a 1992;
20. Carlos Alberto Felix Nogueira Lima - de 1993 a 1994;
21. Francisco das Chagas Cruz - de 1995 a 1996;
22. Pedro Maia Rocha Júnior - de 1997 a 1998;
23. Raimundo Barreto da Silva - de 1999 a 2000.

<><><>< 1960 de Enchente><><><><><

Viveu a população ribeirinha do rio Jaguaribe e de seus afluentes, momentos dramáticos com a enchente de 1960, quando por ocasião do arrombamento parcial do açude Orós. A noticia logo se espalhou, e as cidades de Russas, Aracati, Itaiçaba, Jaguaribe, Limoeiro do Norte, Icó, e o distrito de Alto Santo, de nome Castanhão, foram evacuadas por forças do Exército. A cidade, como não poderia deixar de ser, parou. O Banco do Brasil transferiu todo os seus utensílios para o lugar Tourão e liberou os seus funcionários.
Nessa luta de socorro as vítimas os helicópteros prestaram inestimáveis serviços a este povo, que insistia em não abandonar suas casas. Sobre toda a região soltaram panfletos, que anunciavam a catástrofe, tida com certa. Em alguns deles lia-se: "Com o rompimento da barragem, todas as pessoas residentes nessas localidades estão com suas vidas em grande perigo, pois serão levadas pelas águas".
Havia estimativa de que mais de dez mil pessoas estavam completamente isoladas e sem grandes possibilidades de fuga, diante da aproximação rápida das águas enfurecidas do Rio Jaguaribe. Os flagelados se amontoavam nos lugares mais altos, como Poço Comprido, São João do Jaguaribe, Ilha Grande e Quixeré, e Tabuleiro Alto, em Russas.
Precisamente às 10 horas do dia 26 de março um terrível estrondo foi ouvido a grande distância. Um lençol d'água de larga proporção desce a barragem do grande reservatório e invade toda a extensão do Vale do Jaguaribe, destruindo o que encontrava pela frente, como casas, cercas, animais, etc.
Integrando a cadeia da solidariedade, da parede do açude transmitia o radioamador PT 7 VC - Coronel Chagas.
Relatando tudo nos seus mínimos detalhes. Claro que emissoras de rádio também estiveram presentes.
O Presidente JK prometeu e cumpriu.
Reconstruiu o açude Orós, em tempo recorde.


<><><><> Novas enchentes - 1974 <><><><>


Os habitantes do município de Russas passaram por momentos difíceis durante 45 dias, quando o riacho Araibu, afluente do Rio Jaguaribe, transbordou inundando várias ruas da cidade, sendo as mais atingidas a Dr. Perdigão Sobrinho, Monsenhor João Luís e Dr. José Ramalho, além das Vilas Matoso e Gonçalves.
Segundo divulgou o jornal "Correio de Russas" em sua edição de 7 de maio de 1974, naquele dia as águas retornavam ao leito do riacho, e a situação estava se normalizando. A população estava sendo vacinada, graças ao trabalho eficiente da Fundação SESP, a cuja frente se encontrava o Dr. Renê Pedregal.
Aos poucos as populações atingidas foram retornando aos seus locais de origem, para reconstrução de suas casas, cercas, currais, etc.
O Governo do Estado determinou a distribuição de sementes entre os agricultores pobres, esperando-se uma boa safra, principalmente, de algodão, trazendo resultados positivos para a economia do município.
O Riacho, que sempre nas enchentes, faz suas vítimas, desta feita, foram os senhores: José Hermes de Araújo e José Maria, cujos corpos foram localizados, após vários dias de busca pelo Corpo de Bombeiros.
O "CR" apresentou em sua edição várias fotos mostrando as ruas totalmente alagadas.

<><><><><>A seca de 1932<><><><><><><>

Ao ler a história das secas em nossa região, nota-se que não só as enchentes, como as secas têm provocado imensuráveis prejuízos à população, de um modo geral. Essa mesma histórias registra as secas dos anos de 1809, 1816, 1817 - 1824 - 1825 - 1830, 1844, 1845 - 1877 - 1879 1888, 1898 e 1900, 1903, 1907, 1915, 1919 e 1932, 1958, 1974 e 1985.
Daí para cá tem-se verificado apenas invernos fracos. Numa dessas secas a vítima foi Pero Coelho de Sousa, descobridor da foz do Jaguaribe, cuja retirada foi narrada no livro "Gênese do Ceará", de João Brígido, no capítulo "Retirada de Pero Coelho, relata: abandonados naquelas plagas inóspitas, sem transporte e sem alimentos.
Pero Coelho resolveu voltar ao Rio Grande com sua família e os poucos que lhe restavam. Os trabalhos começaram na primeira jornada. Caminhavam pela areia, e quando o sol crescia as crianças sentiam os pés doloridos, que fazia compunção ouvir-lhe o choro , acompanhado da lástima dos soldados e da pobre mãe.
No segundo dia, o capitão-mor teve que carregar os dois filhos que não podiam mais andar, e começou a falta d'água. Só no terceiro encontraram uma cacimba, junto a qual descansaram durante dois dias.
No sexto dia, a marcha se efetuou com grande receio dos índios, porque se divisava uma fumaça, que supunha ser do arraial de alguns canibais.. Dentro em pouco, porém, dois inimigos piores, se apresentaram - a fome e a sede, começando a fazer vítimas.
A primeira foi um carpinteiro, e nesse transe os que não podiam mais andar disseram ao capitão-mor que os deixasse ficar, pois a morte, se lhes acabariam os trabalhos, como sucedia àquele.
Animados por Pero Coelho prosseguiram, mas logo morreu outro homem, e Dona Tomázia o aconselhou a salvar-se deixando-a morrer ali com os filhos.
O capitão-mor animava a todos, assegurando que, dentro em pouco, encontrariam água.
Duas cacimbas que encontraram - chamadas Amargosa e Gamaré eram sais, que ninguém bebeu.
Em compensação, tiveram de passar uns mangues com lodo até a cintura, e ai encontraram caranguejos ( urutus), que comeram crus.
Deste ponto partiram para Mossoró, e aí chegando, após muitos dias de caminho, viram passar um barco, no qual não conseguiram ser ouvidos. Pouco depois morreu o filho mais velho do capitão-mor. Acabaram de perder o ânimo os expedicionários. Os soldados se achavam tão fracos que o vento os derrubava.
Felizmente, dona Tomázia recobrava a coragem, circunstância a que deu a mísera família chegar até o Rio Grande, onde Pero Coelho extenuado, morreu pouco tempo depois.
Como se observa, a descoberta da foz do Jaguaribe custou a vida de Pero Coelho.

(Jornal O Russano)

 

 

 

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