Praceta Comandante Fernandes Costa — Pelo vereador Senhor Cunha Marques foi apresentada a seguinte proposta: — A reintegração da Biblioteca Municipal, no mês de Outubro de 1984, avivou em muitos espíritos o nome prestigiado de um lousanense - Comandante Francisco Fernandes Costa de Carvalho, nascido na Rua do Comércio na Lousã, aqui fez a instrução primária, tendo prosseguido o curso Secundário e Superior com destino à Armada. Tendo tomado parte numa sublevação contra o governo saído da revolução de 1926, viu-se afastado daquela Arma pelo que seguiu para o Brasil, onde viveu mais de meio século. Depois, regressou a Portugal. Trouxe consigo uma valiosa Biblioteca, constituída por mais de quatro mil volumes, muitos com magníficas encadernações. Em 1969, já em Portugal, entendeu por bem doar à Câmara Municipal da Lousã, todos os seus livros, com a condição de passarem a constituir património cultural da vila da Lousã. Erguer um edifício condigno para instalação da Biblioteca e do Museu foi também o seu grande sonho. Para a sua realização oferecia duzentos contos em 1969. A morte que o surpreendeu em 1973 não deixou que se cumprisse a sua vontade, de qualquer modo, aquele património cultural de elevado valor, constituído por muitos milhares de livros, juntos pacientemente durante uma vida inteira, está hoje, como foi sua vontade, ao serviço do Povo da Lousã. Lousanense prestigiado no Brasil, o Comandante Fernandes Costa, creio dever merecer do Povo da Lousã e desta Câmara, justa homenagem à sua memória, pela nobreza do seu carácter, pelo valor do seu gesto, pela dignidade do seu exemplo e pelo grande amor à sua Terra Natal. Por tudo o que disse, proponho que o nome do Comandante Fernandes Costa, seja dado a uma das Ruas ou Praças da Lousã (1º - Praça ou Praceta a urbanizar, junto ao mercado; 2º - Rua N; 3º - Rua M; etc.. Lousã, 15 de Junho de 1985. O vereador do respectivo Pelouro; a) João da Cunha Marques. Aprovado em minuta.

Rua da Imprensa — Pelo vereador Senhor Cunha Marques foi presente um ofício que lhe havia sido dirigido pelo Técnico Superior de B.A.D. do seguinte teor: - Cada país, cada estado social, cada época tem a sua imprensa e, ao mesmo tempo, ela reveste para cada ambição, para cada facção, para cada tendência, para cada religião, a sua forma a sua forma diversa - típica, vivaz ou decadente, declarada ou dissimulada. Através porém, das variedades que a diversificam, das especialidades que a enriquecem, das excentricidades que as desnaturam; a origem do seu valor, do seu poderio, a sua indestrutível resistência, está no transparecer luminoso da sua acção sobre a sociedade e na sua correlação com o sentir do Povo. Desde a forma de apresentação até à técnica de redacção das notícias, vai todo um domínio inexplorado e da maior riqueza que permite prospecções interessantíssimas. São fontes de rara fecundidade para o conhecimento da história, da economia, da sociologia, dos costumes, etc., dum Povo. Estas regras são, também, apanágio da Imprensa Lousanense e concomitantemente, das suas Artes Gráficas, assim:

1º - Considerando que a Imprensa Lousanense comemorou o seu centenário no dia 01/05/1985;
2º - Considerando que o Jornal da Lousã foi fundado em 01/05/1885;
3º - Considerando que foram publicados na Lousã, até hoje, 25 títulos;
4º - Considerando que as “Artes Gráficas” na Lousã tiveram o seu início em 01/05/1885; Propomos que as “Artes Gráficas” da Lousã e a sua “Imprensa Periódica” sejam perpetuadas numa rua ou largo da Lousã, com a designação: Rua da Imprensa - 1 de Maio de 1885 - O Técnico Superior - a) José Alberto Matos da Silva - ... 04/06/1985 Vereador a) João da Cunha Marques. Deliberado aprovar em minuta.
(Deliberação de 18 de Jun. de 1985, f 63 v-64)

 

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