Rua Vila de Prades — Aprovada a seguinte proposta: - Atendendo a que as Vilas da Lous� e Prades v�o geminar-se dando sequ�ncia aos interc�mbios desportivos e culturais j� encetados; atendendo a que durante as festas de S. Jo�o teremos a visita de alguns conselheiros da Mairie de Prades, que vir�o fazer o levantamento da nossa realidade e das nossas potencialidades, proponho que seja dado o nome de Prades a uma rua da Lous�. O Presidente da C�mara.

(Delibera��o de 18 de Jun. de 1990, f. 77)

            Pra�a Francisco S� Carneiro — No pr�ximo dia 4 de Dezembro v�o perfazer-se 10 anos ap�s a morte, em circunst�ncias dram�ticas de Francisco S� Carneiro. O Partido Social Democrata de que foi fundador e que nele tem a sua fundamental e primordial refer�ncia moral e pol�tica n�o esquece uma data e sobretudo n�o esquece o Homem de elei��o e de grandeza, de frontalidade e verticalidade que em toda a sua vida foi Francisco de S� Carneiro. Por isso, por todo o Pa�s est�o a realizar-se manifesta��es com o termo comum “Recordar S� Carneiro no D�cimo Anivers�rio da sua Morte”. Mas Francisco S� Carneiro n�o foi meramente um Homem do Partido Social Democrata. Francisco S� Carneiro foi, sobretudo um Homem da Liberdade e da Democracia, da frontalidade, da consci�ncia colectiva da Na��o Portuguesa.

           J� antes do 25 de Abril, Francisco S� Carneiro, primeiro ligado a movimentos cat�licos e de forma��o c�vica e pol�tica, e depois por dentro do pr�prio regime como deputado da Assembleia Nacional, lutou com denodo e empenho pela restaura��o das liberdades c�vicas e pol�ticas, nomeadamente pela liberdade de Imprensa. E f�-lo com tanta frontalidade e vigor que, logo que se apercebeu que o regime anterior n�o cedia � sua luta pela liberdade, democracia e pelo reconhecimento dos direitos inalien�veis da pessoa humana, abandonou em circunst�ncias de alguma dramaticidade a dita Assembleia Nacional, e continuou, fora dela com igual intensidade a luta pelos ideais que constitu�am a sua matriz ideol�gica e moral. Chegada a manh� redentora de 25 de Abril de 1974, Francisco S� Carneiro com inteira fidelidade ao seu pensamento logo se associou com alegria e sem reservas � sua ideia de liberdade e democracia, fundando o ent�o Partido Popular Democr�tico-P.P.D., hoje Partido Social Democrata e participando no Governo Provis�rio presidido pelo Professor Palma Carlos.E mais uma vez se mostrou frontal e directo na defesa da liberdade e da democracia. Assim que verificou que uma ou outra estavam a ser postas em perigo por novas for�as antidemocr�ticas e totalit�rias, Francisco S� Carneiro, com a frontalidade e a grandeza de car�cter que sempre modelaram a sua vida, e em total solidariedade com Palma Carlos, abandonou o governo, confinando a sua luta que era a luta do Povo Portugu�s, dirigindo o seu Partido at� chegar ao governo como Primeiro Ministro. E tamb�m aqui Francisco S� Carneiro deu provas da sua grandeza de car�cter e de fidelidade aos princ�pios. Para Francisco S� Carneiro, em primeiro lugar estavam a liberdade, a democracia e o bem estar do Povo Portugu�s que tanto amava e o amava e s� depois, o seu Partido e at� a Social Democracia que sempre defendeu e praticou mesmo em tempos em que a Social Democracia que hoje todos aceitam e a que quase todos querem aderir, era considerada como se fosse uma heresia.. Do que se deixa dito fica bem expl�cito que se Francisco S� Carneiro foi um homem do seu Partido foi, sobretudo, um ac�rrimo defensor da Liberdade, da Democracia, do sujeito pela dignidade e direitos da pessoa humana e do desenvolvimento do Pa�s que profundamente amava e queria ver engrandecido e respeitado. Por todas estas raz�es e sentindo que v�o ao encontro dos desejos de grande parte sen�o da totalidade dos mun�cipes do Concelho da Lous�, os representantes do Partido Social Democrata na C�mara Municipal da Lous� prop�em que, em tempo oportuno e com a solenidade devida seja dado o nome de Francisco S� Carneiro � Pra�a interior da urbaniza��o de An�bal Antunes Bandeira, junto ao Pal�cio da Justi�a. Os proponentes n�o pretendem em primeira linha homenagear o l�der partid�rio que lhes � muito querido mas, fundamentalmente, homenagear o cidad�o da Liberdade e da Democracia que foi Francisco S� Carneiro. Aprovada a proposta com a alternativa de uma Avenida condigna.

(Delibera��o de 3 de Dezembro de 1990, f. 115 v-116 v.)

 

   

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