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Soneturno
Em outro tempo eu
lembrava, em nossas lides,
das aventuras de moço, só
libertos,
temos na prosa a
noção do tempo pouco, vagos
instantes, selvagens tão
somente
em lutas
desimportantes, justas para crescer
semeando frases,
flores em céu aberto
germe das minhas
feridas, velhas aquecidas doem
na alma, são friagens
na mente.
Vida em duplas medidas,
cem causas perdidas
grandes prantos em
amores vividos
das causas abraçamos a
doce paixão e
no amor sufocamos em
vão a nossa razão
vivemos rápido, breve,
amamos tanto,
em cada canto perdemos
o embalo, a libido
digo te amo sem corar,
não temos mais tempo
pra namorar, só em
onânico sermão,
manipulo texto e
testículos, absorvo a tua dor e
arremato só causas de
puro amor
maldita palavras,
descobre em versos
meu corpo sedento,
frio tremendo vil vazio
ficas na tese, encosta
apenas, eis vosso papel
rijo no inverno,
inerte sob o calor.
Outra aurora qualquer
reflete uma vida,
um homem uma mulher,
uma causa perdida
eternos amantes, em
uma era degustaram o presente
em dupla lembram o
passado
gozam o sistema fálico,
falido, desejam
no tempo
ternura poemas e belas metidas
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