FLORES DO CORAÇÃO

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À Tânia -

Minha neta e afilhada.

 

Quanta graça e ingenuidade,
Desta criança a sorrir!
Quanta magia e bondade
Há em sua alma a fruir.

As auras puras que a vida
Tanto precisa ao nascer...
Alva de bruma ou de arminho,
Quero assim, sempre te ver.

E pura, meiga, um encanto!
Que só nas flores se encontra
Como em ti, este carinho,
Que Deus sorrindo te deu.

Estes teus olhos azuis,
Que belo mimo que são!
Neles reflete a pureza
De tua alminha em botão.

É grácil, meiga criança,
Estes teus olhos azuis,
Trazem para mim esperança,
Eu, como um sol ao poente...
Tu, como um sol ao levante!

 

27 - 1 - 1954

 

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