Os pol�meros, em geral, formam uma cadeia principal de �tomos de carbono ligados lateralmente por �tomos de hidrog�nio. Vamos tomar como exemplo uma mol�cula de poliacetileno (PA) cuja unidade monom�rica (unidade que se repete ao longo da cadeia) � (� CH � ) formando uma estrutura conjugada finita do tipo (...� CH = CH � CH = CH � ...). As liga��es s (liga��es simples) que unem um �tomo de C com dois outros �tomos de carbono adjacentes s�o formadas pela hibridiza��o dos orbitais at�micos 2s, 2px e 2py de cada �tomo (liga��es sp2). J� a liga��o ? � formada pela superposi��o lateral dos orbitais at�micos 2pz perpendiculares � liga��o s. Estas s�o liga��es mais fracas e n�o localizadas. Esta superposi��o dos orbitais 2pz se estende ao longo do seguimento conjugado de modo que os el�trons que participam desta liga��o n�o est�o localizados pr�ximo a um �tomo espec�fico, mas sim delocalizados por todo o seguimento conjugado.
O modelo mais usado para se explicar a semicondutividade dos pol�meros conjugados � a teoria de bandas. Em uma mol�cula diat�mica, pode-se desenhar um diagrama de orbital molecular (MO) mostrando dois estados: um ligante (p) de menor energia e um antiligante (p*) de maior energia. O estado p est� preenchido e o p* est� vazio. Ao adicionarmos outro �tomo � mol�cula, um outro MO � adicionado ao diagrama. Em uma mol�cula polim�rica, que consiste de muitos �tomos (mais de 1000 em muitos casos), os estados ocupados e os desocupados ser�o t�o numerosos que ser�o praticamente cont�nuos, formando o equiva- lente a bandas de energia (banda de val�ncia e de condu��o, respectivamente). O estado mais alto ocupado (HOMO, �highest occupied molecular orbital�) e o mais baixo desocupa- do (LUMO, �lowest unoccupied molecular orbital�) s�o separados por um �gap� de energia tipicamente da ordem de 1 a 5 eV, conferindo, portanto, o car�ter semicondutor destes materiais. |