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Sistema
Nervoso O sistema nervoso
detecta estímulos externos e internos, tanto físicos quanto químicos, e
desencadeia as respostas musculares e glandulares. Assim, é responsável
pela integração do organismo com o seu meio ambiente. Ele é formado,
basicamente, por células nervosas, que se interconectam de forma específica
e precisa, formando os chamados circuitos neurais. Através desses
circuitos, o organismo é capaz de produzir respostas estereotipadas que
constituem os comportamentos fixos e invariantes (por exemplo, os
reflexos), ou então, produzir comportamentos variáveis em maior ou menor
grau. Todo ser vivo dotado
de um sistema nervoso é capaz de modificar o seu comportamento em função
de experiências passadas. Essa modificação comportamental é chamada de
aprendizado, e ocorre no sistema nervoso através da propriedade chamada
plasticidade cerebral. O Neurônio A célula nervosa, ou,
simplesmente, neurônio, é o principal componente do sistema nervoso.
Considerada sua unidade anatomo-fisiológica, estima-se que no cérebro
humano existam aproximadamente 15 bilhões destas células, responsável
por todas as funções do sistema. Existem diversos tipos de neurônios, com diferentes funções dependendo da sua localização e estrutura morfológica, mas em geral constituem-se dos mesmos componentes básicos: 1) o corpo do neurônio (soma) constituído de núcleo e pericário, que dá suporte metabólico à toda célula; 2) o axônio (fibra nervosa) prolongamento único e grande que aparece no soma. É responsável pela condução do impulso nervoso para o próximo neurônio, podendo ser revestido ou não por mielina (bainha axonial) , célula glial especializada, e; 3) os dendritos que são
prolongamentos menores em forma de ramificações (arborizações
terminais) que emergem do pericário e do final do axônio, sendo, na
maioria das vezes, responsáveis pela comunicação entre os neurônios
através das sinapses. Basicamente, cada neurônio, possui uma região
receptiva e outra efetora em relação a condução da sinalização. A Sinapse É a estrutura dos
neurônios através da qual ocorrem os processos de comunicação entre os
mesmos, ou seja, onde ocorre a passagem do sinal neural (transmissão sináptica)
através de processos eletroquímicos específicos, isso graças a certas
características particulares da sua constituição. Em uma sinapse os neurônios
não se tocam, permanecendo um espaço entre eles denominado fenda sináptica,
onde um neurônio pré-sináptico liga-se a um outro denominado neurônio
pós-sináptico. O sinal nervoso (impulso), que vem através do axônio da
célula pré-sináptica chega em sua extremidade e provoca na fenda a
liberação de neurotransmissores depositados em bolsas chamadas de vesículas
sinápticas. Este elemento químico se liga quimicamente a receptores
específicos no neurônio pós-sináptico, dando continuidade à propagação
do sinal. Um neurônio pode
receber ou enviar entre 1.000 a 100.000 conexões sinápticas em relação
a outros neurônios, dependendo de seu tipo e localização no sistema
nervoso. O número e a qualidade das sinapses em um neurônio pode variar,
entre outros fatores, pela experiência e aprendizagem, demonstrando a
capacidade plástica do SN. Organização Funcional Funcionalmente,
pode-se afirmar que o SN é composto por neurônios sensoriais, motores e
de associação. As informações provenientes dos receptores sensoriais
aferem ao Sistema Nervoso Central (SNC), onde são integradas (codificação/comparação/armazenagem/decisão)
por neurônios de associação ou interneurônios, e enviam uma resposta
que infere a algum orgão efetor (músculo, glândula). Kandel sugere que
o "movimento voluntário é controlado por complexo circuito neural
no cérebro interconectando os sistemas sensorial e motor. (...) o sistema
motivacional". As respostas desencadeadas pelo SNC são tão mais
complexas quanto mais exigentes forem os estímulos ambientais
(aferentes). Para tanto o cérebro
necessita de uma intrincada rede de circuitos neurais conectando suas
principais áreas sensoriais e motoras, ou seja, grandes concentrações
de neurônios capazes de armazenar, interpretar e emitir respostas
eficientes a qualquer estímulo, tendo também a capacidade de, a todo
instante, em decorrência de novas informações, provocar modificações
e rearranjos em suas conexões sinápticas, possibilitando novas
aprendizagens. Áreas Associativas do Córtex Todo o córtex cerebral é organizado em áreas funcionais que assumem tarefas receptivas, integrativas ou motoras no comportamento. São responsáveis por todos os nossos atos conscientes, nossos pensamentos e pela capacidade de respondermos a qualquer estímulo ambiental de forma voluntária. Existe um verdadeiro mapa cortical com divisões precisas a nível anatomo-funcional, mas que todo ele está praticamente sempre mais ou menos ativado dependendo da atividade que o cérebro desempenha, visto a interdependência e a necessidade de integração constante de suas informações frente aos mais simples comportamentos.
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