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RESUMOS
DE ECOLOGIA Ecologia no Brasil, ciência que se desenvolveu no mundo a partir de pesquisas realizadas no Brasil. Muitos dos naturalistas que visitaram o Brasil no século XVIII, como Alfred Wallace, Alexander von Humboldt, Johann Von Spix, Karl Von Martius e Saint-Hilaire, dedicaram-se à pesquisa da nossa flora e fauna, também sob o ponto de vista ecológico. Mas foi o naturalista dinamarquês Eugenius Warming (1841-1924), quem introduziu a noção de ecologia, ao estudar, entre 1863 e 1866, a vegetação dos campos cerrados nos arredores de Lagoa Santa (Minas Gerais), onde esteve a convite de Peter Lund. Com base no que observou no Brasil, Warming escreveu o livro Plantesamfunde (As comunidades vegetais, 1895), primeira obra sobre ecologia publicada no mundo. Só 30 anos mais tarde apareceu o livro Etologia Animal, de Elton, que estudou o comportamento dos animais e o meio ambiente em que vivem. Em 1942, foi publicado no Brasil o primeiro trabalho sobre ecologia, de autoria do botânico Félix Kurt Rawitscher, o qual abriu o caminho para o desenvolvimento da ecologia com base em estudos experimentais no país. Seguiram-se outros dois que, além de analisar a influência dos fatores climáticos, tiveram grande importância didática na introdução dos métodos de pesquisa ecológica no país. O primeiro trabalho experimental de ecologia de campo no Brasil, Profundidade dos solos e vegetação dos cerrados no Brasil Meridional, escrito por Rawitscher, Ferri e Rachid, foi publicado nos Anais da Academia Brasileira de Ciências, em 1943. Compreendendo
a importância dessa ciência, a Universidade de São Paulo criou, há
mais de duas décadas, no Instituto de Biociências, um Departamento de
Ecologia Básica. Desde então, vários outros institutos e faculdades têm
criado departamentos dedicados à ecologia. Agenda
21, denominação dada a um dos acordos mais importantes assinado pelas nações
participantes da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e
Desenvolvimento — conhecida como Eco-92 — realizada no Rio de Janeiro
(ver Desenvolvimento sustentável). Contém mais de 2.500 recomendações
para criar melhores condições para a população mundial e a preservação
do meio ambiente, no próximo século. Constitui um programa de ação
para implementar um modelo de desenvolvimento sustentável que leve à
compatibilização das atividades econômicas com os recursos naturais e a
qualidade de vida das populações. A
agenda 21 está dividida em 4 seções: Dimensões Sociais e Econômicas,
Conservação e Gerenciamento dos Recursos para o Desenvolvimento,
Fortalecimento dos Principais Grupos Sociais e os Meios de Implementar as
Ações Propostas. Seus temas são abordados de forma abrangente. Sua
relevância se prende ao fato de oferecer opções práticas que podem ser
implementadas e por destacar o papel de cada um dos diversos segmentos que
compõem a sociedade. Seus programas de ação estão alicerçados na idéia
de que a população, o consumo e a tecnologia são fundamentais para a
mudança ambiental na Terra. A colaboração entre as nações é
enfatizada como forma de se alterar o quadro de pobreza e degradação
ambiental que domina nas sociedades no mundo atual. Sucessão
(ecologia), processo que implica a substituição progressiva de uma
comunidade vegetal ou animal por outra mais apta. O processo total
compreende duas fases distintas. A primeira fase, a invasão, corresponde
à introdução de elementos da nova comunidade no ambiente, ainda
dominado pela comunidade anterior, e a conseqüente luta pela hegemonia
nesse espaço. A segunda fase, a sucessão, constitui a vitória da nova
comunidade e a afirmação de sua hegemonia. Os sociólogos da escola de
sociologia urbana de Chicago (USA) desenvolveram trabalhos sobre mudança
étnica em bairros de cidades americanas, fazendo uma analogia com este
processo da natureza. Essa orientação ficou conhecida como
"ecologia urbana". As
unidades funcionais de um ecossistema são as populações de organismos
através das quais circulam a energia e os nutrientes. Uma população é
um grupo de organismos da mesma espécie que compartilham o mesmo espaço
e tempo (ver Espécies e especiação). O território ou lugar no qual
vivem e ao qual estão adaptadas as distintas plantas ou animais recebe o
nome de hábitat, dentro do qual os organismos ocupam distintos nichos. Um
nicho é o papel funcional que desempenha uma espécie numa comunidade, ou
seja, sua ocupação ou modo de ganhar a vida. Os
grupos de populações de um ecossistema interagem de várias formas.
Estas coletividades interdependentes de plantas e animais formam uma
comunidade, que abrange a porção biótica do ecossistema. As principais
influências sobre o crescimento das povoações estão relacionadas com
diversas interações, que são as que mantém unida a comunidade. Estas
incluem a concorrência, tanto no seio das espécies como entre espécies
diferentes; a predação, incluindo o parasitismo, e a co-evolução ou
adaptação. SUCESSÃO
E COMUNIDADES CLÍMAX Os
ecossistemas são dinâmicos no sentido de que as espécies que os compõem
não são sempre as mesmas. Isto se vê refletido nas mudanças gradativas
da comunidade vegetal com o passar do tempo, fenômeno conhecido como
sucessão. Começa
pela colonização de uma área alterada, como um campo de cultivo
abandonado ou um caudal de lava recentemente exposto, por parte de espécies
capazes de tolerar suas duras condições ambientais. Em sua maior parte
se trata de espécies oportunistas, que se aferram ao terreno durante um
período de tempo variável. Como vivem pouco tempo e não são boas
competidoras, acabam sendo substituídas por espécies mais competitivas e
de vida mais longa, como os arbustos, e em seguida pelas árvores. Com o
tempo, o ecossistema chega a um estado chamado clímax, no qual toda mudança
ulterior se produz muito lentamente, e o lugar fica dominado por espécies
de longa vida e elevada competitividade. Alguns
têm mais qualidades para sobreviver e reproduzir-se do que outros. Os
organismos cujas características para sobreviver e reproduzir-se são
melhores, tenderão a contribuir com mais genes para os
"conjuntos" genéticos do futuro do que aqueles cujas características
sejam más para esta finalidade: os genes que tendem a formar organismos
bons serão predominantes nos "conjuntos" genéticos. A seleção
natural traduz-se nos diferentes níveis de sucesso que alcançam os
organismos na sobrevivência e reprodução: isto é importante por causa
dos requisitos necessários para a sobrevivência dos genes no
"conjunto" genético. Desenvolvimento sustentável, termo aplicado ao desenvolvimento econômico e social que permite enfrentar as necessidades do presente, sem pôr em perigo a capacidade de futuras gerações para satisfazerem suas próprias necessidades. Durante as décadas de 1970 e 1980 tornou-se cada vez mais claro que os recursos naturais estavam sendo dilapidados em nome do "desenvolvimento". Estavam se produzindo mudanças imprevistas na atmosfera, nos solos, nas águas, entre as plantas e os animais e nas relações entre todos eles. Foi necessário reconhecer que a velocidade da transformação era tal que superava a capacidade científica e institucional para minimizar ou inverter o sentido de suas causas e efeitos. Estes grandes problemas ambientais incluem: 1) o aquecimento global da atmosfera; 2) o esgotamento da camada de ozônio da estratosfera; 3) a crescente contaminação da água e dos solos pelos derramamentos e descargas de resíduos industriais e agrícolas; 4) a destruição da cobertura florestal (ver Desmatamento); 5) a extinção de espécies (ver também Espécies ameaçadas); 6) a degradação do solo. Ao final de 1983 criou-se, dentro da Organização das Nações Unidas, uma comissão independente para examinar estes problemas e sugerir mecanismos que permitam à crescente população do planeta satisfazer suas necessidades básicas sem pôr em risco o patrimônio natural das gerações futuras. Após a comissão, o acontecimento internacional significativo seguinte foi a cúpula da Terra, ocorrido em junho de 1992, no Rio de Janeiro. Denominada oficialmente Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no qual estiveram representados 178 governos, incluindo 120 chefes de Estado, também ficou conhecida como Eco-92 ou Rio-92. Tratava-se de encontrar modos de traduzir as boas intenções em medidas concretas e de que os governos assinassem acordos específicos para enfrentar os grandes problemas ambientais e de desenvolvimento. Os resultados da cúpula incluem convenções globais sobre a biodiversidade e o clima, uma Constituição ou Carta da Terra, de princípios básicos, e um programa de ação chamado Agenda 21, para pôr em prática estes princípios. Os resultados foram relativizados pela negativa de alguns governos a aceitar os cronogramas e objetivos para a mudança ou concordarem com a adoção de medidas vinculantes. O programa de ação contido na Agenda 21 aborda, em seus 41 capítulos, quase todos os temas relacionados com o desenvolvimento sustentável que possam ser imaginados; porém, não está suficientemente financiado. Entretanto, a conferência foi um exercício transcendental de conscientização ao mais alto nível político. A partir dela, nenhum político relevante poderá alegar ignorância dos vínculos existentes entre o desenvolvimento e o meio ambiente. Organizações ambientalistas, instituições que atuam em prol da proteção e conservação do meio ambiente, podendo ou não pertencerem à esfera do poder público. As organizações de governo preparam em termos técnicos a legislação ambiental, gerenciam as unidades de conservação, realizam pesquisas ecológicas e fazem a fiscalização. As organizações não governamentais (ONGs) ambientalistas lutam pela preservação do meio ambiente procurando sensibilizar a opinião pública e empresas e buscar a cooperação do governo, nas suas diferentes esferas do poder. Trabalham denunciando, conscientizando e criando formas de pressão, para reverter situações que atentem contra o meio ambiente. Destacam-se também por realizar estudos, fazer monitoramentos e publicar relatórios, livros, vídeos e propagandas, que elevam o nível de conscientização dos problemas ambientais. Dedicam-se a salvar determinadas espécies da fauna que estão em extinção, como a defesa das baleias e do mico-leão no Brasil. Há entidades que atuam em escala mundial entre as quais podem ser citados o Greenpeace, Amigos da Terra, Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e a União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, que foi criada em 1934. No
Brasil, há um número significativo de entidades que trabalham dedicados
à causa ambiental. A Agenda 21 reconheceu o papel importante das ONGs
como parceiras para o desenvolvimento sustentável. Ciclo
dos Nutrientes
LIMNOCICLO
- O biociclo da água doce. O
conjunto dos ecossistemas de água doce é chamado limnociclo, e é o
menor de todos os biociclos estudados. É o menor ambiente da
Terra O
Limnociclo pode ser divididos em duas partes: Águas
lóticas segmento
formado por rios, riachos e corredeiras, em que a água se desloca
rapidamente. Águas
lênticas formado
por lagos, lagoas, represas e pântanos, em que a água fica
praticamente parada. Os
organismos que compõem a parte biótica do limnociclo também são
divididos em plâncton, nécton e bentos, com as mesmas características
dos seus correspondentes marinhos. Águas
lóticas Com
as águas em permanente movimento, esses ecossistemas se apresentam bem
oxigenados e ricos em nutrientes inorgânico trazidos. Principalmente,
pela erosão dos terrenos adjacentes a suas margens. Como se pode
perceber, trata-se de um ecossistema importador, ou seja, está sempre
recebendo material dos ecossistemas vizinhos e, por isso, é bastante
dependente e frágil. Essa fragilidade e, seu equilíbrio ecológico é
observada quando ocorre despejo de esgotos ou de agrotóxicos. Nesses
ecossistemas, não encontramos um plâncton bem definido. Com as águas
correntes, os seres vivos que normalmente vivem na superfície seriam
arrastados num só sentido e desapareceriam. Podemos encontrar, porém,
plantas e animais perfeitamente adaptados à correnteza. São algas
filamentosas e musgos presos às rochas, moluscos escondidos debaixo de
pedras, lavas de insetos nas dobras da margens e uma grande variedade de
peixes. Águas
lênticas Desde
uma pequena poça d’água, formada pela chuva, passando por pequenas
lagoas, brejos, represas artificiais, até os Grandes Lagos da América do
Norte, todos são componentes desse segmento do limnociclo – as águas lênticas
– cujas águas, aparentemente paradas, estão em constante renovação. Os
mananciais extensos de águas lênticas, como um grande lago, podem
apresentar três regiões ou zonas: litorânea, límnica e profunda, cujas
características são as seguintes: Zona
litorânea – região próxima das margens, de pouco profundidade, muitos
vegetais fixos no fundo com ou sem partes flutuantes, e muitas espécies
animais, de invertebrados e mamíferos. Zona
límnica – região muito rica em fito e zooplâncton, bem como em
peixes. Corresponde à parte interna do lago, estendendo-se da superfície
até onde haja penetração da luz. A luminosidade dessas águas depende
de vários fatores, como a presença de algas e outras plantas de superfície,
de detritos orgânicos etc. Zona
profunda – região sem a presença de luz e, portanto, de vegetais
fotossintetizantes. Há nela alguns animais de fundo, que se alimentos dos
detritos oriundos das zonas superiores, e decompositores – fundos e bactérias
– que fecham a teia alimentar local. Existem
alguns lagos, em regiões temperadas, cuja variação da temperatura das
águas provoca uma certa circulação. Como a água fria é mais densa do
que a água quente, as massas líquidas mais frias permanecem no fundo até
atingir a graduação de 4ºC, quando, então, entra em ponto de
solidificação, e o gelo formado volta a flutuar. Dessa forma, podemos
dizer que o congelamento num lago (ou num mar) começa na superfície. No
verão, a água se aquece por ação solar e permanece nas camadas
superiores não havendo grande circulação, entre a superfície e o
fundo. Podemos observar, no entanto, uma pequena circulação na faixa de
até 5 metros de profundidade. No
outono, com o rápido resfriamento das águas superficiais, veremos um
verdadeira reviravolta. Nesse fenômeno, observamos a oxigenação das
profundezas e a subida de matéria orgânica que antes estava estacionada
no fundo. No
inverno, a água superficial atinge temperaturas abaixo de 4ºC,
congelando-se com densidade menor do que a água líquida, forma uma
camada de gelo. Nesse caso, também não se verifica circulação entre as
regiões de superfície e de fundo. Na
primavera, o gelo desfaz-se e a superfície volta a ter um temperatura
elevada, retornando o período das reviravoltas, com novas oxigenações
de fundo e enriquecimento de nutrientes nas regiões habitadas pelos fito
e zooplâncton. Cadeia alimentar Uma cadeia alimentar
define a seqüência de seres vivos que se alimentam uns dos outros
buscando a energia, direcionando, assim, o fluxo de matéria e o próprio
fluxo da energia dentro do ecossistema. Uma cadeia alimentar tem elementos
básicos como: Produtores - São
sempre autótrofos, produzem alimento que será usado na cadeia e estão
obrigatoriamente no início de qualquer cadeia alimentar. A energia
trasnformada a partir da luz solar e do gás carbônico será repassada a
todos os outros componentes restantes da cadeia ecológica. Os principais
produtores conhecidos são as plantas e algas microscópicas
(fitoplancton). Consumidores - São os
organismos que necessitam de se alimentar de outros organismos para obter
a energia que eles não podem produzir para si próprios. Vão se
alimentar dos autótrofos e de outros heterótrofos podendo ser
consumidores primários, consumidores secundários, consumidores terciários
e assim por diante. É bom lembrar que sempre que há a alimentação, nem
toda a energia obtida será integralmente usada, isto é, parte dessa
energia não será absorvida e será eliminada com as fezes outra parte
será perdida em forma de calor. Assim, grande parte da energia será
perdida no decorrer de uma cadeia alimentar diminuindo sempre a cada nível.
Podemos então dizer que o fluxo de energia num ecossistema é
unidirecional começando e sempre com a luz solar incidindo sobre os
produtores e diminuindo a cada nível alimentar dos consumidores. Decompositores - São
organismos que atuam exatamente em papel contrário ao dos produtores.
Eles transformam matéria orgânica em matéria e inorgânica reduzindo
compostos complexos em moléculas simples, fazendo com que estes compostos
retornem ao solo para serem utilizados novamente por outro produtor,
gerando uma nova cadeia alimentar. Os decompositores mais importantes são
bactérias e fungos. Por se alimentarem de matéria em decomposição são
considerados saprófitos ou sapróvoros. O conjunto de uma série
ecossistemas é chamado de teia alimenta, neste caso várias teias se
entrelaçam fazendo com que as relações ecológicas sejam múltiplas e o
alimento disponível possa ser utilizado por vários indivíduos e
realmente compondo um ecossistema.
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