Primeiras juras de amor

 

 

As seivas dimanavam, como prantos derramados,

Num coração desenhado, os nossos nomes se encontravam,

Por cupido transpassados, numa linda e pura jura,

Como num ato de bravura, o canivete em espada,

Deixei na arvore gravada, promessas de apaixonados,

 

Num juramento aos céus, prometi que te amaria,

Por toda eternidade, até o fim dos meus dias,

Viveria á te amar, como á minha própria vida;

Deixei-te acometida, pelo furor da paixão,

Pegado em tua mão, jurei. Jamais te esqueceria,

 

E numa tarde de inverno, eu estava á me aquecer,

Coladinho em você, o frio me consumia,

Na tarde daquele dia, algo iria acontecer,

Não poderia prever minhas lagrimas em choro,

Acabou nosso namoro, terminou minha alegria.

 

As juras desmoronaram, nós pecamos por jurar,

Quisera eu apagar o desenho da paixão,

Que eu fizera então, quando meu amor jurei,

E as seivas que derramei, ao ver você partir,

Não poderão aluir todo amor que te dei.

 

Mas ainda tenho no peito teu lindo nome gravado,

Á ferro e á fogo marcado, não dar mais pra apagar,

Não sofro por te amar, você também não foi culpada,

Caímos numa cilada, que o destino preparou,

Fostes meu primeiro amor, és minha eterna namorada.

 

 

Por fausto (poti)

 

             

 

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