Havia na índia antiga, um majestade muito rico.
Tinha tudo que o dinheiro poderia comprar.
Um homem justo e benevolente.
Alem de toda riqueza material, ele também,
Tinha um único filho a quem o amava muito.
Seu filho, nascido na fartura de todos os bens matérias,
Recebia quase diariamente, presente de grandes
valores,
Ofertados pelos admiradores do seu pai. O rajá.
Porem nada que lhe pertencia tinha importância para
ele.
Nada, nenhum presente lhe era de valia.
De todos os modos que lhe era possível, fazer com
que,
Ele agradecesse as dádivas a que era submetido.
Sem saber mais o que fazer para obter êxito,
Ele programou uma caçada.
Providenciou seus elefantes e verdadeiro exercito
para
Acompanhar seu amado filho
Com o intuito que o príncipe se apaixonasse por
algo.
Os batedores foram na frente, procurando o melhor espécime,
Para que fosse abatido pelo nobre filho.
Depois de meio dia de caminhada, encontraram a fera.
Acuada pelos batedores, o tigre, o maior que os caçadores,
Já havia visto, estava frente á frente com o príncipe.
...Ele ficou extasiado, paralisado, olhando a besta,
o medo tomou,
Conta do seu ser, seu corpo paralisado, sem ação,
sentiu sua vida,
Esvair-se tal qual o liquido derramado ao chão.
O filho do rajá agora experimentara pela primeira
vez na vida
A fragilidade. Mesmo rodeado por vassalos, exímios
atiradores,
Ele não atinava pra nada, apenas via á sua frente
os olhos do tigre, acossado.
Aquele brilho penetrante, fixo em seu olhar.
O tiro não foi tão certeiro como deveria ser,
Passou resvalando no animal que por sua vez e
instintivamente
Saltou sobre o herdeiro do rajá.
O rapaz caiu estatelado ao chão, o tigre sobre ele
olhando-o fixamente,
Nos olhos, estagnado pelos outros muitos tiros
deflagrados pelos,
Caçadores, tudo que ele queria, viu refletido na íris
negra do felino.
O olhar do tigre nunca mais saiu dos sonhos daquele
príncipe
Ele aprendeu que tudo o que temos é o que podemos
dar
E que os presentes que á nós são ofertados, é o
que valemos,
São os reflexos do que somos aos olhos dos que nos
ofertam.
Por vezes recebemos algo em memória de outros, e não
por nossos valores...
Te dei um beijo, pois é carinho que vejo nos teus
olhos.
Por
fausto (poti)