Obra irmã 

 

 

 

 

Quando a`gua desce em seu corpo,

Banhando sua beleza, mostrando a delicadeza,

De sua pele macia, o odor que exala inebria,

Entorpecendo minha mente, fico como que demente,

Sentindo o rosto aquecer, a face enrubescer,

Minhas mãos ficarem frias.

 

Vôo nas nuvens do céu, flutuo nas ondas do mar,

Sinto ventos me tocar, Quando a toalha desliza,

Secando gotas indecisas que escorem entre seus dedos,

Revelado-me segredos, rasgando-se os véus do pudor,

Em estado de torpor sobre-sai-me os degredos.

 

Seu andar malicioso parecendo um bailado,

Joga os velos de lado lançando um olhar perdido,

Seus cabelos compridos escorrem sobre sua mama,

O traje posto na cama numa combinação perfeita,

Cada qual que se ajeita no seu corpo escultural,

É mesmo fenomenal como ele não os rejeita.

 

Parecendo um ritual veste peça por peça,

E sem nenhuma pressa, senta na beira do leito,

Perfuma o colo, o peito, se pinta para ficar mais bela,

Nem sabe ela que nem há necessidade,

Apenas por vaidade, se pinta tal um`aquarela.

 

Após todo esse rito, ela vira-se pra mim,

Aproxima-se enfim e fala bem de mansinho,

Dá um beijo de carinho em minha face aquecida,

É triste a despedida, vou ficar sozinho agora,

Enquanto ela vai embora, fico só á imaginar,

Quem será que vai goza-la? por esse mundo á fora.

 

 

 

                           Por fausto (poti)

 

 

 

 

 

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