Noite á sós

 

 

 

 

Chega a noite, e com ela nostalgia,

Ilha de agonia trajada de escuridão.

Não existe emoção, apenas utopia,

No leito inquieto, o peito aberto,

Cheio de dor, tenho apenas o cobertor,

Como minha companhia.

 

Horas demoradas quase infinitas,

Cova maldita meu corpo prostrado.

Pensamentos guiados pela vontade

A incapacidade se torna latente

Torna á mente saudades passadas

Longas madrugadas se fazem presentes.

 

Por vezes o frio, outras o calor.

Aumenta a dor e nessa agonia

Esvai-se a porfia me pego a rolar

Tentando encontrar uma porta aberta

Olho pela fresta se vejo o arrebol

Nenhum raio de sol me bate á testa.

 

Olhos abertos, fechada penumbra,

Que minha´lma não sucumba

Á pensamentos sorrateiros

Apenas travesseiros trazem um pouco de conforto

Espírito sem corpo, que vaga ao leu,

Esperando que o céu me trate por morto.

 

Crepúsculo que acode a minha tristeza

Maldita incerteza da manhã do amanhã,

Felicidade anã, minguante peleja,

Quem dera esteja para amanhecer

Ai meu sofrer recomeça com a aurora

Aproxima-se a hora de adormecer.

 

 

 

 

 

Por fausto (poti)

 

 

 

 

 

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